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Lykke Li lança “Sick of love”, single sobre “a completa humilhação” no amor

Antes mesmo de The afterparty, o disco novo, sair, a Lykke Li já começou a aquecer o terreno – e isso passa direto pelos palcos. Nas próximas semanas, ela estreia músicas inéditas no Coachella, em duas sextas seguidas (hoje e a próxima, dia 17), e logo depois desembarca no Brasil, com datas no Vivo Rio (da 22 de maio) e no C6 Festival(em SP, no Parque Ibirapuera, dois dias depois). Ou seja: se você acompanha a carreira dela, esse é o momento em que o material novo deixa de ser promessa e vira experiência ao vivo.
Nesse meio tempo, ela solta mais uma pista do que vem por aí. O novo single Sick of love chega como um contraponto direto ao clima de Lucky again – antes era festa, agora é aquela baixa de energia e aquele famoso momento de “nunca mais”. Se bem que observando direito, as duas músicas são bem tristinhas. “É esse momento de humilhação completa, e você está tentando ser forte. Me diverti muito escrevendo essas letras”, conta ela.
O álbum The afterparty, que chega em breve, foi feito entre Los Angeles e Estocolmo, com produção dela ao lado de Björn Yttling, com direito a orquestra e ao que ela chama de “bongôs apocalípticos”. Vai ser um disco curto, com nove faixas e cerca de vinte minutos, mas o mais inusitado é que na listening party do álbum, ela já foi falando que ele pode ser o último dela.
“Ok, vamos falar sobre o álbum”, contou ela, num discurso que pode ser assistido nas redes sociais. “Foi uma barra fazer. Bem, chama-se The afterparty , e o jeito que eu faço álbuns é tipo sentar no meu carro e tomar um matcha com tampa de plástico, o que me deixa com uma baita culpa. E aí, não sei se vocês também sentem isso, quer dizer… é. Pesado”, disse, ainda sem tocar no assunto.
“Mas o mundo, sabe, parece que é tipo, ‘OK, são 4 da manhã e o sol vai nascer, e ou é Trump, inteligência artificial, ou só uma ressaca daquelas’. Então era mais ou menos com isso que eu estava trabalhando. É uma jornada pela noite e foi feito para ser ouvido de uma vez só, assim, então tenho certeza de que essa é a única vez que isso vai acontecer. Então sou muito grato. É uma jornada pela noite. Tipo meu eu mais profundo conversando com o que quer que esteja lá em cima… Este é meu sexto álbum, e talvez o último”, encerrou.
Lykke provavelmente estava brincando quando falou do “último disco”: não houve nenhum “oooooh” e a plateia riu (aparentemente, de nervoso). Mas vai saber. De qualquer jeito, The afterparty sai dia 8 de maio pela pela Neon Gold Records e a julgar pelos três singles já lançados (houve também a sentida Knife in the heart), promete.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Pattie Boyd, ex-esposa de George Harrison: “Ninguém desses filmes dos Beatles falou comigo”

O machismo e o anedotário do rock empurraram a ex-modelo Pattie Boyd para a condição de ex-esposa de dois roqueiros: George Harrison (que dedicou Something para ela) e Eric Clapton (que escreveu Layla para ela quando Pattie era apenas uma paixão platônica – e acabou se casando com a esposa do mui amigo George). De uns anos para cá, ela vem se dedicando à fotografia, uma paixão que virou profissão, e volta e meia faz reaparições.
E uma novidade dela rolou na semana passada, quando ela apareceu no episódio de estreia de Miss O’Dell: Abbey Road To Tulsa Time, um novo podcast apresentado pela veterana tour manager Chris O’Dell, que trabalhou com artistas como os Beatles, os Rolling Stones e Bob Dylan.
Rolou polêmica, claro: lá pelos 33 minutos de papo, O’Dell perguntou a ela sobre o projeto de cinebiografia dos Beatles dirigido por Sam Mendes, que está em desenvolvimento – até porque existe uma Pattie Boyd no filme, interpretada por Aimee Lou Wood. Acontece que Pattie soube de tudo pela mídia: não foi procurada por Mendes, nem pela produção do filme, nem por Aimee. E você pode imaginar como ela vem se sentindo por causa disso.
“Olha, posso estar completamente enganada, mas eu teria pensado que seria educado me avisar ou me informar que já tinham alguém para me interpretar. Você não acha que eles me avisariam? Bem, ninguém entrou em contato comigo”, disse ela. “Eu poderia ter contado histórias incríveis. Mas acho que eles não querem saber. Acho que eles querem criar algo completamente diferente, uma história diferente”.
Boyd acrescentou que o filme parece não ter “nada a ver com a verdade. Nada a ver com o que realmente aconteceu porque eles não querem falar com ninguém que estava lá”. Em vez disso, é “a criação do cineasta sobre o que ele acha que aconteceu”. E enfim, Aimee, da série Sex education, já vem até dando entrevistas sobre quão louco está sendo interpretar Pattie. Falou disso em março com o The Standard.
“Todos conhecem essas pessoas, então é muito diferente e bastante intimidante. Já fiz as provas de roupa com o cabelo loiro e os olhos azuis. Estou realmente me transformando em uma pessoa diferente”, contou, acrescentando que não poderia recorrer ao truque de “vamos experimentar e ver como é que fica”. “Às vezes, eu penso: ‘Vamos ver como as coisas vão, vamos experimentar e ver o que acontece’, o que é ótimo para certas coisas, mas na verdade não posso fazer isso com a Pattie. Vou ter que me preparar muito bem e ser muito detalhista, porque ela é uma pessoa muito reconhecível, e obviamente não posso fazer uma imitação”.
E ora bolas, não seria mais tranquilo para todos os envolvidos um bate-papo com a pessoa que vai ser retratada no filme? Sim, seria – se Mendes procurasse a fotógrafa, provavelmente Aimee, que sequer deve ter autorização para procurá-la por conta própria (ou deve se sentir constrangida para fazer isso), ficaria bem mais segura. Seja como for, todos podem ficar tranquilos porque a ex-senhora Harrison é de paz.
“Vou me comportar muito bem e não ficar mal-humorada e resmungona”, disse ela, que ou não conhece Mendes ou fingiu desprezar sem dó o diretor de Beleza americana. “Alguém disse que ele era famoso. Aparentemente, ele é famoso, esse homem”, disse ela no papo.
Já quem parece tranquilo em relação ao filme de Sam Mendes é Paul McCartney: ele vai até lançar um documentário do disco novo, The boys of Dungeon Lane (que sai, você deve saber, nesta sexta-feira), baseado em diálogos justamente com o cara que irá interpretá-lo em The Beatles: A four-film cinematic event, Paul Mescal. O Paul mais ilustre fala sobre as memórias, os relacionamentos e o processo criativo por trás de seu próximo álbum, e o xará Mescal conduz a conversa a partir das músicas do álbum.
Ainda sobre Pattie: a modelo e fotógrafa, você deve saber, criou um climão entre os brothers George Harrison e Eric Clapton ao trocar o primeiro pelo segundo. Tinha outras coisas envolvidas: 1) eram os anos 1960/1970, época de doideiras abissais; 2) Harrison estava longe de ser o maior santinho da história: lá pelos anos 1970, estava drogadaço e bêbado, e já tinha traído Pattie várias vezes; 3) Eric – que já tinha feito Layla para Pattie e vinha cantando a mulher do amigo havia anos, no maior esquema fura-olho – estava em rehab e parecia estar melhorando.
De qualquer modo, até Paul e Linda McCartney foram ao casório dela com Clapton. E George também (!). Olha a prova aí.
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Nitamortei: voz e performances unidas para quem curte Laurie Anderson e Slits

