Cultura Pop
Zoando na TV: Pet Shop Boys morrendo de rir por causa (?) do Modern Talking

Na Europa, duas duplas ligadas ao pop dançante começaram a fazer sucesso quase ao mesmo tempo nos anos 1980, mas cada uma no seu quadrado. Os Pet Shop Boys, de Londres, viraram mainstream graças a hits certeiros, uma noção musical-cênica herdada de antigos musicais e trilhas de filmes, e um senso de ironia herdado do melhor do rock inglês (e que deixava Neil Tennant e Chris Lowe meio aparentados de outra dupla, os Sparks). Please, o primeiro disco, de 1986, teve seu título tirado de uma situação imaginada pela dupla, a de que os fãs chegariam na loja e já falariam “por favor” quando pedissem o LP.
Pouca gente precisa ser esclarecida da cachoeira de hits que se seguiria após o fim das gravações de Please, mas lá vai: o álbum gerou quatro singles, West end girls, Opportunities (Let’s make lots of money), Suburbia e Love comes quickly. West end girls liderou as paradas nos EUA e Reino Unido. Deu tão certo que, à maneira dos grandes ídolos pop dos Pet Shop Boys, os fãs já seriam agraciados com um LP de remixes, Disco, logo na sequência – e justamente na época em que a house music fazia sucesso nas pistas de dança.
Tinha outra (bom, ainda tinha outras) dupla que volta e meia era citada ao lado dos Pet Shop Boys. O Modern Talking vinha da Alemanha, formara-se em 1983 e chegara às lojas um ano antes de Please. Por sinal, igualmente com dois discos em sequência, The 1st album e Let’s talk about love. ambos de 1985. Não chegaram a ser um sucesso mundial, mas Thomas Anders e Dieter Bohlen conseguiram se dariam muito bem com músicas como You’re my heart, you’re my soul, Cheri cheri lady e outras.
Fisicamente, os dois rapazes se assemelhavam mais ao Wham!, de George Michael. Volta e meia algum crítico pegava no pé da dupla (que ainda tinha um produtor espanhol, Luis Rodríguez, que dava ideias para os dois) dizendo que não se tratava da sonoridade mais original do mundo. Comparações com os próprios Pet Shop Boys rolavam bastante, e não faltava gente que achasse o Modern Talking meio brega, no pior sentido que a palavra pode ter. De qualquer jeito, virou um sucesso mais local, que pouco passou pelos EUA (onde nunca lideraram as paradas).
E os Pet Shop Boys pareciam bastante alegrinhos quando foram à Alemanha lança o clipe de Suburbia e deram uma entrevista ao programa Formel eins, em 1986. Neil e Chris sentaram-se com a apresentadora Stefanie Tücking, contaram a história da música (inspirada no filme Suburbia, de Penelope Spheeris)… tudo morrendo de rir.
O papo acaba com a apresentadora perguntando a eles se conhecem algum grupo pop da Alemanha. Neil Tennant disse que gostava do Kraftwerk. Já Chris Lowe tentou dizer que curtia o Modern Talking. Tentou, porque acabou tendo um ataque de risos parecido com os que Carlos Alberto de Nóbrega costuma ter sentado no banco do A praça é nossa. Esse momento tá aí no fim do vídeo de cima, e também está isolado no vídeo abaixo.
Agraecimentos a Carlinhos Kunde pela ideia e pelo vídeo.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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