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Ataque de asma: o que acontece na hora?

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Ataque de asma: o que acontece

Acho que é a primeira vez na vida que eu vejo um vídeo que tem legendas automáticas em português que REALMENTE funcionam. O vídeo abaixo explica detalhadamente o que acontece no corpo de um ser humano quando ele tem um ataque de asma. Fala também de tratamentos disponíveis, efeitos a longo prazo etc Enfim: veja porque você provavelmente conhece ou vai conhecer alguém que tem asma.

Se um asmático é exposto a um gatilho (que causa o ataque de asma), os anéis lisos dos músculos que circundam as pequenas vias aéreas nos pulmões se contraem e se tornam estreitos. Simultaneamente, o fator causador piora a inflamação, fazendo com que o revestimento da mucosa fique mais inchado e segure mais muco. Em condições normais, o corpo usa este muco para capturar e limpar partículas, como pólen ou poeira, mas durante um ataque de asma, o corpo bloqueia as vias aéreas estreitadas, tornando ainda mais difícil respirar. … E o ruído sibilante? Isso ocorre porque, à medida que as vias aéreas se contraem, os assobios de ar passam pelo espaço estreitado.

O vídeo foi feito por Christopher E .Gaw e faz parte do Ted-Ed, série de conferências destinadas à disseminação de ideias.

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Crítica

Ouvimos: Paul Weller, “66”

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Ouvimos: Paul Weller, "66"
  • 66 é o 17º álbum solo do cantor e compositor inglês Paul Weller. O disco foi lançado um dia antes do aniversário de 66 anos do cantor (comemorado no dia 25 de maio). A capa foi feita por Peter Blake, artista pop britânico de 91 anos que fez, entre outras coisas, a capa de Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band, dos Beatles.
  • O disco tem parcerias com Suggs (Madness), Noel Gallagher, Bobby Gillespie, o cantor e compositor escocês Erland Cooper e Dr Robert (da veterana banda londrina The Blow Monkeys), entre outros.
  • “Para este álbum, eu tinha pelo menos vinte músicas para escolher. Foi um luxo poder passar um tempo com elas e deixá-las me dizer quais precisavam ficar registradas”, conta Paul. Isso porque o disco anterior dele, Fat pop (volume 1) saiu em 2021 e Weller é do tipo que lança um disco atrás do outro, sem descanso.

Ao chegar a Jumble queen, a terceira faixa deste 66, você já terá sido apresentado a alguns lados diferentes de Paul Weller, ex-líder do The Jam e do Style Council, e compositor peculiar, capaz de caminhar do punk ao quase sinfônico. Em 66, mais do que apenas compor, Paul volta como herdeiro de uma musicalidade que vem lá dos discos dos Beach Boys, passa pelas óperas rock do Who, pelo pop barroco dos anos 1960, pelas sinfonias pop de Paul McCartney, chegando ao pop sofisticado que ele mesmo, ao lado de Mick Talbot, fez no Council.

Trazendo a nova idade de Paul em seu título, o disco novo do cantor fala, antes de qualquer coisa, sobre expectativas, perdas e ganhos. E não sobre qualquer expectativa, perda ou ganho já que 66 é um disco de rock feito por uma pessoa (bastante) vivida, mas que (vá lá) ainda está a procura de algo novo, existencialmente e emocionalmente. Paul faz questão de encerrar o álbum com Burn out, cuja letra termina com os versos “eu nasci de novo/não estou cansado de viver/estou bem”.

A celestial A glimpse of you, com uma orquestra que evolui em torno da melodia, traz Paul falando sobre encontrar “um assento de madeira onde posso esperar/até o fim do mundo/só por um vislumbre de você”. Soul wandering, parceria com Bobby Gillespie (Primal Scream), traz o cantor dizendo que quer “acreditar/em algo maior que eu”. In full flight, uma balada doo wop tristonha, fala sobre a dificuldade de viver num mundo “onde as mentiras se tornam verdades”.

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I woke up, outra balada melancólica, traz todo o estranhamento que o mundo inteiro viveu no começo da pandemia – em especial a sensação de que nada mais aconteceria da mesma forma. Na abertura, a terna e aconselhativa Ship of fools (de versos como “esses mares altos podem ser tão cruéis/quando você está tentando encontrar seu próprio caminho”), parceria entre ele e Suggs (Madness), localiza o disco numa esfera entre Burt Bacharach e Kinks. Vale citar que muita coisa do disco lembra bastante as fases mais sofisticadas musicalmente de David Bowie, até mesmo no que diz respeito à voz de Paul Weller.

