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Johnny Marr canta contra “idiotas com opiniões duvidosas” (ih, rapaz) em nova música

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Johnny Marr (Foto: Andy Cotterill / Divulgação)

RESUMO: Johnny Marr transforma It’s time em um chamado contra cinismo e corrupção. A faixa é mais uma prévia de The age of everything, seu quinto álbum solo.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Andy Cotterill / Divulgação

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Como já vi alguém comentando: “olha só, Johnny Marr tá fazendo música pro Moz!”. Enfim, sabe-se lá qual o “muso” da canção, mas Johnny vem com mais uma prévia de seu próximo álbum solo, The age of everything, que é It’s time. Uma música que ele diz ser sobre “os idiotas com opiniões duvidosas”.

Depois de Spin e Ophelia, a nova faixa funciona como um chamado à luta contra o cinismo e a corrupção. Marr fala de temas pesados, mas escolhe uma sonoridade que cria um contraste entre a energia da música e a mensagem da letra. “É a minha maneira de cantar sobre alguns problemas do mundo, mas encontrando resistência no idealismo”, explica Marr.

“Eu queria uma letra que combinasse com a exuberância da música, mas que fosse, na verdade, sobre resistir ao cinismo e à corrupção”, diz ele, que falou na letra em mobilização, em abrir os olhos e buscar a verdade. Já o clipe foi gravado durante o maior show solo de sua carreira, realizado no início deste ano no Castlefield Bowl, em Manchester, cidade natal do músico.

The age of everything é o quinto disco solo do músico, e chega em 2 de outubro. Em novembro, ele vem ao Brasil.

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“É uma jornada pela alma da América do Sul”, dizem Hermanos Gutiérrez sobre “Los Andes”

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Hermanos Gutiérrez - Foto: Jackie Lee Young / Divulgação

RESUMO: Hermanos Gutiérrez mergulha nas raízes latino-americanas em Los Andes, faixa instrumental que antecipa Los ojos del cóndor, produzido por Dan Auerbach.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Jackie Lee Young / Divulgação

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Os irmãos suíço-equatorianos Hermanos Gutiérrez estão de volta com Los Andes, faixa que dá nome à cordilheira que serve de eixo para o novo álbum da dupla, Los ojos del cóndor, previsto para 25 de setembro pela Easy Eye Sound.

Estevan e Alejandro Gutiérrez unem guitarras que parecem trilha sonora de um filme que ainda não existe. A interação entre guitarra e lap steel é econômica e atmosférica, criando uma música que tem mais a ver com paisagem e sensação do que com grandes acontecimentos. O clipe, dirigido por Robert Schober, segue essa ideia com uma colagem de imagens e técnicas de mídia mista.

“Mais do que uma música, Los Andes é uma jornada pela alma da América do Sul”, dizem os irmãos. “Carregada pelo espírito do condor, ela desliza sobre picos antigos, vales sagrados e horizontes infinitos, onde o silêncio se torna melodia e as montanhas parecem respirar”.

Los ojos del cóndor foi produzido por Dan Auerbach, do The Black Keys, no estúdio Easy Eye Sound, em Nashville. O álbum reúne dez faixas e olha diretamente para as referências latino-americanas da dupla: o Equador de origem da mãe dos irmãos, a herança peruana da família e a geografia dos Andes.

A ideia é ampliar a fórmula instrumental que tornou o Hermanos Gutiérrez conhecido, misturando o som cinematográfico das guitarras com elementos de surf music, faroeste e música latina. Aparecem ainda referências à milonga argentina, à cumbia peruano-colombiana e a sonoridades tradicionais andinas.

Uma novidade importante está no charango, instrumento de cordas típico dos Andes que Alejandro toca em algumas das faixas. O resultado promete deixar o som da dupla um pouco mais próximo do território que inspirou o disco.

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“Anti-system”: Virus Files faz música para quem não quer se encaixar

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Virus Files (Foto: Divulgação)

RESUMO: Anti-system, do Virus Files, mistura punk, rock, hip-hop e industrial em uma faixa sobre inconformismo, liberdade e a recusa em seguir expectativas e padrões.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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Anti-system é o novo single do Virus Files, projeto independente do Brooklyn que mistura punk, rock e hip-hop em uma faixa construída em torno de uma ideia bastante direta: não se encaixar.

