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“I built shelter…”: em clipe, Scrambled Heads olha para uma nova fase da vida

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Scrambled Heads - Foto: Divulgação

RESUMO: Scrambled Heads transforma dúvidas, cansaço e memória em música e imagens no clipe de I built shelter from branches of second-guessing, faixa do EP Inward, them apart.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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Em breve a gente fala com mais atenção do EP Inward, them apart, lançado pelo duo curitibano Scrambled Heads – mas hoje a gente fica com a info de que uma das faixas já rendeu um clipe. É I built shelter from branches of second-guessing.

É uma música bem especial na história da banda, por falar de um tema que atinge justamente quem tem uma banda há bastante tempo: “Ela fala sobre dúvida, cansaço, memória e reconstrução depois de anos dentro da cena DIY”, dizem eles. No clipe, os dois passam um dia com as famílias numa paisagem verde, levam as crianças para passear perto de uma cachoeira e até fazem uma fogueira – mas tem também uma sequência de projeção de imagens psicodélicas. O vídeo tem direção de Gee Lima e direção de fotografia de Ítalo Fortes.

O som do grupo passa por estilos como emo, post-hardcore e rock alternativo, com influências confessas de bandas como Seaweed, Title Fight e Drug Church. O duo é formado por Buga (Redlightz, também ex-Abraskadabra) e André Pamplona (ex-Monaco Beach), que unem suas experiências no rock curitibano e no indie brasileiro no conceito do novo projeto.

Buga, por exemplo, diz ter ficado menos interessado na roda-viva de vans, shows e turnês após tocar em bandas indies que fizeram shows no Reino Unido e no Japão – bateu mais a vontade de trabalhar com calma em estúdio e ficar mais próximo da família. O Scrambled Heads também diz que seu som é menos sobre correr atrás da juventude, do hype ou da performance, e mais sobre registrar uma outra fase da vida.

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Instagram não para de recomendar “Higher”, do Creed – e nem sabe por quê

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Instagram não para de recomendar "Higher", do Creed - e nem sabe por quê

RESUMO: Higher, hit do Creed lançado em 1999, virou sugestão recorrente de música nos Stories do Instagram. A plataforma admite que há um problema no algoritmo e tenta descobrir como resolvê-lo.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução

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Aparentemente, o Creed está aparecendo onde ninguém chamou. Quem costuma colocar música nos stories do Instagram pode ter esbarrado em Higher, hit lançado pela banda em 1999, entre as primeiras sugestões da plataforma. Até aí, tudo bem. O problema é que a faixa aparece o tempo todo, mesmo quando não tem absolutamente nada a ver com o que está sendo publicado.

A insistência começou a chamar a atenção dos usuários, que passaram a desconfiar de alguma campanha promocional do Creed. Afinal, seria uma maneira e tanto de fazer uma música de quase 30 anos voltar à cabeça das pessoas. Só que, pelo visto, nem o Instagram entende direito o que está acontecendo.

A história foi parar na CNN americana, que procurou a plataforma para saber de onde vinha tanto amor pelo Creed. A resposta foi curiosa: depois de investigar o caso, o Instagram descobriu que Higher estava sendo sugerida a muito mais gente do que deveria. A empresa informou que seus engenheiros estão tentando resolver o problema, mas não explicou o que fez a música ganhar tamanha preferência do algoritmo.

Lançada como primeiro single de Human clay (1999), segundo álbum do Creed, Higher foi o primeiro sucesso do grupo a entrar no Top 10 americano. A faixa voltou a circular com força nas redes sociais nos últimos anos, acompanhando uma onda de nostalgia pelo rock da virada dos anos 1990 para os 2000 e o retorno da banda aos shows, em 2024.

Agora, quase três décadas depois, o Creed conseguiu uma coisa que muita banda adoraria: entrar na trilha sonora da vida de milhares de pessoas sem que ninguém tivesse pedido. Nem mesmo o Instagram.

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Samuel Amaro transforma implicância amorosa em clipe inspirado no city pop

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Samuel Amaro - Foto: Lírica Aragão e Pietro Saura / Divulgação

RESUMO: Em Eu ia, Samuel Amaro mistura referências ao city pop e imagens de câmeras antigas para contar uma história de amor reprimido, em que provocar o outro é mais fácil do que admitir os sentimentos.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Lírica Aragão e Pietro Saura / Divulgação

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Implicância também pode ser declaração de amor – pelo menos em Eu ia, música do paranaense Samuel Amaro que acaba de ganhar clipe. A faixa faz parte do álbum de estreia Músicas surpreendentemente comuns, melancólicas e feitas para dormir, e seu vídeo mistura referências de city pop dos anos 1980 com uma história sobre gente que prefere provocar a admitir o que sente.

