Connect with us

Urgente

Al Jardine (Beach Boys): “Aquela cabra branca da capa de ‘Pet sounds’ me mordeu”

Published

on

Al Jardine (Beach Boys): "Aquela cabra branca da capa de 'Pet sounds' me mordeu"

Ninguém (ou melhor, talvez só Alex James, baixista do Blur) discute a qualidade de Pet sounds, disco histórico dos Beach Boys que chegou aos 60 anos neste sábado (16) e ainda ganhou uma reedição definitva, The Pet Sounds sessions (Deluxe edition), com 90 faixas – já nas plataformas, e em edições físicas.

Al Jardine, um dos fundadores do grupo, disse certa vez que no começo achou o disco uma mudança muito radical, mas passou a gostar, até por ter pais que amavam música clássica. “Eu levava as partituras (do disco) para casa e tocava para meus pais, dizendo: ‘Não é ótimo?’. Eles respondiam: ‘Não entendi, mas soa ótimo'”, contou em 2000. E num papo publicado nesta sexta no jornal The Independent, contou que tem ótimas recordações da gravação do álbum. Só não tem nenhuma lembrança boa da capa do disco.

“Aquilo é uma bagunça. Capa de álbum horrível. Simplesmente estúpido”, contou Al, que diz ter recebido um comentário até de Paul McCartney, que lhe disse para ficar mais de olho nas capas dos discos da banda. “É uma bobagem, sabe? Mas às vezes o departamento de arte não se comunica com o departamento de música. Acho que foi provavelmente isso que aconteceu. Poderia ter sido muito melhor”.

A capa de Pet sounds (a da foto aí de cima) você já viu trilhões de vezes: da esquerda para a direita, os três irmãos Wilson (Carl, Brian e Dennis, nessa ordem), Mike Love e Jardine alimentam cabras com maçãs no zoológico de San Diego – faltou só Bruce Jonhston, que na época ainda fazia parte do staff de produtores da Columbia Records, e não podia aparecer na capa nem ganhar créditos. A foto parece mostrar uma tarde tranquila, mas rolou até um sanguinho: aquela cabra grande e branca que Jardine alimenta, diz o músico, sapecou-lhe uma mordida.

Já sobre o disco, ele só tem coisas boas a dizer: “Parece que foi ontem. É difícil acreditar que todo esse tempo já passou”, contou o músico, de 83 anos, recordando que Brian, então ausente dos shows da banda após ter tido uma crise de pânico durante um voo para Houston (ataque esse que, por sinal, rolou ao lado de Jardine), ligou para ele do Japão pedindo pra banda retornar imediatamente pra Califórnia.

“Ele estava muito entusiasmado com esse novo projeto e, claro, nós estávamos ansiosos para saber do que se tratava”, disse Jardine, que observou logo que a composição das músicas de Pet sounds era “um pouco mais sombria” do que os fãs estavam acostumados.

“Para ser sincero, era realmente um álbum do Brian Wilson. Era o sentimento dele, principalmente, a criação dele, e ele estava experimentando”, disse. “Era o álbum dele, e nós éramos apenas os backing vocals. Estávamos lá para ajudá-lo. Sempre respeitamos a abordagem criativa de Brian, tudo o que ele trazia para a mesa – e ele nos respeitava”.

Jardine conta até que entrada da canção folclórica Sloop John B, uma das músicas mais populares do disco – e que depois entrou na trilha do filme Forrest Gump (1994) – foi ideia dele. Ele já vinha sugerindo a música havia anos e só conseguiu convencer Brian na época de Pet sounds.

“Finalmente, tive a oportunidade de fazer isso e disse: ‘Brian, vamos transformar isso em uma música dos Beach Boys, porque tem um grande potencial de harmonia’. Mas acabou entrando no álbum, porque ele não queria colocar Good vibrations no disco, o que eu achei um erro. Essa foi a única vez em que realmente tivemos uma divergência. Mas eu tinha uma opinião muito forte sobre Good vibrations“, recordou.

