Inacreditável, mas o sujeito da foto acima é Ozzy Osbourne, em 1982. De cabelo curto, usando camisa social e lembrando mais uma daquelas cenas em que vão nos bastidores de uma série tipo Stranger things e pegam os atores por trás das câmeras.

E de fato, o objetivo do papo, que foi transmitido no lendário programa Night flight, era pegar o que havia por trás das histórias de sexo, drogas, “magia negra” (enfim, não se falava de outro assunto quando se comentava de sua antiga banda, o Black Sabbath) e morcegos deglutidos no palco. Pra começar, Ozzy respondeu a uma dúvida milenar: que gosto tem a cabeça de um morcego?

“Morcego é muito salgado, ele tem sabor de sal”, esclarece Ozzy, que é perguntado pela repórter se o gosto de um morcego tem a ver com o de outra coisa. “Tem, mas não posso dizer isso agora no ar!”

O cantor de Crazy train (que mostra algumas de suas tatuagens, a pedido da repórter) reclamava em 1982 que as pessoas achavam que ele era doidão 24 horas por dia. “Ás vezes eu e minha esposa vamos jantar e as pessoas nos reconhecem. E elas agem como: ‘Peraí, por que o Ozzy está comendo pato? Ele provavelmente mordeu a cabeça do bicho!’ Você sabe por que eu faço tudo o que eu faço? É porque é o que todo mundo quer fazer, mas eles não têm coragem”.

Ozzy também dava uma confundida na cabeça dos fãs dizendo que tinha conseguido mantem uma relação, er, saudável com drogas e bebidas. “Eu já tomei muitas drogas e ainda bebo. Tenho a habilidade para dizer ‘chega!’. Tomei drogas quando era algo fashion, até que disse para mim mesmo: ‘Ei, cara, essa é uma falsa existência’. Tomar drogas é uma atitude freak. Não sou um freak. Tenho um talento que Deus me deu para dividir com as pessoas”. As questões de Ozzy com substâncias lícitas e ilícitas ainda demorariam bastante tempo para serem resolvidas, como se sabe. O cantor também diz que “apenas conseguiu estar na situação certa, na hora certa”. “Não sei nem tocar instrumentos, não sei nada”.

Tá aí a conversa (não tem legendas, tá só em inglês).

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