Dono de um estilo de vida extravagante – além de uma postura de palco digna de um flamboyant – o pianista Liberace (1919-1987) escondeu sua homossexualidade durante vários anos. Cheio de fãs mulheres, o astro das casas de shows e cassinos de Las Vegas preferia que elas não soubessem de suas preferências sexuais, para não correr o risco de perder admiradoras.

Era um dos raros detalhes de sua vida que não chegavam tão facilmente à mídia, por sinal. Em 1972, quando já tinha mais de vinte anos de carreira como ator e músico, e já estava mais do que acostumado com sua vida exposta nos jornais, decidiu mostrar sua vida num documentário dirigido por Tony Palmer, o cara por trás de filmes musicais como Cream’s farewell concert, último concerto do Cream, e 200 motels, com Frank Zappa. The world of Liberace mergulhava nas histórias e no estilo de vida do pianista.

O filme trazia cenas de palco e imagens dos bastidores onde ele aparecia mostrando suas roupas extravagantes, relaxando em algumas das várias casas que havia comprado (todas elas com decoração bem brega) e brincando com seus cães, que eram quase como seus filhos. Na autobiografia The wonderful private world of Liberace, o músico diz que já ouviu de amigos que “quando eu morrer, quero ressucitar como um dos cães de Liberace”.

E se você não sabe o que fazer para o almoço ou para a janta de hoje, não se desespere: aqui, em sua extravagante cozinha, Liberace ensina você a fazer lasanha.

Antes de pôr a mão na massa, o músico tira todos os anéis de diamante que usava nos dedos. Depois, com um inacreditável sorrisão diante das câmeras, avisa que não suporta chorar quando corta cebolas e vai usar um cortador que comprou (um daqueles que você hoje adquire em lojas de departamentos). A receita de Liberace inclui ricota e grãos de macadâmia. Vai lá comprar tudo!

Aliás, o doc inteiro tá aqui.