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Rock In Rio cria a Comfort Zone e adere à Pista Vip, mas com outro nome

Na minha terra isso tem outro nome: o Rock In Rio anunciou neste domingo (31) a criação da Comfort Zone, uma “nova modalidade de ingresso de gramado do Rock in Rio que permite que o público que adquirir acesse uma área exclusiva no front stage do Palco Mundo”, como diz o release de lançamento.
“Perfeito para os fãs que sonham em acompanhar os shows de um lugar privilegiado, o novo espaço de 674 m² e com capacidade limitada para 2 mil pessoas também contará com bares e banheiros exclusivos. Mais do que um novo formato de ingresso, a Comfort Zone nasce como um convite para estar ainda mais perto do que realmente importa: a energia ao vivo, a conexão que é criada entre artistas e público e a sensação única de fazer parte de cada segundo no Palco Mundo – do primeiro acorde ao último grito da plateia”, continua o texto.
Na verdade, trata-se de uma Pista Vip com um nome mais cool. Os ingressos para a zona de conforto do festival terão valor de R$ 1.950 (inteira), R$ 975 (meia-entrada) e R$ 1.657,50 para clientes Itaú, com 15% de desconto. O Comfort Zone estará disponível para ser adquirido dentro do fluxo oficial de venda de ingressos do festival, integrando tanto a pré-venda quanto a venda geral.
A pré-venda acontece no dia 02 de junho, às 12h, destinada a clientes Itaú e membros do Rock in Rio Club, enquanto a venda geral será aberta no dia 08 de junho, às 19h. A partir destas datas o público já poderá garantir um lugar na Cidade do Rock, exclusivamente online, por meio da plataforma Ticketmaster Brasil.
O pagamento poderá ser efetuado com cartões de crédito ou PIX. Clientes que efetuarem o pagamento com os cartões de créditos emitidos pelo Itaú Unibanco Holding S.A. têm 15% de desconto na compra de ingressos (não cumulativos com a meia-entrada) e poderão parcelar sua compra em até 8x sem juros. Nos demais cartões aceitos, o pagamento poderá ser feito em até 6x sem juros. Exceção para cartões internacionais que não possuem parcelamento. Para pagamento com PIX, basta utilizar o QR Code apresentado na tela final do processo de compra e realizar o pagamento. O prazo para efetuar a compra são 10 minutos após a geração do código para pagamento. Os ingressos estarão garantidos e disponíveis apenas após a confirmação do pagamento.
MAIS SOBRE AS CONDIÇÕES DE COMPRA DO ROCK IN RIO: Na venda de ingressos do Rock in Rio para o público em geral, os clientes podem comprar até 4 (quatro) ingressos por dia, podendo combinar ingressos de Gramado e Comfort Zone, com limite de até 1 meia-entrada por setor. Exclusivamente, Pessoas com deficiência poderão selecionar, além do seu ingresso, 01 ingresso meia-entrada adicional para o seu acompanhante para cada dia comprado. Respeitando o limite de no máximo 04 ingressos por dia de festival em seu CPF.
