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Beem discretamente, New Radicals lança música nova

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Quando o New Radicals sumiu

RESUMO: New Radicals lança One night only (Break loose break free!) e reacende sua própria história. Mas é mentira que se trata da primeira música nova deles desde os anos 1990.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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Criada pelo compositor Gregg Alexander no fim dos anos 1990, a banda New Radicals não é coisa de um hit só (são dois: You get what you give e Someday you’ll know). Mas é uma banda de um só álbum, Maybe you’ve been brainwashed too, lançado em 1998.

Em entrevistas, o músico já vinha fazendo piadas com a possibilidade do grupo encerrar atividades repentinamente com um só disco na discografia. O que ninguém podia imaginar é que ele estava falando sério: o New Radicals realmente fechou as portas com um só álbum. Gregg ficou cansado da vida de popstar e se voltou para os bastidores, compondo canções de sucesso como Murder on the dancefloor (Sophie Ellis-Bextor) e The game of love (Santana e Michelle Branch).

De lá pra cá, mudaram algumas coisas: em 2021 o grupo topou se reunir pela primeira vez em 22 anos para participar da cerimônia virtual de posse do então presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Beau Biden, filho do presidente, morto em 2015 aos 46 anos após a batalha contra um câncer, amava You get what you give e a música havia sido importante para ele nesse período de luta. O próprio Joe Biden havia escrito sobre a importância da canção em sua autobiografia.

A novidade é que o New Radical acaba de lançar sua primeira canção desde os anos 1990… Bom, há controvérsias, mas de qualquer jeito, saiu na sexta (31) One night only (Break loose break free!), música da trilha do filme Só por uma noite, comédia romântica estrelada por Monica Barbaro e Callum Turner. Um filme em que sexo antes do casamento é proibido – com exceção de uma única noite por ano.

O EP da trilha tem também King Princess (cantando Love is in the air, de John Paul Young), além de Este Haim e Christopher Stracey fazendo a trilha instrumental do filme. A música nova dos New Radicals poderia estar em Maybe you’ve been brainwashed too: é um r&b levado adiante por um piano venturoso e por vocais naquela mesma onda “uaaaaa” de You get what you give.

O novo New Radicals (cof! cof) é formado por Gregg Alexander e Danielle Brisebois, que na prática já eram o núcleo duro da banda desde a época do álbum. Os dois inclusive permaneceram compondo juntos após o fim do grupo, ao lado de Nick Lashley, marido de Brisebois. E um detalhe curioso é que a maneira como foram lançados alguns trabalhos recentes de Gregg põe areia nessa coisa de “finalmente os New Radicals voltaram”.

Em 2015, Gregg e Danielle lançaram sua própria versão de Lost stars, música que haviam feito para a trilha do filme Se nada mais der certo (2013) e que foi indicada ao Oscar na gravação de Keira Knightley. Problema: a música foi relançada em 2024 como “New Radicals”. Gregg e Danielle não gostaram e tiraram a gravação das plataformas.

E em 2024 saíram também a versão demo de Murder on the dancefloor, além de uma nova versão para The game of love, ao lado de Michelle Branch. Nesses dois casos, Gregg decidiu reativar o nome New Radicals sem problema nenhum – tanto que as músicas continuam lá (e vale muito ouvir as duas versões, inclusive).

Resta saber se vem novo álbum aí também. Aliás, recentemente Gregg apareceu também no créditos do novo disco dos Strokes, Reality awaits, como co-autor da música Going to babble on. Você confere todas essas músicas aí embaixo.

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Ed Sheeran ficou sem todos os artistas que iriam abrir sua turnê. Entenda o rolo.

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Ed Sheeran (Foto: Globalite Magazine / Wikimedia Commons)

RESUMO: A saída de Macklemore da turnê de Ed Sheeran, após seus posicionamentos em defesa da Palestina, provoca novas baixas: Finneas, Aaron Rowe, Lukas Graham e Beoga também deixaram a programação.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Globalite Magazine / Wikimedia Commons

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A participação de Macklemore na Loop Tour, de Ed Sheeran, virou um dos assuntos mais comentados da turnê depois que o rapper foi retirado da programação em meio a seus posicionamentos públicos em defesa da Palestina.

Agora, a decisão começa a provocar novos desdobramentos: Finneas anunciou que também não fará mais os shows de abertura, incluindo as apresentações previstas no Brasil. Teve mais: Aaron Rowe e Lukas Graham, outros dois nomes da programação, também deixaram a turnê. E a banda irlandesa Beoga também anunciou sua saída. Com isso, Ed Sheeran ficou sem shoow de abertura até o momento.

Macklemore vinha falando sobre a situação dos palestinos durante seus shows e voltou a se manifestar no último dia 4, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, onde se apresentou ao lado de Pink. Os dois defenderam “paz em Gaza e na Cisjordânia”. Macklemore também tem apresentado Hind’s Hall, música lançada em 2024 em protesto contra a guerra em Gaza.

