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A Rough Trade faz 50 anos e comemora com três dias de eventos em Londres (o Pulp lidera o rolê)

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Pulp. Foto: Tom Jackson / Divulgação

A gente sabe reconhecer um evento imperdível quando vê um – mas enfim, não é pra todos os bolsos. Mas dá pelo menos para ficar feliz que não apenas o veterano selo indie + loja de discos Rough Trade está chegando aos 50 anos, como também pelo fato de que a comemoração vai rolar com um baita evento de três dias em julho de 2026 — e com nomes como Pulp e Scritti Politti liderando a programação. O rolê acontece entre 17 e 19 de julho, ocupando o Southbank Centre, em Londres.

Batizado de Rough Trade 50, o evento (que coincide com os aniversários de 75 anos do Festival of Britain e do Royal Festival Hall, ambos comemorados também lá no Southbank) mistura shows, performances que cruzam artes diferentes, feira de discos e programação literária – tudo refletindo o alcance cultural do selo ao longo dessas cinco décadas.

Aliás, alcance cultural é pouco: do punk ao indie rock, passando por nomes mais pop e gente do pós-punk oitentista, muita coisa que você ama foi lançada pela Rough Trade. Smiths, Alabama Shakes, Belle and Sebastian, Detroit Cobras, Parquet Courts, Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs, Sonic Youth, My Bloody Valentine, etc etc e etc. E põe etc nisso.

O Pulp toca no Royal Festival Hall no dia 18, num show único que deve passear tanto pelo disco mais recente, More, quanto por clássicos da carreira. No mesmo dia, o Scritti Politti sobe ao palco do Queen Elizabeth Hall com seu pop cheio de referências políticas. Já no dia 19, o line-up inclui a banda caroline e o projeto My New Band Believe, liderado por Cameron Picton, do black midi – tanto caroline quanto MNBB são dois nomões da vanguarda atual que estão no elenco do selo.

A parte literária abre os trabalhos no dia 17 com um encontro dedicado à Rough Trade Books, braço de livros da empresa, também no Queen Elizabeth Hall, reunindo autores como Max Porter, Kate Stables, Ella Frears, Aidan Moffat e Jen Calleja, com mediação de Lily Blacksell. No dia 18, a dramaturga Hannah Patterson apresenta seu romance de estreia Ungone, com participação de Ana da Silva, da mitológica banda The Raincoats.

O encerramento, no dia 19, traz uma exibição do filme Kes, de Ken Loach, no Royal Festival Hall. A sessão terá introdução de Jarvis Cocker e trilha executada ao vivo por uma orquestra completa. “A Rough Trade Records é um verdadeiro ícone da cultura britânica — um selo que, por meio século, tem continuamente moldado, desafiado e expandido o nosso som nacional. Ao celebrarmos o 75º aniversário do Southbank Centre este ano, temos orgulho de manter o dedo no pulso criativo de um cenário cultural em constante transformação, reconhecendo os grandes ícones e agentes de mudança do nosso tempo, ao mesmo tempo em que apoiamos vozes independentes que fazem a música avançar”, diz o diretor artístico do Southbank Centre, Mark Ball.

E quem está feliz da vida com essa movimentação toda é ninguém menos que Geoff Travis, criador da loja e do selo, claro. “Este ano marca 50 anos desde o dia em que a primeira loja abriu suas portas na Kensington Park Road. A loja Rough Trade que se tornou distribuidora e depois uma gravadora, ajudando a colocar no mundo algumas das melhores músicas que existem. Alguém disse que deveríamos comemorar! Então aqui estamos, com um fim de semana ocupando o Southbank Centre”, conta.

Bora sonhar um pouquinho? Olha a escalação aí.

Foto Pulp: Tom Jackson / Divulgação

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Olivia Rodrigo cita The Cure em música nova. E Charli XCX diz que o negócio agora é rock (!)

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Olivia Rodrigo cita The Cure em música nova. E Charli XCX diz que o negócio agora é rock (!)

