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Qual é a do retorno do Olivia Tremor Control?

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RESUMO: The Olivia Tremor Control anuncia The same place, primeiro álbum de inéditas em 27 anos, e terceiro da banda. O disco, concluído após as mortes de Bill Doss e Will Hart, está sendo feito há mais de quinze anos.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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Depois de 27 anos sem lançar um álbum de inéditas, o Olivia Tremor Control finalmente está de volta. O cultuado grupo do coletivo Elephant 6 anunciou The same place, terceiro disco da carreira, que chega em 23 de outubro pelo selo The Elephant 6 Recording Co. Com 27 faixas e um processo de criação que rola há mais de quinze anos, o álbum não representa apenas o retorno de uma das bandas mais influentes do indie psicodélico americano — ele também encerra uma jornada de gravação marcada por hiatos, perdas irreparáveis e uma persistência quase inacreditável.

A longa espera nunca foi consequência de brigas ou de um fim oficial. Depois de lançar Music from the unrealized script: Dusk at Cubist Castle (1996) e Black foliage: animation music Vol. 1 (1999), o grupo foi diminuindo naturalmente o ritmo até entrar em um hiato por volta de 2000. A intensa agenda de turnês desgastou os músicos, enquanto o próprio funcionamento da banda dificultava sua continuidade. Diferentemente de grupos tradicionais, o Olivia Tremor Control sempre funcionou como um coletivo ligado ao universo da Elephant 6, com integrantes dividindo seu tempo entre diversos projetos.

Bill Doss passou a se dedicar ao The Sunshine Fix, enquanto Will Hart mergulhou em produções, colaborações e outros trabalhos musicais. A banda nunca chegou a anunciar o fim, apenas parou naturalmente.

A reunião veio em 2005, mas não nasceu de um impulso nostálgico. Em entrevistas concedidas na época, Will Hart contou que o reencontro aconteceu depois de um convite para tocar no festival All Tomorrow’s Parties e também por razões pessoais. Diagnosticado com esclerose múltipla e enfrentando problemas com alcoolismo, Hart ouviu de Bill Doss um conselho que acabaria mudando tudo.

“Bill disse: ‘Você vai acabar se matando. Vamos voltar a tocar.’ E nós ficamos muito felizes. Estávamos nos divertindo de novo”, contou.

Desde o início, a ideia não era apenas revisitar o passado. Hart fazia questão de dizer que o Olivia Tremor Control não queria sobreviver apenas de shows comemorativos.

“Se for para fazer algo, quero fazer música nova. Não quero que sejamos apenas uma banda tocando velhos sucessos”, disse o músico.

Foi assim que, por volta de 2010 / 2011, começaram as gravações de The same place. Mas a história voltaria a ser interrompida de maneira brutal. Em 2012, Bill Doss morreu inesperadamente, aos 43 anos, por causa das consequências de um aneurisma. Principal parceiro criativo de Will Hart, ele era um dos arquitetos da identidade sonora da banda. Sua morte congelou o projeto.

O disco permaneceu inacabado por mais de uma década. Apenas em 2023 os integrantes sobreviventes decidiram retomá-lo, ao lado do produtor e músico Jason NeSmith, de Athens, inspirado em parte pelo documentário sobre a Elephant 6 Recording Co. Derek Almstead – que já participava das gravações desde 2011 – e Ron Kwasman também assumiram a produção.

Quando parecia que o álbum finalmente chegaria ao fim, outra tragédia atingiu o grupo. Em 2024, Will Hart morreu aos 53 anos.

Foi aí que The same place deixou de ser apenas o aguardado terceiro álbum do Olivia Tremor Control para se transformar numa despedida. Segundo o material de divulgação, o disco aborda “temas como renascimento e a natureza eterna do tempo”, celebrando “uma aceitação quase budista da vida, da luta, da morte e da transformação”. O resultado é descrito como “uma elegia triunfante” e como um trabalho que reúne “tudo aquilo que o The Olivia Tremor Control sempre fez de melhor”.

