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Queens Of The Stone Age anuncia disco para outubro, “Perfecth”: saiba tudo

RESUMO: Perfecth, disco novo do Queens of the Stone Age, sai em outubro. Insignificant other, nova música da banda, é sobre “ver alguém que era seu mundo simplesmente desaparecer”.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Andreas Neumann / Divulgação
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O Queens of the Stone Age anunciou o nono álbum de estúdio, Perfecth, que chega em 30 de outubro pela Matador Records. A banda também divulgou Insignificant other, segundo single do disco, uma música que o cantor Josh Homme (que o texto de lançamento chama de Joshua Homme) resume como uma canção sobre distância e sobre a sensação de ver alguém que era seu mundo simplesmente desaparecer. “E também é sobre a estranha vertigem de estar no lado receptor disso”, diz Homme.
Insignificant other foi registrada em apenas duas tomadas e preserva um caráter mais aberto, com os integrantes deixando espaço para interações e improvisos. A formação atual do Queens of the Stone Age reúne Homme, Troy Van Leeuwen, Michael Shuman, Dean Fertita e Jon Theodore.
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O novo álbum foi produzido por Homme e Shuman e, segundo a banda, parte da ideia do kintsugi, técnica japonesa que recupera cerâmicas quebradas destacando suas rachaduras em vez de escondê-las. A imagem serve como ponto de partida para um disco que aborda diferentes formas de amor, incluindo relações familiares, amizades e romances, além das perdas e transformações associadas a elas.
As nove faixas foram desenvolvidas a partir de sessões realizadas em diferentes lugares, entre Nova Orleans e Los Angeles. Homme diz que as músicas não procuram necessariamente formar um conjunto homogêneo. “Cada música soa como se fosse de um mundo diferente”, conta. A ideia, segundo ele, é reunir diferentes estados emocionais ligados a amor, desejo, humor e às experiências que acabam produzindo algum tipo de aprendizado.
O título Perfecth também brinca com a própria noção de perfeição. Homme considera que “perfect” é uma palavra que não corresponde à realidade, já que nada é realmente perfeito. Daí a alteração do termo. “Nada neste mundo é perfeito, mas tudo parece ser ‘perfecth’. E esse título é engraçado quando você está em um grupo, mas não é tão engraçado quando você está sozinho”, conta.
O lançamento de Insignificant other veio acompanhado de um videoclipe dirigido por Chapman Baehler, que coloca um cão abandonado no centro de uma história ligada ao conceito do álbum – os filhos de Josh, Ruby e Max, participam do clipe. O disco chega às plataformas em 30 de outubro.
Anteriormente, o grupo havia divulgado o single Easy street, na qual Josh faz dueto com a cantora e compositora country Nikki Lane – que geralmente é chamada por aí de “primeira dama do country fora-da-lei”. Nessa faixa, o grupo bicou o balde e chutou pra bem longe qualquer linguagem sonora associada ao stoner. Trata-se de uma canção bem próxima do country, lembrando o mergulho dream pop que uma série de artistas vêm fazendo no estilo musical. O cantor disse também que a música foi composta de modo bem despojado (leia mais aqui).
Confira abaixo a capa e os nomes das músicas de Perfecth, além do teaser do disco.
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LISTA DE FAIXAS
01. It’s only love
02. Insignificant other
03. Where the goth girls at?
04. Mono
05. From the cliff
06. Sunday
07. Easy street
08. Phantom limb
09. Run away from the mob
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Grimes mistura IA, religião e distopia em “Accelerando”, primeira faixa de “Psy opera”

RESUMO: Grimes apresenta Accelerando, primeiro single de Psy opera, álbum sobre inteligência artificial, guerras, religião e relacionamentos. O clipe traz androides, fogueiras e imagens distópicas.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Inteligência artificial, guerras, religião, ex-namorados problemáticos e até a turma do looksmaxxing — aquela obsessão da internet por melhorar a aparência física. Grimes resolveu colocar tudo isso no mesmo disco. A cantora canadense acaba de lançar Accelerando, primeira amostra de Psy opera, álbum que ainda não tem data de lançamento, mas já promete uma boa dose de esquisitice.
O novo single vem acompanhado de um clipe que parece reunir várias ideias de filmes distópicos numa tacada só. Grimes aparece enrolada em correntes, é queimada numa fogueira e ainda empunha uma arma no meio de uma batalha entre androides. A letra não fica atrás: tem referências a lobotomia americana, Van Gogh e um convite para que alguém a devore. O título da música, aliás, pode ser uma referência a Accelerando, romance de ficção científica publicado por Charles Stross em 2005.
Grimes havia anunciado Psy Opera em abril, numa entrevista à revista Interview, revelando inclusive os títulos de duas músicas: The light ages e Eve is online. Agora, o material de divulgação explica um pouco melhor a ideia do álbum. Segundo o texto, o disco vai abordar tudo o que a cantora testemunhou como uma “mulher da história” durante seu afastamento da música pop. E isso inclui desde os debates sobre inteligência artificial até guerras consideradas imorais e relacionamentos que não deram certo.
A relação de Grimes com a inteligência artificial, por sinal, já vem de alguns anos. Em 2023, ela chegou a oferecer metade dos royalties a quem conseguisse criar uma música de sucesso usando uma versão de sua voz gerada por IA. No ano seguinte, participou da série A brief history of the future, da PBS, defendendo que a tecnologia poderia ajudar a revelar novos talentos musicais. Para ela, quando todo mundo tiver acesso a ferramentas capazes de produzir material com qualidade profissional, a diferença estará na criatividade de cada artista.
A cantora também abriu um canal no Instagram chamado Eve is online e divulgou um trailer de Psy opera que transforma o Evangelho de João numa história futurista sobre máquinas e divindades. “No princípio era a palavra, e a palavra era deus. E o homem fez deus à sua imagem, e Deus abraçou a natureza do homem”, diz a narração. Em seguida, descreve um Éden construído em metal, iluminado por luz artificial capaz de rivalizar com o sol.
Psy opera será o primeiro álbum de Grimes desde Miss Anthropocene, de 2020, e também o primeiro lançamento por seu próprio selo, Nazgul Recording LLC, criado depois de sua saída da Columbia Records. Pelo que ela mostrou até agora, a volta ao pop não será exatamente discreta.
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Instagram não para de recomendar “Higher”, do Creed – e nem sabe por quê

