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Stanley Simmons: qual é a desse projeto unindo os filhos dos donos do Kiss?

Se você for ouvir as duas músicas que já saíram da banda que une os filhos de Paul Stanley e Gene Simmons, do Kiss (Evan Stanley e Nick Simmons, respectivamente) vai encontrar um som bem próximo do paz-e-amor sessentista e da zoeira glam – e que tem muito pouco a ver com a banda dos pais. O Stanley Simmons (esse é o nome do grupo) já revelou que o primeiro álbum, Dancing while the world is ending, sai dia 28 de agosto, e já adiantou capa e lista de faixas.
Sobre as duas músicas: Body down parece bastante influenciada pela era Déjà vu, de Crosby, Stills, Nash & Young (1970) – no clipe, os dois ganham ares de Lemon Twigs ultrapsicodélicos e bruxuleantes. E a faixa-título é Queen purinho, parece um tema de musical (e o clipe vai na onda glam-punk). No domingo (4), o grupo iniciou sua primeira turnê norte-americana – que abriu em San Diego e está programada para terminar em 13 de maio em Ventura. O primeiro álbum já está em pré-venda. Em novembro, os dois músicos haviam afirmando que o grupo era coisa recente.
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“Há um ano, Stanley Simmons nem sequer passava pela nossa cabeça. Agora, é praticamente a cabeça de todos nós. Estamos incrivelmente orgulhosos do disco que estamos gravando e muito animados para compartilhá-lo com todos vocês”, escreveram num comunicado à imprensa no ano passado. Já Evan Stanley afirmou numa entrevista que tudo surgiu da maneira mais despretensiosa possível.
“Nunca foi para ser um projeto. Nós só queríamos cantar juntos uma vez. Aí ouvimos a gravação e pensamos: ‘Espera aí, isso soa realmente especial’”, contou, respondendo também como é lançar uma banda sendo filho de um integrante do Kiss. “As pessoas se empolgam com os sobrenomes. Mas isso não leva a lugar nenhum. Você não consegue usar contatos para criar algo que realmente emocione as pessoas”.
Evan tem razão – se o som não for nada bom, de nada adianta (mas claro que ter os pais certos, os contatos certos e até um nome bacana pra banda, ajudam). A parceria dos dois vem de longe: Evan e Nick cresceram juntos e se consideram “praticamente irmãos”. A paixão por algo próximo do folk 60’s, também: em dezembro de 2024, os dois compartilharam um vídeo deles fazendo uma cover do clássico The sound of silence, de Simon & Garfunkel. Nem havia ainda uma banda, mas Gene deu entrevista elogiando o trabalho da dupla.
Enfim, a lista de faixas, os dois singles já lançados e a capa do álbum seguem aí. Não há nome de gravadora anunciado e os dois singles já publicados são lançamentos independentes.
1 Body down
2 Dancing while the world is ending
3 Starve the beast
4 Running just a little too long
5 Cellophane
6 Cold
7 Lilith
8 Dystopia boogie
9 Temporary love
10 Real life
11 Love real slow
12 Sing myself to sleep

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Annick lança “Date train” e transforma fase turbulenta em pop confessional

Vivendo na Califórnia, a cantora e compositora Annick Nicoli (ou simplesmente Annick) vem ganhando espaço como um nome brasileiro com alcance fora do país. Depois de ultrapassar 100 mil reproduções com Cheia de graça, né e se apresentar em palcos de Los Angeles, ela apresenta o single Date train. A música aposta no pop em inglês, com guitarras em evidência que ajudam a conduzir a dinâmica da faixa.
A produção é de Jonny Maia, vencedor de quatro Grammys Latinos e indicado outras 16 vezes, e reforça um traço já presente no trabalho de Annick: transformar vivências pessoais em canções. Em Date train, isso aparece de forma mais nítida, com uma narrativa emocional que dialoga diretamente com momentos específicos da sua trajetória.
A composição nasceu em 2024, num período instável. Na época, Annick precisou pausar os estudos nos Estados Unidos e voltar ao Brasil, indo morar novamente com a família. Esse retorno, carregado de sentimentos conflitantes, acabou influenciando diretamente o processo criativo e o clima da música.
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“Eu escrevi essa música, quando tive que pausar minha faculdade por um ano e voltar para o Brasil. Fiquei mais próxima da minha família, mas ao mesmo tempo me senti muito isolada por estar distante das minhas amizades e da minha vida nos EUA. Escrevi Date train logo depois de um encontro que tive naquela época — inclusive compartilhei um vídeo desse momento. Esse date, junto com tudo que eu estava vivendo, acabou se transformando na música”, conta Annick.
Já o single Cheia de graça, né, Annick aborda temas como o assédio e a hipersexualização da mulher brasileira — um indicativo da conexão de cantora com pautas contemporâneas e relevantes.
Foto: Riles / Divulgação
Urgente
Favourite Dealer transforma tubos de ônibus de Curitiba em palco no clipe novo

