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Roger Taylor anuncia novo disco sobre “um mundo insano” e critica Nigel Farage

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Roger Taylor (Foto: Sarina Taylor / Divulgação)

Nem só de relançamentos vive o baterista do Queen. Roger Taylor acaba de anunciar Violence insane in a beautiful world, novo álbum solo que chega em 18 de setembro pela Columbia. É o primeiro disco dele desde Outsider, lançado em 2021, e vem carregado de preocupações bem pouco leves — apesar do título quase soar como poesia sci-fi.

Segundo Roger, o nome do álbum já entrega bastante da ideia do disco. “Está no título, na verdade”, diz Taylor, “Vivemos num mundo lindo e não vamos estragar tudo. Parece haver tanta insanidade no momento. A violência no mundo parece estar tão ruim quanto sempre esteve, em qualquer época, e certamente durante a minha vida. É simplesmente horrível, muita violência insana. E parece que estamos mesmo destruindo o mundo, plástico no mar, todas essas guerras terríveis por toda parte e o ódio que nasce de diferentes religiões”.

Mas nem tudo aponta para um clima apocalíptico total. O músico também reforça que existe beleza em volta — e que talvez o problema seja justamente esquecer disso. “É um mundo lindo, sabe? E a gentileza é muito importante, eu acho, parece que é esquecida com frequência”, diz.

O primeiro single, Come on summer (It’s party time), já saiu e traz participação do Coral Juvenil Ndlovu, de Limpopo, na África do Sul. Já a faixa de abertura, A beautiful world, acabou servindo de inspiração para a capa do álbum, que usa uma imagem da Terra vista do espaço. E a ideia da música é quase cinema de ficção científica setentista.

“Ela é escrita do ponto de vista de um alienígena em uma nave espacial orbitando a Terra e pensando em como ela é linda”, explica Taylor. “Observando atentamente, ele percebe que existem problemas, infecções, toda a violência e os horrores que acontecem, e também uma lista de todas as coisas maravilhosas da Terra”.

Roger também não parece muito animado com o rumo político do Reino Unido. Falando sobre 2026 e o crescimento do direitista Nigel Farage, ele foi direto: “Com Nigel Farage no horizonte, não”, diz ele sobre o político (vale inclusive lembrar essa: Johnny Marr afirmou em 2019 que, no que dependesse das opiniões do ex-colega de banda Morrissey, Nigel era sério candidato a participar como guitarrista de uma suposta reunião dos Smiths).

“Minha esposa diz que vai embora do país se ele for eleito, e eu não a culpo. É como Trump, na verdade. Você não consegue acreditar no quão popular ele era”, conta. “Não tenho certeza se ele é tão popular agora, as pessoas finalmente estão caindo em si, mas não consigo acreditar no quão popular Farage, que é intrinsecamente um homem horrível, é, mas ele é um populista, demagogo, político que apela para os ideais mais baixos”.

E tão aí a capa de Violence insane in a beautiful world e a lista de faixas, que inclui ainda uma releitura de Jealous guy, de John Lennon.

Foto: Sarina Taylor / Divulgação

1. A beautiful world (feat. Coral Juvenil Ndlovu)
2. Violence insane
3. What really matters
4. Don’t photograph food
5. I see you now
6. Chump
7. Spit in his eye
8. Jealous guy
9. Come on summer (It’s party time) (feat. Coral Juvenil Ndlovu)
10. A great big beautiful world (reprise) (feat. Coral Juvenil Ndlovu)

Capa de Violence insane in a beautiful world, novo álbum solo, de Roger Taylor

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The War On Drugs volta com “Who’s that”, música escrita “em dez minutos”

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The War On Drugs volta com “Who’s that”, primeira música inédita em quatro anos

RESUMO: Adam Granduciel escreveu e produziu sozinho Who’s that, nova faixa do The War On Drugs. O grupo não lança um disco de estúdio desde 2021 – ainda não se sabe se a faixa vai render um álbum.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Capa do single

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Who’s that foi escrita em 10 minutos, em algum momento entre o primeiro café e a hora de deixar as crianças na escola”, diz Adam Granduciel, criador da banda The War On Drugs, e aparentemente um sujeito madrugador e pai zeloso, sobre a nova música de seu grupo – a primeira em cinco anos.

“É uma música sobre tentar se amar apesar das coisas que nem sempre podemos controlar, como a ansiedade, a depressão e a insegurança que podem nos impedir de viver a vida plenamente”, continua ele, que na letra, constata que “mantemos o tempo em um plano diferente / onde tudo está sempre mudando” e que “há um leão pendurado nos meus dentes / posso senti-lo, mas não consigo chegar perto / é só a minha depressão, querida”.

Granduciel escreveu e produziu a faixa sozinho. A gravação foi feita no galpão da casa dele em Burbank, Califórnia, e Adam chamou para tocar com ele a turma com a qual ele já trabalha no War On Drugs: Dave Hartley (baixo), Robbie Bennett (teclados), Anthony LaMarca (bateria, guitarra), Jon Natchez (órgão, saxofone) e Eliza Hardy-Jones (vocais). A mixagem ficou a cargo de Jonathan Low (The National, Taylor Swift), que já havia trabalhado com o TWOD no disco Future weather, de 2010.