Já saíram o single e o clipe de Drop dead, primeiro single do terceiro álbum de estúdio de Olivia Rodrigo, You seem pretty sad for a girl so in love, previsto para sair no dia 12 de junho pela Geffen Records. A capa do disco já tinha sido revelada (e foi tida por alguns fãs e não-fãs como plágio de uma foto conhecida da cantora MIA, publicada pelo New York Times em 2010).

O clipe que acompanha a música, dirigido por Petra Collins, foi gravado no Palácio de Versalhes, em Paris. Olivia percorre os salões históricos carregando um violão rosa e usando fones de ouvido também na mesma cor.

Agora, um detalhe é que Drop dead, produzida por Dan Nigro e composta por Olivia, Dan e Amy Allen, cita na letra nada menos que Just like heaven, aquele super hit do The Cure – o que é mais um reforço na amizade e na parceria de Olivia com Robert Smith, vocalista do grupo. O cantor revelou recentemente à Vogue britânica que ele e Olivia Rodrigo passaram um tempo gravando juntos.

Será que vem uma colaboração aí? Bom, durante o show dela no Festival de Glastonbury, Smith subiu ao palco com Olivia para cantar dois hits do Cure (Friday I’m in love e Just like heaven) e foi apresentada por ela como “talvez o maior compositor surgido na Inglaterra” e “um herói pessoal meu”. E ele conta que “ela me liga bastante para falar sobre roupas e moda – e tivemos algumas noites memoráveis ​​juntos no estúdio. Mal posso esperar para ouvir o que ela fará em seguida!”

A Vogue britânica, aliás, descreveu o próximo álbum como o “mais experimental” dela até agora – Olivia diz que o disco tem canções de amor tristes (“percebi que todas as minhas canções de amor românticas favoritas eram lindas porque tinham um toque de medo ou saudade”, explica). Mas conta que muito de You seem preetty sad… veio das experiências legais que viveu em Londres, e que dessa vez ela se desafiou a fazer as músicas numa onda de alegria. “Quando você está se sentindo conectado com alguém ou se sentindo muito bem, você não fica pensando em poemas agridoces!”, contou.

***

Por acaso, depois de estrear no cinema e de fazer uma trilha pop e introspectiva para o filme O morro dos ventos uivantes, Charli XCX avisa que seu próximo disco vai ser bem diferente do hyperpop Brat. Num papo com a mesma Vogue, ela tocou uma música inédita cheia de riffs de guitarra, e disse que “acho que a pista de dança está morta, então agora estamos fazendo rock”.

O disco que está vindo aí surgiu de uma temporada em Paris (“sabíamos que seria um período muito agitado e intenso, e gostamos de criar nesse tipo de atmosfera”) e da ideia de não se repetir. “Se eu tivesse feito outro álbum com uma pegada mais dançante, teria sido muito difícil, muito triste. O que me interessa é expandir as possibilidades da minha perspectiva sobre isso”, contou.

Os produtores AG Cook, Finn Keane e George Daniel já descreveram o próximo álbum como “anti-Brat“, e Charli disse que explorou “muita coisa com cordas”, além dos elementos de rock. O site Dork, por acaso, relembrou que Charli, entre 2013 e 2014, foi pra Suécia gravar um disco de punk rock com o produtor Patrick Berger, que acabou arquivado. Vai que sai agora…

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E não perca (eu disse NÃO PERCA) a tal música nova do Massive Attack com o Tom Waits

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Massive Attack (Foto: Warren Du Preez / Divulgação)

São duas voltas: o Massive Attack não lançava nada há uns seis anos e Tom Waits estava em hiato de gravações há quinze anos. E agora os dois retornam juntos no single Boots on the ground, que sai apenas em vinil, e também pode ser ouvida no YouTube e em outras plataformas de streaming. Só não adianta procurar no Spotify: o Massive Attack decidiu boicotar a plataforma por causa dos investimentos do CEO Daniel Ek na área militar.

Na real, se você quiser escutar a discografia inteira do duo eletrônico no Spotify, pode ir porque tem lá – eles ainda não tiraram clássicos como Mezzanine (1998) da plataforma. Mas os novos lançamentos do duo (visto ali em cima em foto de Warren Du Preez) virão “sob uma política de isenção do Spotify”, como diz a banda no release. No lado B do single, tem uma faixa-solo de Tom Waits, uma peça falada chamada The fly.

