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Baterista do Fugazi adoraria se reunir com a banda: “Nunca diga nunca”

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Fugazi (Foto: Reprodução Bandcamp)

RESUMO: Brendan Canty diz que uma reunião do Fugazi não está descartada. O baterista afirmou que os integrantes seguem amigos e mantém contato, reacendendo a esperança de um retorno da influente banda punk.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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E aí, será que o Fugazi volta? Bom, o grupo punk, decano do do it yourself, fez seu último show em novembro de 2002 e entrou em hiato em 2003. E sabe que tem uma pessoa muito especial no aguardo de uma reunião? E essa pessoa é ninguém menos que o baterista Brendan Canty, que deu uma entrevista ao Consequence, e falou: “Nunca diga nunca”.

“Felizmente, ainda somos todos amigos”, diz Canty sobre seus companheiros de banda do Fugazi (o cantor e guitarrista Ian MacKaye, o guitarrista e vocalista Guy Picciotto e o baixista Joe Lally). “Não fazemos shows ao vivo, mas nos reunimos o tempo todo, nos vemos e nos comunicamos constantemente… Lançamos o álbum In on the kill taker – Albini sessions para caridade no início deste ano”.

“Gostaria que pudéssemos continuar tocando? Sim. Gostaria que todos nós pudéssemos estar lá tocando agora. Adoro essas músicas. Adoro compor com esses caras, mas veremos”, disse ele, que se espanta com o carinho que a banda recebe até hoje de fãs antigos e novos. “Quando o Fugazi entrou em hiato, eu pensei: ‘Bem, acabou. Ninguém vai ligar para essa banda depois disso’, e não foi o que aconteceu. Estou muito feliz que as pessoas continuem se importando com a minha banda”.

O Consequence decidiu falar com Canty sobre sua carreira compondo trilhas sonoras para programas de televisão e filmes – uma dessas produções é o documentário Stolen kingdom (2025), dirigido por Joshua Bailey, que fala sobre o sumiço de um boneco do Epcot Center, e sobre o comportamento de pessoas fanáticas além da conta por parques temáticos (tão fanáticas que roubam bonecos, digamos assim). Atualmente, ele vem tocando com o ex-colega de Fugazi Lally na banda The Messthetics.

Quanto ao legado do Fugazi… Bom, o grupo levou a “atitude punk” às últimas consequências, cobrando apenas cinco dólares por seus shows e se recusando a assinar com gravadoras. Preferiam lançar álbuns de forma independente pelo próprio selo de Ian MacKaye, a Dischord Records. Também preferiam conscientizar o público nas apresentações, recusando-se até a usar seguranças (!). Recentemente, o cantor Jack Johnson, mais conhecido pelo seu pop-rock relaxante, disse ter sido bastante influenciado pelo Fugazi no começo da carreira.

“Esse é o tipo de música que, quando você ouve enquanto vai à escola, faz com que você e seus amigos se olhem e digam: ‘Ei, depois da aula, vamos montar uma banda hoje.’ E foi exatamente isso que aconteceu comigo. Começou a tocar Fugazi, nós literalmente encostamos o carro, olhamos uns para os outros e pensamos: ‘Vamos fazer algo que soe assim’. E nos chamamos de Limber Chicken. Foi muito legal”, contou, ao participar da cabra-cega musical do programa Track Star Show.

O grupo realizou turnês no Brasil em 1994 e 1997, passando por cidades como Belo Horizonte, São Paulo, Vitória, Recife, Brasília, Joinville e Piracicaba. Mas após 2002, quem viu, viu.

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Agenda: Ploho traz o pós-punk da Sibéria para seis cidades brasileiras

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Ploho (Foto: Divulgação)

O pós-punk russo anda fazendo sucesso fora da Rússia já faz algum tempo. E não é só por causa do Molchat Doma, banda da Bielorrússia que virou uma espécie de fenômeno do gênero. O Ploho, formado em Novosibirsk, na Sibéria, em 2013, também tem uma boa história para contar. E chega ao Brasil para seis shows, começando nesta segunda (2), em São Paulo, e terminando no domingo (8), em Belém.

Liderado pelo vocalista Victor Uzhakov, o grupo faz um som que o deixa parecido com um clássico do pós-punk, com direito a guitarra econômica, sintetizadores e voz grave. Joy Division é uma comparação fácil, mas o Kino, banda fundamental do rock soviético, tem um peso enorme na formação do Ploho.

O grupo vem dando passos decisivos para se tornar mais conhecido fora do Leste Europeu. Em 2018, seu disco Kuda ptitsy uletayut umirat (“onde os pássaros voam para morrer”) esteve na lista de 25 melhores discos do ano da rádio estadunidense XRAY.fm. Em junho de 2020,a banda assinou com a gravadora canadense Artoffact Records, e em fevereiro de 2021, lançaram o primeiro disco pelo selo, Fantomniye chuvstva (“sentimentos fantasma”). Em março de 2022, após a invasão russa da Ucrânia, estabeleceram-se na Sérvia.

