Connect with us

Cultura Pop

A guitarra isolada de Eric Clapton em While My Guitar Gently Weeps, dos Beatles

Published

on

A guitarra isolada de Eric Clapton em While My Guitar Gently Weeps, dos Beatles

O site Open Culture mostrou a parte isolada de guitarra de Eric Clapton no clássico While my guitar gently weeps, dos Beatles, lançado pela banda no cinquentão Álbum branco (1968). A música foi gravada pela banda entre 5 e 6 de setembro de 1968.

Até aquele momento, George Harrison, o autor da música, tinha feito várias tentativas de gravar a canção. Gravou a demo (que está no disco Anthology 3) com uma guitarra acústica Gibson J-200, incluindo um overdub de harmônio. Em 16 de agosto daquele ano, gravando com os Beatles pela primeira vez em oito canais, experimentou com um solo de guitarra ao contrário, como o que ele havia feito em I’m only sleeping, do disco Revolver (1966). Não ficou satisfeito.

Em 5 de setembro, os Beatles voltaram a mexer na música – agora novamente com Ringo Starr, que havia saído da banda por alguns dias, de volta à bateria. Ainda assim, Harrison deixou o estúdio da EMI crente que seus colegas não estavam dando o máximo.

No dia seguinte, Harrison bateu um papo com o amigo Eric Clapton e pediu a ele que tocasse na música. O guitarrista não estava convencido de que poderia tocar no álbum, como Harrison falou em 1987 numa reportagem da Guitar Player – deixando claro também que não estava com a autoestima caída ao decidir que precisava de ajuda.

“Não, meu ego preferiria que Eric tocasse. Trabalhei nessa música com John, Paul e Ringo um dia, e eles não estavam interessados ??nela. E eu sabia internamente que era uma música legal. No dia seguinte eu estava com Eric, e eu estava indo para a sessão, e eu disse: ‘Nós vamos fazer essa música. Vamos lá e toque nela’. Ele disse: ‘Oh, não. Eu não posso fazer isso. Ninguém toca nos discos dos Beatles’. Eu disse: ‘Olha, é minha música, e eu quero que você toque nela'”, contou George Harrison.

Ao topar, Clapton tocou na música uma Gibson Les Paul de 1957 que tinha dado de presente a Harrison – que a apelidara de Lucy. Ouve só ele tocando aí.

Já esse é o original.

Cultura Pop

George Harrison em 2001: “O que é Eminem?”

Published

on

George Harrison (Reprodução YouTube)

RESUMO: Em 2001, George Harrison participou de chats no Yahoo e MSN para divulgar All Things Must Pass; com humor, respondeu fãs poucos meses antes de morrer – e desdenhou Eminem (rs)

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução YouTube

  • Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.

“Que Deus abençoe a todos vocês. Não se esqueçam de fazer suas orações esta noite. Sejam boas almas. Muito amor! George!”. Essa recomendação foi feita por ninguém menos que o beatle George Harrison no dia 15 de fevereiro de 2001 – há 25 anos e alguns dias, portanto – ao participar de dois emocionantes chats (pelo Yahoo e pelo MSN).

O tal bate-papo, além de hoje em dia ser importante pelos motivos mais tristes (George morreria naquele mesmo ano, em 29 de novembro), foi uma raridade causada pelo relançamento remasterizado de seu álbum triplo All things must pass (1970), em janeiro de 2001. George estava cuidando pessoalmente da remasterização de todo seu catálogo e o disco, com capa colorida e fotos reimaginadas, além de um kit de imprensa eletrônico (novidade na época), era o carro-chefe de toda a história. O lançamento de um site do cantor, o allthingsmustpass.com, também era a parada do momento (hoje o endereço aponta para o georgeharrison.com).

Os dois bate-papos tiveram momentos, digamos assim, inesquecíveis. No do Yahoo, George fez questão de dizer que era sua primeira vez num computador: “Sou praticamente analfabeto 🙂 “, escreveu, com emoji e tudo. Ainda assim, um fã meio distraído quis saber se ele surfava muito na internet. “Não, eu nunca surfo. Não tenho a senha”, disse o paciente beatle. Um fã mais brincalhão quis saber das influências dos Rutles, banda-paródia dos Beatles que teve apoio do próprio Harrison, no som dele (“tirei todas as minhas influências deles!”) e outro perguntou sobre a indicação de Bob Dylan ao Oscar (sua Things have changed fazia parte da trilha de Garotos incríveis, de Curtis Hanson). “Acho que ele deveria ganhar TODOS os Oscars, todos os Tonys, todos os Grammys”, exultou.

A conta do Instagram @diariobeatle deu uma resumida no chat do Yahoo e lembrou que George contou sobre a origem dos gnomos da capa de All things must pass, além de associá-los a um certo quarteto de Liverpool. “Originalmente, quando tiramos a foto eu tinha esses gnomos bávaros antigos, que eu pensei em colocar ali tipo… John, Paul, George e Ringo”, disse. “Gnomos são muito populares na Europa. E esses gnomos foram feitos por volta de 1860”.

