Música eletrônica, sempre o maior pesadelo do pop. Se você fosse professor/professora de um colégio em 1983 e quisesse deixar as criancinhas da sala de aula sem dormir, estaria aí uma boa opção, que ainda por cima serviria para educar os pimpolhos musicalmente: o documentário Discovering electronic music, lançado naquele ano, e dirigido por Bernard Wilets. O filme analisava o que vinha acontecendo até aquele momento no segmento de sintetizadores analógicos, digitais, sequenciadores, e tem informações históricas que valem até hoje. Mas logo na abertura a molecada seria apresentada ao universo dos eletrônicos com uma trilha sintetizada de filme de terror bem interessante.

Depois a trilha muda para um jazz eletrônico mais tranquilinho, e músicos do estilo afirmam que se voltaram para os sons eletrônicos porque conseguem, com eles, obter tipos de sons que músicos não conseguiriam tocando ao vivo. Ou que a música eletrônica pressupõe mais rapidez, já que era só sair tocando, experimentar e criar, e não escrever uma partitura antes. Logo depois, quem assistir ao vídeo ganha uma aula mostrando de maneira bem prática a diferença entre a maneira como os sons são produzidos na música eletrônica (com uma demonstração didática de ondas sonoras) e na analógica.