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Allegories lança singles e clipes “em VHS” para ver no YouTube

RESUMO: Partindo de observações do cotidiano, a dupla Allegories entrega os dois últimos singles antes do álbum By accident, on purpose, unindo shoegaze, indie rock e… VHS
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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A dupla Allegories chega mais perto do lançamento de seu álbum By accident, on purpose, previsto para 16 de outubro. Saem os dois últims singles, Honestly, that’s enough honesty e They’ll never suspect you. São sons que passeaiam entre o indie rock e o shoegaze, usando guitarras carregadas de efeitos e mudanças de dinâmica para criar um clima de permanente instabilidade.
A letra de Honestly gira em torno da ideia de autenticidade e de como as pessoas constroem versões de si mesmas. They’ll never…, por sua vez, é bizarrice da grossa, falando de violência como algo banal. “Existe uma longa tradição de baladas sobre assassinatos, mas e os hinos do assassinato? Uma canção que imagina o ato com alegria, enquanto esfrega na cara da vítima a ideia de que ninguém se importará com sua morte”, diz a banda no release.
Em vez de partir de relatos autobiográficos, o compositor Adam Bentley diz que prefere escrever a partir de personagens e observações do cotidiano. “As pessoas costumam achar que minhas músicas são confessionais. Existem elementos da minha vida nelas, mas elas surgem muito mais de personagens e fragmentos de pessoas que observei”, explica.
Essa mistura entre realidade e ficção também aparece na forma como a dupla encara as relações humanas. “Todos nós enganamos os outros na maneira como nos apresentamos em público. E provavelmente também enganamos a nós mesmos. Caso contrário, como seguir em frente?”, afirma Bentley. Um detalhe curioso é que as duas músicas não ganharam clipes: ganharam VHS oficial (!). Ou seja: um clipe envelhecido, com glitches e imagens que lembram as velhas fitas de vídeo. Olha só aí embaixo.
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“Você, eu e a FEBRABAN pegando fogo”: vem aí o novo disco do Partido da Classe Perigosa

RESUMO: Partido da Classe Perigosa anuncia o segundo álbum, Você, eu e a FEBRABAN pegando fogo, que chega em 7 de setembro com rap experimental, crítica política e convidados como Miçanga, Disstantes e 808 Punks.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Yanni Avellar/Divulgação
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A turma do Partido da Classe Perigosa, uma das nossas bandas nacionais preferidas da atualidade, avisa que tem disco novo vindo – em ano de eleição, não poderia ser diferente. O grupo afia o rap experimental em Você, eu e a FEBRABAN pegando fogo, que sai no dia 7 de setembro. Práxis, o debute do grupo, saiu em 2025 – e de lá pra cá, haviam saído o EP Dízimo e alguns singles.
FEBRABAN, caso você não saiba, é Federação Brasileira de Bancos. No Instagram, a banda publicou o seguinte aviso sobre o disco, que já teve pré-save liberado.
“No dia 07 de Setembro de 2026, dia do Grito dos excluídos – data histórica de luta da classe trabalhadora, o Partido da Classe Perigosa lança seu segundo álbum de estúdio: Você, eu e a FEBRABAN pegando fogo.
Com magnífica arte de capa de Jeska Barbosa, Você, eu e a FEBRABAN pegando fogo é composto de 11 faixas inéditas gravadas no Casa do Menino estúdio e no Escritório Transfusão Noise Records, e 100% produzido pelo Partido da Classe Perigosa.
O álbum tem lançamento exclusivo no Bandcamp mas também será lançado nas demais plataformas de streaming que só roubam e exploram os artistas musicais. Link na bio.
Todos somos a classe perigosa”.
O grupo também já anunciou a lista de feats do disco. O rapper, poeta e experimentador musical Miçanga está na “viagem reflexiva e distópica” de Inimigos do povo. O quadrinista e trompetista carioca Daniel Paiva une “melodia, improvisação e psicodelia” em Minha bolação, Mata vibe e Ciclo. Disstantes (Gilber T, Homobono e Augusto Feres) mandam ver no kraut rap em Sobre outro assunto.
A big band de punk e funk 808 Punks surge em Te vi no baile. Letícia Camaleão, cantora e compositora carioca, aparece em Mata vibe. E, por fim, a “entidade de antimúsica” God Pussy mistura protesto, performance e som abrasivo em Ciclo, no encerramento do álbum.
A lista de faixas segue abaixo:
01. Contos do crypto
02. Direito de resposta
03. Mutação da escravidão
04. O carro do ovo
05. Minha bolação – feat. Daniel Paiva
06. Inimigos do povo – feat. Miçanga!
07. Dança das farda
08. Sobre outro assunto – feat. Disstantes
09. Te vi no baile – feat. 808 Punks
10. Mata vibe – feat. Letícia Camaleãoe Daniel Paiva
11, Ciclo – feat. God Pussy e Daniel Paiva
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Sheal revisita os verões da infância em “Press rewind”

