Cultura Pop
Relembrando: Paul Westerberg, “14 songs” (1993)

All shook down, último disco dos Replacements (1990), já não havia sido de fato um disco de banda – contou com vários convidados, perfazendo um número de participantes suficientes para ofuscar o próprio grupo. E era, na verdade, para ser um disco solo do vocalista Paul Westerberg, mas a Warner achou que renderia mais se fosse um disco da banda.
Livre dos Replacements, Paul lançou seu primeiro álbum solo, 14 songs, em 15 de junho de 1993. Comportou-se quase como um músico em busca de uma banda: ensaiou com nomes como Josh Kelly (bateria) e Rick Price (baixo), não achou que deu certo, convocou super músicos como Ian McLagan (ex-tecladista dos Faces) e Josh Freese (hoje – impossível não saber – baterista dos Foo Fighters), e foi burilando o trabalho, em meio a quatro meses de gravações em estúdios em Los Angeles, Nova York, San Francisco e Minneapolis.
14 songs foi um disco especial para vender a imagem de Paul como poeta punk, letrista dos marginalizados, mas com contornos mais existencialistas, musicalmente às vezes mais próximo do country. O primeiro single, a primorosa World class fad, zoava em alto volume (e com riffs e vocais grandiloquentes) as normalidades da vida, em versos como “essa besteira das nove às cinco não deixa você esquecer/de quem é o suicídio em que você está?”. A despeito disso, a Warner não economizou. O clipe da faixa, caríssimo, foi dirigido por Zack Snyder. A promoção do álbum também não foi nada barata.
A responsabilidade bateu na porta de Paul, que pela primeira vez se viu como dono de seu próprio emprego. Se os Replacements viviam bêbados, ele havia resolvido fazer a turnê do álbum sóbrio. Tomou uma atitude que cobraria o preço: recusou-se a abrir shows de nomes como U2 e Peter Gabriel e quis fazer uma tour por clubes pequenos e universidades. Por causa disso, talvez, as vendagens de 14 songs acabaram sendo apenas razoáveis.
Azar de quem perdeu o álbum, que abria com um misto de country e rock clássico da nova era, Knockin on mine, com Paul se esforçando para parecer um Roger Daltrey punk. Seguia com uma balada que lembrava um Roy Orbison moderno, First glimmer, com uma das interpretações mais emocionadas de Paul. Dice behind your shades era um country rock com violões na linha de frente e sonoridade vintage. Even here we are, canção com algo de Mother’s nature son, dos Beatles, e Black eyed Susan, pareciam bedroom folk, gravadas em algum quarto de hotel, com violão e programações. Silver naked ladies era quase um tributo aos Rolling Stones de discos como Some girls (1978).
Westerberg costuma brincar que, graças a 14 songs, foi milionário por um dia: ganhou uma bolada de grana, pagou todos os envolvidos, comprou uma casa e voltou ao que era antes. Mas saiu da aventura com um grande disco e um excelente início de carreira solo.
>> Mais Replacements no Pop Fantasma aqui
>> Tem episódio do nosso podcast Pop Fantasma Documento sobre eles aqui.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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