O Ploho vem para o Brasil cumprir uma agenda curta, mas intensa: além de SP (no Madame Club) e Belém (Studio Pub), passam por Curitiba (no Basement Cultural, dia 4), Florianópolis (Desgosto Bar, dia 5), Porto Alegre (Gravador Pub, dia 6) e Rio (Garage Grindhouse, dia 7). Vai ser uma turnê em que o pós-punk do Leste Europeu vai se encontrar cm a resistente cena dos espaços alternativos.

SERVIÇO:
02/11 — São Paulo: Madame Club
04/11 — Curitiba: Basement Cultural
05/11 — Florianópolis: Desgosto Bar
06/11 — Porto Alegre: Gravador Pub
07/11 — Rio de Janeiro: Garage Grindhouse
08/11 — Belém: Studio Pub

Ingressos e horários aqui.

Foto: Divulgação

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Vinícius de Oliveira resgata o brega e o samba-canção em estreia solo

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Vinícius de Oliveira resgata o brega e o samba-canção em estreia solo

RESUMO: O músico paulista Vinícius de Oliveira estreia com A gente desiste e esquece, canção de dor de cotovelo que resgata o samba-canção, o bolero e o brega.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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Fãs de brega, samba-canção e outros estilos musicais dedicados à tristeza amorosa, ponham um sorriso no rosto porque tem coisa nova aí. O contrabaixista, compositor e pesquisador Vinícius de Oliveira, de Jaboticabal (SP), estreia solo com o single A gente desiste e esquece, single que parece ter saído de alguma coleção de discos dos anos 1950, 1960 ou 1970. E que poderia muito bem fazer parte do repertório de algum cantor da Jovem Guarda ou do brega setentista.

“Assumo meu nome e sobrenome como nome artístico pra trabalhar no âmbito do cancioneiro popular brasileiro, sambas-canções, boleros, bregas…”, explica Vinícius, que também lançou um clipe para a faixa.

A gente desiste e esquece tem bastante daquela onda de samba-canção regional que aparece na obra de Sérgio Sampaio. A letra é uma pequena preciosidade de dor de cotovelo, com direito a declarações apaixonadas e acusações nada discretas: “você é mais do que dissimulada / eu fiz de você minha amada / você pisa em meu coração”.

O arranjo começa com cordas e sopros que remetem ao samba-canção antigo, daquela música popular brasileira de antes da própria sigla MPB ganhar força. Lá pela metade, a faixa assume um clima de bolero, com órgão e percussão, sem perder o jeito de canção feita para quem anda lambendo o chão por amor.

É uma música nova que não esconde sua paixão por sonoridades de outras épocas — e que encontra bastante coisa para dizer usando o velho vocabulário das desilusões amorosas.

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Joy Brandt: ritmos cubanos e pernambucanos em “Cuba capibaribe”

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Joy Brandt - Foto: Mani Carneiro / Divulgação

RESUMO: Em Cuba Capibaribe, a pernambucana Joy Brandt mistura salsa, merengue, cumbia e ritmos nordestinos. O single antecipa seu primeiro álbum, previsto para 2027.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Mani Carneiro / Divulgação

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E se o rio Capibaribe, que corta o Recife, desembocasse em Cuba? A cantora e compositora pernambucana Joy Brandt (ou JØY Brandt, como estiliza) imaginou esse encontro em Cuba Capibaribe, novo single que mistura salsa, cumbia, merengue e ritmos cabo-verdianos com referências da música nordestina. A faixa antecipa o primeiro álbum autoral da artista, previsto para 2027, e ganhou um clipe dirigido por Mani Carneiro.

“É salsa-merengue, mas com zabumba, cavaquinho e guitarra. E carrega no nosso imaginário as paisagens cubanas banhadas pelo rio Capibaribe”, explica a cantora. A gravação tem produção de Barro e Guilherme Assis, que também tocam baixo, violão, guitarra e cavaquinho. Gilu Amaral assume as percussões, ajudando a dar à música sua levada dançante.

JØY divide sua vida entre o Brasil e o Canadá e vem lançando músicas autorais desde 2022. Seu trabalho parte de ritmos como maracatu, frevo, forró e baião, mas também abre espaço para influências afro-latinas e sonoridades mais próximas do pop.

Em 2025, a cantora venceu o Prêmio da Música de Pernambuco, na categoria Melhor Single de MPB, com A calma acalma. O clipe da faixa também foi selecionado pelo programa Caça joias, do Canal Futura/Globoplay, em agosto de 2026. No mesmo ano da premiação pernambucana, ela recebeu o Prêmio Profissionais da Música como Melhor Artista MPB – Nordeste.

Nos palcos, JØY já abriu shows dos Gilsons e de Jota.Pê em turnês pelo Canadá, passando por cidades como Toronto, Vancouver e Montreal. Também participou do Carnaval de Recife e Olinda em 2026.

Cuba Capibaribe faz parte da sequência de lançamentos que a cantora vem preparando antes de seu primeiro álbum, marcado para o ano que vem.

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