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“I built shelter…”: em clipe, Scrambled Heads olha para uma nova fase da vida

RESUMO: Scrambled Heads transforma dúvidas, cansaço e memória em música e imagens no clipe de I built shelter from branches of second-guessing, faixa do EP Inward, them apart.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Em breve a gente fala com mais atenção do EP Inward, them apart, lançado pelo duo curitibano Scrambled Heads – mas hoje a gente fica com a info de que uma das faixas já rendeu um clipe. É I built shelter from branches of second-guessing.
É uma música bem especial na história da banda, por falar de um tema que atinge justamente quem tem uma banda há bastante tempo: “Ela fala sobre dúvida, cansaço, memória e reconstrução depois de anos dentro da cena DIY”, dizem eles. No clipe, os dois passam um dia com as famílias numa paisagem verde, levam as crianças para passear perto de uma cachoeira e até fazem uma fogueira – mas tem também uma sequência de projeção de imagens psicodélicas. O vídeo tem direção de Gee Lima e direção de fotografia de Ítalo Fortes.
O som do grupo passa por estilos como emo, post-hardcore e rock alternativo, com influências confessas de bandas como Seaweed, Title Fight e Drug Church. O duo é formado por Buga (Redlightz, também ex-Abraskadabra) e André Pamplona (ex-Monaco Beach), que unem suas experiências no rock curitibano e no indie brasileiro no conceito do novo projeto.
- Janeiro Industrial amplia o hardcore melódico em Futebol de segunda
Buga, por exemplo, diz ter ficado menos interessado na roda-viva de vans, shows e turnês após tocar em bandas indies que fizeram shows no Reino Unido e no Japão – bateu mais a vontade de trabalhar com calma em estúdio e ficar mais próximo da família. O Scrambled Heads também diz que seu som é menos sobre correr atrás da juventude, do hype ou da performance, e mais sobre registrar uma outra fase da vida.
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Janeiro Industrial amplia o hardcore melódico em “Futebol de segunda”

RESUMO: Janeiro Industrial amplia o hardcore melódico em Futebol de segunda, single que aproxima a banda de Sorocaba do emo e do rock alternativo.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Caio Lourenço / Divulgação
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Futebol de segunda marca uma mudança de ritmo para a Janeiro Industrial. A banda de Sorocaba mantém o hardcore melódico como ponto de partida, mas amplia as guitarras com elementos de emo e rock alternativo. Lançada em 24 de agosto pelo Selo Downstage, a faixa é o primeiro lançamento do grupo desde o EP Alteridade, de 2024.
A música nasceu de um processo mais demorado de composição, que permitiu ao quarteto trabalhar melhor as camadas instrumentais e dar mais espaço às letras. A produção, mixagem e masterização são de Lucas Guerra, vocalista de Bullet Bane e Colid.
- Em clipe, Scrambled Heads olha para uma nova fase da vida
A mudança não significa abandonar a urgência que orientava o trabalho anterior. Em Futebol de segunda, as guitarras continuam pesadas e melódicas, mas dividem espaço com atmosferas mais elaboradas. A banda diz que o período entre os lançamentos ajudou a trocar a pressa por mais tempo de experimentação.
Formada em 2021, a Janeiro Industrial surgiu a partir das composições de Murillo Fogaça e foi ganhando forma com Felipe Marcon (guitarra), Felipe Fogaça (baixo) e Rafael Malinverni (bateria). O grupo construiu sua trajetória dentro da cena independente de Sorocaba, também envolvido com shows e produção de eventos.
O próprio nome da banda combina essas duas ideias: “Janeiro” como começo ou recomeço e “Industrial” como referência à cidade onde o grupo nasceu. Essa relação com o cotidiano aparece nas letras, que abordam memória, ansiedade, amizade, afeto, amadurecimento e as mudanças provocadas pelo tempo.
No som, a Janeiro Industrial parte de bandas como Rival Schools, Fiddlehead, Title Fight, Basement e At the Drive-In, ao mesmo tempo em que dialoga com referências brasileiras como Rancore, Zander, Fresno, Charlie Brown Jr. e CPM 22.
Futebol de segunda também ganhou clipe dirigido por Caio Lourenço. Gravado em uma quadra, o vídeo transforma o futebol em parte da identidade visual da música e foi produzido de maneira coletiva, com a participação de NFC & Ocitocine. A banda chegou a criar uma camiseta específica para as filmagens, que também será vendida como merch nos shows.
“Desde que começamos a pensar na faixa, a ideia era fazer algo que tivesse a nossa cara. Foram horas de quadra, câmera, correria, futebol, música e um monte de gente trabalhando pra transformar uma ideia nossa em imagem”, afirma a banda
A faixa abre uma nova sequência de lançamentos da Janeiro Industrial, agora com uma sonoridade que preserva a raiz hardcore, mas deixa mais evidente o interesse do grupo por texturas, atmosferas e canções em português.
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Johnny Marr canta contra “idiotas com opiniões duvidosas” (ih, rapaz) em nova música

