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Radar: The Morbs, Holy Death Temple, You Citizen – e mais sons do Groover

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Radar: Foto (The Morbs): Amelie Eiding / Divulgação

O Pop Fantasma tá na Groover! Por lá, artistas independentes mandam seus sons pra uma rede de curadores – e a gente faz parte desse time. Fizemos hoje uma relação do que tem chegado de legal até a gente por lá – começando com o som do The Morbs.

O que tem chegado até nós? De tudo um pouco, mas, curiosamente (ou nem tanto), uma leva forte de bandas e projetos mergulhados no pós-punk, darkwave, eletrônico, punk, experimental, no wave e afins.

Texto: Ricardo Schott – Foto (The Morbs): Amelie Eiding / Divulgação

THE MORBS, “RUMBLE”. Um duo de indie rock “garage-gloom” (denominação dada por eles próprios formado por pessoas que vivem em locais diferentes: Estocolmo, Suécia (a vocalista e baixista Jasmin), e Wisconsin, EUA (Charlie, que divide os trabalhos musicais com ela). Essa dupla acaba de lançar Rumble, tema punk, distorcido e provocador, que é o segundo single dos Morbs – o duo estreou em 2025 com Plague.

“É uma fantasia energética com temática de boxe, impulsionada por guitarras fuzz, baixo encorpado e vocais distorcidos, misturando as texturas abrasivas do noise rock ao estilo Sonic Youth com a força do pós-punk moderno”, esclarecem os Morbs, influenciadíssimos por bandas como Viagra Boys.

Jasmin, por sua vez, conta que o contato com vários machos-palestrinha inspirou a letra de Rumble. “Homens que tentaram me impressionar, ou talvez apenas a si mesmos, com o quanto conseguem falar sobre coisas que não parecem saber muito. Falam sobre conceitos matemáticos obscuros depois que conto o quanto amo matemática, ou sobre como ganhar dinheiro de verdade com música, depois que descobrem que sou musicista”.

HOLY DEATH TEMPLE, “SOMEONE TO BLAME”. “Há algo para todos na pista de dança. Se você quer um hit gótico para boate com temática sadomasoquista, nós temos. Se você quer um paralelo intelectual entre sadomasoquismo e a descida ao fascismo, também temos”, conta o vocalista do Holy Death Temple, Bryan Edward. Someone to blame, som novo do grupo, tem tudo isso aí junto, até porque a letra é escrita pela perspectiva de um líder fascista que seduz um seguidor para sua ideologia – e para ser totalmente submisso a ela.

“A música vem de um sentimento de repulsa por pessoas que sentem prazer em ver os ‘inferiores’ sofrerem”, diz Edward. “Não se trata de criticar as preferências sexuais de alguém, mas se alguém merece ser criticado por isso, são eles”. E o som é uma baita porrada.

YOU CITIZEN, “BLUE TO BE MONDAY” / “KINDLY BE CRUEL”. Criado pelo compositor Bill McElnea (um “junkie de música dos anos 1980 e 1990”, como ele diz), o You Citizen lembra diversas coisas legais das duas décadas: Smiths, Sonic Youth. R.E.M., The Cure, até David Bowie. In this state, o primeiro álbum, sai ainda neste ano, e alguns singles já estão rolando desde 2023. Os mais recentes são Blue to be monday e Kindly be cruel, bem interessantes pra quem curte baixo e guitarra com tons graves comandando melodias, além de vocais calmos na onda de Lloyd Cole.

THE GINGER TWINS, “LONGSDORFF”. O projeto solo de Brian Beethoven, músico da Filadélfia, vai fundo num clima denso que mistura pós-punk, coldwave e synth minimalista, com guitarras ecoando e batida pulsante. Fazendo tudo sozinho, Brian puxa Longsdorff com vocais mais pra dentro e camadas etéreas. Já a letra gira em torno de relações rápidas, entre apego e distância, passando por escuridão, luz e conexão. É mais um capítulo do projeto, que começou em 2023 com a ideia de fazer um som bem pessoal e sombrio.

DEAD AIR NETWORK, “DARLING OF MINE”. “Este hino punk/new wave traz uma vibe retrô e mergulha no mundo confuso do amor e do desejo”, avisa a turma do Dead Air Network. “Tudo se resume à busca e à realidade de que nem todo desejo é realizado”. Tudo? Pois é, se você for ver na vida, talvez seja mesmo. Em termos de som, essa banda norte-americana une em Darling of mine, novo single, guitarras pesadas, clima pós-punk e ambientação fria, com teclados, vocais graves e baixo à frente.

