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Cultura Pop

Friends: toda a série foi uma viagem de metanfetamina da Phoebe

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Uma teoria bem maluca a respeito da Phoebe, de Friends

Não tinha personagem normal na saudosa série Friends. Mas com certeza, a Phoebe, interpretada por Lisa Kudrow, tinha o histórico mais enrolado e distópico de todos eles. A massagista e cantora-compositora (nas horas vagas) foi abandonada pelo pai quando criança e chegou a morar nas ruas de Nova York após o suicídio de sua mãe. Ainda assim, conseguiu até aprender outras línguas.

https://www.youtube.com/watch?v=uOBBzBFcbMs

Phoebe também tem uma irmã gêmea, a Ursula – surgida na série Louco por você, antes de Friends – que é o oposto de sua personalidade: é um tanto indiferente, enquanto Phoebe é inocente e amigável. Além disso, a personagem, que é vegetariana, também tem um estilo neohippie e alternativo. E em alguns momentos parece que está meio, digamos, chapada. Essa é uma das características que mais distinguem Phoebe dos outros nomes da série. Bem como o estilo sarcástico que ela usa para falar de seu próprio passado, ou fato de volta e meia ela fazer referência à sua história bizarra quando algum dos amigos começa a reclamar demais da vida.

https://www.youtube.com/watch?v=UyODgJ7uIZ4

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Para saber mais da vida de Phoebe, e dos outros personagens da série, vale dar uma sacada em todas as temporadas de Friends, que estão no Netflix. Mas o fato da massagista ter uma história tão cheia de curvas levou um fã muito, vamos dizer, criativo a imaginar uma teoria completamente louca para a existência dela na série. E a criar um final que levaria muitos fãs da atração (e de Phoebe) ao desgosto profundo. Olha aí.

O diretor de arte “e fã de Lego” Strnks postou um tweet em 2015 com um texto enorme em que imaginava um fim tão maluco e imprevisível (e triste) para Phoebe quanto a própria vida da personagem. No último episódio, os espectadores descobririam que a série inteira não passava de um delírio de Phoebe, que ainda vivia nas ruas, louca de metanfetamina. De acordo com o delírio de Strnks, tudo começou quando a menina parou na vidraça do Central Perk (o café que todos frequentavam) e observou os outros personagens interagindo lá dentro. “Ela projetou a si própria na vida dos outros. Tudo o que ela mais tinha desejado na vida eram… amigos”, escreveu.

Nas cenas finais, Ross, Rachel, Joey, Chandler e Monica (que na verdade eram outras pessoas – as personalidades deles também foram fruto da imaginação dela) ficam conjecturando sobre “a louca que sempre fica olhando a gente”. Phoebe sai da frente do Central Perk, passa por uma loja de mobílias, vê seu reflexo num espelho exposto na frente da loja e… o nome da tal loja é Ursula.

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Se você já está chorando só de ler isso, os segundos finais são mais dramáticos ainda. Phoebe volta para o parque onde dorme ao relento ao lado de uma fonte. Começa a chover e tudo o que ela tem para se proteger dos pingos são (eita) seis guarda-chuvas coloridos. É (você deve saber) uma referência a uma das primeiras cenas da abertura de Friends, onde o sexteto aparece junto a uma fonte e abre guarda-chuvas coloridos.

Essa tese maluca fez um certo burburinho em 2015, quando apareceu no Twitter. O NME, que outro dia compilou teorias malucas sobre Friends, lembrou que Marta Kauffman, cocriadora da série, chegou a saber das ideias do tuiteiro e respondeu: “Essa teoria é a mais triste que eu ouvi na vida”. O pior é que tem outras mais malucas. Um cara chamado Phil Dunne tuitou recentemente que acha que toda a série aconteceu na mente de Rachel (Jennifer Aniston) um dia antes de seu casamento frustrado – que abre a atração e a aproxima dos outros cinco. Eita.

https://twitter.com/lovetherobot/status/883379164388175873

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Cultura Pop

Raridade: recuperaram papo de Ian MacKaye para a revista Panacea, em 1994

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Auto-intitulada “a revista brasileira de quadrinhos (e outros bichos)” a revista Panacea fez muitas cabeças nos anos 1990 – na verdade, foi um zine transformado em revista, pela jornalista Gabriela Dias. hoje colunista da Revista Caju. E foi ela quem conduziu um papo com Ian MacKaye (Fugazi, Minor Threat) em 1994, quando o grupo se apresentou no desbravador festival Belo Horizonte Rock Independente Fest (o popular BHRIF).

Encontrar algum número da Panacea dando sopa é complicado – volta e meia aparece algum à venda no Mercado Livre. Em compensação, pegaram a tal entrevista de Ian MacKaye, bateram tudo e subiram no site Issuu. “Em 2003 copiei o texto, diagramei, imprimi e distribui entre alguns amigos. Na época eu não revisei, também não sabia diagramar e muito menos o que era leiturabilidade”, diz a pessoa, que passou horas batendo a conversa.

