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Pablo Vermell transforma “Futuro distante” em disco novo na versão deluxe

Há alguns meses, falamos de Futuro distante, álbum de estreia do santista Pablo Vermell, lançado em 14 de agosto do ano passado. Um disco curtinho, que aponta basicamente para a mistura de rock e pop adulto de rádio, com participações de Lucas Gonçalves (Maglore), da cantora amazonense Corama e banda norte-americana Valiant Blues. Pablo lança agora a versão deluxe do álbum, com uma faixa a mais e algumas diferenças na track list original – fazendo com que os dois discos sejam experiências distintas.
Pra começar, Na espera, a jovemguardista faixa de abertura do disco, ganhou uma versão estendida, com novo nome: Na espera – de um cometa ou de um raio. Ganhou também um clipe, dirigido pela cantora e cineasta Sofi Frozza, que transforma parques e ruas de São Paulo em um cenário de contemplação.
“A ideia é sinalizar a espera de algo incerto. “O videoclipe e a música falam sobre essa sensação de esperar algo que pode chegar de repente, ou talvez nunca, e como esses momentos moldam a nossa percepção do tempo”, conta Pablo, que pôs o subtítulo na faixa justamente para reforçar essa ideia.
Frio, outra faixa de Futuro presente, virou Luzes que vão passando, releitura inspirada mais de perto pela queda das temperaturas e pela luz baixa dos dias nublados. A nova versão foi feita por Pablo ao lado da banda gaúcha Supervão – e nela, versos inéditos se somam a camadas de guitarra gravadas por Mario Arruda e Leonardo Serafini, do grupo.
“A letra surgiu no isolamento, quando o tempo parava e a cidade seguia lá fora sem a gente. Com a Supervão, conseguimos criar esse contraste: a nossa imobilidade contra o borrão das luzes que passam. É uma solidão silenciosa, que observa a vida em uma velocidade diferente da nossa”, conta.
Outra faixa do disco foi redesenhada: Low profile, uma balada pop, referenciada em artistas como Mac deMarco, fala sobre como hoje em dia, com esse excesso de redes sociais e demandas digitais, não há nada mais cool do que ficar no seu cantinho e largar a exposição de lado. Ela virou En mi cuarto, com a participação da cantora argentina Livia, e o acréscimo de versos em espanhol. O encontro de Pablo e Livia ganhou também um clipe realizado entre Brasil e Argentina. E o repertório é complementado pela inédita Régis, na qual Pablo conta com a participação de Lauiz, da banda Pelados.
O fato de haver participações de pessoas de variados lugares, visões, idiomas e sotaques em Futuro presente, segundo Pablo, passa pelas angústias mostradas no disco, que incluem temas como o isolamento, as crises do começo da vida adulta e o dia a dia hiperconectado. O objetivo é mostrar que certas coisas são universais.
“Essa correria e a sensação de que o tempo está escapando pelas telas é algo que todo mundo sente hoje. Trazer essas conexões e diferentes vozes para o disco foi um jeito de transformar esse isolamento em um ponto de encontro. O álbum é plural porque essa angústia de tentar viver o agora também é coletiva”, explica Pablo Vermell.
Foto: Sillas H. / Divulgação
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Em “Rainbow”, Rooftime faz dançar falando de obsessão por coisas que sempre parecem distantes