A classificação etária do evento é de 16 (dezesseis) anos. A entrada de menores de 16 (dezesseis) anos será permitida desde que estejam acompanhados dos pais ou representantes legais. Os grupos que têm direito ao benefício são: Estudantes, menores de 21 anos, maiores de 60 anos, deficientes e seu acompanhante, profissionais e professores da rede de ensino do Rio de Janeiro, jovens de baixa renda e garis da Companhia Municipal de Limpeza Urbana. Para evitar filas, a organização indica que o documento esteja em mãos ao se dirigir até a catraca. Saiba qual documento é indispensável para cada categoria:
– Maiores de 60 anos com Documento de identidade oficial com foto;
– Estudantes de ensino fundamental, médio ou superior da rede pública ou particular: Carteira de Identificação Estudantil (CIE), emitida pela ANPG, UNE, Ubes, entidades estaduais e municipais, Diretórios Centrais dos Estudantes, Centros e Diretórios Acadêmicos, conforme modelo único nacionalmente padronizado. Os elementos indispensáveis da CIE são: nome completo e data de nascimento do estudante; foto recente do estudante; nome da instituição de ensino na qual o estudante esteja matriculado; grau de escolaridade; e data de validade até́ o dia 31 de março do ano subsequente ao de sua expedição. Não serão aceitos em nenhuma hipótese boleto bancário ou comprovante de mensalidade;
– Jovens pertencentes a famílias de Baixa Renda (com idades de 15 a 29 anos): Carteira de Identidade Jovem, emitida pela Secretaria Nacional de Juventude a partir de 31 de março de 2016, acompanhada de documento de identidade oficial com foto;
– Pessoas com Deficiência (e um acompanhante): Documento de identidade oficial com foto e Cartão de Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social da Pessoa com Deficiência ou documento emitido pelo Instituto Nacional do Seguro Social – INSS que ateste a aposentadoria de acordo com os critérios estabelecidos na Lei Complementar no 142, de 8 de maio de 2013 ou laudo médico atestando a deficiência com o número da CID;
– Professores das Redes Públicas Estadual e Municipais de Ensino de São Paulo: Professores, Diretores, Coordenadores pedagógicos, Supervisores e Titulares de cargos do quadro de apoio das escolas das redes públicas estadual e municipais de ensino de São Paulo – Apresentação da carteira funcional emitida pela Secretaria da Educação ou pela apresentação do holerite do servidor (comprovante de pagamento do salário);
– Aposentados: Comprovação da condição de aposentado mediante a apresentação de documento hábil (exemplo: apresentação de documento de identidade oficial com foto e/ou cartão de benefício do INSS que comprove a condição).
Enquanto a venda geral de ingressos não começa, clientes que possuem cartões de créditos emitidos pelo Itaú Unibanco Holding S.A., além de membros do Rock in Rio Club, têm a oportunidade de adquirir o ingresso antes do público geral: a pré-venda acontece no dia 2 a 8 de junho, a partir do meio-dia, e é realizada exclusivamente no site da Ticketmaster. As condições de parcelamento serão com Cartão de Crédito ou PIX.
Clientes que efetuarem o pagamento com os cartões Itaú Unibanco Holding S.A poderão parcelar sua compra em até 8x sem juros. Nos demais cartões aceitos, o pagamento poderá ser feito em até 6x sem juros. Exceção para cartões internacionais que não possuem parcelamento. Para pagamento com PIX, basta utilizar o QR Code apresentado na tela final do processo de compra e realizar o pagamento. O prazo para efetuar a compra são 10 minutos após a geração do código para pagamento. Os ingressos estarão garantidos e disponíveis apenas após a confirmação do pagamento. Também se aplicam na pré-venda e são válidos até o final da cota de ingressos disponibilizada para a mesma.
As condições promocionais da pré-venda Club são válidas para aquisição de até 02 (dois) ingressos, por dia, podendo escolher entre gramado e Comfort Zone, sendo no máximo 1 (uma) meia-entrada por setor e por dia. Durante o período de pré-venda, os ingressos para Gramado têm compra garantida e não se esgotam. Já os ingressos da Comfort Zone estão sujeitos à disponibilidade. O desconto de 15% não é cumulativo com a meia-entrada ou outros descontos. Lembrando que dentro do período da pré-venda Club, os ingressos não esgotam.
Para a pré-venda Itaú, as condições promocionais desta pré-venda são válidas para aquisição de até 04 (quatro) ingressos por dia de festival, por CPF, podendo combinar ingressos de Gramado e Comfort Zone, com limite de até 1 meia-entrada por setor. Máximo de 10 (dez) ingressos por CPF. O desconto de 15% não é cumulativo com a meia-entrada ou outros descontos. Vale lembrar que essa pré-venda esgota, diferente do Club.
ROCK IN RIO CARD: Para quem já adquiriu o Rock in Rio Card, o prazo para escolher o dia de uso do ingresso vai até 8 de junho, ao meio-dia – etapa essencial para garantir presença na data desejada, antes que as opções se esgotem. Todo o line-up do festival já foi anunciado, dando a segurança para que os fãs decidam com calma quando viver a experiência na Cidade do Rock.
Após esgotar em menos de uma hora, o Rock in Rio Card – ingresso de gramado sem data pré-definida – já está na etapa de escolha do dia: os fãs que garantiram o Card têm até 8 de junho, ao meio-dia, para definir quando irão ao festival. A escolha deve ser realizada exclusivamente pelo titular da compra, por meio do site da Ticketmaster Brasil, acessando a área “Meus Pedidos” dentro do histórico de compras. Cada Rock in Rio Card é válido para um único dia de festival, podendo o cliente optar por datas iguais ou diferentes, conforme a quantidade adquirida. Uma vez definida, a data não poderá ser alterada.