A ironia estava em alta: George tambem disse que se começasse um movimento como o Live Aid ajudaria… Bob Geldof (!)., o criador do evento. Perguntado sobre se Paul McCartney ainda o irritava, contemporizou: “Não examine um amigo com uma lupa microscópica: você conhece seus defeitos. Então deixe suas fraquezas passarem. Provérbio vitoriano antigo”, disse. “Tenho certeza de que há coisas suficientes em mim que o irritam, mas acho que já crescemos o suficiente para perceber que nós dois somos muito fofos!”. Um / uma fã perguntou sobre o que ele achava da nominação de Eminem para o Grammy. “O que é Eminem?”, perguntou. “É uma marca de chocolates ou algo assim?”.

Bom, no papo do MSN um fã abusou da ingenuidade e perguntou se o próprio George era o webmaster de si próprio. “Eu não sou técnico. Mas conversei com o pessoal da Radical Media. Eles vieram à minha casa e instalaram os computadores. Os técnicos fizeram tudo e eu fiquei pensando em ideias. Eu não tinha noção do que era um site e ainda não entendo o conceito. Eu queria ver pessoas pequenas se cutucando com gravetos, tipo no Monty Python”, disse.

Pra ler tudo e matar as saudades do beatle (cuja saída de cena também faz 25 anos em 2026), só ir aqui.

  • Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
  • E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.
Continue Reading

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Published

on

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

Continue Reading

Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Published

on

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

Continue Reading

Acompanhe pos RSS

Olivia Rodrigo cita The Cure em música nova. E Charli XCX diz que o negócio agora é rock (!)
Urgente7 minutos ago

Olivia Rodrigo cita The Cure em música nova. E Charli XCX diz que o negócio agora é rock (!)

Massive Attack (Foto: Warren Du Preez / Divulgação)
Urgente58 minutos ago

E não perca (eu disse NÃO PERCA) a tal música nova do Massive Attack com o Tom Waits

Ouvimos: The 113 – “The hedonist” (EP)
Crítica3 horas ago

Ouvimos: The 113 – “The hedonist” (EP)

Ouvimos: Central Cee – “All roads lead home” (EP)
Crítica3 horas ago

Ouvimos: Central Cee – “All roads lead home” (EP)

Lana Del Rey (Foto: Divulgação)
Radar20 horas ago

Radar: Lana Del Rey, Guitar, Theatre, Jenny On Holiday – e mais!

Ouvimos: GUV – “Warmer than gold”
Crítica21 horas ago

Ouvimos: GUV – “Warmer than gold”

Ouvimos: Gentle Millennials – “Fantastical waves, delusional surf”
Crítica21 horas ago

Ouvimos: Gentle Millennials – “Fantastical waves, delusional surf”

Titãs (Foto: Pedro Dimitrow / Divulgação C6 no Rock)
Urgente24 horas ago

C6 no Rock: festival traz bandas como Titãs, Paralamas e Ira! revisitando álbuns inteiros

Ouvimos: The Bevis Frond – “Horrorful heights”
Crítica1 dia ago

Ouvimos: The Bevis Frond – “Horrorful heights”

Ouvimos: Science Toys – “The art of losing control”
Crítica1 dia ago

Ouvimos: Science Toys – “The art of losing control”

Marina Mole (Foto: Divulgação)
Radar2 dias ago

Radar: Marina Mole, Gabo Islaz, Manco Capac, Gustavo Spínola – e mais!

Duo japonês Hyper Gal faz noise caótico e ensurdecedor em Our hyper, misturando tecnohardcore, kraut e ecos de Suicide num ataque sonoro intenso.
Crítica2 dias ago

Ouvimos: Hyper Gal – “Our hyper”

Ouvimos: Outros Bárbaros - “Pelas ruas das Américas”
Crítica2 dias ago

Ouvimos: Outros Bárbaros – “Pelas ruas das Américas”

Em Inanimate objects of the 21st century, The Pale White mistura stoner, glam e power pop em disco sobre tecnologia, nostalgia e excesso digital, com ecos de Beatles, QOTSA e anos 60/70.
Crítica2 dias ago

Ouvimos: The Pale White – “Inanimate objects of the 21st century”

Sunn O))) lança álbum epônimo com drones longos, som denso e ritualístico; experiência hipnótica, estranha e nada acessível para qualquer ouvinte.
Crítica2 dias ago

Ouvimos: Sunn O))) – “Sunn O)))”

Eliminadorzinho (Foto: @pedefeijoao)
Urgente2 dias ago

Eliminadorzinho faz giro nacional da “eternatour” e estreia no Nordeste

Tori Amos (Foto: Kasia Wozniak / Divulgação)
Radar3 dias ago

Radar: Tori Amos, Arkells, Alabama Shakes, Burglar – e mais!

Pulp. Foto: Tom Jackson / Divulgação
Urgente3 dias ago

A Rough Trade faz 50 anos e comemora com três dias de eventos em Londres (o Pulp lidera o rolê)