RESUMO: Em Rainbow, o trio Rooftime cruza pop, música eletrônica e elementos de rock e folk para falar sobre obsessão, ambição e a busca por objetivos que parecem sempre distantes.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Rodrigo Birai / Divulgação
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O Rooftime lança Rainbow, novo single que chegou às plataformas em parceria com a SoundOn. Formado por Gabriel e Rodrigo Souza e Lisandro Carvalho, o trio brasileiro canta em inglês e trabalha numa zona entre música eletrônica, pop e elementos de rock e folk. Em Rainbow, o violão e os vocais dividem espaço com uma produção eletrônica mais marcada, mantendo o contraste entre instrumentos orgânicos e programação que aparece em outros trabalhos do grupo.
A letra fala sobre obsessão, ambição e aquela mania de perseguir objetivos que parecem estar sempre um pouco mais adiante. A imagem do arco-íris funciona como metáfora para essa busca: você enxerga o que quer, corre atrás, mas nunca consegue chegar exatamente ao ponto imaginado.
“É uma música que representa o quão cegos ficamos percorrendo pequenos objetivos que colocamos em nossas cabeças. E o quanto a obsessão nos afasta também dos nossos objetivos, porque ao mesmo tempo que pensamos que estamos nos aproximando, perdemos o significado de ter chegado até ali”, explica o trio. “É uma música que marcha, ela tem um ritmo diferente”.
Na produção, o Rooftime também decidiu experimentar. Segundo os integrantes, Rainbow nasceu de uma tentativa de explorar ferramentas e possibilidades que ainda não haviam usado no estúdio, sem abandonar a presença do violão e dos outros instrumentos tocados pelo próprio trio.
“É uma música bem diferente, entrando no ponto de produção rítmica, do que estávamos buscando fazer, uma aventura que percorremos dentro do estúdio, tentando criar de uma maneira bem liberta”, contam.
O lançamento chega enquanto a agenda do Rooftime vai seguindo, após shows no Chile. Ao vivo, o trio leva os instrumentos para o palco e tenta manter a dinâmica de uma banda dentro de um contexto de música eletrônica. Rainbow é mais um passo nessa mistura entre pista, canção pop e instrumentos tocados de verdade.
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Newmind: banda curitibana agora faz som nublado com letras em português

RESUMO: A curitibana Newmind prepara Agora é nada, álbum que combina shoegaze e slowcore com guitarras densas, texturas imersivas e letras em português sobre transformação e fugacidade.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Misturando estlos como shoegaze e slowcore, a banda curitibana Newmind se prepara para entrar numa nova fase a partir do álbum Agora é nada, previsto para o dia 25. “O disco marca uma fase mais madura da banda, com letras em português, guitarras densas, texturas imersivas e canções que exploram temas como fugacidade, transformação e essência”, avisam.
Essa estileira garante que o som esteja tão nublado quanto as fotos das capas dos singles – que mostram o grupo andando por um gramado, tudo bem granulado e p&b – mas chegando a um público mais numeroso e falando de emoções no idioma pátrio. Dessa nova fase, já chegaram ao público os singles Avnoir, Às vezes e Além. A segunda, diz a banda, “antecipa a atmosfera que permeia o disco”, entre “guitarras densas, texturas e melodias contemplativas”.
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Com o Empty Melon, Summer Kodama mergulha no lado sombrio da eletrônica

RESUMO: No projeto Empty Melon, Summer Kodama explora eletrônica experimental, art pop e clima cinematográfico em Don’t look away, faixa sobre honestidade e autoexpressão.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Daniel Verdecchia / Divulgação
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Summer Kodama, baixista e produtora da banda Ada Lea, segue apresentando o seu projeto solo Empty Melon. Depois de estrear com Hoping to find, ela acaba de lançar Don’t look away, um single que mergulha em um universo mais sombrio, combinando eletrônica experimental, art pop e paisagens sonoras de clima cinematográfico – num resultado sonoro que fica bem próximo de Laurie Anderson, em muitos momentos.
A música nasceu de uma madrugada solitária. “Tudo começou quando eu estava dirigindo sozinha às duas da manhã e improvisando no baixo”, conta Summer. A partir dali, a faixa foi ganhando forma como uma reflexão sobre honestidade, tanto nas relações com os outros quanto consigo mesma.
“Existe algo catártico em expressar seus sentimentos e necessidades de maneira direta”, diz a artista. “Isso ajuda você a se alinhar com sua versão mais autêntica. Honestidade é a parte mais importante da autoexpressão”.
Se Hoping to find explorava um território mais etéreo, entre o sonho e a vigília, Don’t look away segue pelo caminho oposto. Summer define as duas músicas como “irmãs polares”: uma iluminada pela luz do dia, a outra construída no silêncio da noite. As duas foram compostas no mesmo mês, em maio de 2024, mas revelam lados bastante diferentes de um mesmo processo criativo.
Na produção, Summer trabalhou ao lado de Leo Bagel, tecladista da Post NC. Segundo ela, a parceria abriu espaço para mais experimentação e ajudou a equilibrar as ideias que surgiam durante a composição. O resultado é uma faixa que dispensa refrãos imediatos. A aposta é na construção de atmosfera, acompanhando o crescimento de um projeto que parece disposto a explorar diferentes caminhos sem perder a identidade.
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