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Late Again transforma o caos cotidiano em pop psicodélico, em “Crazy or stupid”

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Late Again (Foto: Henrique Barreto / Divulgação)

Vizinhos gritando na rua, contas esquecidas, teorias estranhas e gente que parece ter perdido a inteligência de uma hora para a outra. Tudo isso causa irritação em qualquer ser humano, mas serviu de matéria-prima para Rafael Melo escrever Crazy or stupid, música nova de seu projeto Late Again. Um pop levemente psicodélico e nada levemente oitentista, e cuja melodia chega a ser rondada pelo fantasma de Eyes without a face, de Billy Idol.

Com visualizer assinado por Gabriel Rolim (Rollinos), a faixa nova do Late Again parte do princípio de que “todo mundo é louco, estúpido ou louco e estúpido”, e usa personagens para explicar a frase – são “representantes de uma sociedade cada vez mais confusa, hiperconectada e incapaz de distinguir informação, entretenimento e delírio”, como explica o texto de lançamento. “Por trás da ironia e de um elenco excêntrico de personagens, a canção mergulha em uma realidade sombria, tornada mais palatável pela leveza ensolarada de sua sonoridade e pela melodia mais contagiante do EP”, explica Rafael, artista multimídia brasileiro radicado no Brooklyn.

Rafael diz também ter evitado qualquer tipo de cinismo ao escrever a letra – prefere observar tudo com uma mistura de humor, perplexidade e identificação, dizendo que desse jogo ninguém está de fora. A faixa, com referências que vão de Mac DeMarco e Men I Trust a Caetano Veloso e Ryuichi Sakamoto, adianta o EP I dreamt I was awake, previsto para setembro.

Foto: Henrique Barreto / Divulgação

Ricardo Schott é jornalista, radialista, editor e principal colaborador do POP FANTASMA.

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Jungle lança “Someday, somewhere” e mantém clima ensolarado do novo disco

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Jungle - Foto: Mason Rose / Divulgação

Com show agendado para 30 de março de 2027 em São Paulo, o trio britânico de música eletrônica e neo-soul Jungle segue firme no adiantamento de seu próximo álbum, Sunshine, que chega no dia 14 de agosto. Já saíram os singles Carry on e The wave, e chega agora às plataformas Someday somewhere, uma música tão dançante quanto sonhadora, e com o mesmo clima quase derretido, escapista, dos singles anteriores.

Someday, somewhere é sobre se agarrar àquele sentimento de que algo melhor está por vir. Tem aquele otimismo de fim de verão do Jungle, um pouco de saudade, um pouco de fuga, e espero que seja algo em que as pessoas possam se perder”, conta a banda, agora oficialmente formada por J Lloyd, Tom McFarland e Lydia Kitto. A faixa já havia sido apresentada durante um recente set surpresa de DJ de Tom McFarland no Bus Palladium, em Paris.

Os ingressos para o show do Jungle no Brasil ainda estão à venda. Veja como comprar aqui.

Abaixo, você confere Someday, somewhere, a capa de Sunshine e a lista de faixas.

Foto: Mason Rose / Divulgação

Capa do álbum Sunshine, do Jungle

LISTA DE FAIXAS:
1. Come back to me
2. Sunshine
3. Where are you now?
4. Move like you do
5. Romeo II ft Bas
6. Carry on
7. The wave
8. Someday, somewhere
9. Natural
10. Reflection
12. Heavy on my soul

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Echo and The Bunnymen fala de Bruxelas “assombrada” em novo single

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Echo and The Bunnymen fala de Bruxelas "assombrada" em novo single

Prepare seu coração: o Echo and The Bunnymen tá de volta. A banda anunciou o disco Apples for Isaac, seu décimo-terceiro álbum, e já lançou o primeiro single, Brussels is haunted. Na letra, a banda fala da vida de personagens que passaram pela cidade belga.