Na abertura do papo, Gabriela explica que Ian é “obsessivo, gentil, atencioso”, mas “simples, direto e ríspido”. Os dois lados do músico, conhecido pelo mergulho total na atitude punk e pelo “não se vender” levado à máxima potência, ficam bem claros no papo.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Quando Guy Picciotto (Fugazi) cantou enfiado numa cesta de basquete

MacKaye recusa-se a dar conselhos aos repórteres sobre como fazer a cena independente funcionar no Brasil (“vocês não precisam de um americano para dizer como fazer as coisas”, esbraveja) e foge de fazer comentários sobre colegas, mesmo que positivos. Mas diz que Henry Rollins, quando foi cantor do Black Flag, foi roubado pelos donos da gravadora SST. E reclama que as majors, uma tentação a qual o Fugazi nunca cedeu, são ambiciosas demais. “A especialidade delas é pegar um pedaço de merda, dar uma polida e fazer um disco”, diz ele, por sinal amigo de Rollins desde a infância.

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“Não é interessante ser parte de uma major. É chato. Às vezes eu penso: ‘Deus, todos os meus amigos são milionários e famosos, e eu sou este carinha que é fiel ao próprio mundo. As pessoas pensam que uma banda como Rage Against The Machine é que é radical. Como se pode ter raiva da máquina quando se é parte dela?”, prega Ian.

Tá aqui a conversa toda. Leia antes que suma.

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Cultura Pop

Bob Dylan elogiando Madonna

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Bob Dylan elogiando Madonna

Em 1991, Bob Dylan afirmava à American Songwriter que desprezava o pop. O cantor, que tinha lançado um ano antes o disco Under the red sky, elogiou compositores como Brian Wilson e Randy Newman, e disse que ninguém deve se guiar pelas canções de um arista pop. Mas falou bem de ninguém menos que Madonna.

“O entretenimento pop não significa nada para mim. Nenhuma coisa. Você sabe, Madonna é boa. Madonna é boa, ela é talentosa, ela une todos os tipos de coisas, ela aprendeu suas coisas … Mas é o tipo de coisa que leva anos e anos da sua vida para você ser capaz de fazer. Você tem que se sacrificar muito para fazer isso. Sacrifício. Se você quer se tornar grande, você tem que sacrificar muito. É tudo igual, é tudo igual”, disse, rindo.

Bob também fez um comentário bem interessante sobre Jim Morrison quando ouviu que o hoje negacionista militante Van Morrison o considerava o maior poeta vivo. “Os poetas costumam ter finais muito infelizes. Veja a vida de Keats. Olhe para Jim Morrison, se você quiser chamá-lo de poeta. Olhe para ele. Embora algumas pessoas digam que ele está realmente nos Andes”, afirmou.

O repórter da revista perguntou se ele achava que isso era verdade e Dylan saiu fora da resposta. “Bom, nunca passou pela minha cabeça pensar de uma forma ou de outra sobre isso, mas você ouve isso por aí. Pegando carona nos Andes. Montando um burro”, disse.

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Uma revelação que Bob fez no papo é a de que ele prefere, no piano, as teclas pretas para trabalhar. “E elas soam melhor na guitarra também. Às vezes, quando uma música tem uma tonalidade bemol, digamos Si bemol, leve para o violão, você pode querer colocá-la em Lá”, diz. “Quando você pega uma música de tecla preta e a coloca no violão, o que significa que você está tocando em lá bemol, muitas pessoas não gostam de tocar nessas teclas. Para mim não importa”.

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Cultura Pop

Quando Syd Barrett fez resenha de David Bowie

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Quando Syd Barrett fez resenha de David Bowie

A Melody Maker, publicação britânica de música, tinha o hábito de pedir a artistas conhecidos que comentassem lançamentos da época. Em 1967, Paul McCartney chegou a fazer uma resenha (falando bem) de Purple haze, single do Jimi Hendrix Experience. E caiu para ninguém menos que o novato (na época) Syd Barrett analisar um single de um cantor mais novato ainda: Love you till tuesday, de David Bowie.

Segundo a Far Out Magazine, algum emissário da revista visitou o Pink Floyd durante a gravação do single Bike, levou a canção para Syd ouvir e extraiu dele várias opiniões sobre o disco. “Sim, é um número de piada. Piadas são boas. Todo mundo gosta de piadas. O Pink Floyd gosta de piadas”, escreveu/falou o cantor da banda. “É muito casual. Se você tocar uma segunda vez, pode ser ainda mais uma piada”.

A animação de Barrett terminou aí. O cantor ainda disse que as pessoas iriam gostar da letra e de suas brincadeiras com os dias da semana. Mas… “Muito alegre, mas não acho que meus dedos do pé estavam batendo”, afirmou. Ironicamente, Barrett era uma das maiores referências de Bowie em sua primeira fase de carreira, e continuaria sendo uma sombra enorme no trabalho dele por vários anos. Olha Bowie nos anos 1970 cantando See Emily play, do Pink Floyd.

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“Syd foi uma grande inspiração para mim Ele era tão carismático e um compositor surpreendentemente original”, afirmou Bowie em 2006, quando Barrett morreu. “Além disso, junto com Anthony Newley, ele foi o primeiro cara que ouvi cantar pop ou rock com sotaque britânico. Seu impacto em meu pensamento foi enorme. Um grande pesar é que nunca o conheci. Um diamante, de fato”.

Seja como for, nem Love you till tuesday nem o primeiro disco de Bowie, The world of David Bowie (1967) fizeram sucesso algum. E olha que o cantor e seu empresário tentaram, já que saiu até um filme com pequenos clipes do disco. A gente falou disso aqui.

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