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UBC lança estudo inédito sobre a música eletrônica no Brasil

A União Brasileira de Compositores, em parceria com a Brazil Music Conference, lança o relatório Mapa da música eletrônica no Brasil, apresentado pela primeira vez no Hot Beats Music Conference – o maior encontro de negócios da música eletrônica no Brasil, que rola hoje (21/05), no Hotel Nacional do Rio de Janeiro. Participam do painel Claudio da Rocha Miranda Filho, um dos autores do estudo, e Peter Strauss, Gerente de Relações Internacionais, Distribuição e Licenciamento na UBC. O relatório também está disponível para acesso no site da UBC.
A partir de dados de mercado e entrevistas com profissionais da indústria, o estudo revela que o mercado de música eletrônica no Brasil vive uma fase de consolidação e transformação, marcada pelo fortalecimento de artistas nacionais, expansão internacional e mudanças no comportamento do público.
Nos últimos anos, o país deixou de ser apenas consumidor de tendências internacionais para se tornar também exportador de artistas e sonoridades, com nomes brasileiros ocupando posições de destaque em festivais e plataformas de streaming ao redor do mundo.
Esse movimento, descrito no estudo como “Brazilian Storm”, reflete a ascensão de DJs e produtores nacionais, que passaram a atrair grandes públicos e a competir em visibilidade com artistas estrangeiros. Hoje, o line-up de grandes eventos no país já não depende exclusivamente de atrações internacionais para garantir público. E festivais internacionais como Coachella, Primavera Sound e Sonar passaram a contar com DJs brasileiros como principais atrações, a exemplo de Vintage Culture, ANNA, Alok, Mochakk, Clementaum e Cashu.
Outro destaque é o perfil do público brasileiro, caracterizado como jovem, conectado e altamente engajado. Fãs de música eletrônica no país consomem, em média, mais de 16 horas semanais do gênero e demonstram forte presença nas redes sociais, que se consolidaram como principal canal de descoberta musical — especialmente entre a Geração Z.
A digitalização, aliás, é um dos principais vetores de transformação da cena. A experiência musical, antes centrada na pista de dança, passa a incorporar elementos visuais e digitais, com eventos cada vez mais pensados para gerar impacto nas redes sociais e engajamento online. Apesar do crescimento, o setor ainda enfrenta desafios importantes como o alto custo de produção de eventos e a dificuldade de captação de patrocínios fora de segmentos tradicionais.
Entre as oportunidades que surgem, estão a expansão para novas regiões do país, o fortalecimento de colaborações entre artistas brasileiros e internacionais e a integração com outros gêneros musicais, como funk, pop e sertanejo — característica que reforça o potencial criativo e híbrido da música eletrônica no Brasil. O relatório destaca a necessidade de maior organização do ecossistema, investimento em dados e pesquisas, além de estratégias mais conectadas à cultura local por parte de players internacionais.
“A música eletrônica é um segmento de grande relevância também econômica e cultural, movimentando globalmente mais de 15 bilhões em toda sua cadeia de eventos. Por isso um estudo e consequente diagnóstico do seu status no Brasil tem muito impacto no nosso setor. Temos enormes desafios de uma correta arrecadação e mais ainda distribuição e este diálogo aberto e franco com o mercado é o caminho mais curto para aproximar distâncias e buscar novas instâncias de colaboração conjunta”, afirma Marcelo Castello Branco, diretor executivo da UBC.
Encomendado pela UBC, o estudo Mapa da Música Eletrônica no Brasil foi desenvolvido pelo jornalista Camilo Rocha, Claudio da Rocha Miranda Filho (curador e diretor artístico de música eletrônica na Rock World, empresa que realiza o Rock in Rio, The Town e Lollapalooza no Brasil) e Mauricio Soares (head of marketing do DJ Alok). “O Mapa traz contexto e perspectiva. Uma das coisas que chama a atenção, reflexo dessa penetração em diferentes recortes de público, é a riqueza e criatividade da produção artística, que inclui híbridos entre techno, house e funk, interfaces com a MPB e o pop, assim como de trabalhos mais experimentais e alternativos”, comenta Camilo Rocha.
