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E essa volta do Elastica, hein?

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Elastica (Foto: Reprodução)

RESUMO: Elastica volta a dar sinais de atividade após 25 anos. A banda de Justine Frischmann publicou um teaser nas redes sociais, alimentando expectativas de um retorno do histórico nome do britpop.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução

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Torçamos para que o descongelamento do Elastica, uma das principais bandas de rock britânicas dos anos 1990, ocorra meses antes do descongelamento de Roberto Carlos (para seu especial de TV anual) e do CD de Natal de Simone. O grupo liderado pela cantora e compositora Justine Frischmann mandou pelas redes sociais um teaser de seu retorno após 25 anos, dizendo aos fãs que estiveram “ocupados nos bastidores”.

A banda se separou em 2001, mas na sexta (31) compartilhou uma foto antiga em sua conta oficial do Instagram (epa, eles tinham uma conta oficial do Instagram?), junto com uma mensagem enigmática sugerindo que novas atividades estão a caminho.

O Elastica foi formado pela guitarrista e vocalista Justine Frischmann e pelo baterista Justin Welch em 1992, após a saída deles da banda Suede. Na formação original, juntaram-se a eles a guitarrista Donna Matthews e a baixista Annie Holland.

Essa formação venceu o prêmio de Melhor Banda Revelação no NME Awards de 1994, e Elastica, o disco de estreia (1995), se tornou um dos lançamentos mais marcantes da era do britpop. É o disco de hits como Connection, Line up e Stutter, você deve saber. O grupo demoraria cinco anos para lançar um novo álbum – em 2000 saiu o experimental The menace. Em 2001, o grupo se separou.

Se você quiser saber tudo sobre o Elastica, temos nos nossos arquivos um episódio do nosso podcast, o Pop Fantasma Documento, sobre a banda. Uns rumores de reunião começaram a rolar em 2017, quando Matthews, Holland e Welch foram fotografados juntos nos estúdios Abbey Road – na verdade, eles estavam só trabalhando na reedição remasterizada de Elastica.

Naquele mesmo ano, rolou outra história: Justine contou que MIA havia convidado a banda para se reunir para o seu festival Meltdown em Londres. Ela confessou que ficou tentada, mas a reunião acabou não acontecendo. Mais: no começo de 2026, aliás, a ex-baixista do Hole, Melissa Auf der Maur, relembrou que foi convidada a se juntar ao Elastica durante os anos 1990, numa época em que Annie enfrentava dificuldades com a abstinência de heroína.

A ideia era que Melissa tocasse com a banda no Lollapalooza, mas a equipe do Hole a impediu de aceitar o convite. “Foi uma proposta muito legal, mas não foi legal ter que dizer não”, disse ela à NME. “Quando o Elastica surgiu com aquela atitude pós-punk do Britpop combinada com refrões pop cativantes, elas eram uma anomalia empolgante”.

Ainda em 2017, vale dizer, Justine falou um pouco de sua vida pós-Elastica para o periódico The Guardian. Ela morava na Baía de São Francisco, era pintora, estava sempre envolvida com exposições e tinha se afastado da música profissionalmente. Convidada pelo jornal a dar dicas culturais, recomendou a audição de Either / Or, disco de 1997 de Elliott Smith, e se desculpou por ter escolhido uma reedição em vez de uma novidade.

“Devo admitir que, em algum momento, acho que perto dos 40, decidi que já tinha música suficiente para a vida toda e parei de ansiar por novidades. A música ainda me parece uma tábua de salvação, mas, como a maioria das pessoas de meia-idade, prefiro ouvir músicas com as quais já estou familiarizada”, contou.

Outra revelação dela: Justine passava bem longe de qualquer revivalismo do vinil, pelo menos naquela época. “Quando saí de Londres, doei ou vendi minha coleção de discos, a maioria coberta de cera de vela e geleia”, contou. “Ainda acho emocionante e o maior luxo possível poder carregar toda a minha música no bolso e encontrar o que procuro em instantes”.

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Joy Brandt: ritmos cubanos e pernambucanos em “Cuba capibaribe”

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Joy Brandt - Foto: Mani Carneiro / Divulgação

RESUMO: Em Cuba Capibaribe, a pernambucana Joy Brandt mistura salsa, merengue, cumbia e ritmos nordestinos. O single antecipa seu primeiro álbum, previsto para 2027.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Mani Carneiro / Divulgação

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E se o rio Capibaribe, que corta o Recife, desembocasse em Cuba? A cantora e compositora pernambucana Joy Brandt (ou JØY Brandt, como estiliza) imaginou esse encontro em Cuba Capibaribe, novo single que mistura salsa, cumbia, merengue e ritmos cabo-verdianos com referências da música nordestina. A faixa antecipa o primeiro álbum autoral da artista, previsto para 2027, e ganhou um clipe dirigido por Mani Carneiro.

“É salsa-merengue, mas com zabumba, cavaquinho e guitarra. E carrega no nosso imaginário as paisagens cubanas banhadas pelo rio Capibaribe”, explica a cantora. A gravação tem produção de Barro e Guilherme Assis, que também tocam baixo, violão, guitarra e cavaquinho. Gilu Amaral assume as percussões, ajudando a dar à música sua levada dançante.