O lado mais luminoso e alegre de 66 fica por conta de canções como o synth rock fantasioso Flying fish, o glam rock Jumble queen (parceria com Noel Gallagher), o soul Rise up singing (a mais bonita música do disco), e o art pop de Nothing, que lembra o próprio Paul na era do Style Council. Um disco para conhecer detalhadamente os vários lados de Paul.

Nota: 9
Gravadora: Polydor/Solid Bond

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Crítica

Ouvimos: Billie Eilish, “Hit me hard and soft”

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Ouvimos: Billie Eilish, "Hit me hard and soft"
  • Hit me hard and soft é o terceiro álbum da cantora norte-americana Billie Eilish. O disco tem produção de seu irmão Finneas O’Connel, com quem ela compôs todas as faixas.
  • Billie não lançou singles antes do álbum – o compacto de Lunch saiu no dia do lançamento de Hit me hard and soft. Mas três faixas (Lunch, L’amour de ma vie e Chihiro) foram mostradas ao público durante um DJ set surpresa no festival Coachella em 13 de abril.
  • A turnê do álbum começa no dia 29 de setembro, no Videotron Centre, em Quebec, Canadá.

Relacionamentos são temas que dão discos interessantes – o mais recente de Dua Lipa, Radical optimism, é quase um Tinder musicado, versando sobre ghosting, dates furados, relacionamentos marcantes (para o bem e para o mal), e vai por aí. Bom, no caso de Hit me hard and soft, novo disco de Billie Eilish, não há só apenas relatos de casos amorosos nas letras, o que já diferencia o disco, de cara. O date mais profundo de Billie que surge narrado no álbum é com a própria vida. Com um monte de experiências que vão acontecendo dia após dia, com o caos, com as (digamos) tentações, com as coisas que aparecem e dá vontade de fugir delas.

Já há resenhas apontando que Billie mexe com uma vulnerabilidade incomum no universo pop. O que surge no disco é uma mescla de vulnerabilidade e coragem. Enfim, é um disco feito por uma mulher de 22 anos, e no caso específico de Billie, trata-se de uma mulher de 22 anos que, em pouco tempo de carreira, ganhou Grammys, dois Oscar, virou assunto da mídia, ganhou status de ícone fashion, e virou sinônimo de pessoa que chama a atenção, numa época em que conseguir a atenção das pessoas, muitas vezes, é como barras de ouro: valem mais do que dinheiro.

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Não deve ser por acaso que o disco abre com Skinny, uma música que mistura novos relacionamentos, o inferno dos comentários invasivos (“as pessoas dizem que estou feliz/só porque estou magra”), autoestima (“meu velho eu ainda sou eu/e talvez seja meu eu real/e eu acho que ela é bonita”) e amadurecimento. Na sequência das entrevistas que deu falando sobre sua sexualidade, Billie solta Lunch, música sexualmente ativíssima na qual ele já abre falando que “eu poderia comer aquela garota no almoço/ela dança na minha língua”. É pra deixar claro: se houve em algum momento qualquer dificuldade em lidar com comentários sobre seu corpo, sua sexualidade ou sua persona artística, Billie avisa que, apesar dos pesares do mundo, gosta de si própria, de suas escolhas e de sua história. E não vai aturar as bobagens de sempre.

Billie volta construindo um pop que, além de parecer realmente ter sido gravado num quartinho, parece ter sido feito para ouvir de fones de ouvido, ou num volume médio. Abre com a melancolia de Skinny, e prossegue com tom roqueiro e dançante em Lunch, e com a discrição pop de Chihiro e Birds of a feather. E com o tom tranquilo da balada L’amour de ma vie, com sua letra indicando mais e mais confusões amorosas. Já Wildflower e The greatest servem para acalmar os ânimos da turma que já se anima em encontrar referências bittersweet-jazzísticas-bossanovistas no som dela.

Encerrando o disco, por acaso, duas faixas significativas: Bittersuite (um synth pop em três partes, com tom dream pop no começo e no fim, além de bateria eletrônica rudimentar e beats latinos no meio). E Blue, música homônima do álbum de Joni Mitchell de 1971, mas que soa mais como um r&b de baixos teores. Vale como referência, como brincadeira e até como confusionismo, mas não existe possibilidade de as dores de crescimento de Billie serem comparadas ao bode pós-hippie de Mitchell (o jornal britânico The Telegraph fez essa comparação), nem musicalmente, nem existencialmente. E ainda assim Hit me hard and soft é um grande disco.

