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Televisão

“Mulher ladra” no Fantástico

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Como todo mundo viu ontem de noite – quem não viu teve tempo de ouvir falar o dia inteiro – o Fantástico fez uma reportagem sobre como agem os ladrões de celulares nas grandes cidades. O programa ainda deu um celular com aplicativo de rastreamento a um de seus repórteres, e botou o cara para zanzar distraidamente pelo centro de Porto Alegre.

O cara foi roubado e – tcharam! – os ladrões de celular receberam uma visitinha da equipe de reportagem da RBS, afiliada portoalegrense da Globo. A primeira foi uma mulher que ajudou a cometer o delito. Esse momento foi eternizado no Twitter. Olha aí.

https://twitter.com/RickSouza/status/955246094451138560

E o site Não Salvo prestou atenção a um detalhe: o cara salvou o telefone dela como algo que parece ser Mulher Ladra.

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Cultura Pop

Quando o Buzz Bin da MTV decidia o que era legal ver

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Quando o Buzz Bin da MTV decidia o que era legal ver

A informatização das paradas de sucesso nos anos 1990 inventou outras coisas que serviram como sombras para as novidades tecnológicas: bugs, novos jabás, novas formas de fazer o público engolir a mesma música todos os dias, dia após dia. Essa informatização deu numa maior rapidez para verificar quem eram os primeiros lugares das paradas, em vendagens cada vez mais astronômicas, num rolê maior de artistas iniciantes que de uma hora para outras viravam popstars e, cada vez mais, em novas paradas de sucesso, mostrando a todo mundo o que era cool, bacana e descolado na música. E aí surgiu o Buzz Bin, a parada de vídeos da MTV, que fez todo mundo prestar atenção em novos clipes e novos hits da estação.

O Buzz Bin era mais antigo que os estouros dos anos 1990. Surgiu em 1987 e servia para divulgar todo tipo de artista das paradas pop que tivesse algum destaque e começasse a fazer sucesso.  Só que depois dos anos 1990, quando uma série de artistas “alternativos” começaram a vender muitos discos, ele virou a menina dos olhos da emissora e o sonho de qualquer artista novo. Under the bridge, dos Red Hot Chili Peppers, foi clipe Buzz Bin. Give it away, também. Everything is zen, do Bush, idem. Músicas de Nirvana, Stone Temple Pilots, Green Day, Gin Blossoms (lembra?), Arrested Development (lembra?)  e Cracker, idem. Até mesmo Creep, do Radiohead e (pode acreditar) Mother, do Danzig foram Buzz Bin.

A transformação de um clipe em Buzz Bin podia mudar a carreira de uma banda. O The New York Times jurava que o disco dos Red Hot Chili Peppers BloodSugarSexMagic teve sua trajetória mudada após o clipe de Give it away ganhar a honraria. Andy Schuon, vice-presidente sênior de música e programação do canal, costumava se encontrar semanalmente com um comitê de 20 funcionários da emissora para decidir que clipes entrariam nesse esquema de estrelato instantâneo. Nomes de estilos como pop-punk e nu metal começaram a despontar para o sucesso ali.

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As estratégias eram discutidas com as gravadoras, que sempre tiveram relação tensa com a MTV. Aliás, desde o começo, quando a emissora queria obrigar os selos a fazerem lançamentos exclusivos lá (por muito pouco, a estação podia deixar um medalhão como Billy Joel ou os Rolling Stones falando com as paredes) e ganhava nariz torcido por não querer investir dinheiro na produção de clipes. Numa matéria, a Entertainment Weekly chamava o Buzz Bin de “melhor amigo do rock alternativo” e Peter Baron, chefe de promoção de vídeo da Geffen Records, dizia que era mais importante ter um clipe Buzz Bin do que ter muita audiência. Andy Schuon dizia na mesma matéria que a parada da estação era “nossa maneira de dizer: ‘De todas as coisas na MTV, aqui está o que você deve prestar atenção’”.

>>> Ei, falando nisso, nosso podcast POP FANTASMA DOCUMENTO tem um episódio com as histórias do comecinho da MTV

Havia problemas (er) conceituais no Buzz Bin, vale dizer. Brad Osborn, Emily Rossin e Kevin Weingarten, três pesquisadores, publicaram um artigo no jornal Music and Science sobre o que tornava um clipe passível de buzz na emissora. Os três assistiram a todos os 288 clipes da série e foram anotando detalhes numa planilha. Para seu conhecimento, lá vai: a primeira camisa de flanela vista num clipe Buzz Bin surge no vídeo de Man in the box, do Alice In Chains. Mulheres só são mostradas tocando instrumentos em cerca de um em cada nove vídeos. Homens negros são mostrados como vocalistas principais com mais frequência do que mulheres negras – uma amostra pequena, de 88 vídeos, por sinal, já que nos restantes, homens brancos lideram os vocais. Se você quiser ler o artigo todo, tá aí.