Nomes como o cantor oitentista Bert Bertrand e lugares como o clube The Classic são citados na faixa – e a impressão é a de que o “assombrada” vem de fantasmagorias pessoais de Ian McCulloch, cantor e letrista da banda. A melodia, por sua vez, tem muito da sonoridade mais aberta e menos exuberante do disco Echo and The Bunnymen, o último com o falecido baterista Pete de Freitas (1987).

Apples for Isaac foi produzido pelo vocalista Ian McCulloch, que também ficou responsável pela mixagem, juntamente com Alan Moulder e Andrea Wright. Levado adiante hoje em dia por Ian e pelo guitarrista Will Sargeant, o Echo contou também com o serviços de um outro baterista já “ido”: Clem Burke, do Blondie, morto em abril do ano passado, toca em dez das onze músicas.

“O poderoso e lendário Clem Burke — amigo de longa data do Mac — foi fundamental para a criação do álbum e, infelizmente, faleceu durante sua finalização… Te amamos, Clem X””., comentou a banda.

Apples for Isaac sucede Meteorites, de 2014, e a coletânea The stars, the oceans & the moon, lançada em 2018. Num papo com a Mojo, recentemente, Ian falou sobre o intervalo de mais de dez anos entre os dois discos. “O que nos atrasou? Acho que a Covid teve algo a ver com isso”, disse ele. “Mas eu também queria, liricamente, que tudo fizesse sentido — ou que fosse enigmaticamente importante. O que é uma baita frase”.

McCulloch acrescentou que “mais do que qualquer outro disco que eu me lembre, ele (Apples for Isaac) está soando exatamente como eu o imaginava. Eu simplesmente disse (pra mim mesmo): cante como você quer se ouvir”.

E tá aí o clipe de Brussels is haunted. Mais embaixo, a capa de Apples e a lista de faixas. Apples for Isaac será lançado em 18 de setembro pela BMG.

Capa do álbum Apples For Isaac, do Echo and The Bunnymen

LISTA DE FAIXAS
01. Take me by the hand
02. Can’t be sold
03. Brussels is haunted
04. I’ll be your sunshine
05. Hijacked
06. The honey
07. Unstoppable force
08. The light that surrounds you
09. Lab rats ran
10. Asimov
11. We prayed in the dark

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Entre Pink Floyd e bedroom pop, Manta Rays apresenta dois novos singles

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Manta Rays (Foto: Divulgação)

Tem música que espera anos até encontrar o momento certo para existir. Foi exatamente o que aconteceu com The star canopied veins of industrial ruins, single lançado no comecinho do ano pelos estadunidenses do Manta Rays. A banda escreveu a faixa há mais de uma década, mas resolveu engavetá-la depois de concluir que ela era… “meio maldosa demais”. O tempo passou, o grupo amadureceu e, quando voltou à composição, percebeu que ali havia algo bem mais interessante do que imaginava.

A canção acabou se transformando em um encontro entre indie alternativo e bedroom pop, com guitarras cheias de textura, sintetizadores nebulosos, batidas pulsantes e uma atmosfera que parece feita para trilhar passeios por fábricas abandonadas e lembranças que insistem em voltar. O contraste entre paisagens sonoras amplas e uma interpretação bastante íntima dá ao single um clima quase cinematográfico.

E de lá pra saiu também C’est la vie, mais um single do grupo – uma balada psicodélica com clima entre Pink Floyd, Flaming Lips e a atual fase pop de Beck. Baseado em Tulsa, Oklahoma, o Manta Rays aposta justamente nessa mistura de melancolia e ambiência. A formação reúne Tyler Sexton (guitarra), Jackson Gillett (vocais e letras), Britton Gregory (baixo), Mason Lemur (bateria) e Logan Bruhn (sintetizadores e teclados), e o grupo parece mais interessado em criar climas do que em buscar refrões explosivos.

Foto: Divulgação

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