Voz, sons eletrônicos, performance e ambiência como se fossem uma coisa só: Nitamortei, que trabalha entre o Reino Unido e a França, faz um som em que nenhuma dessas coisas serve como limitação. Você pode imaginar um filme, ou seguir uma jornada pessoal na imaginação, ouvindo Armour, novo single, que serve de batedor para um EP a ser lançado em 2027.
O trabalho de Nitamortei é basicamente “a voz como um corpo sonoro em constante evolução”, mas há bem mais do que isso no som do projeto. Nitamortei ama a concepção de punk das Slits (“vale a pena ler a biografia de Viv Albertine”, recomenda num post do Instagram, citando a guitarrista do grupo), além da obra do artista performático holandês “Bas Jan” Ader.
Num papo com site Indie valley music, Nitamortei explica que a nova música “é uma faixa que questiona um estado transitório entre o passado e uma nova pele. Uma forma de dizer adeus a algo precioso, significativo, amado, mesmo consciente de que não pertencemos mais a isso”, diz. O som é um eletrônico quase industrial, de efeitos visuais mesmo que você só ouça a faixa sem assistir ao clipe, que está no YouTube. As vozes de Nitamortei, de longo alcance, têm algo de Laurie Anderson.
O vestido que surge na capa do single tem significado, e ficou como apoio e símbolo detransição. “Ele me foi dado por uma amiga de Berlim em Atenas, há cinco anos, quando terminei de construir um lobo gigante de fantoche para um espetáculo”, recorda. “Depois de cinco anos de viagens e apresentações com esses objetos, eles deixaram de ser proteções e se tornaram um fardo, e eu tive que me desfazer deles”.
O EP que vem por aí se segue a ALLWILDVOICES, disco inicial lançado em 2025. E segundo Nitamortei, o EP “é a história nua e crua do que construiu minha armadura”.
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“Bota o coração na frente”, diz Roberta Zerbini em single novo

Roberta Zerbini, cantora e compositora, vivia uma situação difícil quando ouviu de sua irmã uma frase que acabou lhe marcando: “dá uma chega pra lá na mente e bota o coração na frente”. Um conselho que não apenas grudou, como também rendeu música.
Parceira de Roberta e integrante de projetos como Bolerinho e Meia Dúzia de 3 ou 4, Luisa Toller pegou a frase, a transformou em letra e pôs música. Roberta gravou, ao lado de Andre Bordinhon (arranjos), Marcelo Lemos (violão) e Talita del Collado (percussão, captação de som e edição) e Coração na frente já está nas plataformas. A masterização e a mixagem são de João Antunes.
Coração na frente abre com jeito de bossa latina – tem até algo do lado acústico de Rita Lee na abertura. Roberta canta a história de como a frase chegou até ela, e o que ela fez do conselho que ouviu – do sufoco de ver muita coisa dando errado até a hora que conseguiu respirar aliviada.
As parceiras começaram a trabalhar juntas na pandemia – foi na época em que Roberta organizava o Sarau Mães Musicistas, que contou com oito edições e recebeu diversas artistas mães para bate papos online, entremeados de canções.
“Nos identificamos enquanto mães compositoras, cantoras e pianistas. Fizemos lives juntas e, agora, celebramos um encontro que transcendeu aquele momento pandêmico. Sou grande admiradora da voz de Roberta e de sua forma de expressar os sentimentos, com o coração sempre desejando estar à frente”, revela Luísa Toller.
Roberta, por sua vez, canta desde os 16 anos e já lançou os álbuns Organika (2013) e Pedra pássaro (2021), além do single Corpo, com feat de Tauana Queiroz. E Coração na frente chega acompanhada de audiovisual dirigido por Daniel Minchoni.
Foto: Wladimir Fontes / Direção de arte: Fernanda Zerbini

































