Urgente
“Meu novo álbum, ‘Music, fashion, film’, será lançado em 24 de julho”, avisa Charli XCX

E tá aí o que todo mundo queria: o disco novo de Charli XCX já tem capa, título e data de lançamento, conforme anunciado pela cantora nas redes sociais. “Meu novo álbum, Music, fashion, film, será lançado em 24 de julho. 11 músicas, 30 minutos e 5 segundos. Disponível para pré-venda agora. Amo vocês xx”.
A capa do álbum tem uma foto em preto e branco em que surgem John Cale, Marc Jacobs e Martin Scorsese representando cada uma das mídias (música, moda e cinema, enfim). Vai ser o primeiro grande passo dela após o sucesso de Brat (2024), disco que virou mania e praticamente foi transformado em meme.

Enquanto o disco novo não saía, Charli lançou o filme satírico The moment e lançou a trilha sonora do filme O morro dos ventos uivantes – que continua House, com participação de Cale. Os singles Rock music e SS26 foram precedidos por declarações dela à revista Vogue britânica, falando que o novo álbum seria bem diferente de Brat. Na conversa, ela tocou uma música inédita cheia de riffs de guitarra, e disse que “acho que a pista de dança está morta, então agora estamos fazendo rock”.
O disco surgiu de uma temporada em Paris (“sabíamos que seria um período muito agitado e intenso, e gostamos de criar nesse tipo de atmosfera”) e da ideia de não se repetir. “Se eu tivesse feito outro álbum com uma pegada mais dançante, teria sido muito difícil, muito triste. O que me interessa é expandir as possibilidades da minha perspectiva sobre isso”, contou.
Já os produtores AG Cook, Finn Keane e George Daniel já descreveram o próximo álbum como “anti-Brat“, e Charli disse que explorou “muita coisa com cordas”, além dos elementos de rock. E o site Dork, por acaso, relembrou que Charli, entre 2013 e 2014, foi pra Suécia gravar um disco de punk rock com o produtor Patrick Berger, que acabou arquivado. Já Charli, por sua vez, adotou o confusionismo pop e declarou que “nunca disse que estava fazendo um disco de rock” (de certa forma, é verdade: ela só falou que estava fazendo “rock music” quando lançou o single de mesmo nome – mas esse truque é velho).
Um outro detalhe sobre o entorno de Music, fashion, film, é que Charli anda lançando os singles do álbum com lados-B que saem apenas em vinil, com clipes publicados numa conta alternativa de Instagram, @b.sides. I keep thinking about you every single day and night foi o lado B de Rock music, e Playboy bunny, o de SS26. Charli não disponibilizou as músicas em nenhuma plataforma e liberou os fãs para riparem o áudio delas, se quiserem – tanto que os clipes só foram upados no YouTube pelos fãs, já que ela nem fez isso.
Nós apostamos aqui no Pop Fantasma que em vez de ela colocar os lados B nas plataformas, ele iria lançar uma box set com os singles em vários formatos. Não há nada certo ainda, mas se valer o que ela andou falando nas redes sociai, chegamos perto.
“Os lados B nunca vão entrar no streaming, eu acho, isso pode mudar, mas agora eu realmente não acho… Eu só queria que eles ficassem aqui, por enquanto, e também vou prensar cada lado B em um vinil de sete polegadas”, disse ela. “Basicamente, eu fiz um disco e, enquanto o fazia, compus algumas músicas que pareciam fazer parte do universo do álbum, mas eu meio que sabia que elas nunca entrariam no álbum”.
RECADINHOS? SS26, a música mais recente, parece recado para alguém, ou alguéns. “Quando o mundo estiver prestes a acabar, não haverá esperança para nada / sim, estamos caminhando numa pista que leva direto ao inferno / nada vai nos salvar, nem a música, a moda ou o cinema”, diz um verso.
“Acho que minhas posições políticas poderiam funcionar como estratégia de imprensa / e minha herança cultural poderia me dar uma grande vantagem competitiva”, diz outro. “Fui hackeada / obviamente, foi tirado de contexto / mas eu não fiz isso / mesmo que eu fizesse / escrevi um pedido de desculpas muito bom usando um aplicativo de notas”, diz outro.
Usando um pouco de imaginação, dá pra enxergar na letra os dramas dos influenciadores que bostejam na internet e são cancelados, as heranças culturais de alguns artistas (Rosalía?) e o descontentamento com algum artista que emitiu opiniões políticas rasas – não está claro quem são os destinatários das frases e Charli pode estar até sacaneando a si própria, ou ao circo pop de 2026 como um todo. Vai saber.
Seja como for, as declarações de Charli de que “a pista de dança está morta”, supostamente irritaram até Madonna, que lança o dançante Confessions II em 3 de julho, e andou dividindo o palco com Sabrina Carpenter no festival Coachella. Isso porque Madonna publicou uma mensagem no instagram com novas fotos suas, e a frase “se a sua pista de dança parece morta, talvez você esteja tocando a música errada” (Rock music, a música de Charli, diz que “acho que a pista de dança está morta / então agora estamos fazendo rock”).
Urgente
Echo and The Bunnymen fala de Bruxelas “assombrada” em novo single