O Buzz Bin gerou dois CDs – lançados pelo selo Mammoth, que passaria a fazer parte do conglomerado Disney – e durou até bastante tempo. Foi até 2004 e terminou seus dias dividido entre paradas diferentes da MTV e do VH1 (Discover and download e You oughta know, respectivamente). Ficou como retrato de uma época em que, vá lá, uma pessoa poderia surgir do nada, conseguir um contrato e ainda liderar as paradas, sem largar de vez a aparência de “alternativo”.

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Cultura Pop

Saudades da Poderosa Isis :)

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A série Poderosa Isis, protagonizada por Joanna Cameron (morta no dia 15 por causa das complicações de um derrame, aos 70 anos) ainda está sendo exibida, na Rede Brasil, todas as terças. No YouTube, dá para achar episódios inteiros. Na época, Poderosa Ísis marcou época por levar para a tela da TV uma super-heroína, pouco antes de acontecer o mesmo com a Mulher Maravilha – a Isis é de setembro de 1975 e as duas séries são separadas por poucos meses.

Ao contrário da série protagonizada por Lynda Carter, que vinha de uma história em quadrinhos bem tradicional, a Poderosa Isis era um produto da Filmation, empresa que unia talentos em cinema e animação (daí o nome) e que vinha de vários projetos mal sucedidos – entre eles a tentativa de fazer um desenho animado dos Irmãos Marx. Mas que havia tido uma recuperação ao produzir um desenho animado do Superman e o popularíssimo Archie Show.

A história da Isis também era algo, digamos assim, mais urbano e “do dia a dia”. Andrea Thomas era uma professora de ciências que encontrou um antigo amuleto de ouro místico em uma escavação arqueológica no Egito. Era o amuleto Isiac, que dava poderes a ela – era só invocar os poderes da Isis que ela se transformava na deusa. A série começou a ser exibida nas manhãs de sábado (horário de ouro da programação infantil norte-americana) na CBS, durante os anos 1970. Apesar do sucesso, foram só duas temporadas, terminando em 23 de outubro de 1976.

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Joanna Cameron, a Isis, era um rosto já conhecido do cinema. Tinha feito um papel no filme Como cometer um casamento, de Bob Hope, em 1969, e depois foi parar na comédia sexual Mulheres lindas aos montes, com Rock Hudson e Telly Savalas (1971). Também passou pelo elenco de O super-amante, comédia de 1971 em que Peter Karstner interpretava um diretor de comerciais de TV metido a conquistador.

Quando foi escalada para Isis (que depois, nas reprises, mudaria de nomes para Os segredos de Isis – o nome Poderosa Isis é coisa da versão brasileira), também já acumulava trabalhos como modelo em comerciais. Uma matéria no TV Guide em 1979 diz que até aquele ano, cerca de US$ 100 milhões já tinham sido gastos, somando vários anunciantes, para ter Joanna fazendo comerciais de seus produtos.

Poderosa Isis era, tudo considerado, uma série para crianças e adolescentes. Não só no tema abordado, que deve ter feito muita gente se interessar por deuses do antigo Egito, como também por trazer situações do dia a dia, envolvendo professores, diretores, estudantes (como Joanna Pang, que interpretava a garota Cindy Lee na primeira temporada).

Uma curiosidade é que nas primeiras exibições, havia uma espécie de lição de moral encartada no fim de cada episódio, sempre ligada ao tema do programa. Era uma onda da Filmation – por acaso, se você está pensando no “até a próxima, pessoal!” do He-Man, a série de TV também foi uma produção da empresa.

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Depois da Isis, os caminhos estariam mais abertos para Joanna no universo do cinema, mas ela realmente começou a acumular papéis pequenos e muitos trabalhos no setor publicitários. O último filme dela, Swan song (1980), foi feito para a TV. Joanna passou vários anos trabalhando em outras áreas, como assistência médica e publicidade – aproveitando que ela já tinha um diploma na área antes mesmo de começar a atuar. Seu pioneirismo, como heroína da TV, deixou marcas, e vai deixar saudades.

Via Angelfire.