RESUMO: Johnny Marr transforma It’s time em um chamado contra cinismo e corrupção. A faixa é mais uma prévia de The age of everything, seu quinto álbum solo.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Andy Cotterill / Divulgação
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Como já vi alguém comentando: “olha só, Johnny Marr tá fazendo música pro Moz!”. Enfim, sabe-se lá qual o “muso” da canção, mas Johnny vem com mais uma prévia de seu próximo álbum solo, The age of everything, que é It’s time. Uma música que ele diz ser sobre “os idiotas com opiniões duvidosas”.
Depois de Spin e Ophelia, a nova faixa funciona como um chamado à luta contra o cinismo e a corrupção. Marr fala de temas pesados, mas escolhe uma sonoridade que cria um contraste entre a energia da música e a mensagem da letra. “É a minha maneira de cantar sobre alguns problemas do mundo, mas encontrando resistência no idealismo”, explica Marr.
“Eu queria uma letra que combinasse com a exuberância da música, mas que fosse, na verdade, sobre resistir ao cinismo e à corrupção”, diz ele, que falou na letra em mobilização, em abrir os olhos e buscar a verdade. Já o clipe foi gravado durante o maior show solo de sua carreira, realizado no início deste ano no Castlefield Bowl, em Manchester, cidade natal do músico.
The age of everything é o quinto disco solo do músico, e chega em 2 de outubro. Em novembro, ele vem ao Brasil.
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“É uma jornada pela alma da América do Sul”, dizem Hermanos Gutiérrez sobre “Los Andes”

RESUMO: Hermanos Gutiérrez mergulha nas raízes latino-americanas em Los Andes, faixa instrumental que antecipa Los ojos del cóndor, produzido por Dan Auerbach.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Jackie Lee Young / Divulgação
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Os irmãos suíço-equatorianos Hermanos Gutiérrez estão de volta com Los Andes, faixa que dá nome à cordilheira que serve de eixo para o novo álbum da dupla, Los ojos del cóndor, previsto para 25 de setembro pela Easy Eye Sound.
Estevan e Alejandro Gutiérrez unem guitarras que parecem trilha sonora de um filme que ainda não existe. A interação entre guitarra e lap steel é econômica e atmosférica, criando uma música que tem mais a ver com paisagem e sensação do que com grandes acontecimentos. O clipe, dirigido por Robert Schober, segue essa ideia com uma colagem de imagens e técnicas de mídia mista.
“Mais do que uma música, Los Andes é uma jornada pela alma da América do Sul”, dizem os irmãos. “Carregada pelo espírito do condor, ela desliza sobre picos antigos, vales sagrados e horizontes infinitos, onde o silêncio se torna melodia e as montanhas parecem respirar”.
Los ojos del cóndor foi produzido por Dan Auerbach, do The Black Keys, no estúdio Easy Eye Sound, em Nashville. O álbum reúne dez faixas e olha diretamente para as referências latino-americanas da dupla: o Equador de origem da mãe dos irmãos, a herança peruana da família e a geografia dos Andes.
A ideia é ampliar a fórmula instrumental que tornou o Hermanos Gutiérrez conhecido, misturando o som cinematográfico das guitarras com elementos de surf music, faroeste e música latina. Aparecem ainda referências à milonga argentina, à cumbia peruano-colombiana e a sonoridades tradicionais andinas.
Uma novidade importante está no charango, instrumento de cordas típico dos Andes que Alejandro toca em algumas das faixas. O resultado promete deixar o som da dupla um pouco mais próximo do território que inspirou o disco.
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