Pra você ver que após a tempestade sempre vem a (vá lá) bonança: sabe que fatia as fitas K7 ocupavam no mercado fonográfico americano há dez anos? Acertou quem disse 0%. Ninguém queria mais saber das fitinhas, elas quase não eram fabricadas e, num período em que nem mesmo os CDs eram tão valorizados assim, dava para entender perfeitamente. Muito diferente de hoje em dia, que tem até gente sonhando com a possibilidade de 2019 ser o ano das fitinhas.

Enquanto você pensa sobre o assunto, tem um documentário (em inglês, infelizmente sem legendas) sobre a história das fitas cassete e como elas foram importantes para a indústria fonográfica. Apesar do fracasso das vendas das fitas em 2009, foram os lançamentos independentes que salvaram os K7s, além do hábito de gravar mixtapes. As fitinhas foram a plataforma para gravação de muitos discos (após a chegada às lojas do Tascam, estúdio portátil de quatro canais) e foram o veículo preferencial para divulgação de música em vários países onde não havia tecnologia disponível para se lançar CD ou LP. Também serviram para se contrabandear música proibida em determinadas ditaduras.

Pega aí. Quem assina a produção do documentário é o Media Artists Studio da Evergreen State College (Olympia, Washington, EUA).

Via Degenerando Neurônios