Na segunda-feira (14), o rapper publicou um novo texto sobre sua saída da turnê. Nele, criticou a postura considerada “apolítica” de Ed Sheeran e afirmou que assumir uma posição pública sobre o assunto pode trazer consequências para um artista: “Escolher um lado custa dinheiro, parceiros, investidores, festivais, relações e acesso”. Também disse que a culpa da saída dele não foi de Sheeran: Robert Kraft, um dos grandes empresários da NFL (Liga Nacional de Futebol Americano) e dono do New England Patriots, teria tido influência em sua exclusão da tour.

“Ed me contou que Robert Kraft ligou para ele. Estávamos com um show marcado para o Gillette Stadium, de propriedade do Kraft Group, para o final deste mês. Ed me disse que Kraft afirmou que eu não teria permissão para me apresentar no estádio dele”, contou, dizendo que Kraft teria se reunido com outros donos de estádios e todos teriam resolvido que “se Macklemore continuar na turnê, ele não teria permissão para se apresentar nos locais gerenciados por eles”.

De fato, o cantor afirmou nesta terça-feira (15) que a decisão partiu do promotor e dos locais onde os shows aconteceriam.

“Macklemore saindo da turnê foi uma decisão do promotor, não minha”, escreveu Sheeran num texto publicado no Instagram. Segundo o cantor, ele passou a semana conversando com representantes dos locais, produtores e pessoas ligadas aos dois lados do conflito para tentar encontrar uma solução.

“Passei toda a semana conversando longamente com os locais na tentativa de construir uma ponte. Uma dessas pessoas foi (olha quem) Robert Kraft. Também participei de conversas diretas com produtores, além de ativistas de ambos os lados, na tentativa de encontrar uma solução que atendesse a todos, mas a decisão dos locais e do produtor foi final”, afirmou.

Foi nesse cenário que começaram as novas baixas na turnê. Finneas, que estava escalado para fazer a abertura dos shows de Sheeran na América do Sul, anunciou sua saída. “Artistas não devem ser silenciados quando se manifestam em defesa dos oprimidos”, escreveu o músico. “Decidi me retirar das minhas próximas datas de show com Ed Sheeran. Estou ao lado da Palestina e do seu povo”.

Aaron Rowe também fez seu pronunciamento sobre ter saido da tour: “Não tomei essa decisão de forma leviana. Ed tem sido um amigo para mim e mudou minha vida, e eu nunca conseguiria agradecê-lo o suficiente por isso. Mas, como irlandeses, conhecemos muito bem o genocídio, a fome forçada e a ocupação violenta”, afirmou.

Rowe completou: “Eu perderia todo o respeito por mim mesmo se continuasse agindo como se tudo estivesse normal. Preciso ser fiel a mim mesmo e aos meus antepassados, que resistiram à colonização e lutaram por uma liberdade da qual desfruto hoje na Irlanda”.

Sheeran, por sua vez, afirmou que não considera seu silêncio público sobre a guerra uma forma de cumplicidade. “Não sou cúmplice. Tenho minhas opiniões pessoais sobre esse conflito devastador. O fato de eu escolher não falar publicamente não significa que não tenha opiniões, nem que não me importe. Também não significa que eu não apoie causas à minha maneira, pessoalmente”, declarou.

O cantor também disse respeitar a escolha de Macklemore de se posicionar publicamente, mas defendeu outra maneira de lidar com a questão. “Respeito a determinação de Macklemore de se posicionar e defender aquilo em que acredita. No entanto, há espaço para diferentes abordagens em busca do mesmo objetivo: a paz. Escolho usar minha fama e minha plataforma como um espaço de segurança e acolhimento, para manter a diplomacia e deixar as conversas abertas, não encerradas”.

Vamos vendo o que vai rolar aí. Voltamos a qualquer momento com novas informações. Por enquanto o melhor comentário sobre a situação veio do gozador Daily Noud.

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Carlinhos Carneiro transforma “Tony Ramos” em som com cara de anos 1990

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Carlinhos Carneiro (Foto: Gabriel Not / Divulgação)

RESUMO: Carlinhos Carneiro resgata Tony Ramos em versão de estúdio inspirada nos anos 1990 e no Jon Spencer Blues Explosion, agora como parte de sua carreira solo.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Gabriel Not / Divulgação

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Última faixa a entrar no álbum Hotel Ritz, lançado por Carlinhos Carneiro no ano passado ao lado da banda Os Excelents Animais, Tony Ramos acabou entrando no disco só em versão ao vivo. Pra quem sentia falta de uma versão em estúdio, o músico gaúcho, criador da banda Bidê Ou Balde, decidiu entregar a leitura feita entre-quatro-paredes da faixa, em clima rocker tramado por ele ao lado dos parceiros de estrada Mauricio Chaise, Fu_k the Zeitgeist, Lucas Juswiak e Guilherme Schwertner.