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Balu Brigada ensina a trocar o sono por um sonho (!) em “BedHead”

RESUMO: O Balu Brigada mistura rock, synthpop, house e dance punk em BedHead, single sobre abrir mão do sono, da rotina e de parte da vida pessoal para perseguir um sonho.
Texto: Ricardo Schott – Foto: André Figueiredo / Divulgação
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O Balu Brigada responde pela mistura festeira de rock, synthpop, house music, punk – na real um rock que se deixou influenciar por nomes como Tyler The Creator e que flerta com a onda indie sleaze, de dance punk, de beats e guitarras. Portal, álbum de estreia (2025), virou até assunto nosso no Pop Fantasma. E os irmãos Henry e Pierre Beasley dão andamento à história de Portal com um novo single, BedHead.
De caráter profundamente pessoal, a faixa marca o primeiro lançamento inédito do duo neozelandês desde o álbum de estreia e chega acompanhada de um clipe, que já tá no YouTube. E Henry e Pierre dizem que BedHead fala sobre “trocar o sono por um sonho” – ou seja: passar a noite se dedicando ao que faz você feliz, e ao que você pretende que seja seu trabalho pro resto da vida.
“É ter consciência de todas as dores e desilusões que inevitavelmente surgem quando você decide se dedicar a um projeto pelo qual é apaixonado e, ainda assim, concluir que vale a pena”, contam sobre a nova música, que tem versos como “são grandes sorrisos como linhas telefônicas / pelo baixo preço de dormir à noite / é uma briga de cães sob uma luz estroboscópica / e eu ficarei acordado até de manhã” e um arranjo claramente inspirado no de Heroes, de David Bowie.
“Escrita depois do ano mais corrido de nossas vidas, BedHead fala, de forma doce, sobre os sacrifícios que fazemos nos relacionamentos, no sono e na vida em casa e chega à conclusão de que não gostaríamos que fosse de outro jeito. Pra mim, t-t-t-tudo bem assim”, dizem.
O lançamento acontece poucos meses depois da passagem do Balu Brigada pelo Brasil. Em março, a dupla integrou o line-up do Lollapalooza Brasil 2026, em São Paulo, onde se apresentou no Palco Flying Fish. Por enquanto, ainda não se sabe se BedHead vai adiantar um disco novo. Mas que a música pop fica mais alegre, fica.
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Videoclipe-se Festival terá mostra competitiva e oficinas gratuitas em BH

RESUMO: O Videoclipe-se Festival abre inscrições para sua quarta edição em Belo Horizonte, com competição nacional, produção de clipe para artista independente e oficinas gratuitas de audiovisual.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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O videoclipe ganha espaço de novo em Belo Horizonte. O Videoclipe-se Festival abriu nesta quarta-feira (19) as inscrições para sua quarta edição, que reúne mostra competitiva, produção de novos vídeos e oficinas gratuitas voltadas ao audiovisual.
A principal chamada é para a Mostra Competitiva de Videoclipes, aberta a artistas de todo o Brasil até 30 de setembro. Podem ser inscritos trabalhos lançados a partir de 2020. Vinte vídeos serão selecionados e exibidos na plataforma do festival, concorrendo nas categorias Júri Técnico, Júri Popular, Melhor Videoclipe com Temática Diversidade e Melhor Performance Artística em Videoclipe. Os vencedores recebem prêmio em dinheiro e troféu, com a cerimônia marcada para uma sessão especial em uma sala de cinema de Belo Horizonte.
O festival também vai escolher um artista ou banda independente de Belo Horizonte e Região Metropolitana para ganhar a produção completa de um videoclipe. A seleção é aberta a artistas que tenham lançado até cinco vídeos na carreira e a música escolhida já precisa estar gravada.
A programação inclui ainda duas oficinas gratuitas na sede da Limonada Audiovisual, em Belo Horizonte. Os encontros serão dedicados a Produção e Direção de Fotografia para videoclipes e terão 30 vagas, divididas entre duas turmas.
