Vai demorar, mas tem disco novo do cantor e compositor (e admirador de Todd Rundgren e Curt Boettcher) Alan James vindo aí. O disco que dá sequência à estreia Despertar será gravado em 2021 e talvez só lançado em 2022. Mas enquanto o novo disco não chega, ele revisita uma música sua lançada em junho, Antes que o dia acabe, só que em versão orquestral.

O single de Alan James saiu no comecinho de dezembro pelo selo Caravela. Dessa vez, a canção foi gravada no ritmo da quarentena, com cada um em sua casa: Alan cantando e tocando piano e guitarra, Vitor Veiga tocando violão e fazendo o arranjo de cordas, e Rike Frainer na bateria.

A nova versão vem inspirada em standards dos anos 1940 e 1950, que Alan vem ouvindo. “Especialmente as mais românticas que sempre vinham adornadas com arranjo de cordas”, conta. “Também tenho escutado muito Chicago, Beach Boys, Unknown Mortal Orchestra, Luiz Melodia é uma galera da cena independente: Murilo Sá, Lucas Gonçalves, entre outros”.

Despertar deixou Alan James satisfeito e ele diz que não desistiu do formato álbum – apesar de muita gente preferir lançar singles e EPs. Uns singles aparecerão antes. “Tenho algumas músicas que penso em lançar como single ao longo de 2021. Inclusive a próxima que vou lançar que se chama Tudo com você, feita com Daniel Villares. Ela seria o novo single, mas como surgiu a ideia dessa versão, guardei pra lançar mais pra frente”, conta.

LIVES

Alan, que toca vários instrumentos, decidiu fazer lives temáticas durante a pandemia, tocando repertórios como os de Roberto Carlos.

“Comecei a fazer semanas após decretarem a quarentena, e tem sido parte de uma terapia pra mim. Demorei meses pra me acostumar a elas, mas enfim comecei a me sentir bem e a vontade fazendo, e encontrei o formato ideal. Agora tenho feito apenas no Facebook, onde fidelizei um público que tem me acompanhado, mas comecei fazendo também no Instagram”, afirma. “Nunca fui de me apresentar sozinho. Fiz isso muito pouco, que eu me lembre uma vez. Mas comecei a gostar de tocar sozinho e quero poder fazer isso muito mais vezes quando os shows voltarem com toda a segurança”, conta.

E como tem sido o dia a dia durante o isolamento? Além dos cuidados com a casa e até de novos aprendizados na cozinha, muitas coisas têm rolado. “Tem sido uma gangorra de emoções. Comecei sem sentir muito os efeitos, mas depois de meses quando a ficha realmente caiu, bateu forte, a ponto de ter crises de ansiedade, bloqueio criativo, etc”, conta ele, que recentemente voltou a fazer terapia. “As coisas estão melhores de novo e caminhando. Com certeza é super importante cuidar da saúde mental nesse momento delicado”.

Além da música, Alan vem acompanhando a série Dexter e vem lendo livros como (opa, olha a música aí de novo) Os sonhos não envelhecem, de Marcio Borges, sobre a formação do Clube da Esquina. “Se pudesse ter instrumentos novos e diferentes em casa provavelmente estaria me dedicando a aprendê-los também”, conta. “Algo que tenho estudado e procurado me aprofundar são as plataformas digitais, especialmente Spotify e YouTube. Tenho tentado aplicar isso na minha música em geral”.

A versão antiga de Antes que o dia acabe tá aqui.

Foto: Jardel Muniz/Divulgação

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