THE CRUSHING WEIGHT, “BREAK ME”. “Darkwave, rock industrial, EBM, pós-punk. Atmosfera: pulso mecânico violento, tensão neon-noir, texturas metálicas frias…”, dizem eles. Uma onda bem estranha e que lembra direto o som dos anos 1990, e que é feita à distância (entre Chipre, Romênia e Grécia, pelo que essa banda misteriosa informa). Break me é do disco mais recente, Reforged.

THE SONGS OF BUTLER & CUPPLES, “WHAT USE IS PEACE WITHOUT FREEDOM”. Projeto musical feito por dois compositores britânicos, o The Songs une sons eletrônicos e rock distorcido herdado do punk – além de um clima beeem sinistro em suas músicas. What use… é um canção noturna, metálica e robótica que tem até algo de Nine Inch Nails e até de Marilyn Manson, mas num clima bem mais reflexivo e intimista.

ROOTS ASYLUM, “THE WEDDING SONG”. “Amor, devoção e compromisso em um mundo em guerra consigo mesmo”, afirma essa banda do Michigan quando perguntada sobre o tema de Wedding song, seu novo single. Com referências confessas e mais do que encontráveis de bandas como Mazzy Star, o Roots Asylum lembra a onda folk-60’s dos anos 1980, que deu em bandas de jangle pop e em grupos como R.E.M. Uma curiosidade: o Roots Asylum é formado por cinco integrantes, entre eles pai e filha (Jeromy Timmer nas guitarras e Miya Timmer nos vocais) e pai e filho (James McMillan no violão e Luke McMillan no órgão).

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Radar: Menderbug, Filthdealer, Mirror Tapes, Crucifera – e mais sons do Groover

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Menderbug (Foto: Divulgação)

O Pop Fantasma tá na Groover! Por lá, artistas independentes mandam seus sons pra uma rede de curadores – e a gente faz parte desse time. Fizemos hoje uma relação do que tem chegado de legal até a gente por lá – começando com o som do Menderbug.

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MENDERBUG, “IN WHAT REMAINS”. Em breve sai Falling voices, primeiro EP do Menderbug, uma banda de slowcore surgida “na zona rural do sul da Suécia, longe das cidades e de seu ritmo implacável”. A música desse grupo segue outro tempo, com riffs de guitarra fincados à moda do pós-punk, beat pesado e robótico, e uma onda sonora que parece unir Hüsker Dü e bandas clássicas do estilo como Low. Antes do EP, dia 15 de maio, sai mais um single, Where stillness left.

FILTHDEALER, “RINCONADA”. Vindo de São Paulo e formado por Gustavo Urshei (baixo e voz), André de Sousa (guitarra e sampling), Rafael Colombero (guitarra, baixo de seis cordas e teclados) e Alexandre Araujo (bateria), o Filthdealer une punk, metal, stoner e shoegaze em doses quase iguais, em seu álbum Home stalker and other abominations. Nomes como Bauhaus, Faith No More e My Bloody Valentine surgem como referências do som deles, que ainda tem um ardidinho lo-fi na gravação e na mixagem – mas lo-fi com peso!

MIRROR TAPES, “LOVE DRUG”. O lance desse projeto de Nova York é misturar pós-punk, elementos eletrônicos e psicodélicos e algo de shoegaze – com várias referências do som de Manchester do começo os anos 1990. Alain de Saracho, criador do Mirror Tapes, trabalhou por um bom tempo como produtor de acid house e credita a isso a atmosfera firme da base rítmica – embora seja, na prática, uma banda de baixo, guitarra e bateria. Love drug acrescenta também violões e synths para falar de um amor perdido no tempo.

CRUCIFERA, “LABYRINTH OF FOOLS”. Projeto montado por uma musicista de Nova York chamada Daniela Astraea, o Crucifera é puro dark metal, com ondas eletrônicas e aproximação básica do nu metal, que vai surgindo nos beats e no design musical. Mesmo sendo uma música bem eletrônica, Daniela conta que tudo surgiu de modo bem analógico (“cada faixa deste disco começou com lápis e papel e foi composta no meu piano de cauda e violão”, conta). Exostential, álbum do Crucifera, já está nas plataformas, com a pesada Labyrinth, que fala sobre “o isolamento de estar sozinho em um mar de pessoas que só enxergam a superfície”.