Durante o período de escolha o público poderá selecionar qualquer um dos dias do festival, sem risco de esgotamento. Após esse prazo, a definição ficará condicionada à disponibilidade de ingressos para cada data, o que reforça a importância de realizar o processo com antecedência, especialmente para os dias mais concorridos. A dinâmica também permitiu que os fãs acompanhassem os anúncios de atrações ao longo do período, e todos os artistas de cada dia foram divulgados antes do encerramento da janela de escolha, ajudando o público a decidir com mais segurança qual dia viver na Cidade do Rock.
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Applegate mistura pós-punk, dub e krautrock na sombria “Duo”

RESUMO: Em Duo, a Applegate cruza pós-punk, gótico, shoegaze, dub e krautrock em uma faixa hipnótica e sombria, com afeto e resistência no centro da letra.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Duo, novo single da Applegate, junta pós-punk, gótico e shoegaze em um som sombrio, psicodélico e cheio de sombras. Há algo de Alien Sex Fiend e Teardrop Explodes na faixa, cada um em uma ponta desse clima deprê: de um lado, a sujeira e a escuridão do pós-punk; de outro, uma psicodelia mais torta e lisérgica.
Lançada em julho, Duo inaugura uma nova fase do projeto e amplia essa mistura com referências ao krautrock dos anos 1970 e ao dub reggae. O resultado é uma música construída sobre graves saturados, com o contrabaixo ocupando um papel central e uma produção que procura equilibrar o calor da gravação analógica com recursos digitais.
A faixa também reúne músicos que já passaram pela trajetória da Applegate. As guitarras são de Renato Cunha, ex-Black Drawing Chalks, que volta a aparecer em um lançamento fonográfico depois de 13 anos. Na bateria está Pedro Lacerda, atualmente no Glue Trip, retomando uma gravação com a banda desde 2021.
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A combinação desses instrumentos dá corpo à faixa sem tirar seu caráter hipnótico. Guitarras, baixo e bateria se encontram em uma estrutura que aproxima o peso do dub da repetição do krautrock e das atmosferas mais densas do pós-punk.
Na letra, Duo trata o afeto como uma forma de resistência. O vínculo entre duas pessoas aparece menos como um refúgio passivo e mais como um ato de lealdade diante de um ambiente marcado por conflitos. A ideia conversa com uma tradição de resistência que atravessa a própria história da música que serve de referência ao projeto.
O vocalista e guitarrista Gil Mosolino conta que a intenção foi justamente trabalhar esse contraste entre peso e afeto. Duo nasce, assim, de uma combinação pouco óbvia: uma música escura e carregada, mas cuja letra encontra no vínculo uma maneira de permanecer de pé.
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Giu Lenda cruza elementos de música urbana em fase solo distópica

RESUMO: Brasileiro em Barcelona, Giu Lenda apresenta uma nova fase solo que mistura rock alternativo, hip-hop e eletrônica em músicas sobre exaustão, pressão e colapso.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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As faixas Cocum e Recordista mundial se o doping fosse esporte colocam Giu Lenda diante de um universo em que sobrevivência, desgaste e colapso deixam de ser apenas temas e passam a determinar a própria sonoridade. Radicado em Barcelona, o músico e produtor capixaba vem apresentando em 2026 uma nova fase solo que aproxima a herança do hardcore de elementos do rock alternativo, do hip-hop e da música urbana.
Lançada em maio, Recordista mundial se o doping fosse esporte transforma a ideia de doping em metáfora para um cotidiano em que é preciso recorrer a diferentes formas de estímulo para continuar funcionando. A faixa fala de exaustão emocional, pressão e tensão social sem separar esses assuntos da experiência pessoal. Giu produziu a música e gravou todos os instrumentos, concentrando em uma única pessoa as diferentes etapas da construção sonora.
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Cocum, sua nova música, também parte de uma visão distópica, mas leva a ideia para o próprio arranjo: tem uma musicalidade tão distópica e dura quanto o cenário que descreve. Em vez de construir uma atmosfera futurista de maneira abstrata, Giu usa peso, ruído, groove e elementos eletrônicos para criar a sensação de um ambiente em permanente estado de alerta.