Falando nisso, desde 2025, Jardine vem fazendo shows com a Pet Sounds Band, uma versão reformada da banda de apoio de Brian Wilson. A partir de junho, Al e banda estarão em turnê.

Urgente

Placebo transforma faixa escondida de 1996 na nova “Helen Keller”

Published

on

Placebo traz turnê "RE:CREATED" ao Brasil para quatro shows em 2027

RESUMO: Placebo abre sua turnê de 30 anos com Helen Keller, releitura de uma faixa escondida da estreia. A banda traz a tour RE:CREATED ao Brasil em fevereiro.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

  • Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.

A turnê comemorativa de 30 anos do Placebo começou ontem, e para marcar a data, o grupo lançou o single Helen Keller. É mais um reaproveitamento na onda do disco RE:CREATED: a música reelabora a melodia de piano de H.K. Farewell, a faixa instrumental escondida do álbum de estreia epônimo da banda, de 1996.

Helen Keller foi gravada em Londres e produzida pelo Placebo em conjunto com Adam Noble, que também fez a mixagem. Brian Molko, o vocalista, afirma que a ideia foi dar à música o nome de uma de suas pessoas favoritas da história: a escritora, conferencista e ativista social norte-americana Helen Keller (1880-1968), que se tornou a primeira pessoa surda e cega da história a conquistar um bacharelado.

O Placebo volta ao Brasil em fevereiro de 2027 para quatro shows da turnê RE:CREATED, projeto que revisita o álbum de estreia da banda, lançado em 1996. A passagem começa no dia 20 de fevereiro, na Suhai Music Hall, em São Paulo, e segue por Brasília (23, Centro de Eventos Ulysses Guimarães), Curitiba (26, Live Curitiba) e Porto Alegre (28, Auditório Araújo Vianna). A produção é da Mercury Concerts.

A pré-venda para integrantes do fã-clube já tá rolando a partir de hoje, às 10h, e dura 24 horas. Haverá ainda uma pré-venda promocional entre 30 de setembro, às 10h, e 2 de outubro, no mesmo horário, quando começa a venda geral. Em São Paulo, os ingressos serão vendidos pela Eventim; nas outras três cidades, pela Bilheteria Digital (mais sobre os shows no Brasil aqui).

E abaixo você confere Helen Keller na versão de estúdio e ao vivo no Porto, em Portugal, onde a turnê nova começou (o disco Placebo RE:CREATED foi assunto nosso aqui).

  • Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
  • E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.

 

Continue Reading

Urgente

Soundgarden com Taylor Momsen nos vocais: banda libera show completo em Seattle

Published

on

E o Soundgarden, que se reuniu mais uma vez em Seattle com Taylor Momsen nos vocais?

RESUMO: Soundgarden libera a íntegra do show com Taylor Momsen nos vocais e Mike McCready (Pearl Jam) na guitarra — mais um capítulo de uma aproximação que já vem de alguns anos.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução

  • Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.

E para a alegria dos fãs, o Soundgarden publicou a íntegra do show feito em 9 de setembro, no Lumen Field, em Seattle, com Taylor Momsen, do The Pretty Reckless, assumindo os vocais e Mike McCready, do Pearl Jam, reforçando as guitarras.

Kim Thayil, Matt Cameron e Ben Shepherd tocaram durante o intervalo da partida entre Seattle Seahawks e New England Patriots, na abertura da temporada da NFL. O repertório foi curto e direto ao ponto: Outshined e Spoonman, dois clássicos do Soundgarden.

Na transmissão da partida, porém, quase nada da apresentação foi exibido. Durante algumas semanas, quem quisesse saber como tinha sido o encontro precisava recorrer basicamente aos vídeos feitos pelo público no Lumen Field. Agora o próprio Soundgarden colocou no YouTube a apresentação completa, com áudio e imagens oficiais.

