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Desenho animado

O hotel da Nickelodeon

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O hotel da Nickelodeon

A não ser que você seja fanático por viagens (e tenha grana para sair do Brasil, o que evidentemente não é possível fazer agora) ou tenha filhos que passem o dia vendo TV, ou seja fanático por desenho animado, você se bobear nunca soube disso: o canal Nickelodeon montou um hotel na década retrasada.

O empreendimento foi montado em hotéis Holiday Inn em Orlando, começou a apresentar características típicas de negócio montado às pressas, e fez areia em alguns anos. A ideia foi se aproveitar do sucesso enorme que os personagens do canal estavam fazendo coma criançada. Especialmente o Bob Esponja, que em pouco tempo começou a ganhar ares de Mickey Mouse do canal.

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O canal Defunctland conta em vinte e poucos minutos (em inglês, com legendas automáticas em inglês e português) as histórias do hotel da Nickelodeon. E revela que o tal hotel da Nickelodeon esteve longe de ser um empreedimento feito no mesmo 100% de profissionalismo dos projetos da Disney.

Para começar, os personagens da Nickelodeon, com olhos enormes e caras largas, eram bastante complicados de serem transformados em fantasias para serem usadas por atores. O mais fácil era imaginar crianças apavoradas com o visual anfetaminado dos bonecos. Os preços das hospedagens também não eram dos mais convidativos. O hotel depois se mandou para Punta Cana, na região da República Dominicana, e depois abriu um outro no México. Os dois endereços ainda existem, inclusive.

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Cultura Pop

Quando a Hanna-Barbera fez o seu Holiday On Ice

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Quando a Hanna-Barbera fez o seu Holiday On Ice

Especiais de patinação no gelo, ainda mais na TV, têm sua enorme dose de cafonice. É só pensar em programas furados como o Ice Capades (cuja contribuição mais robusta à história da música pop foi terem influenciado os Ramones), o Holiday On Ice, o Disney On Ice e até mesmo o show de horror que era o musical do Super Bowl antes de começarem a contratar apresentações musicais.

O que muita gente mal se recorda é que não foi só a Disney que investiu em atrações no gelo. A Hanna-Barbera também teve seu especial de aventuras geladas em 13 de janeiro de 1978. Hanna Barbera All Star Comedy Ice Revue foi ao ar pela CBS e chegou a sair em VHS uns anos depois (em DVD e Blu-Ray, nunca). Era aquele tipo de “atração para toda a família”, com pessoas fantasiadas de personagens da Hanna-Barbera (algumas pareciam aqueles integrantes da Turma da Mônica mal desenhados) e mais os benditos números no gelo, que não necessariamente tinham a ver com os personagens. Aliás, tinha participação do Dom Pixote, do Tutubarão, do Zé Colmeia e de vários outros.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Overton Loyd: Parliament em desenho animado

Os dubladores de cada personagem também participam, e rolam aparições de nomes como The Sylvers, os comediantes britânicos Mike Course e Bob Young e o patinador de gelo Sashi Kuchiki. Quem também fez uma aparição foram os Skatebirds, uma breve atração de live-actions apresentada pela Hanna-Barbera entre 1977 e 1980.

Olha aí o especial inteiro.

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Uma matéria do site AV Club foi um tantinho mais irônica com o especial, afirmando que “sem ousar oferecer qualquer explicação farmacêutica possível para o conteúdo do especial, é difícil imaginar qualquer tipo de estudo demográfico que determinasse que o público da TV em 1978 clamava por um programa que misturasse comédia, música country, shows da Broadway, R&B, disco, patinação no gelo”. Eles também separaram uns trechos do especial. Olha aí.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Tom waits for no one: o “desenho animado erótico” de Tom Waits

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Cultura Pop

Zig & Zag: cultura pop para crianças

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O programa Zig & Zag, animado por dois fantoches no estilo Muppets, surgiu em 1987 na emissora irlandesa RTÉ. Os dois bonecos, cujos nomes verdadeiros são Zigmund Ambrose Zogly e Zagnatius Hillary Zogly, são dois gêmeos extraterrestres peludos, vindos do planeta Zog. O sucesso da dupla foi tão grande que invadiu o Reino Unido, quando, em 1992, foram parar na mesa de debatedores do matutino The Big Breakfast, do britânico Channel 4.

