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Àiyé: experimentalismo 100% solo, ao vivo no Rio

Baterista, compositora e produtora, Larissa Conforto é a única integrante do projeto experimental Àiyé. Única mesmo: nesta sexta (3), ao abrir o show de Céu no Circo Voador (aqui no Rio), ela deverá estar sozinha na apresentação, cantando e operando a aparelhagem que leva para o palco.
Mais conhecida anteriormente por seus trabalhos no rock (com a Ventre, banda que chegou a tocar no Lollapalooza em 2018) e na MPB (toca com artistas como Paulinho Moska), Larissa se recriou musicalmente na Àiyé, que lançou seu primeiro disco, Gratitrevas, em 2020, pouco antes do isolamento ser decretado no Brasil. O repertório traz o encontro dela com ritmos latino-americanos, experimentalismos musicais e religiosidade afro-brasileira (esse último, um tema que amarra todo o álbum, destacado em faixas como Terreiro).
Criada como um projeto musical prático (“que cabe numa mochila”, diz ela), a Àiyé foi concebida em meio a trabalhos musicais de Larissa em vários lugares, e envolveu mudanças dela para Portugal e para São Paulo. Gratitrevas já estava com uma turnê agendada para o Japão, que não rolou por causa da pandemia. A artista aproveitou para fazer uma turnê de lives, mostrando o trabalho direto do seu estúdio, em casa.
Batemos um papo rápido por Larissa, ao telefone, sobre o show no Circo, a volta aos palcos e sobre como está sendo trabalhar 100% solo.
Como estão sendo os ensaios aí? E como está sendo sua expectativa para o show no Circo Voador?
Cara… pandemia, né? Eu montei uma estrutura aqui em casa. Montei um pequeno estúdio e ensaio tudo no fone. Como sou só eu, é assim que eu ensaio. Deixo montado, às vezes passo todo o show, às vezes volto. O show tem muito improviso, mas para ter improviso você tem que ensaiar muito mais, para conseguir ficar à vontade. Hoje dei uma choradinha, fiquei emocionada (rindo), pensei: “Meu deus do céu, vou tocar tudo isso no Circo Voador sozinha no palco”.
No palco, deve ter muita coisa para ser dita além da música, não? Porque esse tempo todo que a gente passou, nesse desgoverno e em casa… Como você está se preparando para isso?
Eu não sou do tipo que deixa só a música falar, apesar das minhas músicas falarem por si próprias. Eu não programo muito as coisas que eu vou falar, tenho uma ideia do que precisa ser dito para um Circo Voador lotado em tempos de muitas trevas. Temos um fascista no poder, estamos no pós-pandemia, tá vindo outra variante aí, as pessoas querendo ir para o Carnaval… São muitas questões envolvidas, mas sinto que tem muita coisa para ser dita. Talvez tenha mais coisas para serem ditas do que tempo de show (rindo). Mas dei uma organizada nas horas de falar, o que é essencial. Na hora vai sair do coração. Botei alguns temas, mas a emoção vai falar mais forte.
Como você se descobriu como artista solo? Você vinha da Ventre, que foi uma banda independente bem sucedida, tocou no Lollapalooza… E no caso é solo mesmo, porque é você sozinha.
É como se eu fosse uma one woman band. Eu tento explicar isso no release: que eu toco sozinha, que não é só carreira solo com uma banda, que eu realmente toco sozinha. Eu nunca sei explicar sem ser usando essa palavra, apesar de eu achar meio esquisito falar em inglês. Mas eu acho que existe toda uma trajetória, uma história do fazer coletivo. Eu sempre estive em coletivos, comecei a tocar como instrumentista em carreiras dos outros, sempre ajudando os outros a fazer nascer um projeto, um disco, uma turnê.
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Chegou uma hora que… Bom, o retorno de Saturno chega para todo mundo. Mas acho que no fim da Ventre que eu senti isso no peito. Essa necessidade de colocar as minhas ideias, de expressar as minhas coisas. Tudo isso veio quando eu compus a primeira música. Tem a ver com essa necessidade de expressar. E com falta de recursos, porque aí eu fui fazendo em casa, e as músicas eu fui fazendo entre turnês. Quando eu estava no avião e não estava pegando internet, eu ligava o computador, abria o Ableton Live e ia produzindo as músicas. Ia compondo, escrevendo, sempre nesse momento, no ônibus. Viajei para Portugal, fui fazer uma turnê lá. Levei minhas coisas, fiz um show lá meio doideira, instrumental. Acabei me mudando para lá, fiquei seis meses morando lá, terminei o disco lá.