O que todo mundo quer saber é: vai ter disco novo do The War On Drugs? Nenhuma informação sobre isso até o momento. O último lançamento de estúdio da banda foi I don’t live here anymore (2021), que encerrou o contrato com a Atlantic – teve ainda o ao vivo Live drugs again, de 2024. Em compensação, a nova música já tem até clipe, dirigido por Max Flick. Olha aí.

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Azul Marine transforma reconstrução pessoal em “Cura”

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Azul Marine - Foto: Isadora Tricerri / Divulgação

RESUMO: Em Cura, Azul Marine transforma uma experiência de sofrimento psíquico em canção sobre destruição e renascimento, misturando funk e gospel em meio ao Setembro Amarelo.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Isadora Tricerri / Divulgação

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Em meio ao Setembro Amarelo, Azul Marine lança Cura, single que transforma em música um período de profundo sofrimento psíquico e o processo de reconstrução que veio depois. A faixa, lançada em 4 de setembro, parte de uma experiência pessoal em que chegou perto de desistir da própria vida, para falar sobre identidade, destruição e renascimento.

A história começou a ser apresentada em Torre, single anterior inspirado pela internação psiquiátrica de Azul Marine. Se aquela música está ligada ao momento do colapso, Cura olha para o período seguinte: a tentativa de reconstruir a própria identidade e encontrar uma maneira mais autêntica de existir. Nesse percurso, a criação artística aparece como uma forma de elaborar experiências que chegaram a colocar sua vida em risco.

Composta em 2021, Cura foi pensada como uma espécie de baile do fim do mundo. A música trabalha com a ideia de que, para alguma coisa nascer, outra precisa ser destruída. A narrativa aproxima morte e nascimento, crueldade e compaixão, tendo como figura central uma divindade matriarcal associada tanto à destruição quanto à criação.

“Muitos acreditam que a salvação vem do divino, enquanto a destruição é vista como uma maldição. Mas a própria natureza mostra que esses processos fazem parte de um mesmo ciclo. Em Cura, tentei criar uma imagem em que esses polos, aparentemente opostos, se tornam a força motriz um do outro. É preciso destruir uma personalidade que já não nos serve para que outra possa nascer”, explica Azul Marine.

A ideia de dualidade aparece também na sonoridade. Produzida por Dalmas, Cura aproxima funk e gospel e tem entre suas referências Glamurosa, de MC Marcinho, Two weeks, de FKA Twigs, e Mary, don’t you weep, na versão de Aretha Franklin. É também a única faixa do próximo EP cujo beat original foi criado pelo próprio Azul Marine.

A escolha de lançar a música durante o Setembro Amarelo reforça seu tema, mas Cura não tenta transformar uma experiência de sofrimento psíquico em uma história de respostas fáceis. A faixa registra um momento limite e o processo, ainda em andamento, de reconstrução.

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Cherokee Dreams transforma imperfeição em psicodelia e no wave, tudo junto

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Cherokee Dreams transforma imperfeição em psicodelia, no wave e shoegaze, tudo junto

RESUMO: No projeto Cherokee Dreams, o baterista Joshua Lynchard mistura lo-fi, ruído de guitarra, baixo circular, psicodelia e no wave  em canções marcadas pela imperfeição.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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Vindo de Florence, Alabama, o músico Joshua Lycnhard se define como um baterista que toca em várias bandas (The Invisible Teardrops, The Dismals, Nightmare Boyzzz, por exemplo), e sempre “um pouco rápido demais com tempos instáveis”. Sozinho, ele mantém seu projeto Cherokee Dreams e faz uma fusão de ritmos e texturas, com gravação lo-fi, ruídos de guitarra, baixo circular e clima próximo de uma fusão de psicodelia e no wave.

“Cherokee Dreams é a versão de Joshua que se entrega completamente a essa imperfeição suada. Em suas próprias palavras, sempre unidos por sal e sempre com um timing ruim”, conta Joshua que, na real, daria um ótimo batera para Lydia Lunch e para o PiL na fase Metal box (1979). No momento, ele divulga um single duplo chamado Too, com as faixas Dhoop dawg e Desire palth. Mas vem mais por aí, já que ele anuncia pra breve o álbum Breathes corporate thunder, que vai sair em fita K7.

“O nome do disco soa menos como um título e mais como uma sirene de alerta percorrendo um amplificador quebrado”, conta ele, que explica um pouco de sua filosofia musical. “Por trás da estética focada no ruído, reside uma filosofia real: a de que a honestidade emocional vive em notas Sol ligeiramente agudas e tempos flutuantes. Que a mídia física é tanto rebeldia quanto uma tábua de salvação para artistas em turnê. E que um bom dia de trabalho braçal em contato com a natureza traz a criatividade à tona de uma forma que o tempo livre ilimitado jamais conseguirá”, diz.

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