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Echo and The Bunnymen fala de Bruxelas “assombrada” em novo single

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Echo and The Bunnymen fala de Bruxelas "assombrada" em novo single

Prepare seu coração: o Echo and The Bunnymen tá de volta. A banda anunciou o disco Apples for Isaac, seu décimo-terceiro álbum, e já lançou o primeiro single, Brussels is haunted. Na letra, a banda fala da vida de personagens que passaram pela cidade belga.

Nomes como o cantor oitentista Bert Bertrand e lugares como o clube The Classic são citados na faixa – e a impressão é a de que o “assombrada” vem de fantasmagorias pessoais de Ian McCulloch, cantor e letrista da banda. A melodia, por sua vez, tem muito da sonoridade mais aberta e menos exuberante do disco Echo and The Bunnymen, o último com o falecido baterista Pete de Freitas (1987).

Apples for Isaac foi produzido pelo vocalista Ian McCulloch, que também ficou responsável pela mixagem, juntamente com Alan Moulder e Andrea Wright. Levado adiante hoje em dia por Ian e pelo guitarrista Will Sargeant, o Echo contou também com o serviços de um outro baterista já “ido”: Clem Burke, do Blondie, morto em abril do ano passado, toca em dez das onze músicas.

“O poderoso e lendário Clem Burke — amigo de longa data do Mac — foi fundamental para a criação do álbum e, infelizmente, faleceu durante sua finalização… Te amamos, Clem X””., comentou a banda.

Apples for Isaac sucede Meteorites, de 2014, e a coletânea The stars, the oceans & the moon, lançada em 2018. Num papo com a Mojo, recentemente, Ian falou sobre o intervalo de mais de dez anos entre os dois discos. “O que nos atrasou? Acho que a Covid teve algo a ver com isso”, disse ele. “Mas eu também queria, liricamente, que tudo fizesse sentido — ou que fosse enigmaticamente importante. O que é uma baita frase”.

McCulloch acrescentou que “mais do que qualquer outro disco que eu me lembre, ele (Apples for Isaac) está soando exatamente como eu o imaginava. Eu simplesmente disse (pra mim mesmo): cante como você quer se ouvir”.

E tá aí o clipe de Brussels is haunted. Mais embaixo, a capa de Apples e a lista de faixas. Apples for Isaac será lançado em 18 de setembro pela BMG.

Capa do álbum Apples For Isaac, do Echo and The Bunnymen

LISTA DE FAIXAS
01. Take me by the hand
02. Can’t be sold
03. Brussels is haunted
04. I’ll be your sunshine
05. Hijacked
06. The honey
07. Unstoppable force
08. The light that surrounds you
09. Lab rats ran
10. Asimov
11. We prayed in the dark

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Entre Pink Floyd e bedroom pop, Manta Rays apresenta dois novos singles

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Manta Rays (Foto: Divulgação)

Tem música que espera anos até encontrar o momento certo para existir. Foi exatamente o que aconteceu com The star canopied veins of industrial ruins, single lançado no comecinho do ano pelos estadunidenses do Manta Rays. A banda escreveu a faixa há mais de uma década, mas resolveu engavetá-la depois de concluir que ela era… “meio maldosa demais”. O tempo passou, o grupo amadureceu e, quando voltou à composição, percebeu que ali havia algo bem mais interessante do que imaginava.

A canção acabou se transformando em um encontro entre indie alternativo e bedroom pop, com guitarras cheias de textura, sintetizadores nebulosos, batidas pulsantes e uma atmosfera que parece feita para trilhar passeios por fábricas abandonadas e lembranças que insistem em voltar. O contraste entre paisagens sonoras amplas e uma interpretação bastante íntima dá ao single um clima quase cinematográfico.

E de lá pra saiu também C’est la vie, mais um single do grupo – uma balada psicodélica com clima entre Pink Floyd, Flaming Lips e a atual fase pop de Beck. Baseado em Tulsa, Oklahoma, o Manta Rays aposta justamente nessa mistura de melancolia e ambiência. A formação reúne Tyler Sexton (guitarra), Jackson Gillett (vocais e letras), Britton Gregory (baixo), Mason Lemur (bateria) e Logan Bruhn (sintetizadores e teclados), e o grupo parece mais interessado em criar climas do que em buscar refrões explosivos.

Foto: Divulgação

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Depois do silêncio: Babehoven retorna com disco sobre recomeços

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Babehoven (Foto: Divulgação)

Depois de passar por um período em que cantar deixou de ser uma certeza, o Babehoven está de volta com um disco que parece nascer justamente dessa sensação de recomeço. O duo de Hudson, Nova York, formado por Maya Bon e Ryan Albert, lança em 18 de setembro o terceiro álbum, I see them, I see me, pela Double Double Whammy.

A dupla lança também o single Lasagna, acompanhadoo de um clipe bem humorado dirigido por Ash Kron, no qual a dupla ganha um prêmio ao comer num fast food e decide partir numa road trip com o dinheiro que ganhou (“mas antes precisamos pagar umas contas”, avisa Ryan no vídeo).

A história por trás do álbum é bem menos leve. Durante a primeira turnê da banda como atração principal, em 2024, Maya Bon sofreu uma paralisia na corda vocal direita e passou meses sem conseguir cantar. Os médicos chegaram a dizer que ela talvez nunca recuperasse a voz.

Ela recuperou — e, segundo a cantora, voltou a cantar com um prazer que não sentia havia muito tempo. Essa sensação atravessa o disco inteiro: em vez de transformar o trauma em um álbum soturno, o Babehoven escolheu celebrar o simples fato de ainda poder fazer música.