Criado em 2023, o Videoclipe-se já exibiu mais de 70 videoclipes, incluindo 50 em sessões no Cine Humberto Mauro, em Belo Horizonte. O projeto também produziu cinco videoclipes para artistas independentes da capital mineira e região e realizou oficinas e masterclasses que, segundo a organização, capacitaram mais de 200 pessoas.
A quarta edição é produzida pela Limonada Audiovisual em coprodução com a Maria Bonita Filmes. Em 2026, o festival é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte, por meio do edital BH Nas Telas.
SERVIÇO
Inscrições abertas para 4º VIDEOCLIPE-SE FESTIVAL
Mostra Competitiva de Videoclipes
Inscrições: 19 de agosto a 30 de setembro de 2026
Podem participar: videoclipes de artistas de todo o Brasil produzidos a partir de 2020
Seleção: 20 videoclipes
Categorias: Júri Técnico, Júri Popular, Melhor Videoclipe com Temática Diversidade e Melhor Performance Artística em Videoclipe
Chamada para produção de videoclipe
Destinada a artistas independentes de Belo Horizonte e Região Metropolitana
Podem participar artistas ou bandas com até cinco videoclipes lançados na carreira
A música inscrita deve estar previamente gravada
Oficinas
Produção e Direção de Fotografia para videoclipes
30 vagas divididas em duas turmas
Local: sede da Limonada Audiovisual
Inscrições e informações: videoclipefestival.com.br
Instagram: @videoclipesefestival
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Vanguart mergulha na Nouvelle Vague em novo clipe

RESUMO: O Vanguart ganha um clipe em Super 8 para a música O mais sincero, com referências à Nouvelle Vague e a Godard. O vídeo também inaugura o Curta Set, projeto de formação audiovisual.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Frame do clipe
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O Vanguart ganhou um novo clipe para O mais sincero, faixa do álbum Estação Liberdade (2025). O vídeo também marca a estreia do Curta Set, projeto criado pela diretora executiva Michelè Neregato: em vez de preparar os participantes para trabalhar em um set, coloca todo mundo diretamente dentro de uma produção profissional.
O resultado da primeira edição, realizada em abril de 2026, em São Paulo, foi justamente o clipe do Vanguart, que teve participação de 15 integrantes do projeto. Visualmente, o clipe trabalha com Super 8, explorando a textura da película e sua associação com memória e passagem do tempo. A linguagem busca referências na Nouvelle Vague e em Jean-Luc Godard, com câmera livre, espaços urbanos e uma encenação menos preocupada em explicar. Os gestos e as imagens carregam o peso emocional da música.
A escolha de O mais sincero veio de uma relação antiga da banda com a faixa. “A gente lançou o (álbum) Estação Liberdade no fim do ano passado, e essa canção sempre foi uma das nossas queridinhas no estúdio, fora dele e nos shows. Quando recebemos o convite da Michelè e do Curta Set para fazer um clipe, foi natural pensar nela”, conta Hélio Flanders.
Reginaldo Lincoln, autor da canção e também vocalista do Vanguart, vê outro motivo para a escolha. “Fazia sentido uma canção que, de certa forma, eu escrevi a princípio, mas que a gente canta um para o outro nesse álbum de uma forma como nunca tínhamos cantado antes”.
Para Flanders, o projeto recupera uma relação antiga da banda com os videoclipes. “A gente cresceu com clipe na MTV, e os clipes salvaram a nossa vida, moldaram a gente como músico. Esse é o primeiro clipe de cinema mesmo para esse álbum, um reencontro com uma linguagem que foi muito importante pra gente”, afirma.
A parceria começou por intermédio do artista plástico Gen Duarte. “Foi muito fácil. Em uma conversa muito fluida, a gente já sentiu que ia ser incrível”, relembra Hélio. Reginaldo completa: “É importante confiar, porque a gente sabe que pode dar errado também. Mas a gente sabia que dessa vez ia dar certo. Foi muito tranquilo de aceitar”.
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