Mas o processo de ser sozinha teve duas vias. A primeira veio do “preciso fazer, e preciso fazer agora, e a única forma que tenho de fazer agora é essa, não vou esperar que venham pessoas!” E a segunda veio do fato de eu precisar fazer de forma viável. Eu precisava de um projeto que coubesse numa mochila, que eu não precisasse nem despachar essa mochila, para eu levá-la comigo em toda em qualquer turnê que eu for fazer com outros artistas. E que assim eu possa levar meu show para outros lugares. Foi assim que eu toquei em Portugal, toquei em Nova York. Aproveitava que estava indo fazer uma turnê, levava o meu projeto na mochila e ia fazendo mais shows. Isso viabilizou também o próprio disco, viabilizou tudo acontecer.
E não à toa, eu dei muito azar mas também dei muita sorte de ter lançado o disco logo no começo da pandemia. Lancei na primeira semana que o Brasil declarou lockdown, dia 20 de março. Caíram todos os shows…
Você tinha uma turnê marcada para o Japão, não era isso?
Exatamente. Eu ia tocar num festival. Enfim: um monte de datas surgindo, eu estava marcando turnê na Europa, ia tocar em três festivais no Brasil. E além de tudo cair, tem a questão das pautas, da assessoria de imprensa… Demora um tempão para se organizar tudo isso, para investir. Eu nem estava mais morando no Brasil, mas estava aqui porque queria lançar o disco aqui, com todo o mundo. De repente tudo fechou, todas as pautas eram sobre covid. Mas por sorte eu tinha um show solo montado. Que eu conseguia fazer de dentro da minha casa. Então eu fiz uma turnê internacional de lives (rindo).
Fiz tudo da minha casa, toquei em Lisboa, Rondônia, Amazonas, no Sul, em tudo quanto era estado do Brasil. E foi meio que me reinventando. Tudo foi meio assim, usando as ferramentas que tinha e surfando na onda do jeito que dava.
E é um projeto que é muito marcado pela reinvenção: você percebe isso nas letras, nas músicas, nas interpretações e na maneira de você fazer, também…
Completamente. Eu também saí de um lugar de baterista, e fui pro lugar de compositora, de protagonista, falando sobre as minhas questões, as coisas que me interessam. Porque muitas vezes me chamavam para fazer coisas de rock. E eu pesquiso ritmos latino-americanos, a identidade latino-americana através dos ritmos e não tinha onde botar isso, escoar as minhas ideias, as minhas pesquisas. Foi tudo para o projeto.
Como você se descobriu produtora? Quando começou a tocar profissionalmente, já pensava em produção?
Eu me formei em Produção Fonográfica. Entrei na faculdade com 18 anos e me formei com 20. E fui trabalhar em gravadora, então sempre trabalhei em produção. Já me formei e fui trabalhar na Biscoito Fino, já estava ali envolvida na produção, no estúdio, na montagem, na gravação. Tive a bênção de acompanhar muito artista grande, medalhão: Maria Bethânia, Gilberto Gil, Moraes Moreira… Depois fui para a Deck, que era uma gravadora muito independente, você tinha que levantar muito mais recursos, e lá fui para A&R mesmo.
Na Biscoito Fino eu era da produção artística e da produção executiva. Estava junto com o A&R, mas não era eu que fazia curadoria ou escolhia repertório. E daí eu acho que sempre meio produtora das minhas bandas também. Comecei a trabalhar como baterista, profissionalmente, aos 17, 18 anos, também. Estava entrando para a faculdade, aprendendo a gravar, comecei a ser DJ porque queria ter um estúdio para poder gravar as bandas. Já tinha essa vontade de tirar som, de fazer as coisas. Mas também por ser mulher, naquela época, eu não conseguia emprego num estúdio. Então fui para o lado da produção, só que sendo assistente.
Mas em todos os projetos em que eu estava, eu sempre fui muito a arranjadora. Mesmo na Ventre, tinha música em que eu fazia as guitarras, pensava nos arranjos, mudava tudo. Sempre gostei muito de interferir nas coisas. Acho que o olhar da instrumentista Larissa já é um olhar de produtora. Mas claro que a realização das ideias, de pegar e botar a mão na massa, foi mesmo com o meu projeto e ele abriu portas para fazer um monte de coisas. Já tinha feito uma trilha ou outra, antes. Mas foi depois que eu fiz um disco inteiro, que eu me coloquei pra produzir outros artistas mais firmemente.
