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Mick Jagger quer os Rolling Stones na estrada de novo “o mais breve possível”

Parece que Mick Jagger já está contando os dias para colocar os Rolling Stones na estrada de novo. Em papo com a BBC Radio 2 ao lado de Ronnie Wood, no programa Tracks of my years, o cantor disse que está ansioso para voltar aos palcos “o quanto antes” – embora tenha avisado que isso não deve rolar em 2026. “Não acho que será este ano. Mas espero que seja o mais breve possível”, disse.
A conversa acontece em meio à expectativa pelo novo álbum da banda, Foreign tongues, que sai em 10 de julho. O disco terá uma lista pesada de convidados, com Paul McCartney, Robert Smith e Steve Winwood, além de registros gravados por Charlie Watts antes de sua morte. O álbum foi gravado em menos de um mês no Metropolis Studios, em West London, com o produtor Andrew Watt.
- Mais sobre Foreign tongues aqui.
Enquanto Jagger fala em retomada, mas faz questão de dizer que não é pra agora, Keith Richards também joga um pouco de água fria na história – mas sem animar nem um pouco os fãs. O guitarrista afirmou que não existe plano de turnê para 2026 e que, neste momento, a prioridade é colocar o novo disco no mundo antes de pensar nos próximos movimentos. Talvez ano que vem.
Os Stones estão fora dos palcos desde a turnê do álbum anterior, Hackney diamonds, encerrada em 2024. No final de 2025, a banda cancelou os planos para uma turnê em estádios no Reino Unido e na Europa, que rolaria neste ano. Mesmo sem agenda confirmada, o clima entre os integrantes dá a entender que a despedida ainda não aconteceu, e que vai rolar.
Foto: Raph_PH (Wikimedia Commons)
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Beck: o que já dá pra esperar do álbum “Ride lonesome”

RESUMO: As primeiras faixas de Ride lonesome indicam um Beck mais introspectivo, próximo de álbuns Sea change e Morning phase, com violões, orquestrações e antigos parceiros de estúdio.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Autumn De Wilde / Divulgação
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Ride lonesome, novo álbum de Beck previsto para 18 de setembro, começa a se desenhar como um disco bastante diferente da fase mais eletrônica e pop do músico. É o primeiro álbum de material totalmente inédito desde Hyperspace, de 2019, e as três músicas já apresentadas (Ride lonesome, In the night e agora o folk Disappearing act, herdadíssimo da musicalidade de David Crosby) apontam para um Beck novamente interessado em violões, arranjos atmosféricos, orquestrações e canções de tom mais introspectivo.
O próprio título já dá uma pista. Ride lonesome sugere movimento e solidão ao mesmo tempo, e as primeiras faixas divulgadas parecem trabalhar justamente nessa região: personagens em trânsito, relações que escapam, distâncias e uma espécie de melancolia sem necessariamente desembocar em desespero. Disappearing act, por exemplo, transforma a ideia de alguém que desaparece em uma canção delicada, construída sobre violão e orquestração, com uma produção que privilegia espaço e textura.
Aliás, algumas coisas indicam que o Beck que vem aí é bastante linkado a discos “de autor” como Sea change (2002) e Morning phase (2014), e que essa aventura nova do cantor já foi anunciada com o lançamento, em janeiro, da coleção de covers e lados B Everybody’s gotta learn sometime.
Bom, não é apenas uma impressão causada pelas músicas. Nigel Godrich, que produziu e/ou trabalhou na mixagem de alguns dos momentos mais importantes daquela fase, volta a participar do projeto, desta vez na mixagem. E Beck reuniu novamente músicos que ajudaram a construir sua sonoridade justamente em discos como Mutations (1998), Sea change e Morning phase: Smokey Hormel (guitarra), Joey Waronker (bateria), Justin Meldal-Johnsen (baixo), Roger Joseph Manning Jr (teclados e piano) e Jason Falkner(guitarra).
Isso não significa, porém, que Ride lonesome seja apresentado como uma volta ao passado. Beck diz que reencontrar aqueles músicos e o antigo ambiente de gravação acabou revelando novos sons e texturas emocionais. Há, portanto, uma tentativa de usar uma formação conhecida para produzir alguma coisa diferente.
As primeiras reações da imprensa reforçam essa leitura. A Mojo falou em transformar dor em beleza, enquanto a Uncut destacou o caráter pessoal das canções. Até agora, o disco parece caminhar para um Beck menos preocupado em demonstrar versatilidade e mais interessado em explorar estados emocionais.
Depois de anos circulando entre eletrônica, pop, funk e colaborações, Ride lonesome pode representar uma espécie de reencontro com o Beck compositor. Um músico que voltou a olhar para aquela linguagem – agora com três décadas a mais de experiência e uma banda que conhece profundamente seu som. Mais, só ouvindo. E seguem aí a capa e a lista de faixas de Ride lonesome.
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LISTA DE FAIXAS
01. Ride lonesome
02. Run away
03. In the night
04. Failed words
05. Bleed
06. Disappearing act
07. For your love
08. Slow canyon
09. It ends right here
10. Falling through my hands
11. If you don’y know what love is
12. Beyond the light
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Bong Brigade transforma crítica aos EUA em clipe de “Adeus América”

