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Medulla volta relendo “Um móbile no furacão”, de Paulinho Moska

RESUMO: Medulla relê o clássico Um móbile no furacão, de Paulinho Moska, em versão intensa que marca a nova fase da banda e antecipa um álbum inspirado em jazz, brasilidades e experimentação sonora.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Léo Silva / Divulgação
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Se você viveu o meio indie verde-e-amarelo nos útimos dez anos e nunca ouviu falar do Medulla, pode acreditar: você frequentou menos o universo alternativo brasileiro do que imagina. Havia uma época em que era impossível não esbarrar com a banda formada pelos irmãos Keops e Raony (nascidos em Pernambuco e criados entre Recife, Rio de Janeiro e São Paulo).
Eles apareciam em festivais pequenos, festivais grandes (tocaram no Lollapalooza e Primavera Sound), surgiam na sua telinha (em 2014 estiveram na batalha de bandas SuperStar, da Globo), e sempre se notabilizaram por um som diverso, pesado, intenso e experimental, além de cultivar uma discografia constantemente atualizada. Dessa vez, a dupla de irmãos retorna com uma versão igualmente intensa de Um móbile no furacão, hit noventista de Paulinho Moska.
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A versão, que marca a nova fase da banda, foi produzida por Keops e Raony ao lado de Los Brasileros. E surge no repertório deles como um convite à reflexão sobre os momentos em que já não cabemos nas próprias escolhas, rotinas ou identidades – aquela coisa de já não se reconhecer em antigas versões de si próprio / própria.
Outra ideia da banda com a versão é homenagear uma geração formada por nomes como Moska, Carlinhos Brown, Lula Queiroga, Lenine e Marisa Monte. Ou seja, e nas palavras do texto de lançamento, “artistas que aproximaram o orgânico do eletrônico, o ancestral do universal”.
O lançamento ganha também um videoclipe dirigido pelo próprio Medulla em parceria com o diretor de fotografia Léo Silva. Inspirado no conceito “uma câmera na mão, uma ideia na cabeça”, em referência ao cinema de Glauber Rocha, o clipe tem ares de filme: foi gravado no metrô e usa cenas do cotidiano para aproximar a canção dos fãs, além de mostrar os dois irmãos como a mesma pessoa, dividida em diferentes conflitos e pensamentos.
Um móbile é só a primeira parada do grupo: vem por aí um novo álbum, que transita entre jazz, brasilidades e experimentação, com oito faixas novas. O disco foi gravado durante dois anos e traz o duo usando artifícios de beatbox, efeitos de voz e sons do corpo para a construção dos beats e arranjos. A gravação rolou nos estúdios da Head Media, com produção do duo e de Los Brasileros, e mixagem de Marcelinho Ferraz e Daniel Pampuri.
E tá aí Um móbile no furacão, na visão do Medulla.
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Uma música de seis minutos, um público fiel e a aposta da Lighthouse

RESUMO: A Lighthouse desafia a lógica do single curto com Saudade, faixa de mais de seis minutos que virou favorita nos shows. Produzida por Teago Oliveira (Maglore), ela mistura emo, Radiohead, Coldplay e Midwest emo.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Matheus Oliveira / Divulgação
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O mercado musical é cheio daquelas ondas que Nelson Rodrigues chamava de “Sobrenatural de Almeida”: discos altamente pop que não emplacam, músicas aparentemente anti-comerciais que viram hits, canções que são abraçadas pelo público mas nem sempre seguem a lógica-padrão das rádios e gravadoras. A banda Lighthouse, por exemplo, decidiu fazer da música Saudade um single após ver que ela fazia bastante sucesso nos shows. E Saudade, vale dizer, é uma música introspectiva, densa e… grande, com mais de seis minutos de duração.