Tem algum trabalho seu vindo aí, de trilhas sonoras, produção?
Tem uma trilha sonora que eu estou fazendo com a Natália Carreira (Letrux), para um série do canal Disney+ chamada Não foi minha culpa, sobre feminicídio. Deve sair no começo do ano. É uma aposta tem forte, tem Malu Mader, Elisa Lucinda. Tem também a carreira solo da Ju Strassacapa, da Francisco El Hombre. O projeto se chama Lazúli, eu produzi uns beats, a Ju animou e acabamos fazendo uma banda. Fizemos eu, a Cris Botarelli, do Far From Alaska, e a Lena Papini, também da Francisco. E tem um monte de pequenos feats, um single ou outro. Também estou produzindo a carreira solo da Roberta Dittz, da Canto Cego. Inclusive mandei pra mix hoje, vai sair ano que vem.
Falando um pouco mais do Gratitrevas, queria que você falasse de O mito e a caverna, que tem um clipe impressionante e é também uma música impressionante. Como surgiram clipe e música?
A música começou a ser feita em 2018. A gente já podia sentir o cheio de enxofre, né? (era a época da última eleição presidencial) A Ventre acabou e eu topei fazer uma turnê com o Vitor Brauer (da banda mineira Lupe de Lupe) que é meu parceiro nessa música. A gente fez uma turnê de três meses num Corsa 96, que foi apelidado de Interceptor (rindo). Fizemos o Brasil inteiro, de Norte a Sul. Foram 36 datas em dois meses e meio, quase três.
Foi muito forte, fizemos a turnê todos vestidos de vermelho, foi bem político. Em cada cidadezinha do interior, de cada estado, fomos falando, “a gente tem que se unir, a gente tem que fazer rede, tem que estar junto, olha isso que tá acontecendo?”. A turnê foi nessa onda, de música de resistência. Eu trouxe várias músicas diferentes que já havia tocado na carreira, não só da Ventre. O Vitor também, e fizemos um show bem assim.
Num desses percursos, se não me engano de Goiânia voltando para Minas, a gente viu um incêndio. Foi uma estrada inteira pegando fogo. Provavelmente era cana, eucalipto que eles botam fogo. Era muito fogo, muito quente. A gente ficou com aquela cena do fogo na cabeça. Passou um tempo, eu fiz essa base, estava produzindo o disco, e falei: “Vitor, bora fazer uma música? Acho que tem que ser meio nervosa, lembra do episódio do fogo?”.
Ele me mandou uma letra, que começava com “corpo sobre corpo”. Eu perguntei: “O que você acha da gente relacionar isso com o mito da caverna? (de Platão)“. Porque a gente passou a turnê inteira ouvindo audiobooks, podcasts e discos, e a gente ia discutindo, era muita filosofia na conversa. Éramos só eu e ele, a gente ia dirigindo às vezes nove, dez horas por dia. E aí mudei grande parte da letra nesse sentido, já relacionando com o mito da caverna. É impressionante como a letra vai ficando mais contemporânea a cada dia que passa.
Para o clipe, eu já tinha essa ideia. Quando a Àiyé nasceu, a primeira coisa que fiz foi uma residência artística a convite do Alexandre Matias (jornalista, criador do site Trabalho Sujo), que fiz no Centro da Terra (espaço cultural independente em São Paulo). Foram quatro segundas-feiras, e foi a primeira vez que eu apresentei a Àiyé. Chamei meus amigos para tocar e cada dia era uma fase da lua no show. Nessa performance, nesses quatro dias, eu já estava com essa ideia de pegar o tema da fase da lua, jogar no Google e projetar tudo o que ia aparecendo. Era uma pesquisa de Google, ia jogando uma por cima da outra, como se fosse uma edição, mas era uma pesquisa. Colocava poesia, imagem, coisas que iam me remetendo, e ia cantando, tocando e improvisando em cima. Fiz todos os dias dez minutos disso, virou uma performance da Àiyé.