As duas faixas ajudam a apresentar uma fase em que o músico não parece interessado em reproduzir exatamente o que fez em seus trabalhos anteriores. A experiência acumulada no hardcore aparece mais como uma maneira de pensar ritmo, intensidade e confronto do que como uma fórmula musical.
Nascido em Vitória, Giu participou da construção sonora dos primeiros discos do Dead Fish e circulou pelo Brasil durante um período importante do hardcore nacional. Mais tarde, integrou a banda de Silva, participando de turnês e festivais como Lollapalooza e Rock in Rio Lisboa. Em Barcelona, passou a desenvolver uma trajetória que conecta essas experiências às linguagens da cena urbana europeia. Outros singles e lyric videos vêm aí, em breve.
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Beck: o que já dá pra esperar do álbum “Ride lonesome”

RESUMO: As primeiras faixas de Ride lonesome indicam um Beck mais introspectivo, próximo de álbuns Sea change e Morning phase, com violões, orquestrações e antigos parceiros de estúdio.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Autumn De Wilde / Divulgação
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Ride lonesome, novo álbum de Beck previsto para 18 de setembro, começa a se desenhar como um disco bastante diferente da fase mais eletrônica e pop do músico. É o primeiro álbum de material totalmente inédito desde Hyperspace, de 2019, e as três músicas já apresentadas (Ride lonesome, In the night e agora o folk Disappearing act, herdadíssimo da musicalidade de David Crosby) apontam para um Beck novamente interessado em violões, arranjos atmosféricos, orquestrações e canções de tom mais introspectivo.
O próprio título já dá uma pista. Ride lonesome sugere movimento e solidão ao mesmo tempo, e as primeiras faixas divulgadas parecem trabalhar justamente nessa região: personagens em trânsito, relações que escapam, distâncias e uma espécie de melancolia sem necessariamente desembocar em desespero. Disappearing act, por exemplo, transforma a ideia de alguém que desaparece em uma canção delicada, construída sobre violão e orquestração, com uma produção que privilegia espaço e textura.
Aliás, algumas coisas indicam que o Beck que vem aí é bastante linkado a discos “de autor” como Sea change (2002) e Morning phase (2014), e que essa aventura nova do cantor já foi anunciada com o lançamento, em janeiro, da coleção de covers e lados B Everybody’s gotta learn sometime.
Bom, não é apenas uma impressão causada pelas músicas. Nigel Godrich, que produziu e/ou trabalhou na mixagem de alguns dos momentos mais importantes daquela fase, volta a participar do projeto, desta vez na mixagem. E Beck reuniu novamente músicos que ajudaram a construir sua sonoridade justamente em discos como Mutations (1998), Sea change e Morning phase: Smokey Hormel (guitarra), Joey Waronker (bateria), Justin Meldal-Johnsen (baixo), Roger Joseph Manning Jr (teclados e piano) e Jason Falkner(guitarra).
Isso não significa, porém, que Ride lonesome seja apresentado como uma volta ao passado. Beck diz que reencontrar aqueles músicos e o antigo ambiente de gravação acabou revelando novos sons e texturas emocionais. Há, portanto, uma tentativa de usar uma formação conhecida para produzir alguma coisa diferente.
As primeiras reações da imprensa reforçam essa leitura. A Mojo falou em transformar dor em beleza, enquanto a Uncut destacou o caráter pessoal das canções. Até agora, o disco parece caminhar para um Beck menos preocupado em demonstrar versatilidade e mais interessado em explorar estados emocionais.
Depois de anos circulando entre eletrônica, pop, funk e colaborações, Ride lonesome pode representar uma espécie de reencontro com o Beck compositor. Um músico que voltou a olhar para aquela linguagem – agora com três décadas a mais de experiência e uma banda que conhece profundamente seu som. Mais, só ouvindo. E seguem aí a capa e a lista de faixas de Ride lonesome.
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LISTA DE FAIXAS
01. Ride lonesome
02. Run away
03. In the night
04. Failed words
05. Bleed
06. Disappearing act
07. For your love
08. Slow canyon
09. It ends right here
10. Falling through my hands
11. If you don’y know what love is
12. Beyond the light






