RESUMO: Bong Brigade lança clipe de Adeus América, crítica aos obstáculos impostos pelos EUA aos brasileiros. A faixa antecipa o álbum Pouca nota, muita música.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Lançado em julho, o single Adeus América, da banda Bong Brigade, acaba de ganhar clipe. Ele é mais um single que adianta o álbum Pouca nota, muita música, próximo lançamento do grupo, previsto para 20 de setembro.
A música fala da rejeição que os Estados Unidos têm em relação ao povo americano, com tantos tarifaços e dificuldades de acesso (“não me querem lá / me dificultam pra chegar / e dizem não, não, não, não, não / adeus América”) – ou seja, nada a ver com a imagem de “terra de liberdade” que eles querem passar. A faixa foi gravada por Maurício Cajueiro e mixada por Artie Oliveira. Já a animação é assinada por Gustavo Cordena, com artes de Daniel Ete.
Pouca nota, muita música é uma coletânea com faixas dos três álbuns do Bong Brigade em mixagens diferentes e versões remasterizadas, além de duas inéditas. O álbum sai em formato digital pela Lixorama Discos e em LP pela Neves Records. E nesta sexta (28) saiu mais um single do grupo, Ninguém disse nada. Você vê o clipe e ouve o single aí embaixo.
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Catiça transforma frase do desenho do Pica-Pau em declaração de amor à música

RESUMO: A paranaense Catiça lança Em todos esses anos nessa indústria vital, essa é a primeira vez que isso me acontece, segundo single do disco Cereja de xuxu, misturando punk, hardcore, metal e humor inspirado no Pica-Pau.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Bernardo Sardi / Divulgação
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Aguarde para breve singles com nomes como Ah, ele quer dar uma de fantasminha, Você disse… pipoca? e Obrigado, amigo, você é um amigo. Brincadeira, mas inevitável diante do single novo da banda paranaense de punk + metal Catiça: Em todos esses anos nessa indústria vital, essa é a primeira vez que isso me acontece, igualmente herdado do desenho do Pica-Pau como as frases anteriores.
- WAY ensina em 20 anos que pista de dança é lugar de liberdade
Esse é o segundo single que antecede o novo disco, Cereja de xuxu, que chega ainda este ano. E ele funciona quase como uma metalinguagem da banda, usando música para falar sobre música. “É sobre o prazer de fazer o som que a gente faz”, comenta o vocalista Nobu. “Minha declaração de amor à música e à fase que a gente tá vivendo”.
O single novo é o segundo lançamento pela Deck, depois da curta e grossa Pé vermei. É também o terceiro lançamento da banda em 2026 – em fevereiro lançaram em edição independente o EP Bongada massiva. O grupo une punk, hardcore e metal, além de acidez nas letras, e é formado por Nobu (Lucas Waricoda, vocais), Dedé (André Melo, baixo), Wiu (William Lopes, guitarra) e Jordão (Diego Jordão, bateria).
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