Eu queria que o clipe fosse assim, queria levar essa performance para o clipe. E foi isso, chamei o André, que montou o clipe – na quarentena, fiquei hospedada na casa dele. A gente selecionou um monte de arquivos, notícias. Ele fez de maneira brilhante. Teve um parceiro que fez uns 3Ds, mas ele pegou minha ideia bruta e lapidou. Ficou bem poderoso. Gostei muito também! (rindo)
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Urgente!: Quatro apostas nossas pro Grammy 2026

A 68ª edição do Grammy Awards vai rolar neste domingo (1º) em Los Angeles, com transmissão pela TNT e pela HBO Max, a partir das 21h30 – a apresentadora Carol Ribeiro vai acompanhar tapete vermelho. O comediante Trevor Noah ocupa mais uma vez o cargo de mestre de cerimônias. A lista inteira de indicados você já acompanha em vários sites por aí – tem até Caetano Veloso e Maria Bethânia concorrendo na categoria Melhor álbum de música global por causa de Caetano e Bethânia ao vivo, registro da turnê dos irmãos. Os dois são os únicos brasileiros da lista, aliás.
E seguem aí quatro apostas nossas para a premiação (esse texto não tem patrocínio de nenhuma bet e aconselhamos você a não apostar dinheiro em premiação nenhuma).
Álbum do ano: Chromakopia, Tyler The Creator. Lançado em 2024, e não em 2025, Chromakopia é mais um divisor na carreira de um artista cuja discografia só tem divisores. O álbum vai além do hip hop e cai pra cima de r&b, jazz, rock, psicodelias e maluquices – algo que Tyler já vinha fazendo em discos anteriores, mas que aqui ganha outro foco. Como costuma acontecer na discografia de Tyler, é pra ouvir prestando atenção nas letras, já que, partindo de histórias de sua infância e adolescência, o cantor dialoga com sua mãe, com antigos amores, com velhas versões de si próprio, e com vários lados diferentes de sua versão atual.
Quem mais concorre: Bad Bunny, Debí tiras más fotos. Justin Bieber, Swag. Sabrina Carpenter, Man’s beat friend. Clipse, Pusha T & Malice, Let God sort em out. Lady Gaga, Mayhem. Kendrick Lamar, GNX. Leon Thomas, Mutt.
Quem deve ganhar: Bad Bunny, ou Sabrina Carpenter. Recentemente, a academia botou todos os votantes do Grammy Latino para votar junto com eles, o que talvez ajude Bad Bunny.
Canção do ano: Abracadabra, Lady Gaga. Mayhem, seu disco de 2025, foi prometido desde o início como um retorno à fase “grêmio recreativo” de Gaga. E sim, ele entrega o que promete: Gaga revisita sua era inicial, piscando para os fãs das antigas, trazendo clima de sortilégio no refrão do single Abracadabra (que remete ao começo do icônico hit Bad romance), e mergulhando de cabeça em synthpop, house music, boogie, ítalo-disco, pós-disco, rock, punk (por que não?) e outros estilos.
Quem mais concorre: Doechii, Anxiety. Rosé, Bruno Mars, Apt. Bad Bunny, DtMF. Guerreiras do K-Pop, Golden. Kendrick Lamar e SZA, Luther. Sabrina Carpenter, Manchild. Billie Eilish, Wildflower
Quem deve ganhar: Pode ser que Bad Bunny ganhe. Ou Kendrick, que tem o maior número de indicações de 2026.
Artista revelação do ano: Olivia Dean. Não resenhamos ainda o ótimo The art of loving, seu segundo disco – fica para uma das próximas semanas. A Variety aposta que ela será a vencedora por causa de sua turnê concorridíssima e cara que está a caminho, ainda que seu disco não tenha entrado na lista de melhores discos porque saiu tarde demais para isso. Como é um baita disco pop, é uma aposta bem especial para a gente.
Quem mais concorre: Katseye, The Marias, Addison Rae, Sombr, Leon Thomas, Alex Warren, Lola Young.
Quem deve ganhar: Talvez o histórico complicado de Lola Young comova os jurados, mas algo nos diz que Sombr, grande cantor a bordo de um disco mediano, I barely know her, tem um bom número de benzedores.
Álbum de rock: HAIM, com I quit, discão lançado em junho e que aparentemente, foi pouco lembrado ao longo do ano – mas cujo repertório pode conquistar muitos jurados. O que pode parecer uma versão musical da novela Quatro por quatro (no caso Três por três, enfim) na real é um disco bastante arrojado, rock de olho no pop e vice-versa. É também um disco que ensina que, às vezes, as histórias mais duras não terminam em vingança nem em perdão – terminam no entendimento de que esse mundo é cheio de gente sonsa mesmo.