Traduzindo: se a lógica do mercado é partir para canções “fáceis” e curtas, esse grupo formado no interior de São Paulo não está nem aí pra isso – muito menos seu público. “Desde sempre ela é muito importante para nós, foi a primeira música que o público abraçou”, recorda o guitarrista Matheus Oliveira, que integra a banda ao lado de Ralf Ricardo (vocalista), Felipe Rodrigues (baixo e voz) e Danilo Abreu (bateria).
- Ouvimos: Teago Oliveira – Canções do velho mundo
A banda, formada no interior de São Paulo, se trancou no estúdio com o produtor Teago Oliveira (da banda baiana Maglore), e saiu de lá com Saudade registrada como uma canção quase progressiva, sem trair as origens emo e alternativas do grupo. A letra, bastante contemplativa e nostalgica, fala sobre a ausência de alguém e a falta que a pessoa deixou. O arranjo inclui riffs dedilhados e uma onda sonora que remete simultaneamente a Radiohead, a Coldplay e ao Midwest emo.
“É a mesma música, mas totalmente diferente. Estou ansioso para ouvir a galera perguntando: ‘isso é Lighthouse?’, brinca Ralf, dizendo que muita coisa foi acrescentada na canção, mas a essência foi mantida. “A expectativa que tínhamos é agora pequena perto do que se tornou realidade. Ter uma música produzida por um ídolo, em um processo tão leve, gratificante e evolutivo, já me deixa muito satisfeito”, diz o músico, que, como os amigos de banda, tem Teago e o Maglore como referências.
Saudade é o segundo single da Lighthouse, que já conta com a faixa Calma, lançada em 2024, e o EP Ao vivo na viva, de 2025.
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Psychobilly baiano: The Dead Billies volta aos palcos 25 anos depois

RESUMO: O The Dead Billies está de volta. 25 anos após o fim, a cultuada banda de psychobilly de Salvador retorna com Dastaev nos vocais, show marcado para outubro e planos de músicas inéditas.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Sora Maia / Divulgação
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Uma das bandas mais cultuadas do psychobilly brasileiro está de volta. O The Dead Billies, formado em Salvador (BA) no início dos anos 1990, retorna aos palcos 25 anos depois de encerrar as atividades. Rex (guitarra), Joe Gomes (baixo) e Morotó Slim (bateria) estão novamente juntos, agora com Dastaev nos vocais.
O primeiro show da nova fase acontece em 31 de outubro, no Largo da Tieta, no Pelourinho, em Salvador. Batizada de Night of the living Dead Billies, a apresentação marca o reencontro de uma banda que terminou em 2001, depois da saída do vocalista Mosckabilly.
Na época, os integrantes preferiram encerrar o grupo a seguir com outra formação. A ideia de voltar, porém, nunca desapareceu completamente. “O desejo de voltar sempre existiu. Mas, por respeito à nossa história, à nossa música e, principalmente, aos fãs que acompanharam a banda, sabíamos que não poderia acontecer de qualquer maneira. Só 25 anos depois encontramos alguém que compartilha da mesma visão e tornou esse reencontro possível”, afirma Rex.
Dastaev entrou na história a partir de um relançamento. Em 2023, Don’t mess with The Dead Billies, segundo álbum da banda, ganhou uma edição em vinil pela Neves Records. Foi por meio do selo que Rex conheceu o trabalho da banda Dasta & The Smokin’ Snakes e acabou chegando ao vocalista.
“Quando ouvi esse disco pela primeira vez, não acreditei que fosse uma banda brasileira e fiquei muito surpreso com os vocais de Dasta. É muito difícil encontrar bons vocalistas que tenham familiaridade com o que fazemos. Dasta foi um achado e tanto”, conta Rex.
Para Dastaev, a ligação com o The Dead Billies vem de antes do convite. “A banda também faz parte da minha memória afetiva e da minha formação artística. Quando eu estava começando a fazer banda, eles me mostraram que dava para fazer rockabilly do nosso jeito, sem ficar preso a certas ‘regras'”, diz. “Então, ser convidado para assumir os vocais é, antes de qualquer coisa, uma grande honra. E encontrei meu lugar sendo eu mesmo. Eles nunca me pediram para deixar minhas referências ou minha identidade artística na porta. O The Dead Billies continua sendo o The Dead Billies, e eu continuo sendo Dasta, só que agora no mesmo caminho”.
