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Vacations: reuniões chatas por zoom inspiraram o novo single, “Holy grail”

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Vacations (Foto: Andrew Boyle / Divulgação)

Dizem por aí que palavras como branding e rebranding estão na moda – aliás estão na moda a ponto de surgirem por aí montes de picaretas enriquecendo ao oferecer consultorias de branding bem salafrárias. O clipe do novo single da banda australiana Vacations, Holy grail – uma música bem delicada e leve, mas com momentos de peso – traz justamente a banda fazendo uma chamada de zoom com um especialista em branding, que começa a sugerir mudanças na imagem do grupo. Bom, o sujeito acende o alerta vermelho logo no começo, compartilhando a tela dele e mostrando as palavras “Vacations” e “Holy grail” escritas na fonte Comic Sans…

A tal reunião é tão entediante que cada integrante desliga sua câmera e começa a se imaginar fazendo o que tem vontade: andar de moto, de skate, jogar bola… Por acaso o vocalista e principal compositor Campbell Burns abre vários mapas no Google Maps e começa a viajar neles – e acaba indo parar em Copacabana, “andando” virtualmente por ruas como Domingos Ferreira e Nossa Senhora de Copacabana. O single, que anuncia o álbum Pursuit of anything (com lançamento marcado para o dia 2 de outubro pela gravadora Nettwerk) surgiu mesmo de um papo desagradável pela internet.

“Ela foi baseada em uma chamada de zoom estressante que tivemos como banda no ano passado”, reflete Burns. “Estávamos nesse período de querer escrever e gravar material novo, mas também presos em um ciclo de turnês insustentáveis. Tantas pessoas que conheço dedicaram suas vidas inteiras à música e, ainda assim, às vezes pode parecer que você está em busca de qualquer coisa  (a frase Pursuit of anything significa exatamente isso, “em busca de qualquer coisa”) apenas para fazer dar certo”.

“Essa dinâmica de atração e repulsão de algo que amo tanto é fascinante para mim. Posso passar por dificuldades às vezes, mas sempre voltarei a isso porque me traz muita alegria e realização, e no final supera qualquer ponto negativo”, conta o vocalista, que divide o grupo com o baixista Jake Johnson, o guitarrista Nate Delizzotti e o baterista Joseph Van Lier. Burns também adianta que no disco, há casamentos, famílias, reflexões sobre o passado e esperança em relação ao futuro. “É sobre a felicidade como um ciclo de feedback”, diz Burns a respeito do título do disco. “Sobre como você continua perseguindo a próxima coisa”.

O disco já tem capa e lista de músicas liberadas – tá tudo aí embaixo. E mais abaixo, você confere o clipe de Holy grail.

Foto: Andrew Boyle / Divulgação

1 Congratulations
2 Yesterday
3 Holy grail
4 Ready or not
5 Last call
6 Fooling you
7 Punchline
8 So suddenly
9 I see myself in you
10 Lucky Forever

Capa do disco Pursuit of Anything, do Vacations

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Placebo transforma faixa escondida de 1996 na nova “Helen Keller”

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Placebo traz turnê "RE:CREATED" ao Brasil para quatro shows em 2027

RESUMO: Placebo abre sua turnê de 30 anos com Helen Keller, releitura de uma faixa escondida da estreia. A banda traz a tour RE:CREATED ao Brasil em fevereiro.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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A turnê comemorativa de 30 anos do Placebo começou ontem, e para marcar a data, o grupo lançou o single Helen Keller. É mais um reaproveitamento na onda do disco RE:CREATED: a música reelabora a melodia de piano de H.K. Farewell, a faixa instrumental escondida do álbum de estreia epônimo da banda, de 1996.

Helen Keller foi gravada em Londres e produzida pelo Placebo em conjunto com Adam Noble, que também fez a mixagem. Brian Molko, o vocalista, afirma que a ideia foi dar à música o nome de uma de suas pessoas favoritas da história: a escritora, conferencista e ativista social norte-americana Helen Keller (1880-1968), que se tornou a primeira pessoa surda e cega da história a conquistar um bacharelado.

O Placebo volta ao Brasil em fevereiro de 2027 para quatro shows da turnê RE:CREATED, projeto que revisita o álbum de estreia da banda, lançado em 1996. A passagem começa no dia 20 de fevereiro, na Suhai Music Hall, em São Paulo, e segue por Brasília (23, Centro de Eventos Ulysses Guimarães), Curitiba (26, Live Curitiba) e Porto Alegre (28, Auditório Araújo Vianna). A produção é da Mercury Concerts.

A pré-venda para integrantes do fã-clube já tá rolando a partir de hoje, às 10h, e dura 24 horas. Haverá ainda uma pré-venda promocional entre 30 de setembro, às 10h, e 2 de outubro, no mesmo horário, quando começa a venda geral. Em São Paulo, os ingressos serão vendidos pela Eventim; nas outras três cidades, pela Bilheteria Digital (mais sobre os shows no Brasil aqui).

E abaixo você confere Helen Keller na versão de estúdio e ao vivo no Porto, em Portugal, onde a turnê nova começou (o disco Placebo RE:CREATED foi assunto nosso aqui).