JØY divide sua vida entre o Brasil e o Canadá e vem lançando músicas autorais desde 2022. Seu trabalho parte de ritmos como maracatu, frevo, forró e baião, mas também abre espaço para influências afro-latinas e sonoridades mais próximas do pop.

Em 2025, a cantora venceu o Prêmio da Música de Pernambuco, na categoria Melhor Single de MPB, com A calma acalma. O clipe da faixa também foi selecionado pelo programa Caça joias, do Canal Futura/Globoplay, em agosto de 2026. No mesmo ano da premiação pernambucana, ela recebeu o Prêmio Profissionais da Música como Melhor Artista MPB – Nordeste.

Nos palcos, JØY já abriu shows dos Gilsons e de Jota.Pê em turnês pelo Canadá, passando por cidades como Toronto, Vancouver e Montreal. Também participou do Carnaval de Recife e Olinda em 2026.

Cuba Capibaribe faz parte da sequência de lançamentos que a cantora vem preparando antes de seu primeiro álbum, marcado para o ano que vem.

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Felicidade brilha no ar: Everything But The Girl anuncia novo disco

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Everything But The Girl - Foto: Edward Bishop / Divulgação

RESUMO: Everything But The Girl anuncia Blue reservoir para fevereiro de 2027 e lança Young and dumb, balada acústica com influência de bossa nova e folk.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Edward Bishop / Divulgação

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Se a sua maior lembrança da história do Everything But The Girl eram aquelas fotos em que Tracey Thorn e Ben Watt pareciam estar meio chateados um com o outro – ou cada um imerso em seu inferno particular – os dois voltaram na maior felicidade na nova foto de divulgação, que anuncia o single Young and dumb e o álbum que tá vindo, Blue reservoir (prometido pelo selo Buzzin’ Fly/Virgin para 19 de fevereiro de 2027).

Bom, Tracey tá bem feliz – Watt olha para ela com uma expressão do tipo “você, hein?”, mas parece bem alegre com o novo disco. Fato é que a ótima Young and dumb parece anunciar um discaço. Na música, Tracey canta versos como “sim, estou mais velha e mais sábia / sei mais do que sabia antes / mas eu abriria mão de toda a sabedoria para ser jovem e boba de novo” em memória daquela antiga versão de você mesmo / mesma que podia cometer um monte de otarices, mas era mais autoconfiante e saía fazendo o que dava na telha.

O EBTG tem história, e muita: de 1982 para cá, são mais conhecidos por uma fórmula de sophisti-pop que todo mundo imitou (no Brasil, são muitos os filhotes do casal). Dá para perceber a sensualidade do som deles de longe, mas o principal é que Tracey e Watt estão acostumados a transformar sentimentos em versos, e a trabalhar numa linha divisória entre a música reflexiva e o pop dançante. Isso tudo aí combinado não tem como não render canções inesquecíveis.

O Everything But The Girl passou um bom tempo longe dos estúdios depois de Temperamental (1999) – um ótimo disco, por sinal. Tracey Thorn e Ben Watt seguiram cuidando de suas carreiras solo até que, em 2023, resolveram retomar a parceria com Fuse, álbum que recuperava a ligação da dupla com a música eletrônica e as pistas de dança. No ano passado, veio outra novidade: os primeiros shows em 25 anos, numa série de apresentações com ingressos esgotados no MOTH Club, uma pequena casa londrina. Foi justamente essa experiência que acabou dando origem a Blue reservoir, novo álbum da dupla.

“Havia uma intensidade e simplicidade nos shows do MOTH que nos remeteu ao início da nossa carreira. Direto, enraizado no violão e na voz, com alguns toques extras. Fazia muito tempo que não estávamos nesse universo, e a sensação era de algo novo e autêntico”, conta Tracey.

Ben, por sua vez, resolveu comprar um violão espanhol de cordas de nylon e redescobriu uma maneira de compor que havia deixado um pouco de lado. “É o som de grande parte da música com a qual me identifiquei quando era mais jovem, e eu nunca tinha tido um. Tornou-se um verdadeiro trampolim emocional para mim. Encontrei uma voz que achava ter perdido”, explica.

Young and dumb, vale dizer, é uma balada acústica com levada de bossa nova – e o banquinho-e-violão é uma das influências que aparecem no disco, ao lado do folk inglês e de ritmos latinos. Boa parte de Blue reservoir foi gravada ao vivo no RAK Studios, em Londres, com Rex Horan no baixo, Evan Jenkins na bateria e o londrino filho de brasileiros Fabio de Oliveira na percussão.

Há até uma ligação familiar com o passado da dupla: Fabio é filho de Bosco de Oliveira, músico que teve influência importante na sonoridade de Eden, álbum de estreia do EBTG, lançado em 1984. Outra participação familiar é a de Blake Watt, filho de Tracey e Ben e integrante da banda indie-folk Family Stereo, que toca em duas faixas. Depois das sessões em estúdio, Ben acrescentou alguns detalhes às gravações em casa.

