Mexer com o repertório dos Bee Gees, especialmente com a fase disco music deles, parece ser um bom passatempo para roqueiros. Até porque os Foo Fighters acabaram de fazer exatamente isso, num disquinho (bacana) chamado Hail satin, lançado no Record Store Day, para o qual adotaram o pseudônimo Dee Gees. E tem, aliás, uma banda que toca as músicas do grupo em clima metálico, o Tragedy.

Ok, isso por mais que muita gente esqueça que, originalmente, Bee Gees era um dos mais bem acabados derivados da fase psicodélica dos Beatles. E que a banda seguiu estourando baladas e alguns sons mais agitadinhos até ganhar as rádios com Stayin alive (música que, por sinal, os Foo Fighters não gravaram).

Enquanto você pensa sobre o assunto, lembramos todo mundo que teve uma outra vez, há trinta anos, em que ninguém menos que Ozzy Osbourne soltou a voz numa versão de (justamente) Stayin’ alive, dos Bee Gees. Ele fez isso como convidado de Dweezil Zappa, filho de Frank Zappa, numa versào que deveria ter saído num disco chamado Confessions (1991), cuja produção ficou a cargo de ninguém menos que Nuno Betencourt, guitarrista do Extreme. Mas a Sony, gravadora de Ozzy, não deixou a gravação sair com a voz do cantor, que estava retornando às paradas com o disco No more tears naquele mesmo ano.

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A função sobrou para ninguém menos que Donny Osmond, que estava retomando a carreira de cantor após um tempo sumido – seu disco Donny Osmond, de 1989, chegou a atropelar os trabalhos da Capitol com o segundo álbum dos Beastie Boys, Paul’s boutique. Dweezil jura não ter se chateado com a mudança. “Ele é muito criticado por ser Donny Osmond, mas não há como negar que é um ótimo cantor”, disse ao LA Times.

Isso aí é a versão inicial com Dweezil e Donny.

Olha Dweezil com Ozzy aí. Essa versão dos Bee Gees só saiu num dos CDs da caixa Prince of darkness, com raridades de Ozzy, em 2005.

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