Agora, o que interessa de verdade é que Boots on the ground virou filme: um curta-clipe de sete minutos disponível nos canais da banda e realizado em colaboração com o enigmático artista fotográfico americano thefinaleye.

O filme é um retrato, com palavras e imagens (e sons), de “uma época histórica americana ainda sem nome, que surge após os maiores protestos públicos da história dos Estados Unidos – focados na oposição às batidas do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA), à militarização das forças de segurança interna e ao autoritarismo estatal”, nas palavras do duo. São imagens dos protestos contra os desmandos do ICE, lado a lado com estatísticas bizarras sobre a situação dos imigrantes e dos desabrigados nos Estados Unidos.

No fim das contas, filme e música perfazem algo que muitas canções anti-guerra já haviam dito, mas (aparentemente) ninguém ouviu: em tempos de luta militar, todo mundo é descartável – o bom e velho “também morre quem atira”, do qual falava Marcelo Yuka. E quem já está na mira da polícia vira peça-chave numa indústria de assassinatos.

Alguns versos de Boots não poderiam ser maia explícitos: “moreno, malvado e jovem, burro e cheio de esperma / pra que você precisa de um fuzileiro naval? / isso é uma guerra de metralhadora, porra! (…) / eles fazem campanha, derramando todo o sangue que conseguem / moldam seu mundo, um soldado é só argila / quanto pesa cada soldado? / cortam seus tornozelos e jogam fora”. Na voz rouca e machucada de Waits – emoldurada pela criação marcial e ambient sufocante do MA – isso vira carne exposta.

Importante dizer também que o Massive Attack e Tom Waits estão extremamente orgulhosos da música – que aliás, é uma parceria bem distante, iniciada há anos e guardada há sete chaves pela banda. “Um dia, há muitos anos, aceitei um convite do Massive Attack para colaborar”, explica Waits. “Naquela época, nós lhes enviamos Boots on the ground. O longo atraso no lançamento nunca me preocupou. Hoje, assim como em todos os ontens da humanidade, garante que esta música nunca sairá de moda. A tolice do fiasco do homem é um banquete para as moscas. Logo, o lado B do próximo vinil de 12 polegadas do Massive Attack, The fly apresenta meu apreço pela praga alada”.

O Massive Attack está nas nuvens (não o estúdio do produtor Liminha, mas aquele estado de espírito de “nada pode estragar meu dia”). “É uma honra de carreira colaborar com um artista da magnitude, originalidade e integridade de Tom, mas esta faixa chega em um momento de caos. Em todo o hemisfério ocidental, o autoritarismo estatal e a militarização das forças policiais estão novamente se fundindo com políticas neofascistas. Vista dentro do cenário de emergência americana, tanto interna quanto externamente, esta faixa carrega pulsos de impulso impiedoso e mente abandonada”.

***

E ainda sobre Tom Waits, ele vem voltando aos poucos, só que como ator: no dia 6 de novembro estreia Wild horse nine, novo filme de Martin McDonagh, no qual contracena com John Malkovich, Sam Rockwell, Steve Buscemi e Parker Posey. Recentemente, ele apareceu em Father mother sister brother, filme de Jim Jarmusch (falamos recentemente até da trilha deste filme, feita pela compositora almã Anika ao lado de Jim).

A música está nos planos dele: em 13 de novembro, sai 20th century paddy – The songs of Shane MacGowan, tributo ao saudoso cantor da banda The Pogues, em que Tom Waits solta a voz ao lado de nomões como Bruce Springsteen, Dropkick Murphys, Moya Brennan, The Jesus and Mary Chain e os próprios Pogues. Olha aí.

