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Ed O’Brien: “De onde você tirou essa ideia de que existe outro disco do Radiohead?”

Lançando disco novo, Blue morpho, o guitarrista do Radiohead Ed O’Brien bateu um papo com o New Musical Express em que falou sobre a turnê nova da banda, e desfez as ilusões dos mais animadinhos a respeito de um novo álbum do grupo.
Primeiro, O’Brien (visto aí em cima em momento “nada vai estragar essa merda de dia”, clicado por Steve Gullick) disse que a banda se sentia “muito abençoada por as pessoas quererem ver o que fazemos” e que “no fundo, são cinco pessoas. As músicas meio que se tocam sozinhas, mas se houver amor e esse sentimento entre nós cinco, e havia, e foi glorioso”. Já quando perguntado sobre se essa felicidade aí levaria a um disco novo da banda…
“De onde você tirou essa ideia de que existe outro disco do Radiohead?”, disse, rindo. “Eu sei que é engraçado e vem de uma boa intenção. As pessoas querem ouvir outro disco do Radiohead. Eu nem consigo imaginar, porque nem sequer conversamos sobre outro disco. Acho que é porque o último disco foi uma merda de fazer! A história daquele disco é tão sombria. Ela projeta uma longa sombra. Talvez me perguntem daqui a seis anos!”
Ele se refere a A moon shaped pool, o nono e último álbum de estúdio da banda, de 2016 – um disco feito aos trancos e barrancos, sem ensaios, com demos inadequadas e gravado em fita analógica (o que tornou todo o processo mais tenso, já que gravar significava apagar tudo). O pai do produtor Nigel Godrich morreu nas gravações e Rachel Owen, ex-esposa do cantor Thom Yorke, morreu de câncer alguns meses após o lançamento do álbum. Yorke chegou a afirmar que “foi um milagre” que aquele disco tenha sido terminado.
Outros membros da banda também falaram sobre um possível novo álbum. Jonny Greenwood disse em fevereiro que não tinha “a menor ideia” se o Radiohead lançaria material inédito. “Quer dizer, estou surpreso que a turnê realmente aconteceu e que todos nós gostamos tanto”, disse ele na época. “Mas as casas de shows são reservadas com muita antecedência. Para fazer outra turnê, teríamos que decidir agora, e mesmo assim não aconteceria antes de 18 meses”.
Foto: Steve Gullick / Divulgação
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“Easy street”: Queens of the Stone Age volta com dueto country e clipe insano

A foto nova do Queens of The Stone Age deixou a banda de Josh Homme com uma cara de elenco de série – e se você estranhou a nova imagem, precisa ouvir o som novo. Easy street traz o QOTSA chutando pra bem longe qualquer linguagem sonora associada ao stoner. Trata-se de uma canção bem próxima do country, lembrando o mergulho dream pop que uma série de artistas vêm fazendo no estilo musical.
No single, Josh faz dueto com a cantora e compositora country Nikki Lane – que geralmente é chamada por aí de “primeira dama do country fora-da-lei”, e que teve um álbum, Denim & diamonds, produzido por Josh em 2022. A produção foi feita pelo cantor ao lado de Michael Shuman. O som é bem solar, tranquilo, e a música nem sequer uma uma bateria – uma percussão meio pé-de-pano (são palmas, segundo o músico) dá conta do recado. Quem é QOTSAmaníaco, aliás, já conhece Easy street de outros carnavais: ela já havia sido tocada durante a turnê Catacombs, em 2025.
Josh diz que a música foi produzida de modo bem despojado – aliás outra coisa na qual o Queens anda se parecendo com bandas mais novas.
“É uma canção meio engraçada. É como bater o cotovelo, daquele jeito que é engraçado porque dói e dói porque é engraçado. Você está falando sério, mas é cômico. Fizemos do jeito que se faz uma demo. Sem click track, erros deixados de propósito”, conta.
“Ela acelera, desacelera, as palmas não são grandes coisas, mas também não são ruins, e uma palma ruim adiciona essa coisa humana que não dá para fingir. Não se trata apenas de bobagem. É sobre entender a imperfeição da sua vida. A canção, como a sua vida, está nos erros. Suas imperfeições são imbatíveis”, afirma.
O clipe de Easy street é uma produção dqquelas: Josh surge correndo, mas não está fazendo o cooper diário. Ensanguentado e descalço, com uma sandália crocs quebrada (!) ao lado do pé direito, ele tenta escapar de um batalhão de pessoas – incluindo um cowboy e um sujeito com um cutelo na mão, além de uma senhorinha com uma baita cara de ódio, pilotando uma cadeira motorizada. Até o momento, não se sabe se vem álbum novo do grupo.
Foto: Andreas Neumann / Divulgação
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Ama odiar o Nickelback? Prepare-se, eles estão de volta

