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RJ: Tatá Aeroplano faz show intimista na Audio Rebel neste sábado

Uma das figuras mais inquietas e criativas da música independente brasileira, Tatá Aeroplano chega na Audio Rebel neste sábado (18) para uma apresentação especial no formato voz e violão. O show se chama Andarilho urbano e reúne músicas de toda a sua trajetória artística, além das canções de seu recém-lançado álbum Lendas e sol (2026). Os ingressos custam R$ 30 (antecipados) e R$ 40 (na porta) e já podem ser adquiridos online.
No repertório também entram canções emblemáticas de sua autoria, como Pareço moderno e Cama, lançadas com a banda Cérebro Eletrônico, e, pra noite ficar ainda mais especial, o músico paulista recebe André Paixão e Marcelo Callado no palco. Um encontro especial entre psicodelia, canção brasileira, poesia e liberdade criativa, marcas registradas de sua obra.
A apresentação faz parte do Programa Funarte Ações Continuadas, com produção da Bacafest e da Sensacional – Associação Nacional de Produtores Independentes. Cantor, compositor, DJ e agitador cultural, Tatá se tornou referência na cena alternativa paulistana ao longo das últimas duas décadas, liderando projetos fundamentais como Cérebro Eletrônico, Jumbo Elektro e Frito Sampler.
Em sua carreira solo, iniciada em 2012, lançou uma sequência de álbuns elogiados pela crítica, explorando temas como afetos, transformações urbanas, espiritualidade e questionamentos existenciais. Entre seus trabalhos mais recentes estão Boate invisível (2023, resenhado pela gente aqui) e Lendas e sol (2026, resenhado em breve!).
SERVIÇO:
Tatá Aeroplano apresenta Andarilho urbano
participações de André Paixão e Marcelo Callado
Data: 18/07/2026
Horário: 20h (abertura da casa) | 21h (show)
Link dos ingressos antecipados aqui
R$ 30,00 antecipado / R$ 40 na porta
Gratuidade CadÚnico e Lista Trans
Audio Rebel – Rua Visconde de Silva, 55 – Botafogo – Rio de Janeiro
Foto: Luiz Romero / Divulgação
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Vanguart mergulha na Nouvelle Vague em novo clipe

RESUMO: O Vanguart ganha um clipe em Super 8 para a música O mais sincero, com referências à Nouvelle Vague e a Godard. O vídeo também inaugura o Curta Set, projeto de formação audiovisual.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Frame do clipe
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O Vanguart ganhou um novo clipe para O mais sincero, faixa do álbum Estação Liberdade (2025). O vídeo também marca a estreia do Curta Set, projeto criado pela diretora executiva Michelè Neregato: em vez de preparar os participantes para trabalhar em um set, coloca todo mundo diretamente dentro de uma produção profissional.
O resultado da primeira edição, realizada em abril de 2026, em São Paulo, foi justamente o clipe do Vanguart, que teve participação de 15 integrantes do projeto. Visualmente, o clipe trabalha com Super 8, explorando a textura da película e sua associação com memória e passagem do tempo. A linguagem busca referências na Nouvelle Vague e em Jean-Luc Godard, com câmera livre, espaços urbanos e uma encenação menos preocupada em explicar. Os gestos e as imagens carregam o peso emocional da música.
A escolha de O mais sincero veio de uma relação antiga da banda com a faixa. “A gente lançou o (álbum) Estação Liberdade no fim do ano passado, e essa canção sempre foi uma das nossas queridinhas no estúdio, fora dele e nos shows. Quando recebemos o convite da Michelè e do Curta Set para fazer um clipe, foi natural pensar nela”, conta Hélio Flanders.
Reginaldo Lincoln, autor da canção e também vocalista do Vanguart, vê outro motivo para a escolha. “Fazia sentido uma canção que, de certa forma, eu escrevi a princípio, mas que a gente canta um para o outro nesse álbum de uma forma como nunca tínhamos cantado antes”.
Para Flanders, o projeto recupera uma relação antiga da banda com os videoclipes. “A gente cresceu com clipe na MTV, e os clipes salvaram a nossa vida, moldaram a gente como músico. Esse é o primeiro clipe de cinema mesmo para esse álbum, um reencontro com uma linguagem que foi muito importante pra gente”, afirma.
A parceria começou por intermédio do artista plástico Gen Duarte. “Foi muito fácil. Em uma conversa muito fluida, a gente já sentiu que ia ser incrível”, relembra Hélio. Reginaldo completa: “É importante confiar, porque a gente sabe que pode dar errado também. Mas a gente sabia que dessa vez ia dar certo. Foi muito tranquilo de aceitar”.
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Ouvimos antes: Azú – “Por fora”

