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Já ouviu falar do Bum!? Banda londrina dos anos 1990 relança EP e anuncia volta

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Bum (Foto: Divulgação)

O tempo não passou para a rapaziada do Bum! – uma banda dos anos 1990 do Sul de Londres que chegou a fazer shows em lugares como o The Venue e o The Marquee, e que decidiu voltar com um disco novo. Na época, o som deles chegou a ser recebido pela imprensa como uma mescla de The Madness, XTC e Sparks, e em 1993 saiu o EP The Valerie Brown, lançado originalmente no hoje moderníssimo formato de “splatter vinyl”.

“Na época, despertamos bastante interesse, mas isso coincidiu com o início da cena grunge e com as gravadoras procurando “o próximo Nirvana”. Além disso, os integrantes da banda estavam ocupados tendo filhos, trabalhando no exterior e lidando com as pressões financeiras da vida cotidiana. Então simplesmente colocamos o projeto em pausa. Só não imaginávamos que essa pausa duraria 30 anos…”, brinca Steve, o popular Ched, guitarrista do grupo.

Para marcar o retorno, o grupo soltou The Valerie Brown EP nas plataformas digitais e promete para o fim do ano (ou janeiro de 2027) o lançamento de um novo disco, Waltzing with the wildebeest, com direito a uma música e um clipe guardados desde 1993, Little Johnny (a faixa foi, diz a banda, composta e arranjada em apenas um fim de semana, para a produção do vídeo feito pelo saudoso amigo Grant Branton).

O som do EP, aliás, tem também muito de bandas como The Clash, e da onda pub rock dos anos 1970 – com teclados que fazem lembrar também o Squeeze da era do disco Argybargy (1980). A própria Little Johnny tem essa onda. Ela é a única gravação antiga que estará no disco. Fora isso, “o álbum reúne músicas autorais antigas e mais recentes, todas inéditas em gravação e lançamento”, conta Steve. “Little Johnny foi gravada no início dos anos 1990 e só está disponível naquele vídeo. Não existem outras gravações dela, então decidimos incluí-la no álbum”.

Além de Steve / Ched, a formação nova inclui Marcus (Bones), nos vocais, Graeme (G-Man), na guitarra e vocais, Mick e Si alternando-se no baixo, Dave e Leo no teclados (sendo que Dave toca órgão) e Stu na bateria. Essa turma ainda não subiu no palco na nova fase, mas planeja shows de divulgação em Londres quando o disco finalmente sair.

Bum (Fotos: Divulgação)

A banda ainda não tem fotos novas, mas andou brincando no computador com imagens dos integrantes (colagem nossa com imagens deles).

Steve conta que nos últimos tempos, a música deixou de fazer parte da vida de alguns integrantes do grupo, pelo menos profissionalmente. “Eles simplesmente seguiram suas vidas, então a maioria ficou muitos anos longe da indústria musical depois do Bum! No lado musical, Stu tocou por cerca de cinco anos com algumas bandas punk, como o Chelsea. Graeme, que é o nosso ‘gênio criativo’, ficou bastante desiludido por muito tempo, mas decidiu tentar novamente e montou a banda Dogstand há cerca de dez anos. Eles permaneceram ativos até alguns anos atrás, com Leo, Stu e Si”.

“Quanto aos outros: Bones, o vocalista, tornou-se professor; Ched (ele próprio!) foi trabalhar no mercado financeiro e vendeu a alma ao diabo em troca de uma boa recompensa financeira… Mick se casou e se mudou para a Suécia”, continua. Os sons mais antigos do Bum! estão aí. Os novos, estão vindo aos poucos – a banda deve lançar mais alguns singles antes do álbum.

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RU NA mistura rock alternativo e Beatles em single sobre recomeços

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RU NA - Foto: Cleber Aleixo / Divulgação

RESUMO: Em Forking ways, a RU NA une rock alternativo dos anos 1990, post-rock e melodias à John Lennon para falar de perdas, mudanças e novos começos. Lançamento do selo midsummer madness.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Cleber Aleixo / Divulgação

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Tem bastante rock alternativo dos anos 1990 em Forking ways, novo single da RU NA, mas também dá para perceber uma influência dos Beatles, especialmente de John Lennon, na maneira como a melodia se desenvolve. A banda mistura essas referências com guitarras que passeiam pelo pós-rock, numa faixa que anuncia algumas mudanças para o próximo EP, Undercurrents, previsto para o fim de 2026 pelo selo midsummer madness.

Formada em 2022, a RU NA lançou seu primeiro EP, Heliades, em 2024. Naquele trabalho, o grupo buscava inspiração na mitologia grega para falar de problemas bem terrenos: as dificuldades do cotidiano e as diferentes maneiras de reagir a elas. Agora, a ideia é olhar para o que acontece depois de uma ruptura, quando alguma coisa termina e surge a possibilidade de começar novamente.

É esse o assunto de Forking ways, que trata de perdas, mudanças de direção e da tentativa de encontrar alguma esperança no meio dos destroços. Musicalmente, a banda também resolveu abrir um pouco mais seu leque de influências. O rock de guitarras continua sendo a base, mas há espaço para melodias mais próximas do pop sessentista e para as atmosferas do pós-rock.