NEIGHBOURHOOD TOWER, “ONE LAST TIME”. Vindo de Helsinki, esse grupo de um músico só (Markku Ruottinen é o cara por trás do nome) acaba de lançar o álbum Channeling darkness (Discovering the light), que ganhou até edição em fita K7. One last time, um dos singles, reúne influências que vã de Alan Parsons Project e Electric Light Orchestra a War On Drugs e Future Islands – tem algo de synthpop e um clima meio progressivo de FM que toma conta da faixa.

MADANES, “S.U.D. STAR”. S.U.D. é a sigla para substance use disorder (“transtorno de uso de substâncias”). O single novo desse projeto musical britânico é um synthpop malucão que fala não em deixar vícios, mas em saber que você não pode nem sequer começar a usar drogas – porque você simplesmente vai perder o controle e não vai parar. Já tem até clipe, em desenho animado, com vibe tragicômica.

RYAN LORD, “DREAM NO MORE”. Esse músico norte-americano, que já apareceu algumas vezes no Radar, voltou cada vez mais entronizado no darkwave em seu novo single, Dream no more. É som eletrônico, pesado e lúgubre, mas cujos sintetizadores parecem oscilar entre climas noturnos e solares, como na primeiríssima fase do Human League. A música está no novo EP de Ryan, Static dream, que já está nas plataformas.

AGOX, “ROCES”. Nicolás Gómez, artista colombiano radicado nos EUA, é quem toca o Agox, uma onda sonora que mistura folk alternativo e indie rock, sempre com letras em espanhol. Temas como identidade e transformações pessoais surgem nas músicas do projeto, que agora lança o single Roces. Uma música bem delicada, definida por Nicolás como tendo sido “escrita a partir desse território liminar em que o passado continua exercendo seu peso e o futuro ainda não se revelou por completo”, conta. “A música avança com sutileza sobre tensões que não busca simplificar: desejo e perda, luz e sombra, identidade e mudança”.

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Radar: Red Jacket, Bending Backwards, The Days Away – e mais sons do Groover!

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Red Jacket (Foto: Divulgação)

O Pop Fantasma tá na Groover! Por lá, artistas independentes mandam seus sons pra uma rede de curadores – e a gente faz parte desse time. Fizemos hoje uma relação do que tem chegado de legal até a gente por lá – começando com o som do Red Jacket.

O que tem chegado até nós? De tudo um pouco, mas, curiosamente (ou nem tanto), uma leva forte de bandas e projetos mergulhados no pós-punk, darkwave, eletrônico, punk, experimental, no wave e afins.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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RED JACKET, “THE GIRL FROM THE SUBWAY LINE”. Vindo do Canadá, o Red Jacket faz pop-rock com cara setentista, aludindo tanto ao power pop quanto a Joe Jackson e Ben Folds – parece o tipo da coisa que seria lançada sem adiamentos por um selo como Stiff. Em maio sai o álbum Perfect timing, com esse suingado tema de piano inspirado nos acordes de George Gershwin, e mais outras faixas, provavelmente com o mesmo potencial de grude.

BENDING BACKWARDS, “I SEE YOU FROM HERE”. Essa banda da Dinamarca prepara para qualquer momento o primeiro álbum, de título misterioso: Still and quiet, brother, are you still and quiet. I see you from here, single de quase seis minutos, é quase tão lúgubre quanto o nome do disco: une pós-punk, post rock e uma melancolia gélida, solitária. O vocalista e letrista Frederik Blæsild Vuust foi criando a música unindo várias cenas que mostram um relacionamento chegando em seus estágios finais, tudo impulsionado “pelo desejo e pelo medo de se aproximar de outra pessoa”.

THE DAYS AWAY, “NO ONE AROUND”. Essa banda de Chicago é formada por três músicos com raízes portorriquenhas e equatorianas: Danny Maldonado (voz e guitarra), Joanna Maymó (baixo) e Justin German (guitarra solo), acompanhados por uma bateria eletrônica.

No one around é uma canção influenciadissima por Smiths e The Strokes – mas com uma onda mais minimalista no arranjo. A letra fala sobre um romance tranquilo, daqueles em que o casal sempre busca refúgio – e acha! Vale citar também o ótimo clipe feito em clima de stories. Detalhe: a banda cantava em espanhol, e adota o inglês a partir dessa música

THE LUCKY LITTLE RED HOUSE, “DEMISE”. Esse septeto francês curte bandas como Swans, Soft Machine e Young Gods, e investe numa sonoridade bem abrasiva e sombria. Já saiu o novo álbum, Fake you, e o clima do single Demise é de deprê a la Leonard Cohen, por causa da voz profunda do cantor Luc Tironneau – só que, de pano de fundo, rolam ruídos, uma guitarra repetitiva, um piano que parece tocar sozinho (eita) e uma vibração bem fantasmagórica. A faixa tem quase dez minutos. A tecladista Rachel Pallid é bem discreta e só diz que a banda está “bem distante da estrutura verso-e-refrão”. Ô se está – e isso é ótimo.