E Taylor Momsen não caiu ali de paraquedas. Não foi a primeira vez que a cantora se juntou aos músicos do Soundgarden em momentos importantes. A cantora participou de I Am The Highway, tributo a Chris Cornell realizado em 2019, interpretou outro hit do Soundgarden, Black hole sun, na homenagem ao baterista dos Foo Fighters, Taylor Hawkins, e esteve ao lado da banda na indução do Soundgarden no Rock & Roll Hall of Fame, em 2025. Vale lembrar que, inclusive, o Pretty Reckless era a banda de abertura na última turnê do grupo, em 2017.

Será que a brincadeira de voltar, com Taylor nos vocais vai ficar séria? No que depender de Taylor, ela está em terreno conhecido. “A obra de Chris Cornell fala comigo de uma maneira que nada mais consegue. Quando algo toca você dessa forma, é difícil explicar exatamente o porquê. Existe simplesmente uma conexão, é como se a música se comunicasse em um nível tão profundo que parece fazer parte de quem você é. Já ouvi o trabalho solo dele e o Soundgarden inúmeras vezes, mas, a cada audição, eles despertam algo diferente em mim”, chegou a dizer ao NME há alguns meses.

  • Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
  • E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.

 

Continue Reading

Urgente

Krohme e Jonathon Newby: peso híbrido e convidados em “Paranoid”

Published

on

Krohme (foto) e Jonathon Newby: peso híbrido e convidados em "Paranoid"

RESUMO: Krohme e Jonathon Newby misturam rock pesado, hip hop, funk e eletrônica em Paranoid, que traz como convidado Doug Wimbish, baixista do Living Colour.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

  • Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.

Tem muito groove e guitarras em Paranoid, música em parceria de Krohme com Jonathon Newby (da banda de pós-hardcore Brazil) lançada pelo selo e coletivo Calm Bomb Collective. A faixa ainda traz um convidado de peso no baixo: Doug Wimbish, do Living Colour.

Krohme é o nome artístico do produtor norte-americano Chris Moore, da Virgínia, que trabalha justamente no cruzamento entre gêneros. Produzindo desde 1996, ele já colaborou com nomes como Chuck D, Arrested Development, MC Serch e Stetsasonic, além de artistas e integrantes ligados a Slipknot, Cypress Hill, Living Colour, 311, Fear Factory, Otep, Earth Crisis, Snapcase e My Life with the Thrill Kill Kult. Hip hop, metal, rock e eletrônica, portanto, convivem há bastante tempo no currículo do cara.

Paranoid segue essa lógica. Tem peso de rock alternativo, balanço de funk e hip hop, produção eletrônica e várias camadas rítmicas, mas sem soar como simples colagem de estilos. Jonathon Newby entra com um vocal que muda de intensidade ao longo da faixa, enquanto Krohme, além de tocar guitarra e teclados, assina produção, mixagem e masterização.

Doug Wimbish ajuda a explicar outra parte desse som. O baixista entrou para o Living Colour nos anos 1990 e construiu uma carreira que atravessa rock, funk, hip hop e experimentação. Em Paranoid, seu baixo se junta às guitarras de Luciano Porto e Krohme e à bateria de Esmute para dar um corpo mais orgânico à produção.

É uma faixa que deve interessar especialmente a quem curtia, nos anos 1990, aquela zona em que o rock pesado começou a aparecer ao lado de groove, DJs, hip hop e eletrônica. Paranoid circula por essas linguagens e aproveita o atrito entre elas. E lá pelas tantas, as guitarras, altas e distorcidas, tomam conta.

Há ainda uma história por trás do lançamento. Em 2023, Krohme criou o Calm Bomb Collective, organização sem fins lucrativos que aproxima música e comunidade de pessoas com deficiência. O projeto oferece estrutura para artistas autistas e neurodivergentes lançarem seus trabalhos. Toda a receita obtida com as vendas de Paranoid no Bandcamp é destinada à organização.

  • Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
  • E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.

 

Continue Reading

Acompanhe pos RSS