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Em Paquetá (RJ), música ao vivo feita a partir do som das plantas

Já teve artista fazendo música em estúdio para as plantas: Stevie Wonder fez a trilha do filme The secret live of plants (1979) e o criativíssimo Mort Garson fez o fenomenal Plantasia (1976). Agora, assistir a músicos executando peças ao vivo a partir de plantas é algo que definitivamente não deve ser perdido – e vai rolar neste fim de semana, em Paquetá (Rio de Janeiro), na CasaVó.
O show faz parte da quinta edição do Paquetá Experimenta Arte Contemporânea, evento de arte sonora e visual que acontece bienalmente – e celebra, nessa edição, 10 anos de realizações na ilha de Paquetá. O tema da edição 2026 é Natureza em tempo real, daí a ideia é convidar artistas que criem interfaces com a natureza em suas obras.
Daí vão rolar exposições de artes visuais, apresentações sonoras ao vivo, oficinas de arte-natureza, conversas com artistas e pesquisadores, caminhadas sensoriais, plantio de espécies nativas da Mata Atlântica – além da abertura do mirante da CasaVó. O evento rola neste sábado (16) e neste domingo (17) e, na parte musical, vai ter shows de HidroVoda, Fábio Bola, VórticeX , Homero Fritto e LeeMarkito. E uma parte dessa turma vai levar as plantas para o palco.
O projeto experimental pernambucano VórticeX vai apresentar uma performance ao vivo baseada em dados bioelétricos de plantas em tempo real. Para que a atividade elétrica das plantas seja traduzida em som e transformada ao vivo, o VórticeX (na real a VórticeX, é um projeto-de-uma-mulher-só) vai usar o aplicativo Plant Wave. Se você nem sequer conhecia isso, vá ao site do software e confira: ele oferece “uma forma de monitorar os sinais elétricos das plantas como som”.
A musicista Fernanda Metello, curadora da CasaVó, vai tocar com o guitarrista Flavio Abbes nos projetos Voda e HidroVoda, mas também vai fazer uma performance com a captação de dados bioelétricos das plantas, utilizando o synth microKorg para manipulação do som captado. E o músico carioca Fábio Bola vai fazer som com uma planta suculenta, usando um captador processado com efeitos da Alesis (Midiverb II e Microverb III). A ideia de Bola é convidar o público para um estado de deep listening, escuta profunda – expandir a percepção para além da relação direta com o que é ouvido, e colocar o corpo inteiro para escutar.
Você confere todas as atrações aí embaixo. A CasaVó Paquetá fica na Praia Das Gaivotas, 166, em frente ao Iate Clube de Paquetá, Ilha de Paquetá, Rio de Janeiro. Os eventos rolam sábado (16) de 10 às 22h
e domingo (17) de 10 às 17h.
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Duran Duran em Glastonbury? “Só se a gente for atração principal”

Não convidem para a mesma mesa o Duran Duran e a turma do festival de Glastonbury. Ou melhor, convidem, mas só se a banda liderada por Simon Le Bon for headliner. Num papo com o jornal The Sunday Times, o próprio Simon explicou porque é que a banda nunca tocou no evento – e o motivo é que o grupo nunca é convidado para fechar a noite.
“Bem, nós queremos (tocar lá), mas não em uma tenda de discoteca às 15h, que foi o que nos ofereceram”, disse ele. “Queremos o horário certo… Não deveríamos estar abaixo de ninguém na programação. Então, vamos esperar porque somos a atração principal – é só isso”. O grupo lançou recentemente o single com pegada disco Free to love, uma parceria com o músico e produtor Nile Rodgers.
O assunto “Glastonbury”, aliás, rolou numa entrevista do Duran Duran ao New Musical Express em 2023, mas a banda estava menos de saco cheio do festival na ocasião. “Eu adoraria tocar – só precisamos encontrar o horário certo, é tudo”, disse Simon na época. “Já tivemos a oportunidade de fazer isso antes, mas não foi tocando no palco principal, e acho que gostaríamos muito de fazer isso agora”, acrescentou. “Tenho certeza de que estamos em negociações (com Glastonbury), e se não estivermos, estaremos”.
2026 é um ano sabático pra Glastonbury – o festival retorna só em 2027, de 23 a 27 de junho, com ingressos à venda a partir de novembro deste ano. Justamente por isso, tem rolado uma baita bolsa de apostas a respeito das próximas atrações. Há quem aposte que os Rolling Stones, que não irão fazer shows em 2026 mas deixaram em aberto a possibilidade de encarar a estrada no ano que vem, vão tocar lá.
Detalhe: se aqui no Brasil as bets são um elefante enorme na sala, lá fora havia no ano passado casas de apostas aceitando palpites sobre quem estará escalado para Glastonbury 2027. Sam Fender, Ed Sheeran e Taylor Swift são alguns dos citados.
Um outro detalhe é que de repente virou moda falar mal de Glastonbury. Alex James, baixista do Blur, disse recentemente que o evento é superestimado, especialmente pela BBC. “Eu simplesmente não gosto do tratamento hagiográfico que a BBC dá ao festival. Parece que é o único festival do mundo. Glastonbury é uma farra sangrenta com drogas”, contou ele, que também aproveitou para falar que Pet sounds, dos Beach Boys, disco que completa 66 anos amanhã, é “um álbum de merda!”.
No ano passado, adivinha quem falou mal do festival? Liam Gallagher, claro: o vocalista do Oasis escreveu no Xwitter que “o palco principal é como tocar para um monte de professores de jamboree”, disse, referindo-se aos eventos de escoteiros. “É um bando de idiotas vestidos com roupas extravagantes, batendo tamancos e enchendo balões, todos com sorrisos psicóticos, olhos revirados e bocas cheias de vinho tinto”, disse.
Foto: Divulgação
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Chococorn and The Sugarcanes põe a vida conturbada das turnês em clipe novo