O texto de apresentação do álbum resume esse espírito de forma emocionada: “Há um número infinito de maneiras de se despedir de um amigo, e um número infinito de maneiras de dizer olá a um amigo que não está mais aqui. The same place talvez seja a melhor forma de fazer as duas coisas. Quando Will Hart e Bill Doss forem lembrados, que sejam lembrados por este álbum”, diz o texto, esclarecendo também que desta vez, o coletivo adotou técnicas de gravação digital, o que os torna “ainda mais aventureiros sonoramente”.

Além do peso emocional, The same place marca uma nova fase sonora da banda. Gravado com recursos digitais pela primeira vez, o disco promete expandir ainda mais o experimentalismo psicodélico que transformou o Olivia Tremor Control em um dos nomes fundamentais da Elephant 6. A formação atual reúne Eric Harris, John Fernandes, Peter Erchick, Derek Almstead e AJ Griffin – este último, integrante desde 2011. Nos últimos tempos, o grupo já havia revelado as faixas Garden of light e The same place, além de um novo teaser para apresentar o álbum.

Dá pra falar de “retorno” do ORM tranquilamente – apesar dessa volta já estar rolando devagar por aí há bastante tempo. Mas The same place tá mais para a conclusão de uma jornada iniciada há quase vinte anos e interrompida duas vezes pela morte de seus principais criadores. E, agora, finalizada pelos amigos que decidiram que aquela história merecia, enfim, um ponto final.

Confira abaixo os singles, o teaser, a capa do álbum e a lista de faixas.

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Capa do álbum The Same Place, da banda Olivia Tremor Control

LISTA DE FAIXAS

01. Begin now!
02. Advice from the oceans
03. Timewaster
04. The spinning continuous
05. The same old place
06. A useful planet, partially yellow
07. We captured a frame
08. Meeting ourselves
09. Striping the orchestra
10. Halfway down
11. Now begin
12. Have we come round
13. California demise 4
14. Path of the parallels I – Follow the path
15. Path of the parallels II – It’s obvious
16. Path of the parallels III – A river of white
17. Path of the parallels IV – Membraned wings
18. Path of the parallels V – Universe café
19. Path of the parallels VI – Last occupants
20. Path of the parallels VII – The same place
21. Leaf
22. Seen it all
23. Garden of light
24. It’s not impossible (Golden times)
25. Mirrors hear us
26. Impressions through the ring
27. Fossil faun

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Albert Hammond Jr (Strokes): “Nosso disco ‘Angles’ foi uma bagunça”

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Albert Hammond Jr (Strokes) solta oito faixas novas de seu próximo disco solo

RESUMO: Albert Hammond Jr revela que Angles foi gravado três vezes pelo The Strokes e diz que a primeira versão, mais crua e gravada ao vivo, era superior ao álbum lançado em 2011.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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Todo mundo sabe que Angles, lançado em 22 de março de 2011, nunca foi exatamente o disco mais consensual do The Strokes. Agora, Albert Hammond Jr resolveu explicar por quê. Em participação no podcast de Rick Rubin, o guitarrista contou (via NME) que o quarto álbum da banda teve uma gestação tão caótica que acabou sendo gravado três vezes. E a primeira versão, segundo ele, era justamente a melhor.

A ideia inicial era registrar um disco cru, direto e cheio de energia, ao lado do produtor Gus Oberg. “Soava mais como os Rolling Stones. Era muito legal. Todo mundo na mesma sala, no estúdio de ensaio, tocando ao vivo, com um som sujo. Mas acho que tivemos medo de lançar aquilo”, contou ele.

Só que essa versão nunca viu a luz do dia. O grupo resolveu recomeçar, tentando deixar tudo mais refinado. Hoje, Hammond Jr acredita que esse foi justamente o erro. “Depois eu fiquei pensando: ‘Poxa, queria que tivesse sido daquele jeito’. Acho que tentamos polir demais uma coisa que não precisava”, disse.

