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Urgente!: Documentário “Paul McCartney: Man on the Run” tá quase entre nós

O fim dos Beatles não foi só um trauma histórico: foi um vazio bem concreto na vida de Paul McCartney. É desse ponto que parte Paul McCartney: Man on the run, documentário dirigido por Morgan Neville, que acompanha a década em que Paul precisou reaprender a ser artista depois de sair da maior banda do planeta.
O filme foca no período entre 1970 e o auge dos Wings, banda que Paul montou após os Beatles. Começa com o lançamento de McCartney, o primeiro disco solo, feito em clima quase doméstico, e segue pelos anos de incerteza, críticas duras, tentativas frustradas e, finalmente, pela consolidação dos Wings como uma banda de verdade — não um projeto de ex-beatle tentando se manter relevante.
Neville trabalha com material de arquivo farto, imagens íntimas feitas por Linda McCartney e entrevistas que ajudam a desmontar a narrativa triunfalista. Além de Paul, aparecem Linda, Mary e Stella McCartney, integrantes dos Wings e gente como Sean Ono Lennon, Mick Jagger e Chrissie Hynde. O interesse aqui não é reforçar o mito, mas mostrar um Paul vulnerável, errando, insistindo e se reconstruindo.
Man on the run estreia nos cinemas de alguns países em sessões especiais que incluem uma conversa gravada entre Paul e o diretor. A lista de salas e horários será divulgada a partir de 4 de fevereiro às 11h (horário de Brasília) no site oficial do filme. Os fãs devem se inscrever na newsletter para receber alertas sobre o evento. Depois da passagem pelos cinemas, o documentário entra no catálogo do Prime Video em 27 de fevereiro, com lançamento em mais de 240 países.
O filme chega num momento em que os Wings vêm sendo reavaliados com mais seriedade. Em 2025, saiu o livro Wings: The story of a band on the run, uma história oral sobre a banda, e também a coletânea Wings, com diferentes formatos e novas mixagens – e que resenhamos aqui. O ano ainda marcou os 50 anos de Venus and Mars, relançado em edição especial, e mais uma etapa da turnê Got back. Outro lançamento recente foi o tesouro secreto de One hand clapping, um disco ao vivo no estúdio gravado por Paul e os Wings (e que resenhamos aqui).
No fim das contas, o documentário ajuda a reforçar algo que durante muito tempo foi tratado como nota de rodapé: os Wings não foram um intervalo entre Beatles e legado solo — foram o jeito que Paul encontrou de começar tudo de novo. E vale lembrar que temos um episódio do nosso podcast, Pop Fantasma Documento, justamente sobre o comecinho da fase Wings. Ouça aqui.
Foto: Clive Arrowstone / MPL Communications
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Os Alquimistas e akaStefani lembram romances punks em “Tu”

RESUMO: Em Tu, o trio sul-mato-grossense Os Alquimistas mistura punk e garage rock para contar uma história de amor e noites intermináveis, ao lado de akaStefani. A faixa antecipa seu primeiro álbum, previsto para 2026.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Um romance entre dois punks que se conheceram no colégio, noites que parecem não acabar e aquela impressão de que o relacionamento está por um fio. Pode ser uma história só ou várias lembranças misturadas. É mais ou menos por aí que vai Tu, single dos Alquimistas, trio de Campo Grande (MS) que prepara seu primeiro álbum completo depois de mais de uma década de atividade.
A música foi composta por Bo Loro, integrante da banda, e akaStefani, artista e produtora musical que ele conhece desde os tempos da cena punk de Campo Grande, e que passou por bandas como Duo Chipa e Manobra Feroz. As guitarras ficaram a cargo do cearense Edson Van Gogh, músico que já trabalhou com Cidadão Instigado, Jonnata Doll e os Garotos Solventes e Lirinha.
Em Tu, Os Alquimistas mostram seu lado mais ligado ao punk e ao rock de garagem, com referências que incluem Ramones, Johnny Thunders & The Heartbreakers e Fidlar. A gravação ainda tem uma curiosidade: um sino de verdade, que estava no Estúdio 45, onde o disco foi registrado, acabou entrando na música.
O título faz referência a uma composição de Edson Vander, artista admirado por Bo Loro. Lançada em 18 de setembro, a faixa antecipa o álbum homônimo do grupo, que reúne influências de psicodelia, punk, garagem e música brasileira, incluindo referências sul-mato-grossenses.
Formado em 2013 por Leotta, Perim e Bo Loro, o trio lançou em 2019 o EP Cidade pequena, que recebeu uma indicação ao Prêmio Dynamite de Música Independente na categoria Revelação. A banda também já passou por festivais como Grito do Rock, Campão Cultural e Som da Concha, além de ter feito shows no Rio e em São Paulo.
O primeiro álbum dos Alquimistas foi gravado com a colaboração do produtor Anderson Rocha, que já havia trabalhado com a banda no EP de estreia. O disco tem lançamento previsto para 2026 e contará com edição em vinil, atualmente em fabricação em São Paulo.
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Wagner Almeida troca carreira solo pelo slowcore do Sempre Te Falam

