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“Anti-system”: Virus Files faz música para quem não quer se encaixar

RESUMO: Anti-system, do Virus Files, mistura punk, rock, hip-hop e industrial em uma faixa sobre inconformismo, liberdade e a recusa em seguir expectativas e padrões.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Anti-system é o novo single do Virus Files, projeto independente do Brooklyn que mistura punk, rock e hip-hop em uma faixa construída em torno de uma ideia bastante direta: não se encaixar.
A música fala da frustração de quem se sente preso às expectativas da sociedade e transforma esse incômodo em uma espécie de trilha sonora da resistência. Em vez de aceitar tendências ou seguir o que já está estabelecido, Virus Files aposta em uma sonoridade agressiva e sem muita preocupação em caber em um gênero específico.
A música fala de rebeldia, liberdade, individualidade e da recusa em ser controlado, com elementos de hip-hop alternativo, punk e música industrial. É uma música sobre não pertencer – e transformar essa sensação em combustível, como se o questionamento principal fosse: o que acontece quando você para de tentar se adaptar?
O Virus Flies, aliás, se define de maneira bem clínica: “O projeto funde punk, rock e hip-hop em música crua e carregada de emoção, sempre guiada por uma autenticidade destemida”. Não que seja novidade o rock e o hip-hop se encontrarem para falar de inconformismo, mas a ideia é não se prender nem a um, nem a outro. E se a música não precisa obedecer a um formato, quem está ouvindo também não precisa.
Você conhece o som do Virus Flies, que tem na discografia vários singles, além de EPs como Wicked and wild (2017) e 777 EP (2025) aí embaixo.
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“É uma jornada pela alma da América do Sul”, dizem Hermanos Gutiérrez sobre “Los Andes”

RESUMO: Hermanos Gutiérrez mergulha nas raízes latino-americanas em Los Andes, faixa instrumental que antecipa Los ojos del cóndor, produzido por Dan Auerbach.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Jackie Lee Young / Divulgação
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Os irmãos suíço-equatorianos Hermanos Gutiérrez estão de volta com Los Andes, faixa que dá nome à cordilheira que serve de eixo para o novo álbum da dupla, Los ojos del cóndor, previsto para 25 de setembro pela Easy Eye Sound.
Estevan e Alejandro Gutiérrez unem guitarras que parecem trilha sonora de um filme que ainda não existe. A interação entre guitarra e lap steel é econômica e atmosférica, criando uma música que tem mais a ver com paisagem e sensação do que com grandes acontecimentos. O clipe, dirigido por Robert Schober, segue essa ideia com uma colagem de imagens e técnicas de mídia mista.
“Mais do que uma música, Los Andes é uma jornada pela alma da América do Sul”, dizem os irmãos. “Carregada pelo espírito do condor, ela desliza sobre picos antigos, vales sagrados e horizontes infinitos, onde o silêncio se torna melodia e as montanhas parecem respirar”.
Los ojos del cóndor foi produzido por Dan Auerbach, do The Black Keys, no estúdio Easy Eye Sound, em Nashville. O álbum reúne dez faixas e olha diretamente para as referências latino-americanas da dupla: o Equador de origem da mãe dos irmãos, a herança peruana da família e a geografia dos Andes.
A ideia é ampliar a fórmula instrumental que tornou o Hermanos Gutiérrez conhecido, misturando o som cinematográfico das guitarras com elementos de surf music, faroeste e música latina. Aparecem ainda referências à milonga argentina, à cumbia peruano-colombiana e a sonoridades tradicionais andinas.
Uma novidade importante está no charango, instrumento de cordas típico dos Andes que Alejandro toca em algumas das faixas. O resultado promete deixar o som da dupla um pouco mais próximo do território que inspirou o disco.
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Neil Young resgata uma de suas primeiras músicas para seu próximo disco