Nota: 8,5
Gravadora: Darkroom/Interscope

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Crítica

Ouvimos: Dua Lipa, “Radical optimism”

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Ouvimos: Dua Lipa, "Radical optimism"
  • Radical optimism é o terceiro álbum de estúdio da cantora anglo-albanesa Dua Lipa, e o primeiro de estúdio em quatro anos.
  • Em comunicados à imprensa, a cantora chegou a citar influências como a neo-psicodelia e o brit-pop no disco. O álbum foi produzido por Danny L. Harle, Ian Kirkpatrick, Kevin Parker (Tame Impala) e Andrew Wyatt (Miike Snow).
  • À Billboard, Dua disse que se trata de seu disco mais pessoal. “Por um longo período de tempo eu pensei: ‘O que eu guardo para mim, o que coloco lá fora?’. ‘Como posso falar sobre minhas histórias sem colocar toda a minha vida pessoal em risco?’ É uma posição bastante vulnerável para se colocar, enquanto neste álbum eu me senti muito livre para contar minhas histórias e falar sobre minhas experiências”, contou.

O título e a capa do disco novo de Dua Lipa entregam bem mais do que o resultado do álbum. A imagem da cantora nadando entre tubarões e o nome “otimismo radical” soam um tanto mais revolucionários do que o disco, que traz um pop bacaninha, não exatamente perfeito. Future nostalgia, o anterior, dava novos contornos à disco music e contornos clássicos à house music. Já Radical optimism é bem diferente do que a própria Dua Lipa andava prometendo: em entrevistas e comunicados, ela dizia que se tratava de “homeagem à cultura rave do Reino Unido” e “um disco que faz infusão pop-psicodélica”.

O que acabou saindo foi um disco de música pop com bons momentos (a abertura com End of an era e Houdini anima), mas que soa bem mais ou menos se comparado a referências que provavelmente acompanham Dua Lipa há anos, como a disco music e o pop dos anos 1990. O tipo de disco que poderia ter sido melhor trabalhado para não soar tão genérico, embora talvez faça parte de um projeto de Dua para simplificar cada vez mais as coisas, em tempos de epopeias pop e sarrafo levantadíssimo para um estilo musical cuja gênese é o single. Provavelmente a presença de Kevin Parker (Tame Impala) entre os produtores e parceiros foi criando outros caminhos e trazendo outras referências. Mas pra encontrar neo-psicodelia num disco como Radical optimism, basicamente tomado por um tom mais tropical de r&b e house music, você vai ter que procurar bastante.

Por outro lado, é um disco de identificação bastante fácil e rigor quase conceitual. As letras de Radical optimism falam sobre dates furados, bandeiras vermelhas, relacionamentos que deixam marcas (Happy for you é sobre a mulher que vê o ex-namorado com a atual namorada, a ciumeira bate, mas ela se sente feliz pelo tal sujeito), ex-namorados e ficantes que uma mulher nunca mais vai querer ver na vida. Em alguns momentos, as faixas soam quase como um diário do Tinder, ou como threads do Twitter musicadas (já reparou como as pessoas se soltam ao responder perguntas como “qual foi seu pior date?” nesta rede social?).

O hit Houdini fala sobre filas que têm que andar, recorrendo a uma imagem bem interessante, já que o nome do rei da escapologia Harry Houdini é usado como verbo. Se o candidato a namorado da personagem não disser logo a que veio, Dua Lipa se manda (“vou dar uma de Houdini”, em tradução extremamente livre). O r&b latino French exit faz a apologia do ghosting moleque, de várzea, e sugere a saída estratégica antes do fim da festa (“não é um coração partido se eu não quebrar/um adeus não dói se eu não disser”, jura Dua Lipa).

Tem mais: End of an era pega pesado no clima “ih, lá vamos nós de novo” do começo de qualquer relacionamento. A boa balada Anything for love (que talvez responda pelas influências do britpop das quais Dua falou em entrevistas) põe no mesmo balaio empoderamento, noções de auto-estima e… busca de um final romântico e feliz. O hit Training season, põe na mesa mais papo sobre expectativas em relacionamentos, e traz um lado meio ABBA-Cher-Eurovisão para o disco.

Diante das letras do álbum, o otimismo do título chega a soar tóxico. Tá mais para aquele sentimento e aquela atitude que a gente sente que precisa ter quando parece que tudo já ruiu, e nos quais nem a gente bota fé (e, bom, diante da imagem da capa, dá pra sentir a ironia). Musicalmente, talvez você tenha vontade de ouvir o lançamento anterior de Dua Lipa. Mas é isso.

Nota: 6,5
Gravadora: Warner

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