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Mimiza: beats, música brasileira e sons acústicos em “Índia do anel”

RESUMO: Mimiza, produtor cultural e músico mineiro, estreia carreira solo com o single e o clipe de Índia do anel, combinando instrumentos acústicos, beats eletrônicos e elementos da música brasileira.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Daniel Cotta / Divulgação
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Índia do anel apresenta Mimiza em uma canção que prefere o mistério às explicações. O single marca a estreia solo do músico e produtor cultural mineiro, depois de anos atuando nos bastidores da cena independente.
Produzida por Max Teixeira (Coral), a faixa combina instrumentos acústicos, beats eletrônicos e elementos da música brasileira. A letra se constrói a partir de poucas imagens – o anel de tucum, o cabelo pequi, uma personagem que “anda perdida aí” – e deixa que elas permaneçam abertas. Em vez de contar uma história fechada, Mimiza cria uma espécie de estado de encantamento, conduzido pela repetição e pelo balanço da música.
Barbara Daros participa dos vocais e dos coros, ao lado de Deco e Max Teixeira. A produção mantém a leveza da composição enquanto aproxima a instrumentação orgânica de uma base eletrônica.
O clipe da faixa foi dirigido por Diego e gravado de forma independente na casa de Mimiza. O filme parte da mesma personagem da música e trabalha com uma atmosfera de mistério. A ideia inicial era aproximá-la do terror, mas a equipe acabou seguindo outro caminho.
“Em reunião com o Diego, diretor do clipe, entendemos que a personagem da música era uma figura que rondava o imaginário do eu lírico. Daí fomos levando o universo do clipe quase pra um filme de terror, mas recuamos pro mistério, que tinha mais a ver com a atmosfera da música”, conta Mimiza.
A estreia solo também retoma uma relação antiga do artista com a música. Aos 12 anos, ele começou a estudar violão erudito. Entre 2013 e 2015, integrou a banda Dom Pepo, com a qual circulou por diferentes estados e participou de festivais. Depois, passou a trabalhar principalmente como produtor cultural em Belo Horizonte, colaborando com projetos e artistas como Rosa Neon, Graveola e Lamparina.
Agora, Mimiza volta ao centro da criação com uma sequência de lançamentos. Índia do anel é o primeiro de três singles previstos para os próximos meses, com produções de Felipe D’Angelo e Bernardo Bauer, do Estúdio Cais, e de Thiago Correia e Matheus Henrique, do Frango no Bafo. A série deve culminar em um EP previsto para 2027.
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“Ninguém quer saber”: Abel Capella transforma luto e apatia em música

RESUMO: Abel Capella resgata uma gravação do baterista Markim, amigo que morreu, em Ninguém quer saber, single sobre a apatia diante dos problemas do mundo.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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“Sabe quando você percebe que alguma coisa está errada, mas prefere não saber? Acredito que, atualmente, esse é um grande dilema da humanidade”. É a partir desse incômodo que Abel Capella apresenta Ninguém quer saber, terceiro single de seu próximo álbum, Fora do tempo, previsto para outubro.
A faixa lançada nesta terça (25) tem uma história anterior ao disco. Sua base veio de uma gravação deixada pelo baterista Marcos Thalma, o Markim, amigo de Abel que morreu. O registro começa apenas com a bateria, gravada pelo músico. “Ele começa tudo nas linhas de bateria, sem guitarra nem violão, é o Markim, com clique no ouvido, tocando bateria e imaginando a música”, conta Abel.
Anos depois, o material foi retomado. Rodrigo Nepomuceno acrescentou as guitarras, Abel escreveu a letra, e Rodrigo completou a gravação com o baixo. O resultado junta uma composição interrompida no passado à produção atual de Fora do tempo.
- Mimiza: beats, música brasileira e sons acústicos em Índia do anel
A letra olha para uma apatia diante dos problemas do mundo: a percepção de que alguma coisa está errada existe, mas encarar o que está acontecendo parece exigir um esforço que muita gente prefere evitar. É um tema que Abel considera especialmente delicado dentro de sua obra. Tanto que ele diz que, artisticamente falando, “a letra dessa música é a coisa mais perigosa que eu já escrevi”.
A canção também funciona como uma homenagem a Markim sem transformar sua participação em simples arquivo. As gravações deixadas pelo baterista foram incorporadas ao álbum como parte de um reencontro de Abel com músicos, memórias e momentos que ficaram para trás. Em Ninguém quer Saber, esse passado ganha uma nova forma, com conexão entre memória e presente.
Antes do novo single, Abel havia apresentado 1996 e Até quando?.
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Balaclava Fest confirma show paralelo de Sudan Archives: ingressos à venda