RESUMO: O Azú transforma sophisti-pop em uma mistura de groove, eletrônica e metais em Por fora, single que une Stevie Wonder e Jorge Ben Jor a uma letra sobre as sombras que escondemos.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Alicia Abe / Divulgação
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Ontem no Instagram do Pop Fantasma, a gente recordou as maravilhas do sophisti-pop. E lá vem o duo Azú dar sua contribuição ao tema com o single Por fora, que sai nesta quinta (20) e que a gente adianta com exclusividade no Pop Fantasma.
Depois de apresentar o single Aonde vamos daqui, o duo de Luíza Abe e Rodrigo Zanettini dá andamento ao lançamento de seu álbum de estreia (cujo nome também é Aonde vamos daqui), com uma música inspirada em Stevie Wonder, Snarky Puppy e Jorge Ben.
No arranjo, metais, sopros e bases rítmicas marcantes, além de uma onda que junta eletrônica e groove. Já a letra da faixa, dizem eles, “transita entre a crueza e o apelo pop”, falando de uma pessoa que parece alegre e carismática – mas que esconde algo beeeeem sombrio.
“Muitas pessoas conhecem esse padrão de comportamento, inclusive é comum que seja difícil identificar esse padrão em si mesmo. Afinal, todo mundo tem sombras dentro de si”, conta o duo.
“Por fora aparentemente é sobre uma dor do eu-lírico mal resolvida, mas tenta oferecer uma proposta de resolução a esse amargor utilizando de conceitos filosóficos e até mágicos como do Caibalion (livro da Yogi Publication Society que traz a esseência dos pensamentos de Hermes Trimegistro, aquele mesmo que inspirou o álbum A tábua de esmeralda, de Jorge Ben, lançado em 1974). Isso tudo regado a uma musicalidade “disco” atualizada para 2026 com grooves que misturam o orgânico com o eletrônico”, continuam.
A nova música tem produção assinada por Gudino Miranda, masterização de Frederico Pacheco e arte de capa de Alícia Abe – e, frisam Luíza e Rodrigo, é a faixa de entrada para o público novo. “É pop, dançante, mas a letra é amarga. Existe contradição. Quem é o pior de nós dois? Você que é assim ou eu que me entreguei?”, completam.
E tá aí Por fora.
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Guandu mostra seu lado romântico e ensolarado em “Véspera”

RESUMO: O Guandu deixa de lado o clima 100% invernal em Véspera, uma canção romântica e ensolarada que mistura lo-fi, emo e slowcore. Gravada em fita K7, a faixa anuncia o segundo álbum, a ser lançado em 2026.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Se você conhece o som do Guandu (já resenhado algumas vezes por aqui) e acha tudo bem invernal, vai se surpreender quando escutar Véspera, o single novo, que vem num clima mais romântico e ensolarado que o comum deles. A faixa nova é definida por eles como “uma canção despretensiosa e aconchegante” – e é mesmo.
“Nessa faixa, o ritmo é mais quebrado que o habitual e as guitarras dialogam entre riffs. Ao mesmo tempo que a letra carrega uma melancolia apaixonada, a música possui percalços e intensidade, afinal, nem sempre é fácil lidar com a paixão”, avisam – e vale lembrar que o “não sei do que ela gosta / mas sei que eu gosto dela” de um dos versos de Véspera caminha entre Mutantes, Jorge Ben e Charlie Brown Jr.
E tem clipe, que é “inteiramente gravado apontando para o céu. Sem nuvens, o sol brilhante e opaco, incolor mas vibrante. As cenas transitam entre os músicos tocando e cantando, entre o superaquecimento da câmera e o suor dos três”, contam Caique Lima (bateria), cleozinhu (voz e guitarra) e João Corte (voz e guitarra), que variam entre estilos como lo-fi, emo e slowcore.
Mesmo com as mudanças perceptíveis, o Guandu continua gravando tudo em fita K7, num gravador Tascam de 4 canais. “No processo analógico, as texturas e a imprevisibilidade são inevitáveis. E são essas características que formam a identidade da banda”, dizem.
“Como referência de produção, temos diversas bandas indie dos anos 80 e 90, como Fellini, Duster, Daniel Johnston, e também os trabalhos da Transfusão Noise Records, idealizada por Lê Almeida. Todas essas influências resultam no segundo disco da banda, que será lançado ainda em 2026”, anunciam. Só esperar.
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