Fundada em 1954, a empresa americana de brinquedos Mego pôs nas lojas em 1978 um robô alegadamente interativo, o 2-XL. Um artigo publicado no Boing Boing dá conta de que não se tratava de uma lorota qualquer das que apareciam na época, como os braços mecânicos que as crianças comandavam apertando algum troço mecânico. Parecia mesmo um robô de verdade que contava histórias (a partir de cartuchos que lembravam jogos de videogame) fazia perguntas e ainda dizia se você estava certo ou errado.

Na verdade, o 2-XL era uma engenhoca que fazia um uso muito inteligente de fitas de oito pistas – aquelas mesmas que se transformam em assunto do POP FANTASMA de vez em quando. O 2-XL tinha quatro botões, que são os mesmos botões de um gravador de fita 8-track. Você punha uma fita, respondia a perguntas apertando os botões e o mecanismo que se virasse para garantir a “interatividade” da coisa, no decorrer das fitas. Não que ele adivinhasse as respostas, o que acontecia era que ele oferecia um protótipo de experiência interativa. Dava certo, a criançada aparentemente adorava, mas não era bem assim.

O 2-XL fez sucesso a ponto de ainda hoje ter gente meio alucinada pelo jogo. Uma turma aí criou até um simulador do robozinho, com o áudio de todas as histórias e botões para responder perguntas.

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