Outro elemento importante veio das nove sessões de terapia com cetamina em altas doses que Bon fez para tratar a depressão. As experiências, descritas por ela como sonhos lúcidos, acabaram infiltrando as letras, que embaralham realidade e imaginação enquanto observam um mundo cada vez mais difícil de decifrar.

Entre crises climáticas, ansiedade coletiva e catástrofes diárias, I see them, I see me gira em torno da ideia de perspectivas diferentes sobre uma mesma realidade — uma espécie de “visão em paralaxe” aplicada às relações humanas.

Lasagna resume bem essa proposta. A música fala daquele tipo de intimidade em que duas pessoas ficam tão próximas que deixam de enxergar uma à outra com clareza. Enquanto a rotina ocupa todos os espaços, a presença da outra pessoa continua rondando, invisível e constante, produzindo ao mesmo tempo afeto, angústia e uma estranha sensação de paralisia.

“Às vezes, quando duas pessoas estão profundamente entrelaçadas, elas ficam tão próximas que já não conseguem realmente enxergar uma à outra. Você quer que a outra pessoa se parta ao meio, para revelar o que existe por baixo. Você se mantém ocupado, enche o dia de tarefas, mas a outra pessoa continua balançando ao vento ao seu redor — você a sente em todos os lugares. Ao mesmo tempo, você se sente pequeno, preso e tomado por uma inquietação desesperada”, diz Maya sobre a música.

Musicalmente, o disco também marca uma mudança de método. Pela primeira vez, Bon e Albert abriram mão do processo quase fechado que sempre guiou a banda e gravaram em quatro estúdios diferentes, com a colaboração dos engenheiros Sam Evian, Kevin Copeland e Phil Weinrobe — este último também como coprodutor. Blue around you, outro single do disco, já foi também liberado. Abaixo você confere o single de Lasagna, a capa e a lista de faixas de I see them, I see me.

Foto: Divulgação

Capa do disco I see them, I see me, do Babehoven

LISTA DE FAIXAS
01. You’re a liar
02. When you look at me
03. Lasagna
04. Monster
05. Blue around you
06. Something true
07. Red interlude
08. Jess has a place
09. And I in a dream
10. Wave has a place
11. Neck
12. Beetle on the scene pt. 2
13. Three reds
14. Pelorus

 

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E o show do Napalm Death no Tiny Desk, hein?

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Napalm Death (Foto: Divulgação)

Sim, o show do Napalm Death no Tiny Desk Concerts foi histórico. Foi na real uma das coisas históricas que a atração de YouTube apresentou desde que começou a ir ao ar, mas se você não imaginava ver uma das bandas mais barulhentas do mundo num espaço tão exíguo e intimista, foi exatamente o que rolou. E o Napalm Death provou que o formato funciona justamente quando o artista não tenta se adaptar a ele: o caos da banda permaneceu intacto, só mudou de endereço.

Lars Gotrich, produtor da rádio NPR Music, que faz o programa, é fã de som pesado e já sonhava com a banda de grindcore lá há tempos. O site Blabbermouth publicou uma declaração dele, afirmando que “a primeira banda de grindcore a se apresentar no Tiny Desk tinha que ser a banda pioneira. Recusei ou disse ‘talvez mais tarde’ para tantas outras – era assim que eu me preocupava em acertar. Só existe um Napalm Death, não apenas um exemplo de música extrema, mas também do que é preciso para ser humano em tempos que parecem desumanos”.

O repertório do grupo foi curto e direto, cabendo músicas como Instinct of survival, Amoral, Throes of joy in the jaws of defeatism e até duas músicas da estreia da banda, Scum (1986): a faixa-título e nada menos que a canção de dois segundos You suffer. O detalhe é que nenhum dos integrantes da formação original da banda faz parte do Napalm hoje – e nenhum dos atuais, que são Shane Embury (baixo), Barney Greenway (voz), Danny Herrera (bateria) e John Cooke (guitarra), tocou em Scum.

Falando em Shane, ele continua afastado da banda para tratar de sua pancreatite – Matt Sheridan vem tocando como baixista substituto e tocou em seu lugar no Tiny Desk. Barney Greenway, o cantor do grupo, estava orgulhosíssimo de tocar lá e manifestou isso algumas vezes. Chegou a fazer um apelo pela preservação da radiodifusão pública durante o programa.

“Há décadas que ouço o Democracy Now! na NPR Radio para me manter informado sobre as notícias norte-americanas, sem rodeios, mas com uma visão crítica. Então, quando surgiu o Tiny Desk da NPR , fiquei um pouco surpreso”, contou (via Blabbermouth).

“Percebemos que iríamos alcançar muito mais pessoas do que o normal com a apresentação no Tiny Desk, mas, como vocês podem esperar do Napalm Death, jamais suavizaríamos a performance. Esperamos que todos tirem pelo menos algo dela, mesmo que seja apenas uma compreensão da abrasividade musical levada ao extremo. Por favor, apoiem sempre a radiodifusão pública, tendo em vista os ataques implacáveis ​​que ela vem sofrendo”, afirmou o cantor.

O ND provavelmente não vai “viralizar” por causa da apresentação – mas uma turma enorme que jamais veria um show deles, ou clicaria num vídeo deles, deve ter parado pra ver nem que seja um minuto da session. Outro detalhe: um grupo de grindcore tocando entre estantes de livros é um contraste tão grande que atrai cobertura espontânea. Mesmo quem não gosta do som acaba clicando para ver como aquilo funciona. Pra Barney e cia foi ótimo, pros fãs também, pra NPR idem. E o show, se você não assistiu, tá aí.

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