Parece suficiente pra você? Pois pros Strokes não foi: a banda ainda refez Angles outras duas vezes. Uma delas aconteceu no Avatar Studios, em Nova York, ao lado de um produtor cuja parceria não durou muito. “Gastamos muito dinheiro. Ficávamos lá das onze da manhã às nove da noite. Parecia um expediente de trabalho”, disse.

Dessa fase inteira, apenas Life is simple in the moonlight acabou sobrevivendo no disco, produzida por Joe Chiccarelli. Todo o restante voltou para a prancheta. Outro ingrediente importante para o caos foi a ausência de Julian Casablancas. Enquanto os outros quatro integrantes gravavam as bases, o vocalista estava em turnê promovendo seu álbum solo Phrazes for the young (2009) e registrou seus vocais separadamente depois.

“Éramos só nós quatro. As músicas já existiam, mas estávamos trabalhando como banda sem ele. Foi a primeira vez que a voz dele não estava presente quando alguém desafiava nossas ideias dentro da sala”, disse.

Segundo Hammond Jr, houve até um momento que resume bem o clima das sessões. Casablancas apareceu no estúdio, gravou cerca de dez minutos de voz, ouviu um comentário do produtor e simplesmente foi embora. Os vocais acabaram sendo finalizados mais tarde no estúdio do próprio guitarrista.

Na avaliação dele, o disco também sofreu por carregar expectativas impossíveis. Depois de cinco anos sem lançar um álbum, todo mundo esperava o grande retorno do The Strokes — e isso acabou pesando demais.

“Como o grande retorno de uma banda que tinha aquela empolgação quando tinha 21 anos, era inevitável que o disco parecesse sem força, porque ele está completamente espalhado em todas as direções”, contou. Nem tudo, porém, entrou na lista de arrependimentos. Hammond Jr citou Games como uma faixa de que ainda gosta bastante pela produção. “Do ponto de vista da produção, ela é muito legal”.

Albert enxerga o momento atual da banda de forma completamente diferente. Ele chamou Reality awaits, lançado na semana passada e produzido por (adivinhe quem?) Rick Rubin, de seu disco favorito do The Strokes.

“Não consigo explicar como esse álbum é bonito. Eu escuto até o fim e tenho vontade de voltar imediatamente para a primeira faixa. Ele cresce a cada audição e fica absurdamente envolvente”, disse. Aliás, nós resenhamos Reality awaits aqui.

De fato, Angles nunca foi mesmo o disco que os Strokes quiseram fazer – e não é só Albert que tem dores de cabeça por causa desse álbum. Em 2011, o guitarrista Nick Valensi também falou abertamente sobre sua insatisfação com o processo de gravação de Angles.

“Foi horrível, simplesmente horrível. Trabalhar de forma fragmentada, sem o vocalista presente”, contou. “Uns 75% deste álbum parecem ter sido feitos juntos, mas o restante ficou solto, como se alguns de nós estivessem recolhendo os pedaços e tentando terminar um quebra-cabeças”.

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Jogaram no YouTube o show dos Smashing Pumpkins no Lollapalooza Chicago 2026

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Jogaram no YouTube o show dos Smashing Pumpkins no Lollapalooza Chicago 2026

RESUMO: Smashing Pumpkins surpreende no Lollapalooza Chicago ao receber Olivia Rodrigo e Yungblud para tocar clássicos da banda, em um show histórico como headliner do festival na cidade natal do grupo. E o show tá no YouTube.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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O Smashing Pumpkins fez do show como headliner do Lollapalooza Chicago, na sexta-feira (31), um daqueles momentos que entram para a história do festival. Billy Corgan chamou ao palco dois nomes a nova geração – Olivia Rodrigo e Yungblud – para dividir interpretações de clássicos menos óbvios do repertório da banda.

A participação de Yungblud veio primeiro. Pouco depois de encerrar seu próprio show no festival, o britânico voltou ao palco principal para cantar Luna, faixa que encerra o cultuado Siamese dream (1993). Vestido de preto, em sintonia com o visual de Corgan, ele encarou os falsetes da música enquanto o líder do Pumpkins segurava a base na guitarra.