A música fala da frustração de quem se sente preso às expectativas da sociedade e transforma esse incômodo em uma espécie de trilha sonora da resistência. Em vez de aceitar tendências ou seguir o que já está estabelecido, Virus Files aposta em uma sonoridade agressiva e sem muita preocupação em caber em um gênero específico.

A música fala de rebeldia, liberdade, individualidade e da recusa em ser controlado, com elementos de hip-hop alternativo, punk e música industrial. É uma música sobre não pertencer – e transformar essa sensação em combustível, como se o questionamento principal fosse: o que acontece quando você para de tentar se adaptar?

O Virus Flies, aliás, se define de maneira bem clínica: “O projeto funde punk, rock e hip-hop em música crua e carregada de emoção, sempre guiada por uma autenticidade destemida”. Não que seja novidade o rock e o hip-hop se encontrarem para falar de inconformismo, mas a ideia é não se prender nem a um, nem a outro. E se a música não precisa obedecer a um formato, quem está ouvindo também não precisa.

Você conhece o som do Virus Flies, que tem na discografia vários singles, além de EPs como Wicked and wild (2017) e 777 EP (2025) aí embaixo.

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Neil Young resgata uma de suas primeiras músicas para seu próximo disco

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Neil Young encontra esperança no caos em “Second song”

RESUMO: Neil Young resgata Casting me away from you, composta nos anos 1960, e grava a música com o Chrome Hearts para seu próximo álbum, Second song.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução

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Neil Young está desenterrando uma música que ficou esperando por mais de seis décadas para aparecer em um disco de estúdio seu. É Casting me away from you, uma de suas primeiras canções, composta pelo músico ainda nos anos 1960, que ganhou uma nova gravação com o The Chrome Hearts e estará no próximo álbum dele com a banda, Second song, que chega em 18 de setembro pela Reprise Records.

A história é curiosa: quando começou a preparar o disco, Young percebeu que tinha apenas cinco músicas novas e precisava de mais material. Foi então que resolveu vasculhar seus arquivos e encontrou algumas composições de sua primeira fase, escritas quando ainda tocava com sua primeira banda, no começo dos anos 1960.

Na época, ele contou: “Estávamos sem músicas. Precisávamos de mais. Na manhã seguinte, uma música me veio à cabeça e eu a estava tocando. Consultei os arquivos e descobri que era de 1963, inédita”, disse. E havia mais material. “Encontrei outras três junto com ela… também inéditas! Três músicas de 60 anos e cinco totalmente novas!”, afirmou.

Agora, Young apresentou (por enquanto apenas em seu site) a versão de Casting me away from you que gravou com os Chrome Hearts. A música é uma das três composições antigas recuperadas para Second Song.

“CASTING ME AWAY FROM YOU é uma das minhas primeiras músicas. Acho que a escrevi em 64 ou 65. Quando gravamos Second Song, no início deste ano, fiquei sem músicas rapidamente. Eu só tinha as 5 novas, as mais longas, e precisava de mais, então comecei a explorar e surgiu Casting me away – lá do fundo do meu passado.”

Young também encontrou uma gravação antiga da música feita com seu colega de escola Comrie Smith. “Existe uma gravação antiga com meu colega de escola Comrie Smith, em algum lugar nos ARQUIVOS daquela época. Eu a gravei para o álbum Second Song com o Chrome Hearts no dia seguinte.”

A nova versão vem acompanhada de um vídeo recuperado dos arquivos do músico, registrado no Rancho Broken Arrow no início dos anos 1970. Young aparece dirigindo pelo local enquanto Carrie Snodgress, mãe de Zeke Young, cavalga com o cachorro Timer.

“Confiram esse vídeo! A mãe do Zeke, Carrie Snodgress, está cavalgando com o Timer, nosso cachorro, que está comigo enquanto atravessamos o belo rancho por uma estrada nova. Um abraço para vocês.”

Como falamos, por enquanto tá tudo apenas no site do cantor, tanto vídeo quanto áudio. A música já havia aparecido em outra versão na caixa Neil Young Archives Vol. I (1963–1972), lançada em 2009.

Para Second song, portanto, Young está fazendo algo além de simplesmente recuperar material antigo: está colocando músicas de quando tinha pouco mais de 20 anos ao lado de composições feitas agora. É uma conversa entre o Neil Young de 1964 e o de 2026 — com os Chrome Hearts no meio.

Tem mais sobre Second song aqui. Você ouve a versão de 2009 aí embaixo.

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