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Em novo single, La Bagunza faz da vida na estrada um idioma próprio

Um brasileiro, uma espanhola e dois anos vivendo dentro de um carro entre a Europa e o Brasil. Parece o início de um documentário de baixo orçamento ou de uma história que alguém contaria num bar às três da manhã, mas acabou virando a origem da La Bagunza. O duo passou esse tempo tocando nas ruas para bancar a própria sobrevivência e, agora instalado em Madri, faz dessa vida improvisada um cartão de visitas sonoro.
No single La bagunza, Fillipe De Serendipia e Betina não parecem muito interessados em respeitar fronteiras musicais. O som pula entre rock alternativo, gipsy rock e manouche com a mesma naturalidade de quem atravessa um país sem saber exatamente onde vai dormir na noite seguinte.
A letra também embarca nessa lógica nômade: português, espanhol, francês e inglês aparecem misturados em versos como “voy living like a rolling stone, viviendo de petit a petit / demain és un dia plus loin, y le chapeaux és combustible”, além do maravilhoso “não importa se a hard rain a gonna fall, eu busco o sol / e te digo, mon amour, que él toujours esta mas higher than the clouds”. No meio dessa torre de Babel particular, surgem referências que vão de Exu e Nanã a Raul Seixas e Bob Dylan.
- Late Again transforma o caos cotidiano em pop psicodélico, em Crazy or stupid
Filipe diz que a música narra uma escolha radical, não aquela visão romântica do “on the road”. “Há situações ou vivências que só a vida na estrada pode proporcionar, e de uma maneira muito peculiar. La bagunza é uma ode a este modo de viver. Ao mergulhar nessa nossa mistura de idiomas, pintamos um quadro visceral sobre a estrada: uma vida caótica, mas com propósito e, acima de tudo, mágica”, conta.
A produção ficou nas mãos de Javier Catalá, guitarrista que já trabalhou com Ricky Martin, Alejandro Sanz e Manu Tenorio. E, curiosamente, o encontro aconteceu do jeito que combina com uma banda chamada La Bagunza: durante um show em Madri, ninguém sabia operar a mesa de som – exceto Catalá. A coincidência ficou ainda maior quando descobriram que eram praticamente vizinhos, num pequeno povoado nos arredores da capital espanhola.
“Num período extenso de viagens, fizemos um show em Madrid e o acaso nos apresentou o Javier Catalá: ninguém sabia operar a mesa de som, exceto ele. Ali nasceu uma sintonia imediata, que se completou quando descobrimos que éramos vizinhos em um pueblito nos arredores da capital. O imprevisto abriu as portas dos Estúdios Montepríncipe, onde ele entendeu que nossa música não vem de laboratório, mas do asfalto, capturando a essência da nossa vivência”, conta Fillipe.
Foto: Divulgação
Lançado pelo selo independente espanhol The Duck Queen, o single ainda reúne Miguel Lamas (bateria), Mae Rod (baixo), Kyran (órgão Hammond) e Kinda Assis (viola erudita). É uma faixa que soa menos como o começo planejado de uma carreira e mais como um instantâneo de uma banda que decidiu transformar quilômetros rodados, improviso e encontros improváveis em música. Tem um clipe de La bagunza vindo aí, e sai em breve.
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Guantas fala dos perrengues da vida adulta em novo single

RESUMO: Em Vida adulta, o Guantas mistura rock, ritmos tropicais e humor para falar de contas, trabalho e sonhos de infância. O single ganhou um clipe sobre as dificuldades de crescer e encarar a rotina.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Trabalho, contas para pagar, geladeira vazia, transporte público lotado e aquela sensação de que a vida adulta não era bem o que a gente imaginava quando criança. É disso que trata Vida adulta, novo single do Guantas, banda paulistana que resolveu transformar os problemas do cotidiano numa música bem-humorada e dançante.
A faixa, lançada em 2 de outubro, também ganhou um clipe produzido pela Nacho Produções. No vídeo, o protagonista enfrenta situações bastante conhecidas de quem precisa lidar com as responsabilidades do dia a dia, enquanto lembra dos sonhos que tinha na infância. O resultado combina as dificuldades de crescer com o humor que o grupo costuma levar para suas músicas e apresentações.
O lançamento também foi celebrado com um show gratuito no dia 3 de outubro, no Gaz Burning Bar, durante o festival itinerante Palco Tarantino. A programação contou ainda com apresentações das bandas Nazireu Rupestre e Indaíz.
Formado em São Paulo em 2015 pelo argentino Nacho Martin, o Guantas mistura referências latino-americanas, ritmos tropicais e rock, com bastante espaço para os sopros e o ukulele. A banda também costuma investir em figurinos coloridos e numa apresentação de palco que não leva tudo tão a sério.
Em pouco mais de uma década, o grupo lançou dois álbuns, Guantas (2017) e Viva la Guantas (2019). A música Countryside entrou na trilha do programa Tá certo, da TV Cultura, enquanto Minha vizinha tocou em emissoras como 89FM, Kiss FM e USP FM. O grupo também passou por programas como Showlivre e por canais como Canal Brasil e Bis.
Agora, o Guantas apresenta uma nova formação, com Nacho Martin (voz e ukulele), Alex Ultra (guitarra), Alexandre Saldanha (baixo), Pedro Coutinho (teclado), Renan Pigmew (bateria), Fabio Bunito (trompete), Giovanni Santoro (trombone) e Abu (saxofone).
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Tropitrônix homenageia Poços de Caldas no clima tranquilo de “Mountain City”

