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Fugazi resgata as “Albini sessions”, gravações descartadas do álbum “In on the kill taker”

Vamos deixar a histórica banda punk Fugazi contar de onde surgiu Albini sessions, disco de gravações de arquivo que acaba de chegar no Bandcamp. “No outono de 1992, os membros do Fugazi estavam imersos no processo de finalização das músicas que eventualmente seriam lançadas como o álbum In on the kill taker no ano seguinte”, contam.
“A banda vinha trabalhando nas músicas há alguns anos e já havia gravado algumas delas no Inner Ear, além de fazer inúmeras gravações de ensaio, mas no final de outubro pareciam ter chegado a um impasse. Numa tentativa de dar uma guinada na carreira, decidiram aceitar o convite permanente de Steve Albini para uma gravação gratuita em seu Electrical Audio Studio, que na época ficava no porão de sua casa na North Francisco, em Chicago”.

“A banda realmente apreciava a estética de Steve, especialmente os primeiros discos do Jesus Lizard, e parecia que a mudança de ares os ajudaria a ter uma perspectiva melhor sobre as músicas que haviam composto”, continuam. Da admiração mútua surgiu a ideia de gravar apenas duas ou três músicas para mudar um pouco de ares – só que a mudança foi tamanha, que durante três ou quatro dias, a totalidade do repertório de In on the kill taker já estava gravada.
Só que as “sessões Albini” acabaram arquivadas e ressurgem agora, finalmente em lançamento oficial (já rolavam bootlegs), em benefício da Letters Charity, organização de ajuda que usa a arte e o sistema de doações para salvar pessoas que estão com dificuldades financeiras.
As gravações que você ouve no álbum In on the kill taker, lançado pela Dischord em junho de 1993, foram feitas no Inner Ear Studio ao lado do produtor Ted Nicely. O material feito com Albini acabou sendo descartado pela banda, porque os integrantes ouviram as fitas e concluíram que ali tinha muita animação e um ambiente ótimo, mas estava tudo muito “sem graça” (palavras deles).
Ninguém do grupo sabia explicar o que havia acontecido, mas o fato é que o Fugazi, que sempre teve muito controle do próprio trabalho, foi percebendo que, após várias audições, aquilo não fazia sentido. O pior: dias depois chegou uma carta de Albini dizendo mais ou menos a mesma coisa com outras palavras. E aí a banda decidiu que não dava mesmo para lançar.
O material foi finalmente lançado em apoio à organização de Albini – após a morte do produtor em 2024, sua viúva Heather Whinna leva o trabalho adiante. A julgar pelas gravações disponibilizadas no Bandcamp, a banda achou que os masters estavam sem peso.
Há bem pouco da ambiência e do senso de perigo que costumam vir das gravações dirigidas por Albini, e o resultado soa mais parecido com uma demo muito bem feita do que com um álbum profissional do ano de 1993. Mas vale adquirir as gravações – que estão disponíveis apenas no Bandcamp – e botar para rolar lado a lado com o álbum oficial, que você ouve aí embaixo.
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Mutante Grrrlz: premiação de mulheres do underground em Campinas (SP)

Criado por um coletivo de mulheres ligadas à webradio paulista Mutante Radio, e feito para prestigiar as mulheres do underground, o prêmio Mutante Grrrlz ganha sua primeira edição neste sábado (6), a partir das 17h30, na Cervejaria Blacaman, em Campinas (SP). Além da premiação, vai ter palestra, bingo, pista de dança e shows de Hera, Letty, Punka e Sutiã Rasgado.
A entrada é gratuita, mas a produção pede para todo mundo levar um absorvente para contribuir com a campanha do evento – de ajuda a mulheres em situação de vulnerabilidade. A arrecadação está sendo feita em parceria com a União Brasileira de Mulheres de Campinas.
Abaixo você confere todo o cronograma do evento. A Cervejaria Blacaman fica na Avenida Santa Isabel, 493, Campinas (SP).
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Flor ET: turnê “Órbita Brazapunk” pelo Sul do Brasil