A RU NA é formada por Alessandro Travassos (voz e guitarra), Cleber Aleixo (bateria e vocais), Clayton Vilaça (baixo) e Tiago Sales (guitarra e vocais). O próprio quarteto assina a produção do single, que teve mixagem de Drey Henrique e masterização do produtor grego Alexis Gotsis. Parte das gravações aconteceu no estúdio Frango no Bafo, em Belo Horizonte.

Forking ways é a primeira amostra de Undercurrents, trabalho que deve aprofundar essa aproximação entre o rock alternativo dos anos 1990, o post-rock e outras referências musicais dos integrantes.

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Tigre Robô: pós-punk, animação e baratas (irc) no clipe de “Batata podre”

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RESUMO: A banda brasiliense Tigre Robô lança clipe animado de Batata podre, faixa do álbum Telefone pra cachorro, que mistura pós-punk, garage rock e new wave.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução

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A banda brasiliense Tigre Robô resolveu fazer um clipe parcialmente em animação para Batata podre, música de seu primeiro álbum, Telefone pra cachorro, lançado em janeiro de 2025 pela Manga Rec. O clipe saiu no dia 2 de outubro e tem direção, animação e edição de Brida Abajur, assistência de direção de Danillo Matos e produção e figurino de Isabela Fernandes. Só não é recomendável ver na hora do almoço ou do jantar porque o clipe tá infestado de baratas (irc).

Formado em 2018, o quarteto tem Junio Silva, Isabela Fernandes, Guilherme Okamura e Rafael Lamim. Em Telefone pra cachorro, o grupo fez um disco de onze faixas que mistura pós-punk, punk de garagem, new wave e algumas experiências lo-fi.

Na época do lançamento, o POP FANTASMA resenhou o álbum e destacou as referências a Wire, The Fall, Public Image Ltd e Gang Of Four. Mas também havia espaço para power pop, psicodelia e até uma mistura de punk com rap em Atlas. Tudo isso num disco curto, cheio de mudanças de direção e que parecia gostar de contrariar expectativas.

Batata podre é a primeira música do álbum a ganhar um clipe oficial. O vídeo dá continuidade à divulgação de um disco que apresentou a Tigre Robô como um dos nomes curiosos do rock independente de Brasília. Em fevereiro a banda lançou o EP Atlas, com remixes de Telefone pra cachorro.

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Takeda transforma trauma de seita apocalíptica em folk e grunge pesado

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Takeda transforma trauma de seita apocalíptica em folk e grunge pesado

RESUMO: Após viver numa seita apocalíptica, Josh Harrison transforma raiva e traumas em Lion’s den, single do Takeda que mistura folk britânico e grunge pesado. 

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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Passar anos vivendo numa seita apocalíptica e depois tentar se livrar das marcas deixadas por essa experiência. Parece roteiro de filme, mas é parte da história de Josh Harrison, vocalista e guitarrista do Takeda, trio britânico de Norwich que mistura folk, grunge e rock pesado. A experiência já havia rendido boa parte das letras de In Venus’ train, disco de estreia do grupo. Agora, volta a aparecer em Lion’s den, novo single da banda, lançado em 25 de setembro.

Só que o assunto mudou um pouco. Se o primeiro álbum tratava da dificuldade de romper com aquele passado, Lion’s den fala do que ficou depois: raiva, ressentimento e a sensação de ter sido manipulado e traído. “Nunca tinha escrito uma música com raiva antes. Mas Lion’s den foi surgindo aos poucos, borbulhando dentro de mim. Desembaraçar tudo aquilo enquanto escrevia foi como abrir uma torneira e deixar sair uma raiva que estava sob pressão”, conta Josh. “A traição, a manipulação, o ressentimento que eu havia guardado e aprisionado, disfarçados de vergonha. Essa música virou uma válvula de escape para tudo isso, e colocá-la no mundo parece muito terapêutico”, completa.

Musicalmente, o Takeda também tem suas particularidades. Formado em 2022, o trio junta técnicas do folk britânico e americano, dedilhados influenciados por Bert Jansch (guitarrista escocês, ligado ao grupo folk-jazz Pentangle) e a pancadaria do grunge, com riffs pesados, distorções e mudanças bruscas de intensidade. Boa parte dessa mistura é feita usando violão, instrumento que ganha uma função bem diferente da habitual.

E Harrison não está muito interessado em facilitar comparações. “Quando estamos arranjando músicas juntos, basta percebermos que alguma coisa que estamos fazendo lembra muito o som de outra pessoa para perdermos o interesse. Geralmente, a música acaba descartada”, diz. “Temos muita vontade de soar como ninguém além do Takeda”.

Produzida por David Pye, que já trabalhou com Faithless e Dido, Lion’s den traz vocais adicionais de Raya Mhari-Iglesias, do Birdwitch. A faixa abre os trabalhos do segundo álbum do trio, que conta ainda com David Woodgett (baixo) e Charlie Wilson (bateria). O disco sai em 2027 pelo selo Drongo Records.

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