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Essa turma do som pesado e seus instrumentos maravilhosos da… Hello Kitty

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Essa turma do som pesado e seus instrumentos maravilhosos da... Hello Kitty

Lá fora, a empresa japonesa Sanrio põe um de seus produtos mais rentáveis, a gatinha Hello Kitty, numa gama de produtos que inclui bonecos, bebidas, roupas, vibradores (sério!) e até… instrumentos musicais, como guitarras, violões e teclados. Tanto que a firma andou seriamente envolvida no ramo da música. A Lisa Loeb (lembra?) chegou a relançar um disco seu, Cake and pie (2002), como Hello Lisa, usando a personagem na capa. Aproveitando, fez uma minitour do álbum em lojas Sanrio.

E tem uma turma do heavy metal que anda experimentando os instrumentos da marca. Olha aí o violãozinho da Hello Kitty virando quase um ukelele na mão de Zakk Wylde (Ozzy Osbourne/Black Label Society).

John 5 (Marilyn Manson) toca o instrumento em treze estilos diferentes.

Mark Tremonti (Creed/Alter Bridge/Tremonti) e seu parça Eric Friedman debulhando violão e ukelele da Hello Kitty com Welcome home (Sanitarium), do Metallica.

Existe uma bateria (!) da Hello Kitty. Olha Mike Portnoy testando uma delas.

Isso é fofinho: Amy Lee (Evanescence) tocando um pianinho da Hello Kitty.

Crítica

Ouvimos: Paira, “EP01” (EP)

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Ouvimos: Paira, "EP01" (EP)
  • EP01 é o EP de estreia da dupla mineira Paira, formada por Clara Borges e André Pádua, com som girando em torno do drum’n bass e variações. A dupla cita também estilos como UK garage e breakcore.
  • O EP foi gravado de modo caseiro entre 2022 e 2024, com vocais gravados no Estúdio Cais em 2024, e tem “uma sonoridade que eu e a Clara vínhamos imaginando e construindo há anos, desde um pouco antes da pandemia pra ser exato, antes de ficarmos próximos. Há dois anos começamos a banda e foi ali que a coisa começou a tomar a cara que tem agora”, diz André.

Uma pena que o Paira tenha optado por estrear com um EP, e não com um álbum cheio após singles. O som do duo mineiro de rock alternativo e eletrônico chama a atenção pelas boas composições, pelo experimentalismo dosado com belas melodias e pelas letras, bastante poéticas. O disco abre com um drum’n’ bass frenético e pesado, Música lenta – e que curiosamente soa como uma espécie de punk bossa, com ruídos unidos a vocais doces.

O clima eletrônico e contemplativo prossegue em O fio, com linhas vocais sugerindo certa relação com o rock brasileiro dos anos 1990 (a lembrança são os vocais hiphoppeados de Chorão). E no dream pop eletroacústico de Leve e Como um rio, ambas sugerindo mansidão em títulos, letras e vozes, apesar do agito dos beats. É nesse clima ambíguo, entre tons pesados e delicadezas, que o disco se desenrola. Encerrando EP01, tem 19, um shoegaze que ganha batidas eletrônicas só do meio para o final, e destaca os vocais delicados de Clara Borges.

Nota: 8,5
Selo: Balaclava Records.

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Crítica

Ouvimos: Alan Vega, “Insurrection”

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Ouvimos: Alan Vega, "Insurrection"

Alan Vega e sua ex-banda Suicide não eram apenas “rock industrial”. Eram música infernal, mostrando para todos os ouvintes que situações assustadoras eram vividas não apenas em filmes de terror, mas no dia a dia. No contato com vizinhos perturbados, na violência nossa de cada dia, na vida fodida dos debandados do capitalismo – que é o verdadeiro assunto de Frankie Teardrop, música assustadora lançada no epônimo primeiro disco da dupla formada por ele e Martin Rev, de 1977.

Vega viveu no limite: antes do Suicide ter qualquer tipo de sucesso, passou fome e enfrentou dificuldades. No palco, era do tipo que se cortava e saía sangrando dos shows. Seu som sempre teve ideais radicais, inclusive politicamente – ele chegou a ser atacado pela polícia ao participar de passeatas, e o Suicide homenageou Che Guevara na música Che. Dos dois integrantes do Suicide, hoje só Martin Rev vive para perturbar os ouvidos dos outros com som pesado, distorcido e sintetizado. Alan, que prosseguiu por décadas como lenda viva do punk e da música eletrônica, lançando discos e fazendo exposições de arte, teve um derrame em 2012 e morreu durante o sono em 2016.

Seu material como compositor, ironicamente, devia bastante às raízes do rock, e à postura de “herói” do estilo. O novaiorquino Alan era fanático por Iggy Pop e Stooges, e seu vocal variava entre dois uivos – o de Elvis Presley, cujo visual inicial trabalhado-no-couro passou a imitar, e evidentemente o de Iggy. Os primeiros álbuns solo de Alan variavam entre o synth-pop nervoso e uma espécie de rockabilly aceleradíssimo e violento (o melhor exemplo é a estreia epônima de Vega, lançada em 1980). Não custa lembrar que o som do Suicide, de fato, chegou a impressionar até mesmo Bruce Springsteen, que já disse ser (pode acreditar) fã da dupla.