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C6 no Rock: festival traz bandas como Titãs, Paralamas e Ira! revisitando álbuns inteiros

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Titãs (Foto: Pedro Dimitrow / Divulgação C6 no Rock)

Entra ano e sai ano e uma coisa é certa: nostalgia vende – vende discos, badulaques, ingressos, etc. Tanto que foi anunciada nesta quinta (16) a criação do festival C6 no Rock, braço do C6 Fest, que mira (aonde?) no rock brasileiro dos anos 1980. De qualquer jeito, é um evento que parece falar mais sobre permanência e importância histórica do que sobre saudade. O evento foi criado pelo C6 Bank em parceria com a Dueto.

A primeira edição rola nos dias 22 e 23 de agosto de 2026, na área externa do Auditório Ibirapuera, em São Paulo, com o formato de tocar discos inteiros. No line-up, nomes que ajudaram a definir o som e a linguagem da época reaparecem com recortes bem específicos. Titãs revisitam Cabeça dinossauro (1986), Paralamas do Sucesso voltam a Selvagem? (1986), Blitz traz de volta As aventuras da Blitz (1982), Ira! traz Vivendo e não aprendendo (1986), Plebe Rude retorna a O concreto já rachou (1986) e Marina Lima recorda o álbum Fullgás (1984), com as participações de Liminha e Lobão – a única atração solo do evento leva para o palco dois músicos que estavam na ficha técnica do álbum.

Eu disse única atração solo? Bom, tem Paulo Ricardo sozinho no palco – mas ele vai lembrar, claro, o repertório do segundo disco do RPM, Rádio pirata ao vivo (1986), com direito a outros hits. A seleção tem ainda Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá (mas eles não tinham parado de tocar juntos?) revendo Dois, da sua banda Legião Urbana (1986). No geral, um clima de emoção que não deve ser desmanchado nem pelas formações desfiguradas de algumas bandas (a única a manter o mesmo time dos anos 1980 são os Paralamas).

Tem mais: a programação inclui ainda duas homenagens especiais. Um time de all-stars comandado por Liminha mergulha no repertório de Cazuza, enquanto cantoras de diferentes gerações homenageiam Rita Lee, figura central do rock e da música brasileira, em show regido por Beto Lee, filho da artista (lista de cantoras: Alice Caymmi, Baby do Brasil, Catto, Fernanda Abreu, Letrux, Marina Sena, Miranda Kassin e Sandra Sá).

Essa separação em dois tipos de shows diferentes (discos + homenagens) vem do olhar da curadoria, que dividiu o evento em dois eixos: a Discoteca Básica, dedicada a apresentações integrais de discos importantes da década, com membros das formações originais, e Poetas do Som (o eixo do qual veio a homenagem a Cazuza e Rita Lee). Um detalhe histórico: seis dos discos escolhidos na “discoteca” fazem 40 anos em 2026.

SERVIÇO
C6 no ROCK
PARQUE IBIRAPUERA (Av. Pedro Álvares Cabral, 0 – Ibirapuera)

Programação
Sábado — 22 de agosto
Plebe Rude — “O Concreto Já Rachou” (1986)
Paulo Ricardo canta “Rádio Pirata ao Vivo” (1986) e Hits
Paralamas do Sucesso — “Selvagem?” (1986)
Titãs — “Cabeça Dinossauro” (1986)
“Meu sonho é ser imortal”: homenagem a Rita Lee com Alice Caymmi, Baby do Brasil, Catto, Fernanda Abreu, Letrux, Marina Sena, Miranda Kassin e Sandra Sá.

Domingo — 23 de agosto
Ira! — “Vivendo e Não Aprendendo” (1986)
Blitz — “As Aventuras da Blitz” (1982)
Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá tocam “Dois” (1986), da Legião Urbana
Marina Lima com Liminha e Lobão — “Fullgás” (1984)
“Todo amor que houver nessa vida”: homenagem a Cazuza com atrações a serem anunciadas em breve

Clientes do C6 Bank terão acesso exclusivo à pré-venda (17 e 18 de abril) e 20% de desconto no valor dos ingressos, inclusive para meia-entrada e para o pacote passaporte, mediante compra com o cartão de crédito do banco.
A venda para o público em geral se iniciará no dia 19 de abril, ao meio-dia. Compras aqui.

Foto: Pedro Dimitrow / Divulgação C6 no Rock

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