Na sequência, Billy anunciou uma “convidada muito, muito especial”. Era Olivia Rodrigo, que apareceu para interpretar Thirty-three, um dos singles de Mellon Collie and the Infinite Sadness (1995). Com Corgan ao violão e o palco iluminado por tons de vermelho, a apresentação reforçou a influência que o Smashing Pumpkins segue exercendo sobre artistas de diferentes gerações.

O show também teve um significado especial para a banda. Foi a primeira vez em mais de três décadas que o Smashing Pumpkins ocupou o posto de atração principal do Lollapalooza. A última participação do grupo no festival havia acontecido em 1994, ainda na fase itinerante do evento – na época, eles tocaram ao lado de Beastie Boys, A Tribe Called Quest e Green Day.

A semana já vinha sendo de celebração para Billy Corgan em Chicago. O músico promoveu uma série de ações reunidas sob o nome Pumpkinpalooza, incluindo um show intimista no Riviera Theatre, uma loja temporária nas proximidades do Grant Park e uma versão móvel da Madame Zuzu’s, a casa de chá da qual Billy é proprietário. A apresentação no Lollapalooza acabou funcionando como o ponto alto dessa festa dedicada à história da banda e à relação de Corgan com a cidade.

E o melhor é que jogaram o show inteirinho dos Pumpkins no Lollapalooza Chicago 2026 no YouTube. Veja antes que tirem do ar.

O Lollapalooza Chicago 2026 começou na quinta (30) e pode ser assistindo pela Disney+, em parceria com o Hulu, que destá transmitindo uma seleção de shows do festival durante os quatro dias de evento, 30 e 31 de julho e 1 e 2 de agosto, com dois canais simultâneos cobrindo palcos diferentes. Para assistir, basta ter uma assinatura do streaming. A transmissão é restrita a maiores de 18 anos e começa todos os dias às 16h45 no horário de Brasília.

Entre os nomes deste ano estão Lorde, Charli XCX, The Smashing Pumpkins, The xx, Tate McRae, Jennie, Olivia Dean, Zara Larsson, Lil Uzi Vert, Turnstile, Wet Leg, Empire of the Sun, 5 Seconds of Summer, Major Lazer, The Chainsmokers, Duke Dumont

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Brothers No More transforma fim de relacionamento em pós-punk gelado no single “Days of Summer”

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Brothers No More (Foto: Divulgação)

RESUMO: O Brothers No More estreia uma nova fase com Days of summer, single de pós-punk inspirado por The Cure, Joy Division e The Smiths, que aborda o desgaste dos relacionamentos com clima sombrio e atmosférico.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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Cinco músicos italianos vindos de trajetórias diferentes resolveram cruzar referências em 2022 e acabaram chegando a um ponto em comum: nasceu ali o Brothers No More, uma banda ligada ao pós-punk e a clima de forte carga emocional nas letras – com referências como The Cure, Joy Division, The Smiths, The National, Fontaines D.C. e Sonic Youth. Na formação, Gerry Guarino (vocais), D. Guarino (guitarra), Paolo Langella (baixo), Giovanni Gonnella (bateria) e Francesco Rizzo (guitarra e teclados).

Depois do EP de estreia epônimo, lançado em 2024, o quinteto abre uma nova fase com o single Days of summer, produzido por Amerigo Verardi e lançado pelo selo NOS Records. A faixa antecipa um novo EP de seis músicas, previsto para outubro. A nova música tem toques simples e atmosféricos na guitarra, e clima gelado – e a letra, quase toda narrada, fala sobre mudanças e desgastes dentro de relacionamentos.

A ideia é não buscar culpados e inocentes na situação. Na real, talvez nem dê pra entender que parte do casal diz o quê na letra, que aliás começa com os dois notando que ambos gostam de The Smiths (por aí dá pra entender o clima de perdição emocional que vai tomando conta da música, aliás).

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