RESUMO: O mineiro Wagner Almeida estreia o Sempre Te Falam com uma session de quatro faixas que misturam slowcore, post-rock e ruídos intimistas. O projeto terá lançamentos exclusivos no Bandcamp e YouTube.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Cauã Medeiros / Divulgação
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O músico mineiro Wagner Almeida já havia aparecido aqui no Pop Fantasma com o álbum solo Com cuidado (2023) – um passeio pelas possibilidades não apenas de estilos como shoegaze e guitar rock, mas também pelas vibes herdadas de bandas como Smashing Pumpkins. Agora, ele decidiu encerrar sua carreira solo e recomeçar com o projeto Sempre Te Falam – uma fase nova em que Wagner mantém uma onda narrativo, lo-fi e intimista, mas aposta agora em sonoridades mais intensas, que passeiam por estilos ruidosos e introspectivos como slowcore e pelo post-rock.
Uma boa mostra disso está na session Sempre Te Falam – Ao vivo no Estúdio Central, realizada no estúdio mineiro em 30 de maio. Wagner (guitarra e voz), Mateus Gregs (guitarra), João Carvalho (baixo), Fábio de Carvalho (sintetizador) e João Pedro Fernandes (bateria) dedicam-se a quatro faixas intensas e fechadas, algumas com diferentes segmentos e andamentos. As letras apontam para incertezas da vida.
As faixas iniciais do projeto são Kaury Seymour, Novaclean, Tão normal e Sota-capitão. O próprio Wagner editou o vídeo, que foca numa captação de imagens bem próxima do experimental e do marginal. Um detalhe: Wagner está interessado em maneiras novas de disponibilizar seu material, e as músicas do Sempre Te Falam sairão exclusivamente em seu Bandcamp e seu YouTube.
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Tem robô aí! Raye enfrenta 1,8 milhão de inscrições para show de 5 mil lugares (!)

RESUMO: Raye tenta separar fãs reais de cambistas e bots após receber 1,8 milhão de inscrições para um show de 5 mil lugares. O caso lembra a polêmica dos supostos fãs artificiais do Geese.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução
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A cantora pop Raye virou uma história de sucesso daquelas que dão até gosto de acompanhar. Depois de brigar com sua antiga gravadora porque não conseguia lançar um álbum, a cantora britânica resolveu seguir por conta própria, estourou nas paradas, ganhou seis Brit Awards numa noite só e virou uma das grandes estrelas do pop atual. Agora, está descobrindo um dos lados mais irritantes dessa popularidade: tentar vender ingressos para fãs de verdade num mundo cheio de cambistas e robôs.
A confusão começou com o anúncio de This symphony may contain hope, apresentação especial marcada para 23 de outubro no Royal Albert Hall, em Londres – e que faz parte do ciclo de divulgação do disco This music may contain hope (resenhado aqui). São apenas 5 mil ingressos disponíveis. O problema? Mais de 1,8 milhão de pessoas se inscreveram para tentar comprar uma entrada. Sim, você leu certo.
Raye, cujo nome verdadeiro é Rachel Keen, contou nesta terça (13) que ela e sua equipe estão precisando analisar manualmente as inscrições para tentar separar os fãs reais dos cambistas e das contas automatizadas. A ideia era justamente evitar uma pré-venda tradicional, que poderia facilitar a vida de quem compra ingressos aos montes para revendê-los por preços absurdos.
“É um mundo novo em que estamos vivendo. Nunca tinha visto robôs nessa escala”, escreveu a cantora no Instagram (via The Independent). “Não sei o que o futuro reserva para a venda de ingressos, mas sei que essa experiência abriu muito meus olhos.”
Ela também prometeu discutir novas maneiras de lidar com o problema. “Eu e minha equipe vamos pensar muito seriamente no que podemos fazer no futuro”.
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Os fãs selecionados receberão por e-mail um link e um código para participar da pré-venda. Se sobrarem ingressos, eles serão oferecidos ao público em geral. A preocupação de Raye é que as entradas cheguem às mãos de quem realmente pretende assistir ao show, pagando o preço original.
E olha que o sucesso dela não veio exatamente de bandeja. Depois de anos enfrentando dificuldades com sua gravadora, a cantora rompeu o contrato e lançou My 21st century blues em 2023. O disco chegou ao segundo lugar da parada britânica, entrou na lista do Mercury Prize e rendeu seis troféus no Brit Awards de 2024, incluindo o de álbum do ano.
De lá para cá, Raye emplacou mais um número um com Where is my husband!, depois do sucesso de Escapism, e foi atração principal dos festivais Reading e Leeds. Seu segundo álbum, This music may contain hope, mistura soul, blues, jazz, R&B, hip-hop e pop, com 17 faixas que falam de desilusões amorosas, autoestima e esperança, num clima de filme musical das antigas. É esse repertório que vai aparecer no Royal Albert Hall.
Aliás, a história de Raye lembra outra discussão recente, só que com uma diferença importante. No caso da cantora, os robôs são suspeitos de atrapalhar a venda de ingressos. Já o Geese, banda estadunidense que virou uma das grandes sensações do indie rock, precisou responder a suspeitas de que contas artificiais estariam ajudando a fabricar sua popularidade.
A confusão envolveu a Chaotic Good, empresa de marketing digital que trabalhou em campanhas para o Geese e para a carreira solo do vocalista Cameron Winter. A companhia utilizava redes de perfis e publicações no TikTok para aumentar a circulação de conteúdos musicais. Quando a história veio à tona, começaram as perguntas sobre quantos daqueles fãs eram reais.
Em entrevista à Rolling Stone, Winter resolveu brincar com a situação. “Parecia uma explicação razoável. A gente ficou tipo: ‘Meu Deus, tudo isso é falso’. Estávamos em pânico. Aí fomos até nossa gravadora por e-mail e perguntamos: ‘Há quanto tempo todos os nossos fãs são falsos, seus filhos da puta?’”
Segundo o cantor, a explicação recebida foi que a Chaotic Good havia sido contratada para divulgar vídeos de shows, e não para criar comentários ou fãs falsos. “Eram posts de baixa qualidade no TikTok, usados para impulsionar o algoritmo. Eles nos mostraram alguns exemplos, e isso me fez sentir melhor porque eram muito ruins”, contou. Já o baixista Dominic DiGesu foi ainda mais direto: “Venham ao show e me digam quantos bots vocês viram”.
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