Quem escutou a música no álbum, lembra: Carlinhos dá uma zoada no fato da Globo sempre usar Tony Ramos para simultaneamente representar o brasileiro comum, mas também fazer de tudo um pouco – se você assiste novelas, já viu Tony interpretar gregos, italianos, pai, filho, avô, neto. Aquela coisa da grande mídia, que cria um monte de dilemas de representação identitária na TV (tipo a novela O Clone, em que o núcleo marroquino era composto basicamente de atores com sobrenomes italianos, de Giardini a Sabatella, ou as milhões de vezes em que atores das mais variadas origens interpretaram asiáticos na TV).

  • Resenhamos Hotel Ritz, de Carlinhos Carneiro e os Os Excelents Animais, aqui.

“Tony Ramos tinha sido a última que a gente incluiu no Hotel Ritz, fizemos questão de colocar ela como bônus no disco, com aquela barulheira e emoção necessárias de uma música ao vivo. Disso, sentimos falta de uma versão de estúdio, então eu e o Fu_k the Zeitgeist juntamos a gurizada com algumas participações especiais nos refrões, trazendo uma sonoridade bem mais popzera, puxando um som dos anos 90, em um modelo mais curto, como se fosse um Jon Spencer Blues Explosion dos dias de hoje”, conta Carlinhos.

Uma outra novidade que Tony Ramos traz ao universo de Carlinhos é que daqui pra frente, ele está 100% em carreira solo. Ou seja: projetos antigos como Bife Simples, Império da Lã e até Bidê ou Balde vão ficar de lado, porque o foco é na carreira solo, e não em identidades “cada vez mais confusas e tentaculosas”, como diz o texto de lançamento da nova música. Vêm mais novidades aí.

Confira as duas versões de Tony Ramos abaixo.

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Gillian Gilbert (New Order): “Stephen Morris está bem. Sou eu que estou com câncer”

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New Order (Foto: Divulgação)

RESUMO: Após uma entrevista de Stephen Morris gerar confusão sobre seu estado de saúde, Gillian Gilbert esclarece que é ela quem enfrenta um câncer e pede privacidade durante o tratamento.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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Aparentemente rolou uma baita confusão (ou sei lá o que) no papo de Stephen Morris, baterista do New Order, com a Rolling Stone, na semana passada. O músico explicou que provavelmente não compareceria à cerimônia de entrada da banda para o Rock and Roll Hall Of Fame nem participaria da próxima turnê sul-americana do New Order, porque estava “com um pequeno problema de saúde no momento, que me impede de sair do país por muito tempo”, disse. “Não quero me alongar sobre qual é essa doença, mas é bastante séria. Não é algo para o qual alguém vá encontrar uma cura”.

Só que, em um novo comunicado do New Order, a tecladista Gillian Gilbert – esposa de Stephen há 32 anos e membro original da banda – revelou que, na verdade, é ela quem está com o problema de saúde. “Agradeço a todos que entraram em contato após a recente entrevista de Stephen à Rolling Stone“, escreveu Gillian. “Ficamos incrivelmente comovidos com todas as palavras gentis e votos de melhoras. Gostaria de esclarecer um mal-entendido ocorrido durante a entrevista, na qual alguns comentários foram mal interpretados, levando as pessoas a acreditarem que Stephen está gravemente doente. Felizmente, ele está bem. Na verdade, sou eu quem, como muitas outras pessoas, está convivendo com o câncer”.

“Entendemos perfeitamente como o mal-entendido surgiu e simplesmente queríamos garantir que a informação correta fosse compartilhada. Somos imensamente gratos pela gentileza e apoio de todos e agradeceríamos a privacidade enquanto continuo meu tratamento”, concluiu ela.

  • Mais Joy Division e New Order no Pop Fantasma aqui e aqui.

A notícia de um problema de saúde afetando um membro do New Order surgiu no final de junho, quando a banda anunciou que Stephen Morris e Gillian Gilbert ficariam de fora da próxima turnê pela América do Sul, que passa por SP – e que da formação original, estaria apenas Bernard Sumner, cantor e guitarrista. O ex-baixista Peter Hook aproveitou para alfinetar Stephen, dizendo que havia ouvido falar que ele e a esposa haviam saído da banda (e não haviam apenas “se afastado”, como estavam falando). “Então agora o Barney é o New Order. O que é bem interessante. Ele até já agendou um show no Chile, onde vai se apresentar como o único membro do New Order, o que é muita hipocrisia”, falou ao NME.

Hook também é o único integrante original do New Order e do Joy Division a já avisar que irá à cerimônia de entrada das duas bandas no Rock And Roll Hall Of Fame, em novembro. “Eles não disseram se vão participar; para ser honesto, não faço ideia. Eu vou, com certeza. Estou ansioso”, diz Hook, que está animadaço de verdade para bater um papo com os irmãos Gallagher, do Oasis, e disse que na ocasião pode até atuar como baixista do grupo. “Eles são fãs assumidos de Joy Division/New Order, da Hacienda, de Madchester, de tudo isso. É absolutamente maravilhoso fazer parte da vida deles dessa forma. Vai saber: eu posso estar no Oasis naquela noite (da cerimônia de indução)“.

E é isso. Força para Gillian e Stephen.

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