RESUMO: Neil Young resgata Casting me away from you, composta nos anos 1960, e grava a música com o Chrome Hearts para seu próximo álbum, Second song.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução
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Neil Young está desenterrando uma música que ficou esperando por mais de seis décadas para aparecer em um disco de estúdio seu. É Casting me away from you, uma de suas primeiras canções, composta pelo músico ainda nos anos 1960, que ganhou uma nova gravação com o The Chrome Hearts e estará no próximo álbum dele com a banda, Second song, que chega em 18 de setembro pela Reprise Records.
A história é curiosa: quando começou a preparar o disco, Young percebeu que tinha apenas cinco músicas novas e precisava de mais material. Foi então que resolveu vasculhar seus arquivos e encontrou algumas composições de sua primeira fase, escritas quando ainda tocava com sua primeira banda, no começo dos anos 1960.
Na época, ele contou: “Estávamos sem músicas. Precisávamos de mais. Na manhã seguinte, uma música me veio à cabeça e eu a estava tocando. Consultei os arquivos e descobri que era de 1963, inédita”, disse. E havia mais material. “Encontrei outras três junto com ela… também inéditas! Três músicas de 60 anos e cinco totalmente novas!”, afirmou.
Agora, Young apresentou (por enquanto apenas em seu site) a versão de Casting me away from you que gravou com os Chrome Hearts. A música é uma das três composições antigas recuperadas para Second Song.
“CASTING ME AWAY FROM YOU é uma das minhas primeiras músicas. Acho que a escrevi em 64 ou 65. Quando gravamos Second Song, no início deste ano, fiquei sem músicas rapidamente. Eu só tinha as 5 novas, as mais longas, e precisava de mais, então comecei a explorar e surgiu Casting me away – lá do fundo do meu passado.”
Young também encontrou uma gravação antiga da música feita com seu colega de escola Comrie Smith. “Existe uma gravação antiga com meu colega de escola Comrie Smith, em algum lugar nos ARQUIVOS daquela época. Eu a gravei para o álbum Second Song com o Chrome Hearts no dia seguinte.”
A nova versão vem acompanhada de um vídeo recuperado dos arquivos do músico, registrado no Rancho Broken Arrow no início dos anos 1970. Young aparece dirigindo pelo local enquanto Carrie Snodgress, mãe de Zeke Young, cavalga com o cachorro Timer.
“Confiram esse vídeo! A mãe do Zeke, Carrie Snodgress, está cavalgando com o Timer, nosso cachorro, que está comigo enquanto atravessamos o belo rancho por uma estrada nova. Um abraço para vocês.”
Como falamos, por enquanto tá tudo apenas no site do cantor, tanto vídeo quanto áudio. A música já havia aparecido em outra versão na caixa Neil Young Archives Vol. I (1963–1972), lançada em 2009.
Para Second song, portanto, Young está fazendo algo além de simplesmente recuperar material antigo: está colocando músicas de quando tinha pouco mais de 20 anos ao lado de composições feitas agora. É uma conversa entre o Neil Young de 1964 e o de 2026 — com os Chrome Hearts no meio.
Tem mais sobre Second song aqui. Você ouve a versão de 2009 aí embaixo.
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Oasis no Glastonbury 2027? “Não vai acontecer”, esbraveja Liam Gallagher

RESUMO: Liam Gallagher descarta Oasis no Glastonbury 2027, mas rumores sobre novos shows continuam, especialmente após a liberação de Knebworth para grandes eventos.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução
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Se você esperava o Oasis como headliner do festival de Glastonbury em junho de 2027, pode sentar e continuar esperando. Apesar das especulações, o cantor Liam Gallagher descartou que a banda vá ocupar a posição no retorno do evento no ano que vem.
O desmentido rolou numa resposta a uma página de fãs do Oasis no Xwitter. A tal página tinha compartilhado a informação de que os gigantes do Britpop eram os favoritos de uma casa de apostas (sim, turnês de retorno e presença em festivais são temas BEM queridos das bets lá fora).
“Não vai acontecer, então todos vocês, seus idiotas de Crocs e bandeiras na mão, podem se acalmar”, escreveu o cantor. Um fã perguntou com o que Liam tinha sonhado na noite anterior, e ele aproveitou pra descer aos uma vez no remo no festival. “Sonhei que estávamos tocando em Glastonbury e a brigada dos crocodilos invadiu o palco e começou a me chicotear até a morte com suas bandeiras. Demorei uma eternidade para me recuperar, amigo”, escreveu (via Far Out).
Em se tratando de Liam, vai saber o que é verdade e o que é pura implicância. No começo de agosto, a suspeita de que o Oasis iria se apresentar ficou mais forte, porque Emily Eavis, filha do fundador do festival, Michael Eavis, descartou que Madonna iria se apresentar, mas disse que “temos três outros artistas principais e estamos muito animados com isso. Tudo está se encaixando muito bem”, afirmou.
Embora o Oasis possa não voltar ao Glastonbury em 2027, a banda já tem outro possível grande palco no horizonte. No início de agosto, a SJM Concerts, responsável pela turnê de reunião do grupo em 2025, recebeu uma licença para promover shows no Knebworth House.
Segundo a BBC, o Conselho de North Hertfordshire autorizou a realização de eventos no local a partir de 1º de agosto, sem prazo definido para o fim da licença. O novo acordo permite shows para até 125 mil pessoas, com música ao vivo até as 3h da manhã.
Isso, por si só, não significa que o Oasis esteja planejando voltar a Knebworth – mas é difícil ignorar a coincidência, até porque foi ali que a banda realizou dois dos shows mais emblemáticos de sua carreira, em agosto de 1996, diante de cerca de 250 mil pessoas no total. Há rumores de mais shows da banda, e Liam Gallagher disse que a tour de 2025 não seria uma despedida. “É mais tipo: quem diabos quer uma turnê?”, disse.
Outro nome que já tratou de afastar os rumores foi Brian May. O guitarrista do Queen disse ao Daily Mail que não pretende tocar no festival em 2027 por discordar das posições dos organizadores sobre a caça a texugos no Reino Unido.
“Não irei ao Glastonbury no próximo ano devido à política das pessoas que o organizam. A menos que isso mude, não irei”, afirmou. “Eles gostam de matar texugos e acham que é por esporte, e isso é algo que não posso apoiar, porque estamos tentando salvar esses texugos há anos, e eles continuam sendo mortos, por isso estamos perdendo oportunidades”.
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