Sabe aquela banda que vários roqueiros ao redor do mundo amam odiar, o Nickelback? Marcou a vida de muita gente, teve sua história recentemente recordada num documentário (Hate to love: Nickelback) e está com disco novo na agulha. Everything under the sun sai 30 de outubro de 2026, via Virgin Music Group, e acaba de ser adiantado por mais um single, Rattle the cage, com participação de John 5 na guitarra. Um som pesado e ágil na linha de Too bad, que foi um dos primeiros sucessos que o grupo teve no Brasil, no começo dos anos 2000.
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“Este álbum tem todos os lados da banda nele”, diz Chad Kroeger, vocalista e guitarrista da banda canadense. “Existem músicas que batem tão forte quanto qualquer coisa que já fizemos, músicas que assumem riscos e músicas que nos lembram por que estamos fazendo isso juntos há tanto tempo. Rattle the cage pareceu a maneira perfeita de chutar a porta aberta – tem a energia da qual temos nos alimentado todas as noites no palco, e mal podemos esperar para que as pessoas a ouçam”.
Em março, já havia saído Bones for the crows, feita para a trilha do game Dungeon Hunter, e que também vai estar em Everything under the sun. Abaixo, você confere as duas faixas, a capa de Everything e a lista de faixas do disco.
Foto: Lindsay Siu / Divulgação

LISTA DE FAIXAS:
01. Rattle the cage (feat. John 5)
02. Bones for the crows
03. I already know
04. Leave me behind
05. If I don’t go
06. Make me love you
07. Chasin’ famous
08. Simple song
09. Technicolor steamboat
10. Lift somebody up
11. Bottled dreams
12. Last night was fun
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Nova Twins lidera festival É Tudo Delas em sua primeira noite solo no Brasil

Tem estreia daquelas pintando por aqui. A dupla britânica Nova Twins faz em setembro seu primeiro show como headliner no Brasil – e também na América do Sul – liderando a programação do festival É Tudo Delas, no dia 6, no Cine Joia, em São Paulo. A noite ainda reúne a MC Taya, nome por trás do chamado “metal mandrake”, e as paulistanas do The Mönic. Os ingressos já estão à venda.
Amy Love e Georgia South montaram a Nova Twins em Londres, em 2014, e desde então vêm bagunçando as fronteiras entre punk, grime, rap e metal. O resultado é um dos projetos mais inventivos do rock britânico atual, com baixo distorcido, guitarras cheias de efeitos e uma identidade visual tão marcante quanto o som. Nos últimos anos, elas passaram por grandes festivais europeus e dividiram palco com Foo Fighters, Bring Me the Horizon e Yungblud.
A visita acontece em um momento especialmente bom para a dupla. Dois dias antes do Cine Joia, elas sobem ao Palco Mundo do Rock in Rio. Também chegam embaladas por Parasites & butterflies, terceiro álbum de estúdio, e por uma sequência de reconhecimento que inclui a histórica indicação ao Mercury Prize – como a primeira banda de rock formada por mulheres negras a disputar o prêmio – e o troféu de Melhor Ato de Música Alternativa no MOBO Awards de 2026.
O resto da escalação não fica atrás. A carioca MC Taya leva ao palco sua mistura de funk, rap, trap e nu metal, que ela mesma batizou de metal mandrake, enquanto o The Mönic chega com seu punk rock direto de São Paulo. As duas atrações, aliás, já cruzaram caminhos no single Bitch eu sou incrível, lançado este ano.
Produzido pela CultMix Live, o É Tudo Delas junta artistas de universos bem diferentes, mas que têm algo em comum: todas construíram seus espaços em cenas tradicionalmente dominadas por homens. É uma combinação que promete fazer bastante barulho no Cine Joia.
Foto: Tamiym Cader / Divulgação
SERVIÇO
É Tudo Delas – Nova Twins + MC Taya + The Mönic
Data: 6 de setembro de 2026 (domingo)
Horário: a partir das 18h
Local: Cine Joia (Praça Carlos Gomes, 82, Liberdade, São Paulo – SP)
Ingressos aqui
Preços entre R$ 175 e R$ 310 (meia-entrada e ingresso solidário disponíveis)








