A banda surgiu em uma Salvador que começava a ganhar novas conexões com cenas alternativas de todo o país. Com uma mistura de psychobilly, rockabilly e referências de terror, lançou a demo Coffin bop (1995) e os álbuns Don’t mess with The Dead Billies (1996) e Heartfelt sessions (1999). O grupo acabou em 2001, mas permaneceu como referência de culto dentro do rock brasileiro.
O relançamento em vinil ajudou a apresentar a banda a uma geração que não teve a chance de vê-la ao vivo. E esse é justamente um dos motivos apontados pelo grupo para o retorno. “Durante todo esse tempo, ouvimos incontáveis vezes a mesma pergunta: ‘Vocês não vão voltar, nem que seja para fazer um único show?’. Esse carinho sempre nos marcou. Ao mesmo tempo, existe uma geração que nos descobriu depois do fim e nunca teve a oportunidade de nos ver ao vivo”, continua Rex.
O retorno não deve ficar apenas no show de outubro. O The Dead Billies voltou a compor e pretende registrar músicas inéditas, abrindo uma nova etapa para a banda. E os ingressos para o show Night of the living Dead Billies já estão disponíveis pela Sympla.
SERVIÇO:
Night of the Living Dead Billies
Data: 31 de outubro de 2026
Local: Largo da Tieta – Rua Alaíde do Feijão, Pelourinho, Salvador (BA)
Produção: Perruche Produções
Apoio: Prefeitura de Salvador – Procultura
Classificação: 18 anos
Ingressos: a partir de R$ 60, aqui.
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Pitty anuncia novo álbum, o primeiro de inéditas em sete anos

Depois de alguns dias publicando pistas, Pitty revelou em um vídeo-manifesto o próximo capítulo de sua carreira. O anúncio é do álbum ︎
︎ PITTY
︎, seu sexto disco de inéditas (aparentemente, com esses raios ao lado do nome) e o primeiro trabalho de estúdio desde Matriz, de 2019. O lançamento está marcado para 16 de outubro, pela Deck.
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Desde Matriz, Pitty passou por diferentes projetos, encontros e shows, enquanto um novo disco de inéditas foi ficando para depois. Nesse intervalo, a cantora também se afastou por um período da rotina dos palcos e passou a dedicar mais tempo à composição.
As músicas do novo álbum começaram a aparecer no fim de 2025. Segundo Pitty, a ideia de fazer um disco veio depois. “Eu ainda não estava pensando em fazer um álbum. Mas veio um troço, a caneta começou a fritar, a caneta ferveu, e eu fui deixando. Me abri totalmente para aquilo que estava acontecendo. Esse disco se fez e se impôs. Eu fui tomada por ele”, afirma.
A cantora também diz que o processo trouxe de volta uma maneira de compor que fazia parte de sua vida antes da carreira profissional. “Eu tenho dito que estou fazendo o primeiro disco da minha vida, porque essa é a sensação. As coisas vêm na hora em que precisam vir. Depois de sete anos, surgiu um jeito novo de criar e eu me permiti seguir esse movimento sem tentar controlar o que estava acontecendo”, conta.
O título epônimo coloca o próprio nome de Pitty no centro do projeto. Ela assume a criação e a direção geral do álbum, participando das letras, melodias, riffs e da coprodução musical, além de trabalhar na construção visual e narrativa do disco.
Mais detalhes sobre o próximo disco serão apresentados nos próximos meses. O álbum chega às plataformas em 16 de outubro. E, diz o release, “não é volta, é consequência”.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Jorge Daux / Divulgação


