RESUMO: Sudan Archives, violinista, cantora, compositora e produtora que passa por estilos como R&B, soul, hip-hop, música eletrônica, pop experimental, se apresenta na progrmamação paralela do Balaclava Fest, no Cine Joia.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Yanran Xiong / Divulgação
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O selo e produtora Balaclava Records anuncia o show solo de Sudan Archives em São Paulo, como parte da programação paralela do Balaclava Fest, que acontece nos dias 26 e 27 de setembro no Tokio Marine Hall. O projeto de Brittney Parks, que combina hip-hop, R&B e música eletrônica experimental com loops de cordas hipnóticas e violinos, poderá ser visto no festival no dia 27 e também no dia 28 de setembro, no Cine Joia, em São Paulo.
Os ingressos já estão à venda online no site da Ingresse. Para quem deseja comprar sem taxa de conveniência, o Takkø Café é o ponto de venda físico oficial, no bairro Vila Buarque.
Sudan Archives, nome artístico da violinista, cantora, compositora e produtora Brittney Denise Parks, consolidou-se nos últimos anos como uma das vozes mais originais da música contemporânea ao transformar o violino – instrumento que aprendeu a tocar de ouvido ainda criança – em centro de uma linguagem que atravessa R&B, soul, hip-hop, música eletrônica, pop experimental, funk e tradições de cordas de diferentes partes do mundo.
Nascida em Cincinnati e radicada em Los Angeles, Parks começou a chamar atenção em 2017 com seu primeiro EP, Sudan Archives, seguido por Sink (2018), trabalhos que já apresentavam sua abordagem autodidata e pouco convencional ao instrumento. Em 2025, Sudan Archives iniciou uma nova fase com The BPM, seu terceiro álbum de estúdio.
Além dela, alguns dos destaques da edição de 2026 do Balaclava Fest são Blonde Redhead, DIIV, Dry Cleaning, Beach Fossils, Wednesday e Bar Italia. Os ingressos estão disponíveis no site Ingresse.com nos setores de pista, camarote, frisas e cadeiras altas.
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SERVIÇO:
Balaclava Records apresenta: Sudan Archives em São Paulo
Data: 28 de Setembro de 2026, segunda-feira
Local: Cine Joia
Praça Carlos Gomes, 82 – Liberdade
Horários: Portas 20h / Show 21h30
Classificação etária: 16+ / menores de 16 anos acompanhados dos pais ou responsável legal
Ingressos aqui.
Ponto de venda físico (sem taxa de conveniência):
Takkø Café
R. Maj. Sertório, 553 – Vila Buarque – São Paulo/SP
Horários: Terça à Sexta, das 8h às 17h / Sáb, dom e feriados, das 9h às 18h.
Saiba mais em @takkocafesp no Instagram
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Queens Of The Stone Age anuncia disco para outubro, “Perfecth”: saiba tudo

RESUMO: Perfecth, disco novo do Queens of the Stone Age, sai em outubro. Insignificant other, nova música da banda, é sobre “ver alguém que era seu mundo simplesmente desaparecer”.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Andreas Neumann / Divulgação
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O Queens of the Stone Age anunciou o nono álbum de estúdio, Perfecth, que chega em 30 de outubro pela Matador Records. A banda também divulgou Insignificant other, segundo single do disco, uma música que o cantor Josh Homme (que o texto de lançamento chama de Joshua Homme) resume como uma canção sobre distância e sobre a sensação de ver alguém que era seu mundo simplesmente desaparecer. “E também é sobre a estranha vertigem de estar no lado receptor disso”, diz Homme.
Insignificant other foi registrada em apenas duas tomadas e preserva um caráter mais aberto, com os integrantes deixando espaço para interações e improvisos. A formação atual do Queens of the Stone Age reúne Homme, Troy Van Leeuwen, Michael Shuman, Dean Fertita e Jon Theodore.
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O novo álbum foi produzido por Homme e Shuman e, segundo a banda, parte da ideia do kintsugi, técnica japonesa que recupera cerâmicas quebradas destacando suas rachaduras em vez de escondê-las. A imagem serve como ponto de partida para um disco que aborda diferentes formas de amor, incluindo relações familiares, amizades e romances, além das perdas e transformações associadas a elas.
As nove faixas foram desenvolvidas a partir de sessões realizadas em diferentes lugares, entre Nova Orleans e Los Angeles. Homme diz que as músicas não procuram necessariamente formar um conjunto homogêneo. “Cada música soa como se fosse de um mundo diferente”, conta. A ideia, segundo ele, é reunir diferentes estados emocionais ligados a amor, desejo, humor e às experiências que acabam produzindo algum tipo de aprendizado.
O título Perfecth também brinca com a própria noção de perfeição. Homme considera que “perfect” é uma palavra que não corresponde à realidade, já que nada é realmente perfeito. Daí a alteração do termo. “Nada neste mundo é perfeito, mas tudo parece ser ‘perfecth’. E esse título é engraçado quando você está em um grupo, mas não é tão engraçado quando você está sozinho”, conta.
O lançamento de Insignificant other veio acompanhado de um videoclipe dirigido por Chapman Baehler, que coloca um cão abandonado no centro de uma história ligada ao conceito do álbum – os filhos de Josh, Ruby e Max, participam do clipe. O disco chega às plataformas em 30 de outubro.
Anteriormente, o grupo havia divulgado o single Easy street, na qual Josh faz dueto com a cantora e compositora country Nikki Lane – que geralmente é chamada por aí de “primeira dama do country fora-da-lei”. Nessa faixa, o grupo bicou o balde e chutou pra bem longe qualquer linguagem sonora associada ao stoner. Trata-se de uma canção bem próxima do country, lembrando o mergulho dream pop que uma série de artistas vêm fazendo no estilo musical. O cantor disse também que a música foi composta de modo bem despojado (leia mais aqui).
Confira abaixo a capa e os nomes das músicas de Perfecth, além do teaser do disco.
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LISTA DE FAIXAS
01. It’s only love
02. Insignificant other
03. Where the goth girls at?
04. Mono
05. From the cliff
06. Sunday
07. Easy street
08. Phantom limb
09. Run away from the mob


































