Havia toda uma arte na produção de anúncios para drive-ins nos Estados Unidos, como a gente até já mostrou aqui certa vez. Primeiro porque os anúncios tinham que mostrar o que havia à venda nos cinemas – de cigarros e isqueiros a refrigerantes, pipoca e balas, aparecia de tudo. Segundo porque, da mesma forma que hoje eles avisam para ninguém ligar o celular durante os filmes, havia até um conjunto de regras para se comportar nos drive-ins. O que incluía até dar um freio em canais mais animadinhos que achavam que esses cinemas que ficavam em grandes estacionamentos em que todo mundo via os filmes no carro, eram a mesma coisa que motel.

E nos anos 1960 e 1970, com a psicodelia em alta, os anúncios de cinema começaram a ficar cada vez mais malucões, cheios de imagens que pareciam viagens de ácido e, er, com visual poluído por causa dos inúmeros detalhes que eram acrescentados nos desenhos. E as trilhas também eram um caso à parte. Quem investiu no filão foi a Pepsi, com esse anúncio feito num estilo que era lembra o do artista plástico psicodélico Peter Max, ora tem a ver com o de Heinz Edelmann, o criador do filme Yellow submarine. O mais engraçado é o textinho do cara que subiu o vídeo: “Esse anúncio tem imagens mais alucinógenas do que o final de 2001: Uma Odisséia no Espaço, de Stanley Kubrick. Depois de assistir a isso, as pessoas provavelmente precisavam mais de um Dramamine do que de uma Pepsi”.