Filmado em Maringá (PR), o clipe acompanha três tentativas do protagonista de se aproximar de seu par romântico. Em todas, o medo de se expor acaba atrapalhando as coisas. A produção é da Bolinha de Gude Produções, com direção e edição de Lírica Aragão e Pietro Saura, e aposta numa imagem inspirada em handycams e câmeras analógicas.

“A ideia do clipe nasceu para traduzir em imagens essa minha obsessão pelo city pop e essa ponte entre o retrô e o contemporâneo. A história retrata esse amor reprimido, daquela pessoa que se irrita e se opõe a tudo que o outro faz só para esconder o que sente, como a Helga faz com o Arnold no desenho dos anos 90. É sobre se proteger atrás da implicância em cena para não ter que lidar com a própria vulnerabilidade”, explica Samuel.

Eu ia foi gravada no home studio do próprio músico, em Maringá. O esquema caseiro acabou chegando também às filmagens: numa das cenas, a equipe precisou segurar manualmente uma cortina que aparece no cenário porque não havia suporte para prender o varão.

Em atividade desde 2018, Samuel lançou anteriormente os EPs Morno (2020) e Sintoma (2022). O músico também produz sob o nome Qumma, projeto voltado ao lo-fi. Eu ia traz João Manoel, da banda Jovens Ateus, na guitarra, Luiz Júnior no baixo e mixagem e masterização de Maurício Mendes.

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Dizturbia mistura punk eletrônico, stoner e conflitos em single duplo, “Trégua”

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Dizturbia - Foto: Daniely Simões / Divulgação

RESUMO: Dani Buarque e Fabrizio Martinelli voltam com o Dizturbia em Trégua, single duplo que mistura eletrônica, guitarras pesadas e punk para falar de relações desgastadas, inadequação e alienação cotidiana.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Daniely Simões / Divulgação

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O Dizturbia, projeto de Dani Buarque (The Mönic) e do guitarrista e beatmaker Fabrizio Martinelli (Hateen, Maguerbes, Street Bulldogs), está de volta com o single duplo Trégua. O lançamento traz a faixa-título e Inadequado (Sou um ET) e é o primeiro material da dupla desde o EP de estreia Sabor novidade, lançado pela Deck em 2025.

Dani e Fabrizio vêm compondo juntos há pouco mais de dois anos, conciliando o Dizturbia com seus outros projetos. Nesse período, o material foi se acumulando. “Quando piscamos, já tinham passado todos esses meses, e a gente já tinha 13 músicas feitas e mais umas 10 ideias em andamento”, conta Dani.

Trégua abre uma sequência de seis músicas em português que a dupla pretende lançar antes do primeiro álbum. A faixa nasceu inteira durante uma sessão na casa dos dois, a partir de um beat mais lo-fi criado por Fabrizio, e junta eletrônica e guitarras distorcidas para falar do desgaste provocado por uma relação.

“Ela é especial para a gente. Sou apaixonada pela guitarra que ele fez no refrão, sinto que ela conta a história do jeito dela”, diz Dani. “Sabe aquela sensação de ter um diamante nas mãos, mas sentir o peso de estar em alerta o tempo todo justamente por isso? É quando o esforço para cuidar de algo tão precioso começa a machucar. A música fala desse paradoxo entre o amor e a pressão que o próprio amor pode trazer”.

Já Inadequado (Sou um ET) está entre as primeiras composições do Dizturbia. A música também começou com um beat eletrônico, mas mudou quando Fabrizio resolveu acrescentar mais peso à gravação, chegando a uma mistura de punk eletrônico, stoner e música de pista.

“Talvez seja a mais electro de todas que a gente já lançou”, diz Dani. A letra parte da sensação de não pertencimento para falar de alienação, anestesia coletiva e de uma realidade em que situações absurdas vão sendo incorporadas ao cotidiano. “Se eu pudesse resumir, é uma música sobre como só não ficou maluco quem não entendeu o que está acontecendo”.

A produção das duas faixas é de Fabrizio, mantendo o esquema DIY adotado pelo Dizturbia desde o início. Trégua já está nas plataformas digitais pela Deck.

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