Música do novo disco da banda Chococorn and The Sugarcanes, Todos os cães merecem o céu (resenhamos aqui), Entre algumas vias e outras vias ainda maiores fala sobre a atual situação da banda, que vem viajando bastante e passa muito tempo fora de casa – o grupo tem ido até para fora do Brasil. Justamente pelo aspecto confessional, ela foi escolhida para ser o novo clipe da banda, que estreou hoje.
A ideia central foi trabalhar com takes fechados – mãos, tatuagens, machucados –, imagens que buscam transmitir força, sentimento e dor, em contraste com a leveza e a alegria dos planos mais abertos. “Quisemos relacionar isso com os esforços que passamos enquanto banda que viaja e a felicidade que nos é recompensada”, conta Pipe Bacchin, guitarrista da banda, que assina a direção do vídeo ao lado de Bianca Souza – e divide o grupo com Alexandre Luz (bateria), Pedro Guerreiro (guitarra solo), Pietro Sartori (baixo), todos dividindo os vocais.
O clipe, filmado em Santa Bárbara d’Oeste e em Santa Maria da Serra, no interior de São Paulo, também mostra gestos simbólicos e radicais, como cortar o cabelo e deixar para trás uma parte de si para viver um sonho. “Essa música trata sobre sentimentos envoltos na vida de turnê: ansiedade, abandono de outras ambições e relações com pessoas que não podem nos acompanhar nessa jornada. O clipe ilustra isso mostrando um dia de viagem, que começa com problemas individuais e termina com a satisfação e felicidade de estarmos juntos”, conta Pipe.
Foto: biaszb e Pietro Rocha / Divulgação
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Ouça antes: Catarina Zenaro – “Lie lie lie” (single)

“Depois de passar por um relacionamento conturbado, cheio de mentiras e frustrações, senti que não tinha nada melhor a fazer do que escrever uma música a respeito”, conta a cantora Catarina Zenaro sobre Lie lie lie, seu novo single, um rock levinho, com raízes folk. “A virada de chave de entender que você não consegue mudar uma pessoa, mas pode mudar o jeito que lida com ela veio pra mim junto com essa música. Eu pensava: ‘você pode mentir pra mim o quanto quiser, mas isso não significa que eu vou cair nas suas mentiras’”, continua.
E é isso: Catarina, cantora brasileira cujas músicas saem pela gravadora canadense The Citadel House, decidiu nem chorar a respeito da história e pôs tudo em letra de música. Lie lie lie, que sai amanhã (e que a gente adianta com exclusividade aqui no Pop Fantasma) sucede Bella, seu single anterior, e é mais uma música que adianta seu novo EP, previsto para este ano. A música, produzida por Rique di Azevedo, tem também uma enorme inspiração no hit Please please please, de Sabrina Carpenter: Catarina prestou atenção na repetição de palavras do refrão, e viu que isso ajudaria a manter a canção na memória de quem escuta.

Capa do single Lie lie lie, de Catarina Zenaro (Foto: Graziella Fraccaroli / Divulgação)
“Aprecio muito o storytelling e a verdade”, conta ela, que pôs na letra tudo que gostaria de ter dito a uma outra pessoa. “Gosto de músicas que contam histórias nos mínimos detalhes, sem ter medo de serem muito específicas. Acredito que as pessoas se identificam muito mais com uma canção quando elas se mostram específicas do que quando transmitem uma imagem genérica, mais geral. Tento criar levando isso como uma máxima”.
Clara já é uma veterana aos 21 anos: fez sua primeira gravação em estúdio aos 12 – por acaso seis anos depois de começar a fazer aulas de violão. Sua discografia inclui músicas em inglês e português, além do EP Dear you, lançado em 2021. E Lie, lie, lie, você ouve primeiro aqui.
Foto: Graziella Fraccaroli / Divulgação



