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Insurrection é uma coletânea de gravações inéditas que estavam no baú de Alan. São músicas industriais e infernais feitas no fim dos anos 1990, todas falando sobre morte, sofrimento e contagem de mortos como se fosse algo natural, do dia a dia – e pensando bem, olhando os jornais e andando pelas ruas, é meio isso. É “bom de ouvir” dependendo do seu humor: é o disco das dançantes e góticas Sewer e Crash, do synth pop monocórdico Invasion, do pesadelo selvagem Cyanide soul e do lamento sonoro (de quase dez minutos) de Murder one.

Mercy é um estranho e assustador pedido de clemência, falando em gritos, anjos sangrando e tempestades sombrias. E nessa música o vocal de Alan lembra de verdade o de Elvis Presley, o que soa mais estranho ainda. Os beats são dados por uma percussão intermitente e tribal, seguida por uma batida eletrônica mais próxima do “dançante”. Soa mais insociável do que qualquer coisa lançada pelo Ministry ou pelo Alien Sex Fiend, por exemplo. Chains soa como entrar numa bizarra ressonância magnética de distorção. E Fireballer spirit oferece a mesma sensação, só que acrescida de barulhos eletrônicos.

Nota: 7,5
Gravadora: In The Red

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Cultura Pop

4 discos: Joy Division e seus “the best of”

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Peter Hook: "Roubamos muito o Kraftwerk"

O material não-lançado pelo Joy Division em LP dá (como aliás deu) um número considerável de coletâneas. Ainda que o grupo tenha só dois LPs para contar história (Unknown pleasures, de 1979, e Closer, de 1980). Mesmo que não seja um número maluco de coletâneas como acontece com o Who – que tem um monte de “the best ofs” com poucas diferenças entre um álbum e outro – quem quiser se abastecer de discos com faixas de singles, ou melhores sucessos do grupo, não fica sem opções. Pode achar por aí discos unindo músicas do JD e de sua continuação post-mortem, o New Order. Ou sets variados com gravações da BBC, faixas ao vivo, compactos e músicas mais conhecidas dos dois álbuns.

Comemorando os 46 não-redondos anos de Unknown pleasures (lançado em 15 de junho de 1979), tá aí uma lista condensadíssima – só quatro discos – de coletâneas que em algum momento valeram a pena para futuros fãs do grupo.

“WARSAW” (1981, RZM). Apesar do título, esse disco não traz só as sessões do grupo com seu primeiro nome. Dependendo da edição, tem as demos do Warsaw que depois foram lançadas já como Joy Division no EP An ideal for living (1978), as gravações feitas no período breve em que o Joy Division quase foi contratado pela RCA (igualmente em 1978) e o lado B As you said. As primeiras edições traziam as ondas de rádio da capa de Unknown pleasures ocupando quase toda a arte. Em Portugal, o disco chegou a ser lançado semioficialmente pelo selo Movieplay.

“SUBSTANCE (1978-1980) (1988, Factory). O correspondente do Substance do New Order levava para vinil e CD oficiais faixas obscuras de singles do grupo, incluindo material do pirata Warsaw. Além de faixas mais conhecidas lançadas em compacto, como Dead souls, Atmosphere e Love will tear us apart. O principal era que o disco mostrava, de maneira cronológica, o Joy partindo do punk para a quase neo-psicodelia, indicando que a banda talvez se tornasse uma ótima concorrente de grupos como Echo and The Bunnymen, Teardrop Explodes e Cocteau Twins caso o vocalista Ian Curtis não tivesse morrido (falamos desse disco aqui).

  • Temos episódios sobre New Order e Joy Division em nosso podcast.
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“PERMANENT” (1995, London). Lançada quando o antigo selo Factory já havia declarado falência e seu material estava nas mãos da London Records, essa coletânea teve grande valor quando lançada. Pelo menos por aproveitar o então recente retorno do New Order com o disco Republic (1993) e o hit Regret, e o começo da revalorização do rock inglês via Oasis, Blur, Elastica, Suede e vários outros nomes. Love will tear us apart aparecia em duas versões: a versão gravada no Pennine Studios, mais rara, lançada até então apenas no lado B do single original (e depois resgatada para uma versão expandida de Substance), e um novo mix.

“HEART AND SOUL” (1997, London). Para fãs extremamente roxos do JD, essa caixa quádrupla tem praticamente todo o material de estúdio que havia surgido do grupo até então. Nos dois primeiros CDs, Unknown pleasures e Closer surgem expandidos com material de compactos e coletâneas. O terceiro CD traz faixas de compactos, demos e sessões de rádio – incluindo as demos de Ceremony e In a lonely place, gravadas um mês antes da morte de Ian Curtis (essas músicas seriam depois gravadas pelo New Order). O quarto CD tem só material gravado ao vivo.

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