Os dois “interpretavam” vários personagens na TV da Irlanda (como o Capitão Joke e o Capitão Fronha), e quando foram para a Inglaterra, passaram a fazer também entrevistas com artistas. Olha eles aí com o Aerosmith.

Lembra da Patra, aquela cantora de reggae jamaicana que fez o maior sucesso nos anos 1990 (e cantou até com o Cidade Negra)? Olha eles aí batendo um papo com ela.

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Quando ainda era a Posh Spice das Spice Girls, Victoria Beckham também enfrentou os dois.

Em 1993, foi a vez do Blur. Os dois bonecos ficaram no The Big Breakfast entre 1992 e 1998, e retornaram para mais uma aparição em 2002.

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O carisma dos dois bonecos, manipulados pela dupla Ciaran Morrison e Mick O’Hara, era tão grande que foram parar na MTV Europa. Entre 1994 e 1995 foi ao ar o Zig & Zag show, na emissora. Em 1998, o programa acabou indo parar em outra emissora britânica, a ITV.

Na MTV, obviamente, o programa era repleto de atrações que uniam entretenimento infantil e música – tranquilo em se tratando de uma dupla de bonecos que já “conversava” com músicos. E a gente começou a fazer esse texto só para mostrar a você Zig & Zag imitando Elvis Presley, e cantando sucessos.

>>> Veja também no POP FANTASMA: “Grande presença!”: Bezerra da Silva canta “A Semente” para crianças

Olha eles aí cantando Epic, do Faith No More, com voz de rei do rock.

O mesmo com Black hole sun, do Soundgarden.

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E Sabotage, dos Beastie Boys.

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Desenho animado

“O velho e o mar” em um desenho animado feito com pintura em vidro

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Tem um texto bem legal na Revista Cult falando tudo a respeito de O velho e o mar, livro que representou a volta do escritor Ernest Hemingway, doze anos após publicar seu último sucesso, Por que os sinos dobram (1940). Morando em Cuba e meio afastado da literatura, ele havia publicado em 1950 Na outra margem, entre as árvores, cuja recepção fria o deixou bastante magoado.

Publicado no dia 1º de setembro de 1952, O velho e o mar já saiu com o objetivo de se tornar a obra-prima do escritor, e não deixou por menos. Ganhou o prêmio Pulitzer (depois, Hemingway ganharia o Nobel), virou “o” livro do qual quase todo mundo se recorda quando fala do autor, e deu início a uma longa temporada de interpretações a respeito da história do pescador cubano Santiago, que após vários dias sem pescar nada, consegue pegar um marlim de quase 700 quilos. Luta com o peixe, consegue levá-lo, e ao chegar em terra firme, descobre que ele foi devorado.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Fizeram um desenho animado (muito legal!) sobre o Barão de Munchausen em 1984

Como uma excelente introdução ao livro, tem um curta-metragem em desenho animado que ganhou um Oscar em 2000 (na categoria de curta de animação), dirigido pelo animador russo Aleksander Petrov – em colaboração com estúdios canadenses, russos e japoneses. O filme traz imagens de Santiago na infância, sua luta com o marlim, o tédio do dia a dia no mar, e tudo o que mais você puder imaginar em relação ao livro. E um detalhe bem interessante é que ele foi feito por Petrov e sua equipe com pinturas à mão em mais de 29.000 molduras em vidro usando óleos de secagem lenta. A tinta era movida com os dedos para capturar o movimento. A trabalheira de Petrov, de seu filho (que trabalhou com ele) e da equipe foi enorme, já que tudo começou em 1997 e encerrou-se em 1999.

Pega aí.

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Via Open Culture.

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