OLDE PAUL, “ART MASTER (YOU WANT TO HANG ME ON YOUR GALLERY WALL)”. Com nome de roqueiro das antigas, Olde Paul faz um som próximo do pós-punk e do synth pop, com referências de Taking Heads e até de CMAT, além de electroclash. O som novo fala de um artista que vive das glorias do passado e começa a perder público por causa disso.

MAX CEDDO, “EVERYONE FALLS IN LOVE”. Com um álbum recém-lançado, Burnable, esse cantor e compositor é outro a evocar a era do selo Stiff – Everyone falls in love, uma música que ele define como “uma celebração frenética e animada da natureza caótica e imprevisível de se apaixonar” e como “a natureza de queda livre letal de um novo romance” poderia ter sido feita ou gravada por Nick Lowe.

MACY, “PRETTY BABE”. Vindo da Áustria, Macy dá um clima de darkpop à sua nova música Pretty babe – na verdade um clima indie e distorcido dado à dance music. “Eu fiz essa faixa para qualquer pessoa que já esteve em um relacionamento tóxico e ainda sabe que é o prêmio. É sombrio, é autoconsciente — e essa confiança é toda a energia da faixa”, conta ele.

JOE GRAH, “FAR”. Ex-vocalista de uma banda de alt-rock de Dallas chamada JIBE, Grah faz um hard rock bastante ligado à cena da qual ele fazia parte: a turma ruidosa dos anos 1990 / 2000. Atualmente ele está numa banda chamada Inside The Trojan Horse e também grava solo. Far, seu novo single, é tensa: fala de solidão, distância, sustos no meio da noite e vontade de se libertar – com direito aos vocais catárticos de Joe e a um clipe sombrio e muito bem realizado.

WESTWELL, “NOTHING TO SAY”.Nothing to say é o som de um homem aprendendo a falar de novo, despedaçado pelo primeiro batimento cardíaco de seu filho ainda não nascido”, diz esse duo formado, por acaso, por um pai e por um filho. E cuja música nova se equilibra, segundo eles próprios, em algo que se localiza entre The National e Pearl Jam (ou seja, entre intimismo e clima visceral).

HAGA187, “AMSTERDAM”. Liderado por um cara chamado Peter dos Santos, esse projeto musical acaba de lançar um álbum chamado Cruelty free. Um disco bem louco, punk e experimental, com uma onda que lembra bandas como The Residents, Negatvland e outros artistas que curtem desafiar limites. A psicodélica Amsterdam descreve um passeio doidão pela capital da Holanda, e a procura pelo beck perfeito. Dá até nervoso, de tão psicodélico.

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Radar: Pianocoquetel, O Velho Manco, Thami, SantiYaguo – e mais!

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Pianocoquetel (Foto: Nicole Chaffe / Divulgação)

Donos de sites independentes também vão médico e demoram pra serem atendidos (tá tudo bem, foi só um exame), daí o Radar nacional dessa sexta tá saindo só agora – pelo menos a tempo de você fazer sua playlist pro fim de semana. Vamos abrindo com o som chique do Pianocoquetel, mas tem muito mais, da música pop à pauleira.

Texto: Ricardo Schott – Foto (Pianocoquetel): Nicole Chaffe / Divulgação

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PIANOCOQUETEL, “OLHA SÓ”. Projeto musical idealizado por Felipe Brandão, o Pianocoquetel misutura pós-punk, MPB setentista e um tiquinho de psicodelia, nos timbres e no uso de instrumentos como órgão e synth com som de cravo. Que coisa, o segundo disco da banda, sai ainda no primeiro semestre – e é adiantado pela doce Olha só, que fala daquela revisão do dia que a gente faz depois que as coisas já aconteceram.

“Eu quis que essa fosse a primeira música lançada porque sonoramente ela apresenta bem o caminho das outras canções e também porque representa um sentimento que aparece direta ou indiretamente ao longo do disco”, explica. “Às vezes a gente passa tanto tempo tentando alcançar um objetivo que acaba esquecendo de valorizar coisas que surgiram no caminho, como o próprio sossego ou amizades que a gente ama muito e nem lembra quando começaram”. Lançamento Frase Records.

