Cultura Pop
Rock, grana e extravagância pelos ares: o avião do Led Zeppelin

As turnês do Led Zeppelin entre 1973 e 1975 ficaram mais animadas que as anteriores. Tudo porque a banda, do alto de sua fama, poder e grana, decidiu fretar um antigo jato de passageiros Boeing 720B da United Airlines, construído em 1960, para levar o grupo a todos os seus compromissos. A aeronave tinha uma lareira (sim, uma lareira, elétrica), um bar, acomodações bem interessantes para os músicos e sua equipe, e custava aos cofres do grupo a bagatela de US$ 2.500 por dia.

O avião tinha sido comprado da companhia aérea pela Contemporary Entertainment por US$ 750.000, e após o investimento de US$ 200.000 por parte de seu proprietário, o Starship I foi todo modificado para atender às extravagâncias de bandas de rock. Se em 1973 você nem sequer conseguia comprar um vídeo cassete no Brasil, o Led tinha não apenas aparelhos de TV e vídeo cassetes no avião, como também uma boa videoteca.
Olha aí três quartos do Led perto da lareira.

Jimmy Page esticando as pernas na poltrona espaçosa do avião.

Aliás, se você viu por aí algumas fotos dos integrantes do Led relaxando num quarto luxuoso com uma colcha de pele branca, eles não estavam em nenhum quarto de hotel: era numa das acomodações mais disputadas do avião. Olha aí Robert Plant dando um descansinho da agenda no tal quarto (que tinha cama king size, colchão de água e era um dos mocós queridos de Jimmy Page para usar heroína, dizem por aí).

Agora é a vez de Richard Cole descansar no tal lounge com colcha de pele branca (falsa, aliás). Cole, o controverso tour manager do Led Zeppelin, teria sido a principal fonte de informação da biografia não-autorizadíssima The hammer of the gods, de Stephen Davis.

O gente fina Robert Plant sendo enforcado por uma das comissárias de bordo.

Plant e John Bonham, amigões desde antes do Led, botando o papo em dia a bordo do Starship em 1973.

A galera batendo um rango na aeronave. Note a pintura psicodélica-modernista no fundo.

Sim, tinha um órgão elétrico no bar. Olha aí John Paul Jones entretendo os presentes em alguma festa da banda.

O Led sobe no avião e dá tchauzinho para fãs e jornalistas.

Durante o começo dos anos 1970, os Rolling Stones montaram seu popularíssimo estúdio móvel, que funcionava num caminhão, e o alugaram para uma série de bandas – entre eles o Led Zeppelin. Aliás, os Stones também fretaram o avião do Led. Olha aí Bianca Jagger, Ron Wood, Charlie Watts e Keith Richards, revistas Creem e High Times à mostra, durante a turnê de 1975, a bordo da aeronave.

Não foi só o Led Zeppelin que usou a nave: nomes como John Lennon, Bee Gees e Olivia Newton John também fretaram o avião para turnês e passeios dos mais variados. O Starship ainda passou por outros proprietários, atendeu às extravagâncias de outros roqueiros e, até onde se sabe, acabou vendido para um comprador do Oriente Médio que o desmontou em 1982 e vendeu as peças.
Fontes: FeelNumb.com e Messy Nessy Chic
Mais Led Zeppelin no Pop Fantasma aqui.
Temos também um podcast sobre o 1972 do Led Zeppelin.
Cultura Pop
George Harrison em 2001: “O que é Eminem?”

RESUMO: Em 2001, George Harrison participou de chats no Yahoo e MSN para divulgar All Things Must Pass; com humor, respondeu fãs poucos meses antes de morrer – e desdenhou Eminem (rs)
Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução YouTube
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“Que Deus abençoe a todos vocês. Não se esqueçam de fazer suas orações esta noite. Sejam boas almas. Muito amor! George!”. Essa recomendação foi feita por ninguém menos que o beatle George Harrison no dia 15 de fevereiro de 2001 – há 25 anos e alguns dias, portanto – ao participar de dois emocionantes chats (pelo Yahoo e pelo MSN).
O tal bate-papo, além de hoje em dia ser importante pelos motivos mais tristes (George morreria naquele mesmo ano, em 29 de novembro), foi uma raridade causada pelo relançamento remasterizado de seu álbum triplo All things must pass (1970), em janeiro de 2001. George estava cuidando pessoalmente da remasterização de todo seu catálogo e o disco, com capa colorida e fotos reimaginadas, além de um kit de imprensa eletrônico (novidade na época), era o carro-chefe de toda a história. O lançamento de um site do cantor, o allthingsmustpass.com, também era a parada do momento (hoje o endereço aponta para o georgeharrison.com).
Os dois bate-papos tiveram momentos, digamos assim, inesquecíveis. No do Yahoo, George fez questão de dizer que era sua primeira vez num computador: “Sou praticamente analfabeto 🙂 “, escreveu, com emoji e tudo. Ainda assim, um fã meio distraído quis saber se ele surfava muito na internet. “Não, eu nunca surfo. Não tenho a senha”, disse o paciente beatle. Um fã mais brincalhão quis saber das influências dos Rutles, banda-paródia dos Beatles que teve apoio do próprio Harrison, no som dele (“tirei todas as minhas influências deles!”) e outro perguntou sobre a indicação de Bob Dylan ao Oscar (sua Things have changed fazia parte da trilha de Garotos incríveis, de Curtis Hanson). “Acho que ele deveria ganhar TODOS os Oscars, todos os Tonys, todos os Grammys”, exultou.
A conta do Instagram @diariobeatle deu uma resumida no chat do Yahoo e lembrou que George contou sobre a origem dos gnomos da capa de All things must pass, além de associá-los a um certo quarteto de Liverpool. “Originalmente, quando tiramos a foto eu tinha esses gnomos bávaros antigos, que eu pensei em colocar ali tipo… John, Paul, George e Ringo”, disse. “Gnomos são muito populares na Europa. E esses gnomos foram feitos por volta de 1860”.
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A ironia estava em alta: George tambem disse que se começasse um movimento como o Live Aid ajudaria… Bob Geldof (!)., o criador do evento. Perguntado sobre se Paul McCartney ainda o irritava, contemporizou: “Não examine um amigo com uma lupa microscópica: você conhece seus defeitos. Então deixe suas fraquezas passarem. Provérbio vitoriano antigo”, disse. “Tenho certeza de que há coisas suficientes em mim que o irritam, mas acho que já crescemos o suficiente para perceber que nós dois somos muito fofos!”. Um / uma fã perguntou sobre o que ele achava da nominação de Eminem para o Grammy. “O que é Eminem?”, perguntou. “É uma marca de chocolates ou algo assim?”.
Bom, no papo do MSN um fã abusou da ingenuidade e perguntou se o próprio George era o webmaster de si próprio. “Eu não sou técnico. Mas conversei com o pessoal da Radical Media. Eles vieram à minha casa e instalaram os computadores. Os técnicos fizeram tudo e eu fiquei pensando em ideias. Eu não tinha noção do que era um site e ainda não entendo o conceito. Eu queria ver pessoas pequenas se cutucando com gravetos, tipo no Monty Python”, disse.
Pra ler tudo e matar as saudades do beatle (cuja saída de cena também faz 25 anos em 2026), só ir aqui.
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Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
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