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Soundgarden com Taylor Momsen nos vocais: banda libera show completo em Seattle

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E o Soundgarden, que se reuniu mais uma vez em Seattle com Taylor Momsen nos vocais?

RESUMO: Soundgarden libera a íntegra do show com Taylor Momsen nos vocais e Mike McCready (Pearl Jam) na guitarra — mais um capítulo de uma aproximação que já vem de alguns anos.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução

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E para a alegria dos fãs, o Soundgarden publicou a íntegra do show feito em 9 de setembro, no Lumen Field, em Seattle, com Taylor Momsen, do The Pretty Reckless, assumindo os vocais e Mike McCready, do Pearl Jam, reforçando as guitarras.

Kim Thayil, Matt Cameron e Ben Shepherd tocaram durante o intervalo da partida entre Seattle Seahawks e New England Patriots, na abertura da temporada da NFL. O repertório foi curto e direto ao ponto: Outshined e Spoonman, dois clássicos do Soundgarden.

Na transmissão da partida, porém, quase nada da apresentação foi exibido. Durante algumas semanas, quem quisesse saber como tinha sido o encontro precisava recorrer basicamente aos vídeos feitos pelo público no Lumen Field. Agora o próprio Soundgarden colocou no YouTube a apresentação completa, com áudio e imagens oficiais.

E Taylor Momsen não caiu ali de paraquedas. Não foi a primeira vez que a cantora se juntou aos músicos do Soundgarden em momentos importantes. A cantora participou de I Am The Highway, tributo a Chris Cornell realizado em 2019, interpretou outro hit do Soundgarden, Black hole sun, na homenagem ao baterista dos Foo Fighters, Taylor Hawkins, e esteve ao lado da banda na indução do Soundgarden no Rock & Roll Hall of Fame, em 2025. Vale lembrar que, inclusive, o Pretty Reckless era a banda de abertura na última turnê do grupo, em 2017.

Será que a brincadeira de voltar, com Taylor nos vocais vai ficar séria? No que depender de Taylor, ela está em terreno conhecido. “A obra de Chris Cornell fala comigo de uma maneira que nada mais consegue. Quando algo toca você dessa forma, é difícil explicar exatamente o porquê. Existe simplesmente uma conexão, é como se a música se comunicasse em um nível tão profundo que parece fazer parte de quem você é. Já ouvi o trabalho solo dele e o Soundgarden inúmeras vezes, mas, a cada audição, eles despertam algo diferente em mim”, chegou a dizer ao NME há alguns meses.

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Krohme e Jonathon Newby: peso híbrido e convidados em “Paranoid”

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Krohme (foto) e Jonathon Newby: peso híbrido e convidados em "Paranoid"

RESUMO: Krohme e Jonathon Newby misturam rock pesado, hip hop, funk e eletrônica em Paranoid, que traz como convidado Doug Wimbish, baixista do Living Colour.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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Tem muito groove e guitarras em Paranoid, música em parceria de Krohme com Jonathon Newby (da banda de pós-hardcore Brazil) lançada pelo selo e coletivo Calm Bomb Collective. A faixa ainda traz um convidado de peso no baixo: Doug Wimbish, do Living Colour.

Krohme é o nome artístico do produtor norte-americano Chris Moore, da Virgínia, que trabalha justamente no cruzamento entre gêneros. Produzindo desde 1996, ele já colaborou com nomes como Chuck D, Arrested Development, MC Serch e Stetsasonic, além de artistas e integrantes ligados a Slipknot, Cypress Hill, Living Colour, 311, Fear Factory, Otep, Earth Crisis, Snapcase e My Life with the Thrill Kill Kult. Hip hop, metal, rock e eletrônica, portanto, convivem há bastante tempo no currículo do cara.

Paranoid segue essa lógica. Tem peso de rock alternativo, balanço de funk e hip hop, produção eletrônica e várias camadas rítmicas, mas sem soar como simples colagem de estilos. Jonathon Newby entra com um vocal que muda de intensidade ao longo da faixa, enquanto Krohme, além de tocar guitarra e teclados, assina produção, mixagem e masterização.

Doug Wimbish ajuda a explicar outra parte desse som. O baixista entrou para o Living Colour nos anos 1990 e construiu uma carreira que atravessa rock, funk, hip hop e experimentação. Em Paranoid, seu baixo se junta às guitarras de Luciano Porto e Krohme e à bateria de Esmute para dar um corpo mais orgânico à produção.

É uma faixa que deve interessar especialmente a quem curtia, nos anos 1990, aquela zona em que o rock pesado começou a aparecer ao lado de groove, DJs, hip hop e eletrônica. Paranoid circula por essas linguagens e aproveita o atrito entre elas. E lá pelas tantas, as guitarras, altas e distorcidas, tomam conta.

Há ainda uma história por trás do lançamento. Em 2023, Krohme criou o Calm Bomb Collective, organização sem fins lucrativos que aproxima música e comunidade de pessoas com deficiência. O projeto oferece estrutura para artistas autistas e neurodivergentes lançarem seus trabalhos. Toda a receita obtida com as vendas de Paranoid no Bandcamp é destinada à organização.

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