O VELHO MANCO, “AS PEDRAS” (CLIPE). Fazendo um som que une grunge, pós-punk, alt rock e noise dos anos 90, essa banda já havia aparecido no Radar ao lançar pelo selo Casalago Records o single duplo com Depois? e As pedras. Dessa vez, sai o clipe da segunda música, feito com evocações dos clipes dos anos 1990 e da atmosfera visual da HQ Sin City, de Frank Miller. Para o grupo, a ideia é causar tanto desconforto com o clipe quanto a própria música pode provocar.

“A faixa fala sobre o uso de entorpecentes, seja na sua supervalorização no intuito de desviar de uma condição mental mais profunda, seja tratando o próprio vício em tais drogas como uma deficiência na saúde mental passível de tratamento psiquiátrico ou ainda como necessários, com doses controladas, em uma sociedade imersa em ambientes agressivos à psique individual”, afirma a banda.

THAMI, “AINDA É POUCO”. Todo dia vem / aquela sensação / que tudo que eu fiz / me parece ser em vão”. Quem já passou por algum situação dessas, de trabalhar, trabalhar, trabalhar e parecer que a coisa não engata, vai se identificar muito com o novo single de Thami, cantora voltada para o r&b e para a MPB. Ainda é pouco, aliás, é uma música que fala sobre o esforço contínuo no mercado musical independente: ralar, correr atrás de shows, de gravações, de espaços, fazer música e nem sempre ver o esforço recompensado.

“No mercado de hoje, a sensação de que o esforço nunca basta é um peso real na vida de quem faz música de forma independente. Ainda é pouco surge justamente desse desabafo”, conta ela. “Foi um processo de cura para mim, pois precisei olhar no espelho e encarar essa exaustão de frente. Decidi não mascarar esse sentimento, mas sim dar voz a ele, transformando a fragilidade da cobrança em força criativa para o projeto”. A faixa já tem clipe, com direção criativa e design de Guilo Farias.

SANTIYAGUO, “MÁQUINA DE MOER”. Esse músico e cantor carioca faz heavy metal – mas faz questão de inserir bom humor e crítica em suas músicas, em vez de só falar dos temas comuns do estilo musical. Bastante artesanal e bem realizado, o clipe traz Santiago Miquelino (o popular SantiYaguo) cantando a música pelos recantos do Centro do Rio, enquanto um rapaz fã de rock pesado ouve um som no fone e também dá seu passeio pelo local.

Cenas fora do cartão postal do Rio surgem ao longo do clipe: pessoas em situação de rua, sujeira, pixações, cartazes de protesto (contra a escala 6×1!). Já a letra, diz SantiYaguo, “é sobre como o tempo me moeu”, e como a passagem dele vai mudando as coisas para todo mundo. Entre as referências da faixa, o clássico Judas Priest e a banda brasileira de metal Azul Limão.

LUIZ E AS CONSEQUÊNCIAS DE SUAS ESCOLHAS, “ROTEIRO DO ROLÊ”. Erasmo Carlos ficaria orgulhoso: seus pupilos Luiz Lopez (voz, guitarra), Pedro Herzog (baixo e backing vocal) e Rike Frainer (bateria e backing vocal), que tocaram durante um bom tempo com o Tremendão, agora formam o Luiz E As Consequências de Suas Escolhas – uma banda de indie rock ligada nos sons sessentistas.

O primeiro single, Roteiro do rolê, é um canção com cara jovemguardista, cuja letra fala dos programas da noite carioca – uma música que tem até um pouco do espírito descontraido de Erasmo, que no hit Coqueiro verde falou da boate Le Bateau e do Pasquim. Plural, o álbum de estreia, sai a qualquer momento. Lançamento Labidad Music.

HARU E A CORJA, “DEVORAR”. Essa banda de metal de Fortaleza assinou seus discos e singles durante vários anos com o nome Corja!. Algumas coisas mudaram: Haru Cage assumiu os vocais guturais do grupo, e a banda passou a se chamar Haru E A Corja – e o grupo agora grava na Deck. Ao lado de Helder Jackson (guitarra), Pedro Leal (baixo) e Silvio Romero (bateria), Haru solta o gogó em Devorar, música que fala sobre “viver à mercê da decisão que não é minha, mas ser cobrado pelo mínimo que cabe a quem me cobra”.

Devorar é uma das músicas mais marcantes que já escrevemos. Tem peso, tem groove, tem riffs que grudam. Espero que quem escutar sinta isso tanto quanto a gente”, conta Helder, autor do arranjo. A música nova foi gravada entre São Paulo e Fortaleza, com produção musical, mixagem e masterização de Rodrigo Oliveira. E já tem clipe.

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