Prepare seu coração: o Echo and The Bunnymen tá de volta. A banda anunciou o disco Apples for Isaac, seu décimo-terceiro álbum, e já lançou o primeiro single, Brussels is haunted. Na letra, a banda fala da vida de personagens que passaram pela cidade belga.
Nomes como o cantor oitentista Bert Bertrand e lugares como o clube The Classic são citados na faixa – e a impressão é a de que o “assombrada” vem de fantasmagorias pessoais de Ian McCulloch, cantor e letrista da banda. A melodia, por sua vez, tem muito da sonoridade mais aberta e menos exuberante do disco Echo and The Bunnymen, o último com o falecido baterista Pete de Freitas (1987).
Apples for Isaac foi produzido pelo vocalista Ian McCulloch, que também ficou responsável pela mixagem, juntamente com Alan Moulder e Andrea Wright. Levado adiante hoje em dia por Ian e pelo guitarrista Will Sargeant, o Echo contou também com o serviços de um outro baterista já “ido”: Clem Burke, do Blondie, morto em abril do ano passado, toca em dez das onze músicas.
“O poderoso e lendário Clem Burke — amigo de longa data do Mac — foi fundamental para a criação do álbum e, infelizmente, faleceu durante sua finalização… Te amamos, Clem X””., comentou a banda.
Apples for Isaac sucede Meteorites, de 2014, e a coletânea The stars, the oceans & the moon, lançada em 2018. Num papo com a Mojo, recentemente, Ian falou sobre o intervalo de mais de dez anos entre os dois discos. “O que nos atrasou? Acho que a Covid teve algo a ver com isso”, disse ele. “Mas eu também queria, liricamente, que tudo fizesse sentido — ou que fosse enigmaticamente importante. O que é uma baita frase”.
McCulloch acrescentou que “mais do que qualquer outro disco que eu me lembre, ele (Apples for Isaac) está soando exatamente como eu o imaginava. Eu simplesmente disse (pra mim mesmo): cante como você quer se ouvir”.
E tá aí o clipe de Brussels is haunted. Mais embaixo, a capa de Apples e a lista de faixas. Apples for Isaac será lançado em 18 de setembro pela BMG.

LISTA DE FAIXAS
01. Take me by the hand
02. Can’t be sold
03. Brussels is haunted
04. I’ll be your sunshine
05. Hijacked
06. The honey
07. Unstoppable force
08. The light that surrounds you
09. Lab rats ran
10. Asimov
11. We prayed in the dark
Urgente
Entre Pink Floyd e bedroom pop, Manta Rays apresenta dois novos singles