RESUMO: Em parceria com Moonrib, o Tropitrônix mistura soul, jazz, city pop e eletrônica suave em Mountain City. A faixa troca o clima de pista pela contemplação das montanhas de Poços de Caldas.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Depois de estrear em 2025 com Sunset feelings, disco que misturava city pop, psicodelia e música eletrônica num clima de rave à beira-mar (e resenhado aqui), o duo Tropitrônix volta com Mountain City. Desta vez, os irmãos João Paulo Scalla Oliani e Breno Scalla Oliani trocaram a paisagem praiana pelas montanhas de Poços de Caldas (MG), cidade natal dos dois e inspiração para o novo single.
Feita em parceria com o músico indie mineiro Moonrib, a faixa mistura soul, jazz e indie com uma levada eletrônica tranquila, próxima do chill-out e do city pop. O andamento é relaxado, com espaço para uma voz processada eletronicamente que canta versos como “We live where the mountain has learned to be still / Echoes in quartz, humming the stone” (“Vivemos onde a montanha aprendeu a ficar imóvel / ecos no quartzo, fazendo a pedra cantarolar”).
O Tropitrônix nasceu da parceria entre os dois irmãos, que trabalham como músicos e produtores, combinando baixo, programação eletrônica e referências que vão do funk ao disco e ao house. No primeiro álbum, a dupla apostava numa trilha sonora imaginária para o pôr do sol, com músicas mais voltadas para a pista.
Em Mountain City, a ideia é outra: menos festa, mais contemplação. A paisagem de Poços de Caldas aparece tanto na letra quanto no clima da gravação.
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Os Alquimistas e akaStefani lembram romances punks em “Tu”

RESUMO: Em Tu, o trio sul-mato-grossense Os Alquimistas mistura punk e garage rock para contar uma história de amor e noites intermináveis, ao lado de akaStefani. A faixa antecipa seu primeiro álbum, previsto para 2026.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Um romance entre dois punks que se conheceram no colégio, noites que parecem não acabar e aquela impressão de que o relacionamento está por um fio. Pode ser uma história só ou várias lembranças misturadas. É mais ou menos por aí que vai Tu, single dos Alquimistas, trio de Campo Grande (MS) que prepara seu primeiro álbum completo depois de mais de uma década de atividade.
A música foi composta por Bo Loro, integrante da banda, e akaStefani, artista e produtora musical que ele conhece desde os tempos da cena punk de Campo Grande, e que passou por bandas como Duo Chipa e Manobra Feroz. As guitarras ficaram a cargo do cearense Edson Van Gogh, músico que já trabalhou com Cidadão Instigado, Jonnata Doll e os Garotos Solventes e Lirinha.
Em Tu, Os Alquimistas mostram seu lado mais ligado ao punk e ao rock de garagem, com referências que incluem Ramones, Johnny Thunders & The Heartbreakers e Fidlar. A gravação ainda tem uma curiosidade: um sino de verdade, que estava no Estúdio 45, onde o disco foi registrado, acabou entrando na música.
O título faz referência a uma composição de Edson Vander, artista admirado por Bo Loro. Lançada em 18 de setembro, a faixa antecipa o álbum homônimo do grupo, que reúne influências de psicodelia, punk, garagem e música brasileira, incluindo referências sul-mato-grossenses.
Formado em 2013 por Leotta, Perim e Bo Loro, o trio lançou em 2019 o EP Cidade pequena, que recebeu uma indicação ao Prêmio Dynamite de Música Independente na categoria Revelação. A banda também já passou por festivais como Grito do Rock, Campão Cultural e Som da Concha, além de ter feito shows no Rio e em São Paulo.
O primeiro álbum dos Alquimistas foi gravado com a colaboração do produtor Anderson Rocha, que já havia trabalhado com a banda no EP de estreia. O disco tem lançamento previsto para 2026 e contará com edição em vinil, atualmente em fabricação em São Paulo.
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