RESUMO: Higher, hit do Creed lançado em 1999, virou sugestão recorrente de música nos Stories do Instagram. A plataforma admite que há um problema no algoritmo e tenta descobrir como resolvê-lo.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução
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Aparentemente, o Creed está aparecendo onde ninguém chamou. Quem costuma colocar música nos stories do Instagram pode ter esbarrado em Higher, hit lançado pela banda em 1999, entre as primeiras sugestões da plataforma. Até aí, tudo bem. O problema é que a faixa aparece o tempo todo, mesmo quando não tem absolutamente nada a ver com o que está sendo publicado.
A insistência começou a chamar a atenção dos usuários, que passaram a desconfiar de alguma campanha promocional do Creed. Afinal, seria uma maneira e tanto de fazer uma música de quase 30 anos voltar à cabeça das pessoas. Só que, pelo visto, nem o Instagram entende direito o que está acontecendo.
A história foi parar na CNN americana, que procurou a plataforma para saber de onde vinha tanto amor pelo Creed. A resposta foi curiosa: depois de investigar o caso, o Instagram descobriu que Higher estava sendo sugerida a muito mais gente do que deveria. A empresa informou que seus engenheiros estão tentando resolver o problema, mas não explicou o que fez a música ganhar tamanha preferência do algoritmo.
Lançada como primeiro single de Human clay (1999), segundo álbum do Creed, Higher foi o primeiro sucesso do grupo a entrar no Top 10 americano. A faixa voltou a circular com força nas redes sociais nos últimos anos, acompanhando uma onda de nostalgia pelo rock da virada dos anos 1990 para os 2000 e o retorno da banda aos shows, em 2024.
Agora, quase três décadas depois, o Creed conseguiu uma coisa que muita banda adoraria: entrar na trilha sonora da vida de milhares de pessoas sem que ninguém tivesse pedido. Nem mesmo o Instagram.
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Samuel Amaro transforma implicância amorosa em clipe inspirado no city pop

RESUMO: Em Eu ia, Samuel Amaro mistura referências ao city pop e imagens de câmeras antigas para contar uma história de amor reprimido, em que provocar o outro é mais fácil do que admitir os sentimentos.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Lírica Aragão e Pietro Saura / Divulgação
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Implicância também pode ser declaração de amor – pelo menos em Eu ia, música do paranaense Samuel Amaro que acaba de ganhar clipe. A faixa faz parte do álbum de estreia Músicas surpreendentemente comuns, melancólicas e feitas para dormir, e seu vídeo mistura referências de city pop dos anos 1980 com uma história sobre gente que prefere provocar a admitir o que sente.
Filmado em Maringá (PR), o clipe acompanha três tentativas do protagonista de se aproximar de seu par romântico. Em todas, o medo de se expor acaba atrapalhando as coisas. A produção é da Bolinha de Gude Produções, com direção e edição de Lírica Aragão e Pietro Saura, e aposta numa imagem inspirada em handycams e câmeras analógicas.
“A ideia do clipe nasceu para traduzir em imagens essa minha obsessão pelo city pop e essa ponte entre o retrô e o contemporâneo. A história retrata esse amor reprimido, daquela pessoa que se irrita e se opõe a tudo que o outro faz só para esconder o que sente, como a Helga faz com o Arnold no desenho dos anos 90. É sobre se proteger atrás da implicância em cena para não ter que lidar com a própria vulnerabilidade”, explica Samuel.
Eu ia foi gravada no home studio do próprio músico, em Maringá. O esquema caseiro acabou chegando também às filmagens: numa das cenas, a equipe precisou segurar manualmente uma cortina que aparece no cenário porque não havia suporte para prender o varão.
Em atividade desde 2018, Samuel lançou anteriormente os EPs Morno (2020) e Sintoma (2022). O músico também produz sob o nome Qumma, projeto voltado ao lo-fi. Eu ia traz João Manoel, da banda Jovens Ateus, na guitarra, Luiz Júnior no baixo e mixagem e masterização de Maurício Mendes.
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