RESUMO: Sheal transforma o retorno à Nova Escócia em Press rewind, single folk-pop sobre infância, maternidade e a maneira como o tempo muda nossas lembranças.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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A cantora e compositora canadense Sheal, nome artístico de Sheilagh McNab, lança Press rewind, uma música sobre voltar para casa, lembrar da infância e perceber como o tempo muda a maneira como enxergamos essas lembranças.
Nascida na Nova Escócia e hoje vivendo em Toronto, Sheal escreveu a faixa pensando nas próprias experiências de retorno à região onde cresceu. Ser mãe também mudou sua relação com essas memórias. Ao acompanhar o crescimento das filhas, ela passou a olhar para a própria infância por outro ângulo.
O mar aparece bastante na música, assim como as estradas e paisagens da Costa Leste canadense. A inspiração também vem de uma tradição que Sheal mantém todos os verões: voltar à Nova Escócia com as filhas e passar um dia na praia com uma amiga de longa data. Conversas, comida, mergulhos e algumas horas sem muita preocupação com o relógio acabaram entrando na história da canção.
Press rewind combina folk e pop em um arranjo conduzido pelo piano e pelos vocais de Sheal. Eric Vanier toca bateria, percussão, baixo e guitarra elétrica e também ficou responsável pela produção, mixagem e masterização. A música acaba funcionando como um encontro entre duas fases da vida da cantora: a infância que ela lembra e a infância que hoje acompanha de perto como mãe.
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Clipe: Libertà mistura peso e manchetes para falar de violência contra a mulher

RESUMO: A banda mineira Libertà transforma revolta contra violência e impunidade em peso grunge e metal no clipe de O estrago, que mistura performance e manchetes reais.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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“Os culpados precisam pagar por seus atos!” É com esse recado que a banda mineira Libertà apresenta o videoclipe de O estrago, single que transforma em imagens a revolta diante da violência contra a mulher – e também a revolta diante da impunidade e dos feminicídios que aparecem diariamente nos jornais.
No clipe, essa ideia ganha uma dimensão mais concreta: a performance da banda em estúdio aparece intercalada a manchetes e notícias reais que serviram de inspiração para a música.
“A sonoridade abre espaço para que a revolta de ver tanta maldade e impunidade seja um desabafo, um exorcismo, um grito para dizer que estamos atentos. A principal mensagem é para que observemos quem está à nossa volta e não aceitemos nenhum tipo de agressão”, diz a banda.
O refrão da faixa é: “e eu espero que você se enterre e pague por tudo o que fez / e eu não quero que isso seja leve / esse tipo merece apodrecer / e antes que esse caso se encerre não há desculpas pra você / o que não é nada mais que um verme, um desastre não merece ser”
Dirigido pelo fotógrafo Eduardo Luderer, do Barba Negra Studios, o vídeo foi registrado de maneira intimista em seu estúdio. Leonardo Fabrino cuidou da captação das imagens, acompanhando a energia da banda em uma performance que mantém a crueza da música.
Formada em 2021, em Juiz de Fora (MG), a Libertà reúne João Reis (vocais), Bruno Reis (guitarra), Pedro Rocha (guitarra), Lucas Müller (baixo) e Jovander Glauco (bateria). O Libertà trabalha principalmente com letras em português e mistura referências de grunge, metal, hard rock e stoner, mirando especialmente o peso do rock dos anos 1990.
Alice in Chains, Soundgarden, Faith No More e Stone Sour estão entre as referências citadas pela banda, que criou o projeto Riffzada e acumula dois singles, três EPs, uma session audiovisual e um álbum.
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