Tem música que espera anos até encontrar o momento certo para existir. Foi exatamente o que aconteceu com The star canopied veins of industrial ruins, single lançado no comecinho do ano pelos estadunidenses do Manta Rays. A banda escreveu a faixa há mais de uma década, mas resolveu engavetá-la depois de concluir que ela era… “meio maldosa demais”. O tempo passou, o grupo amadureceu e, quando voltou à composição, percebeu que ali havia algo bem mais interessante do que imaginava.
A canção acabou se transformando em um encontro entre indie alternativo e bedroom pop, com guitarras cheias de textura, sintetizadores nebulosos, batidas pulsantes e uma atmosfera que parece feita para trilhar passeios por fábricas abandonadas e lembranças que insistem em voltar. O contraste entre paisagens sonoras amplas e uma interpretação bastante íntima dá ao single um clima quase cinematográfico.
E de lá pra saiu também C’est la vie, mais um single do grupo – uma balada psicodélica com clima entre Pink Floyd, Flaming Lips e a atual fase pop de Beck. Baseado em Tulsa, Oklahoma, o Manta Rays aposta justamente nessa mistura de melancolia e ambiência. A formação reúne Tyler Sexton (guitarra), Jackson Gillett (vocais e letras), Britton Gregory (baixo), Mason Lemur (bateria) e Logan Bruhn (sintetizadores e teclados), e o grupo parece mais interessado em criar climas do que em buscar refrões explosivos.
Foto: Divulgação
Urgente
Depois do silêncio: Babehoven retorna com disco sobre recomeços

Depois de passar por um período em que cantar deixou de ser uma certeza, o Babehoven está de volta com um disco que parece nascer justamente dessa sensação de recomeço. O duo de Hudson, Nova York, formado por Maya Bon e Ryan Albert, lança em 18 de setembro o terceiro álbum, I see them, I see me, pela Double Double Whammy.
A dupla lança também o single Lasagna, acompanhadoo de um clipe bem humorado dirigido por Ash Kron, no qual a dupla ganha um prêmio ao comer num fast food e decide partir numa road trip com o dinheiro que ganhou (“mas antes precisamos pagar umas contas”, avisa Ryan no vídeo).
A história por trás do álbum é bem menos leve. Durante a primeira turnê da banda como atração principal, em 2024, Maya Bon sofreu uma paralisia na corda vocal direita e passou meses sem conseguir cantar. Os médicos chegaram a dizer que ela talvez nunca recuperasse a voz.
Ela recuperou — e, segundo a cantora, voltou a cantar com um prazer que não sentia havia muito tempo. Essa sensação atravessa o disco inteiro: em vez de transformar o trauma em um álbum soturno, o Babehoven escolheu celebrar o simples fato de ainda poder fazer música.
Outro elemento importante veio das nove sessões de terapia com cetamina em altas doses que Bon fez para tratar a depressão. As experiências, descritas por ela como sonhos lúcidos, acabaram infiltrando as letras, que embaralham realidade e imaginação enquanto observam um mundo cada vez mais difícil de decifrar.
Entre crises climáticas, ansiedade coletiva e catástrofes diárias, I see them, I see me gira em torno da ideia de perspectivas diferentes sobre uma mesma realidade — uma espécie de “visão em paralaxe” aplicada às relações humanas.
Lasagna resume bem essa proposta. A música fala daquele tipo de intimidade em que duas pessoas ficam tão próximas que deixam de enxergar uma à outra com clareza. Enquanto a rotina ocupa todos os espaços, a presença da outra pessoa continua rondando, invisível e constante, produzindo ao mesmo tempo afeto, angústia e uma estranha sensação de paralisia.
“Às vezes, quando duas pessoas estão profundamente entrelaçadas, elas ficam tão próximas que já não conseguem realmente enxergar uma à outra. Você quer que a outra pessoa se parta ao meio, para revelar o que existe por baixo. Você se mantém ocupado, enche o dia de tarefas, mas a outra pessoa continua balançando ao vento ao seu redor — você a sente em todos os lugares. Ao mesmo tempo, você se sente pequeno, preso e tomado por uma inquietação desesperada”, diz Maya sobre a música.
Musicalmente, o disco também marca uma mudança de método. Pela primeira vez, Bon e Albert abriram mão do processo quase fechado que sempre guiou a banda e gravaram em quatro estúdios diferentes, com a colaboração dos engenheiros Sam Evian, Kevin Copeland e Phil Weinrobe — este último também como coprodutor. Blue around you, outro single do disco, já foi também liberado. Abaixo você confere o single de Lasagna, a capa e a lista de faixas de I see them, I see me.
Foto: Divulgação

LISTA DE FAIXAS
01. You’re a liar
02. When you look at me
03. Lasagna
04. Monster
05. Blue around you
06. Something true
07. Red interlude
08. Jess has a place
09. And I in a dream
10. Wave has a place
11. Neck
12. Beetle on the scene pt. 2
13. Three reds
14. Pelorus






