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Televisão

Quando o SBT fez um reality show para escolher o melhor paranormal do Brasil

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Quando o SBT fez um reality show para escolher o melhor paranormal do Brasil

Que A fazenda, que nada! Se em algum momento a televisão brasileira (em especial os canais que não são a Globo) produziu um reality show realmente interessante, esse posto pertence a Os paranormais, exibido pelo SBT dentro do Domingo legal entre setembro e dezembro de 2014.

A ideia do reality era um pouco mais atraente do que mostrar gente comendo, dormindo, interagindo e curtindo a vida na frente das câmeras. Realizado por uma empresa chamada Cygnus Media, e inspirado no formato holandês Psychic Challenge, o programa decidiu descobrir quem era o melhor paranormal do Brasil – um tema que, com certeza, fez a audiência mais religiosa das estações populares (a turma que zapeia do SBT para a Record) tremer de medo.

Bruxos, terapeutas, tarólogos e médiuns candidataram-se à honraria, mas quem levou o prêmio (50 mil reais em barras de ouro) foi o bruxo, tarólogo e astrólogo Edu Scarfon, também autor do livro Magia grega – Como acessar os Deuses da Grécia Antiga nos dias de hoje.

A novidade é que todos os episódios do reality estão no YouTube.

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Os paranormais abriu com o apresentador Celso Portiolli apelando (no bom sentido) para aquela velha sensação de deja vu que todo mundo teve na vida, e que muitas vezes deixa a sensação de que há algo mais entre os céus e a Terra. “Você já passou por alguma situação inexplicável? Como, por exemplo, ter a certeza de quem estava te ligando antes de atender ao telefone? Ou mesmo aquela sensação que já esteve antes em um lugar que você acabou de conhecer?”, afirmou. O programa teve 16 participantes, todos realizando provas bem objetivas. Os competidores teriam que adivinhar informações, “sentir” a energia de pessoas, e coisas do tipo.

Para dar um gás nas provas, passaram pelo programa nomes como Carlos Alberto de Nóbrega, Alexandre Frota, Ilana Casoy (autora de livros sobre assassinos seriais) e Walter Sperandio (sobrevivente do incêndio do Edifício Andraus). A taróloga Cigana Maíra fez uma visita à chácara que pertencia ao cantor Dinho, dos Mamonas Assassinas (e onde viviam os pais dele). De olhos vendados, no caminho, vislumbrou “uma pessoa que ainda sofre muito, pedindo muita ajuda”. Depois viu “um acidente, que pode ter sido um acidente de avião”, com “uma pessoa que alcançou o sucesso muito rápido”.

A terapeuta Selena F, na mesma casa, viu nas cartas “uma personalidade infantil, abobada”, e “uma subida e descida meteórica, e um falecimento, que envolve falecimento de outras pessoas”. Viu até “uma corte forte, amarela” (a Brasília amarela de Pelados em Santos, enfim?). As duas tiveram meia hora para começar a relatar o que viram, e tudo teria que bater com os fatos da vida de Dinho (auditados pelo pai do cantor, seu Hildebrando).

A prova mais arrepiante e emocionante (e que por isso mesmo daria até 40 pontos para o participante) envolvia ir a lugares “malditos”, nos quais ocorreram acidentes ou assassinatos, e soltar o maior número possível de fatos. Uma turma de paranormais foi ao apartamento onde o maníaco Chico Picadinho matou e esquartejou uma mulher. O local é apresentado por Portiolli como tendo “uma energia pesada”. O programa não economizou em (vá lá) emoções fortes e até colocou as fotos da perícia no ar.

Como é de se esperar num assunto desses, sem drama nada aconteceria: o Tribunal de Justiça de São Paulo condenou o SBT a pagar R$ 50 mil de indenização à mãe de uma jovem assassinada por Leandro Basílio Rodrigues, o “Maníaco de Guarulhos” (enfim, um dos crimes cujas histórias apareceram na atração). Na ocasião, os paranormais estavam no lugar em que ela foi morta e precisavam “sentir” os últimos momentos dela – com direito a Celso Portiolli usando frases como “vocês vão se divertir” para animar o público.

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Só que, de qualquer jeito, o programa era muito bem produzido e representou uma novidade absoluta para o SBT, uma estação que nos anos 1980 foi acusada até curandeirismo e charlatanismo – por causa de Roberto Lemgruber, que fazia uma oração diária no popularíssimo O povo na TV. Quem viu Os paranormais e tem interesse pelo assunto, viu uma das raras vezes em que a paranormalidade foi tratada com seriedade na televisão brasileira.

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