Os tubos de ônibus de Curitiba, que fazem parte do sistema de transporte da cidade (e fazem parte do dia a dia da capital paranaense), transformam-se em cenário do novo clipe da banda Favourite Dealer. O grupo levou o som para dentro de um desses espaços e transformou o lugar em palco, com o público próximo e sem separação clara entre banda e plateia.
A escolha do tubo dialoga com a proposta de Freak show, clipe novo. O vídeo usa um ponto comum da cidade e desloca a cena para outro clima. A música alterna momentos de peso e tensão, tratando da ideia de exposição e de estar sob observação, como num espetáculo estranho, ou um show de horrores – ou até num Show de Truman que pula da tela do cinema pra vida real. A ideia do vídeo reforça o caminho que o Favourite Dealer tem tomado até aqui – como eles próprios afirmam, “um som que não tenta agradar todo mundo, mas também não se esconde atrás de rótulos”.
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Formada por Wil (vocal), Gustavo (guitarra) e Jean (baixo), a Favourite Dealer gravou e mixou a faixa no estúdio Bunker Cultural. O clipe foi feito pela própria banda. Freak show antecipa o segundo álbum do grupo e já está nas plataformas digitais. E o vídeo está no YouTube.
Foto: Divulgação
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Julie Neff adianta no Bandcamp “Trapped”, música sobre as dores da endometriose e da adenomiose

Trapped, música nova da cantora canadense Julie Neff, antecipa seu álbum fine., produzido pela brasileira Cris Botarelli (Far From Alaska, Ego Kill Talent). E vai chegar a todas as plataformas junto com o clipe no dia 8 de maio – mas já pode ser ouvida no Bandcamp de Julie.
Com um clima bem intenso e alt-pop, a faixa aborda a experiência da cantora com a endometriose e a adenomiose, doenças crônicas (sem cura, enfim) com as quais convive há mais de 15 anos. A palavra “trapped” (presa, encurralada), inclusive, diz respeito a como ela se sente em vários momentos por causa dessas enfermidades.
“Essa música é sobre se sentir traída pelo próprio corpo, sobre estar presa em um mundo interno cheio de sonhos e aspirações, mas dentro de um corpo que não coopera”, conta a artista que, enfrenta dor intensa, inflamação e uma série de outros problemas de saúde que vêm junto das duas condições.
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Trapped, não por acaso, surgiu em um momento em que as atividades mais simples podiam desencadear dias de recuperação. Julie passava por um ponto crítico da endometriose e da adenomiose.
“Se eu me esforçasse um pouco, acabava doente na cama por uma semana. Eu estava desesperada para viver a vida que imaginava, para não decepcionar as pessoas por estar ausente e, no fim, para me sentir viva”, diz.
Cinco anos após escrever a faixa, as coisas estão mais OK para Julie e ela está conseguindo retomar parte de seus projetos. Ainda convive com a dor, mas voltou a se movimentar.
“Ainda preciso planejar minha vida em torno dos meus níveis de energia, mas sou grata por esses momentos em que consigo fazer o trabalho que sinto que devo fazer”, afirma. O próprio clipe da música tem a ver com esses retornos e recuperações – mas sobre isso, a gente fala no lançamento do vídeo 🙂 .
Foto: Josh Kirshner / Divulgação








