Quando você estiver lendo esse texto, a banda “brazapunk” Flor ET estará fazendo uma das coisas que eles mais curtem fazer que é cair na estrada. Dedicado a uma versão brasileira e meio cigana do punk, o grupo vem fazendo a turnê Órbita Brazapunk, passando por Santa Catarina e pelo Paraná.
No dia 3 (quarta), eles estiveram em Florianópolis, no Bugio Centro, no dia 4 (quinta, feriado) foi a vez de Joinville, na Zeit Cervejaria, e hoje, dia 5 (sexta), vão até Brusque, no Hidogz. No sábado, dia 7, encerram o giro por SC passando por Balneário Camboriú – e tocam no Festival Coração Peludo, que rola no Arthousebc. Já no domingo, é a vez da banda ir para Curitiba (PR), apresentar o repertório do álbum Brazapunk no Camaleão cultural.
Nessa tour, o Flor ET está contando com outras bandas indies na mesma noite. O grupo de ska punk Algo Errado tocou com eles na quarta e na quinta – sendo que em Joinville, a banda Planoreal se juntou à turma, e continua com o Flor ET hoje e sábado. O quarteto Cacofonia, de Jonville, se junta a Planoreal e Flor ET no lineup do Festival Coração Peludo.
Já em Curitiba, as locais Embu e Demolidoras tocam com o Flor ET. “A gente acredita na força da circulação e da conexão entre bandas que estão em movimento, essencial pra manter o underground vivo”, diz Ada Bellatrix, frontwoman do grupo.
Brazapunk, o disco, foi assunto nosso aqui no Pop Fantasma. Na época, dissemos que “com um leque de referências que vai de Mutantes a System Of A Down, a banda gaúcha Flor ET não está brincando quando diz que criou um estilo diferente de fazer rock brasileiro”.
Foto: Junior Silva / Divulgação
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Pé d’água violento prejudica primeira noite do Primavera Sound, na Espanha

O pé d’água que caiu na abertura do festival Primavera Sound, na Espanha, não foi molezinha – uma onda de calor em Barcelona deu lugar a tempestades durante o fim de semana, e chegou a haver previsão de 40 a 60 mm de chuva em apenas uma hora. O resultado foi que alguns palcos foram fechados e certos artistas nem puderam se apresentar.
Alex G e Mac DeMarco foram as primeiras vítimas da noite: a chuva fez o palco Occident ser fechado e o telão exibiu uma mensagem informando os presentes de que as apresentações estavam suspensas por tempo indeterminado. O Geese estava tocando nesse palco quando a chuva começou, e muita gente foi vista deixando o local após o show deles.
Teve mais: o show do Massive Attack no palco principal foi inicialmente adiado em duas horas, mas uma notificação do aplicativo oficial confirmou posteriormente que “condições climáticas adversas e problemas técnicos tornaram a apresentação impossível”. Doja Cat que também precisou cancelar, ficou direto postando atualizações no Xwitter e, em prantos, informou sobre o cancelamento do show. Ela pediu desculpas aos fãs, afirmou que a culpa não foi dela e prometeu voltar em breve para compensar o público.
.@DojaCat addressing the cancellation of her Primavera Sound set on Instagram LIVE. pic.twitter.com/Mw9Iq0Dniq
— Doja HQ (@DojaHQs) June 4, 2026
Os shows nos palcos menores continuaram quase como planejado, com a banda Florence Road tocando no palco Port e a Skullcrusher no palco Schwarzkopf, do lado oposto. O show do Agriculture foi encurtado em 20 minutos devido a problemas de energia – deu tempo pelo menos de eles incentivarem a plateia a cantar “livre / livre Palestina”.
O Primavera Sound continua hoje, sexta-feira, 5 de junho, com apresentações de The Cure, Ethel Cain, PinkPantheress, Rilo Kiley e muito mais.








