Quem mais concorre: Deftones, com Private music. Linkin Park, com From zero. Turnstile, com Never enough. Yungblud, com Idols.
Quem deve ganhar: A tal info de que os votantes do Grammy Latino estão no corpo de jurados talvez ajude os Deftones. Ou o Linkin Park.
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Urgente!: Tom Morello faz show para vítimas da violência policial em Minneapolis nesta sexta (30)

Tom Morello, um dos nomes mais politizados do rock, anunciou um show beneficente em Minneapolis para apoiar famílias vítimas da violência de agentes federais. Batizado de A Concert of Solidarity & Resistance to Defend Minnesota!, o evento acontece nesta sexta (30), no histórico First Avenue, palco que já viu de tudo no rock americano – inclusive o show histórico do Hüsker Dü que deu origem a esta caixa que a gente resenhou aqui.
A ideia do show é arrecadar fundos para as famílias de Renee Good e Alex Pretti, ambos mortos em janeiro de 2026 durante ações do U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE) e da U.S. Customs and Border Protection. Morello, que não é de fazer rodeios, divulga o show chamando as ações dos agentes federais pelo nome: fascismo.
“Se parece com fascismo, soa como fascismo, age como fascismo, se veste como fascismo, fala como fascismo, mata como fascismo e mente como fascismo, meninos e meninas, é fascismo, porra”, escreveu Morello no Instagram. “Está aqui, está agora, está na minha cidade, está na sua cidade, e deve ser combatido, protestado, defendido, enfrentado, exposto, deposto, derrubado e expulso. Por você e por mim”.
Além de Morello, o palco vai receber Rise Against, Ike Reilly e o guitarrista de jazz fusion Al Di Meola, com direito a convidado surpresa prometido pela organização. Os ingressos custam US$ 25, e toda a renda vai direto para as famílias das vítimas.
Cinema
Urgente!: Show solo de Thom Yorke (Radiohead) na Austrália vira filme

É provável que os fãs do Radiohead estejam esperando BASTANTE por um filme de concerto do grupo – mas pelo menos vem por aí um filme de show de… Thom Yorke, líder da banda. A primeira tour solo do cantor vai ganhar o registro oficial Thom Yorke Live at Sydney Opera House, com os shows que ele fez em novembro de 2024 no Forecourt, pátio da Ópera de Sydney. Detalhe que os fãs não apenas do Radiohead como também de todos os projetos capitaneados por Thom podem esperar para se sentirem contemplados pelo filme. A direção é de Dave May.
Isso porque, segundo o comunicado de lançamento, Thom Yorke Live at Sydney Opera House “abrange todos os aspectos dos mais de trinta anos de carreira de Yorke como artista de gravação, desde uma versão acústica de tirar o fôlego de Let down (Radiohead), até faixas menos conhecidas favoritas dos fãs (como Rabbit in your headlights, do UNKLE) e seleções de seus aclamados álbuns solo com influências eletrônicas”. Ou seja: você confere lá todo o baú de recordações do cantor, que mergulhou também em canções de sua banda paralela Atoms For Peace e de seu projeto em dupla com Mark Pritchard (o disco Tall tales foi resenhado aqui pela gente).
Um outro detalhe que o release promete: mesmo que a casa de shows seja enorme, a sensação é a de assistir a um show bem intimista, tipo “uma noite com Thom Yorke”. “O filme tem ares de um vislumbre íntimo dos bastidores, permitindo testemunhar um mestre em ação. Yorke une as diversas vertentes de sua carreira com seu falsete arrebatador e presença de palco magnética. Para fãs de Radiohead, The Smile e tudo mais, esta é uma experiência cinematográfica imperdível”, dá uma enfeitada o tal texto.
Live at Sydney Opera House estreou no Playhouse da Ópera de Sydney no último dia 20 de janeiro. No dia 6 de março, uma sexta-feira, ele chega nos cinemas da Austrália. Vale aguardar? Confira aí Thom soltando a voz em Back in the game, dele e de Pritchard, e o trailer do filme (e sem esquecer que temos um podcast sobre o começo do Radiohead, que você ouve aqui).








