O clipe de Young and dumb também recupera o MOTH Club. Com roteiro criado pela própria dupla e direção de Edward Bishop, o vídeo foi filmado em plano-sequência, com algumas surpresas pelo caminho. A música, por sua vez, fala da passagem do tempo sem grandes dramas, numa abordagem que combina bastante com dois músicos que já passaram dos 60 anos e parecem interessados em reencontrar algumas coisas que deixaram para trás.

Abaixo, você confere Young and dumb, a capa de Blue reservoir e a lista de faixas.

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Capa de Blue reservoir, álbum do Everything But The Girl

LISTA DE MÚSICAS:
01. Forward
02. Scala
03. Young and dumb
04. Do what you can
05. Christmas gone
06. Courage mon brave
07. The round and round
08. Fork in the road
09. Good hope
10. The great unknown

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Guided By Voices anuncia 44º disco e ainda rende boas fofocas

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Ouvimos: Guided By Voices, "Welshpool frillies"

RESUMO: Guided By Voices anuncia Speculation and gossip, seu 44º álbum, para janeiro de 2027. Robert Pollard aposta em gravações remotas, pós-punk e surrealismo.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Sarah Zade Pollard / Divulgação

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O Guided By Voices pode lançar dois, três discos por ano e, mesmo assim, sempre encontra um jeito de surpreender com sua mistura de power pop, pós-punk e referências a The Who e Kinks. Agora, a banda anuncia seu 44º álbum de estúdio, Speculation and gossip, que chega em 22 de janeiro pelo selo Rockathon Records. Robert Pollard conta que o surrealismo e o dadaísmo tiveram bastante influência nas letras e revela outra novidade: desta vez, o Guided By Voices funcionou praticamente como um projeto à distância, com cada integrante gravando sua parte separadamente.

“Voltamos a fazer tudo remotamente, com cada integrante criando sua própria abordagem para o som, fidelidade e instrumentação, em vez de tocarmos todos juntos”, diz Pollard. “Eu queria uma separação mais audível dos instrumentos e, no geral, buscava mais diversidade nas estruturas das músicas, estilos musicais e conteúdo lírico. Também queria que fosse muito mais leve, menos pesado no tom geral do que Crawlspace of the pantheon (disco mais recente deles, resenhado aqui). Neste, eu apenas dei a eles referências de gênero. Pós-punk, pop, prog, psicodelia ou combinações”.

O tal lance do surrealismo não vem por acaso – Pollard é colagista e recentemente fez uma exposição bem grande de suas obras. “Eu trabalho com colagens todos os dias. É um vício. Há lançamentos especiais em produção para 2027, mas ainda não posso revelá-los”, conta (via Rolling Stone). O cantor também tem desenvolvido uma uma obsessão pelo filme Era uma vez em… Hollywood, de Quentin Tarantino. “Assisti várias vezes”, diz ele. “Quase decorei os diálogos como se fossem do Rocky Horror Picture Show“.

Por trás do nome Speculation and gossip (“especulação e fofoca”) deve haver algum tipo de ajutoparódia – afinal, o GBV, mesmo não sendo uma banda mainstream, tem lá seus momentos de fofoca. Recentemente uma entrevista do guitarrista Bobby Bare Jr a um podcast deu início a especulações de que o grupo havia acabado – na verdade, a transmissão da conversa do músico estava tão ruim que tudo acabou picotado a ponto de virar “estamos acabando. Você nunca vai ver um show. Terminou. Nunca mais vamos tocar” (ele quis apenas dizer que a banda continuava gravando, embora não houvesse planos de novos shows).

Um outro causo da história do Guided By Voices diz respeito à ocasião em que o baterista Kevin Fennell resolveu colocar sua bateria à venda no eBay por US$ 55 mil. A justificativa era o valor histórico do instrumento, usado em gravações clássicas da banda. Pollard ficou puto, enviou um comunicado dizendo que Fennell nem sequer estava mais na banda, e vazou um troca de e-mails bem amarga entre os dois (com direito a Pollard chamando o músico de amador e dizendo coisas como “não se iluda, Kevin, achando que as pessoas se importavam com quem estava atrás daquela bateria”).

Seja como for, Speculation and gossip já rendeu até Designed for use, o poderoso primeiro single do disco. O humilde Pollard declarou que a faixa é uma “declaração sobre minha própria versatilidade e resistência em compor músicas e gravar discos nos últimos 45 anos. Ou poderia se aplicar a qualquer experiência humana. É um hino”. Vale dizer que a música é boa demais, de verdade. Confira abaixo o single, a capa do disco e a lista de faixas.

Capa do disco Speculation and gossip, do Guided By Voices

LISTA DE FAIXAS:
01. My cartoon
02. Satan and the new temptations
03. Kicking circles
04. Path of the razor
05. Designed for use
06. Repenthouse
07. Light through the window
08. That’s the kind of guy I am
09. 63 cry babies
10. Answer asparagus
11. Mr Skull
12. Otherworldly bathroom fixtures
13. Stupid question
14. All things decided
15. Town of my day
16. Solar systems

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